Medicina

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Neurocirurgia - ter, 07/30/2013 - 00:18

    A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o uso do endoscópio, não está limitado apenas às indicações clássicas como hérnia de disco, estenose  de canal vertebral e estenose de forame intervertebral; o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

     A endoscopia é portanto, uma técnica de mínima invasão e mínima agressividade, que permite visualizar o local exato da doença com um grande aumento através de monitores de alta definição (Full-HD).

Comparando com uma cirurgia clássica de hérnia de disco, as principais vantagens do uso do endoscópio são:

  • realizado com anestesia local e sedação, não necessita de anestesia geral como a cirurgia tradicional
  • possibilidade de conversar com o paciente durante a cirurgia
  • não há limite de idade ou de condição física para ser operado; na cirurgia tradicional, por ser necessária a anestesia geral, muitos pacientes com outras doenças não podem ser operados.
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento mais rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Durante o procedimento, geralmente é utilizado um aparelho de Laser ou de Radiofreqüência, portanto muitos conhecem este procedimento como "cirurgia de hérnia de disco a laser".

Para a técnica endoscópica pode se escolher o acesso posterior (A) ou transforminal (B) para a retirada do disco herniado. O instrumento incial (A,B) separa as fibras musculares e abre espaço para a introdução do endoscópio. Após incisão milimétrica e separação das fibras musculares, coloca-se o canal de trabalho e o endoscópio (C). Consegue-se visão em alta definição das estruturas nervosas e da hérnia de disco Na cirurgia tradicional, após incisão na pelo, o músculo é separado da coluna (flecha) e utiliza-se instrumentos para a retirada de fragmentos ósseos. O microscópio é geralmente utilizado para a vizualização das estruturas nervosas e retirada do disco herniado.

     A endoscopia para cirurgia da coluna não é apenas um procedimento, mas sim uma técnica cirúrgica que além das inúmeras vantagens, constitui uma maneira revolucionária de enxergar o problema. Assim como algumas décadas atrás o microscópio cirúrgico trouxe melhoria nos resultados operatórios e o endoscópio revolucionou a gastrocirurgia e neurocirurgia; esta técnica pode fazer o mesmo para a cirurgia de coluna quando bem utilizada. Apesar de já existir há bastante tempo, o seu uso demorou a se estabelecer devido a curva de aprendizado mais longa. Mas já está sendo utilizada corriqueiramente.

     Não deixe de consultar nossa equipe para tirar todas suas dúvidas!

 

Leia mais em:

 

Referências:

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders
Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.
Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.
 

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Saúde digna para todos, é o que os médicos desejam.

Vascular Pro - seg, 07/29/2013 - 18:31

Com todas as manifestações no Brasil, e, agora voltadas para a área da saúde sentimo-nos obrigados a alertar a todos que o objetivo dos médicos é apenas saúde com qualidade para todos. Apesar de toda propaganda contrária do governo (com dinheiro pago pelo seu imposto), os médicos querem apenas dignidade no trabalho e condições de exercer a profissão com o máximo de qualidade possível. O Conselho Federal de Medicina publicou carta aberta à população (leia, é interessante). 

A intransigência do governo associada à maquina de apagar incêndios encontrou como solução eleitoreira a importação de médicos extrangeiros sem revalidação do diploma como solução. Solução esta que apenas solucionará a falta de emprego nos países doadores. A criação de uma medicina de baixa qualidade segregará mais ainda a população e criará a medicina dos ricos e a medicina do pobre. Logo em seguida resolveram que aumentar a formação do médico brasileiro em dois anos e obrigá-lo a trabalhar onde falta profissional também resolverá o problema. A classe médica há anos alerta para a falta de infra estrutura e contínua piora da gestão, apesar disso, com nossos pedidos ignorados, trabalhamos incansavelmente para atender a todos. O estudo da saúde cabe aos profissionais da mesma, porém as decisões não estão sendo tomadas baseadas nas necessidades da mesma, ou mesmo nas necessidades da população. As decisões estão sendo tomadas para "apagar o fogo" das manifestações, visando um reeleição próxima.

Um país onde a lei diz que "a saúde é direito de todos e um dever do estado", a simples existência de um sistema de saúde suplementar, leia-se "convênios", é a maior prova de que o estado não cumpre com o seu dever.

E você que tem convênio ou seguro saúde, lembre-se que você paga pela saúde duas vezes, a primeira com seus impostos, e, provavelmente não usa ou nunca usou o SUS por não confiar no sistema. Saiba que com todas essas manifestações, desvio de atenção do governo e medidas tomadas, os únicos beneficiados são as empresas de convênio médico, que terão mão de obra mais barata e poderão oferecer menos ainda que continuarão melhores que o SUS. 

Todos os brasileiros serão afetados negativamente pela medidas que estão sendo tomadas, mesmo aqueles que não dependem do SUS. Portanto este é um assunto que interessa a todos. 

Todos aqui já dedicaram ou ainda dedicam anos de suas vidas ao atendimento do SUS, todos aqui já passaram por situações críticas de falta de material, exames, leitos e infra estrutura. Todos aqui já tomaram decisões difíceis por falta de infra estrutura. Todos aqui já estiveram em situações onde não puderam ajudar alguém simplesmente por falha do sistema. E todos, infelizmente, já viram fatalidades por falha de gestão. Médico não é mágico. Na era da medicina baseada em evidências, para as melhores decisões serem  tomadas são necessários gastos com exames, medicamentos e infra-estrutura. A medicina é cara, o médico é barato. Colocar um médico para trabalhar sem condições é voltar ao xamanismo.

O Brasil precisa de saneamento básicoeducação, e saúde. E, para isso, é preciso de uma coisa que todos esquecem: ética. Acabando com a corrupção, e com o jeitinho brasileiro, quem sabe haverá dinheiro para investir nas áreas que mais necessitam. Mas o exemplo tem que vir de cima. Tem que haver uma limpeza ética geral. O médico não pode ser responsabilizado e crucificado pelas mazelas da saúde numa situação criada por anos e anos de completa marginalização política da saúde. Assim como a população não pode receber migalhas de saúde apenas nas vésperas eleitoreiras. O Brasil precisa de um plano sólido e consistente de saúde, o que é apresentado repetidamente pela classe e entidades médicas, mas ignorado constantemente pelo governo por motivos marketeiros.

Enquanto você não se sensibilizar pela causa médica, continuará sendo manipulado a dar seus votos a quem oferecer migalhas à população, e continuará pagando o convênio e SUS ao mesmo tempo. E consequentemente terá que se contentar com menos.

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Saúde digna para todos, é o que os médicos desejam.

Amato Consultório Médico - dom, 07/28/2013 - 19:18
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Com todas as manifestações no Brasil, e, agora voltadas para a área da saúde sentimo-nos obrigados a alertar a todos que o objetivo dos médicos é apenas saúde com qualidade para todos. Apesar de toda propaganda contrária do governo (com dinheiro pago pelo seu imposto), os médicos querem apenas dignidade no trabalho e condições de exercer a profissão com o máximo de qualidade possível. O Conselho Federal de Medicina publicou carta aberta à população (leia, é interessante). 

A intransigência do governo associada à maquina de apagar incêndios encontrou como solução eleitoreira a importação de médicos extrangeiros sem revalidação do diploma como solução. Solução esta que apenas solucionará a falta de emprego nos países doadores. A criação de uma medicina de baixa qualidade segregará mais ainda a população e criará a medicina dos ricos e a medicina do pobre. Logo em seguida resolveram que aumentar a formação do médico brasileiro em dois anos e obrigá-lo a trabalhar onde falta profissional também resolverá o problema. A classe médica há anos alerta para a falta de infra estrutura e contínua piora da gestão, apesar disso, com nossos pedidos ignorados, trabalhamos incansavelmente para atender a todos. O estudo da saúde cabe aos profissionais da mesma, porém as decisões não estão sendo tomadas baseadas nas necessidades da mesma, ou mesmo nas necessidades da população. As decisões estão sendo tomadas para "apagar o fogo" das manifestações, visando um reeleição próxima.

Um país onde a lei diz que "a saúde é direito de todos e um dever do estado", a simples existência de um sistema de saúde suplementar, leia-se "convênios", é a maior prova de que o estado não cumpre com o seu dever.

E você que tem convênio ou seguro saúde, lembre-se que você paga pela saúde duas vezes, a primeira com seus impostos, e, provavelmente não usa ou nunca usou o SUS por não confiar no sistema. Saiba que com todas essas manifestações, desvio de atenção do governo e medidas tomadas, os únicos beneficiados são as empresas de convênio médico, que terão mão de obra mais barata e poderão oferecer menos ainda que continuarão melhores que o SUS. 

Todos os brasileiros serão afetados negativamente pela medidas que estão sendo tomadas, mesmo aqueles que não dependem do SUS. Portanto este é um assunto que interessa a todos. 

Todos aqui já dedicaram ou ainda dedicam anos de suas vidas ao atendimento do SUS, todos aqui já passaram por situações críticas de falta de material, exames, leitos e infra estrutura. Todos aqui já tomaram decisões difíceis por falta de infra estrutura. Todos aqui já estiveram em situações onde não puderam ajudar alguém simplesmente por falha do sistema. E todos, infelizmente, já viram fatalidades por falha de gestão. Médico não é mágico. Na era da medicina baseada em evidências, para as melhores decisões serem  tomadas são necessários gastos com exames, medicamentos e infra-estrutura. A medicina é cara, o médico é barato. Colocar um médico para trabalhar sem condições é voltar ao xamanismo.

O Brasil precisa de saneamento básico, educação, e saúde. E, para isso, é preciso de uma coisa que todos esquecem: ética. Acabando com a corrupção, e com o jeitinho brasileiro, quem sabe haverá dinheiro para investir nas áreas que mais necessitam. Mas o exemplo tem que vir de cima. Tem que haver uma limpeza ética geral. O médico não pode ser responsabilizado e crucificado pelas mazelas da saúde numa situação criada por anos e anos de completa marginalização política da saúde. Assim como a população não pode receber migalhas de saúde apenas nas vésperas eleitoreiras. O Brasil precisa de um plano sólido e consistente de saúde, o que é apresentado repetidamente pela classe e entidades médicas, mas ignorado constantemente pelo governo por motivos marketeiros.

Enquanto você não se sensibilizar pela causa médica, continuará sendo manipulado a dar seus votos a quem oferecer migalhas à população, e continuará pagando o convênio e SUS ao mesmo tempo. E consequentemente terá que se contentar com menos.

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Artéria Lusória - Caso publicado

Vascular Pro - dom, 07/21/2013 - 18:52

Artéria lusória: variação anatômica onde a artéria subclávia direita tem origem como último ramo do arco da aorta.

Caso publicado na Folha Vascular 151

Informativo da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular - SP n 151 

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Inseminação intra-uterina

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 18:24

A inseminação é um procedimento simples que consiste em concentrar e introduzir os espermatozóides capacitados diretamente no interior do útero. É utilizada quando o volume ou a concentração dos espermatozóides não são suficientes ou quando a mobilidade dos gametas decresce. Esta técnica também pode ser usada quando o muco cervical apresenta problemas. Em geral, neste procedimento, recomenda-se também o estímulo da ovulação na mulher como forma de potencializar os resultados. A taxa de sucesso da inseminação artificial depende muito das causas de infertilidade diagnosticadas. É essencial a permeabilidade em pelo menos uma das trompas, assim como um número mínimo de espermatozoides, para que a técnica funcione.

Tags: inseminaçãotratamentointrauterino
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Fertilização in Vitro por ICSI

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:52

ICSI significa Intra Citoplasmatic Sperm Inject – Micro Manipulação de Gametas. A técnica faz uso de microscópio e micromanipuladores, introduzindo o espermatozóide dentro do óvulo com uma agulha sete ou mais vezes mais fina que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Isso tudo é uma complementação da própria técnica de FIV. Atualmente é utilizado nos casos de óvulos com zona pelúcida “enrijecida” (mulher > 40). 

O espermatozóide que vai fertilizar o óvulo é selecionado com uma micro agulha e depois é injetado dentro do óvulo.

Esta técnica é utilizada quando existem alterações na quantidade, na motilidade ou na forma dos espermatozóides, o que poderia impedir sua entrada no óvulo de maneira natural. Também se utiliza esta técnica quando o homem apresenta azoospermia e os espermatozóides devem ser recuperados por coleta alternativa. Também se utiliza esta técnica em pacientes com vasectomia.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, o óvulo é injetado com uma microagulha com ajuda de um equipamento especial (micromanipulador). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultra-sonografia pélvica via supra-púbica. Após 12 a 14 dias já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG).

A chance de sucesso é semelhante à FIV e a taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

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Doação de óvulos

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:50

Tratamento recomendado para mulheres incapazes de produzir seus próprios óvulos, nos casos de menopausa precoce, ooferectomizadas, menopausadas, ou aquelas com doenças genéticas. A doação de óvulos, também chamada de doação de oocitos, torna a gravidez possível para aquelas mulheres que de outra forma não ficariam grávidas usando os seus próprios óvulos. Todos os anos, cerca de 3000 bebês nascem de mulheres que usaram óvulos doados.

Quando a mulher já não produz óvulos ou os óvulos que produz são de baixa qualidade, ela pode utilizar óvulos de uma doadora.

Mulheres com menopausa precoce, endometriose, síndrome de Turner e outras doenças podem necessitar deste tipo de tratamento.

O tratamento realizado é a fertilização in vitro, porém os óvulos utilizados vêm de uma doadora. Estes óvulos são fecundados com os espermatozóides do marido da paciente e os embriões resultantes colocados dentro do útero.

As doadoras podem ser pacientes que estejam em tratamento de fertilização e que tenham óvulos excedentes ou mulheres voluntárias que se dispõem a doar. Todas elas devem ter menos de 36 anos de idade (devido à qualidade dos óvulos), não podem ter doenças como endometriose ou doenças hereditárias e são testadas para doenças infecciosas.

A doação de óvulos no Brasil é anônima. A doadora não conhece a paciente que receberá os óvulos, nem é permitido à paciente conhecer a identidade da doadora. Cabe à equipe médica selecionar a doadora com base nas características físicas do casal receptor e grupo sanguíneo.

Algumas situações onde a mulher deve considerar a doação de óvulos:

  • Mulheres que tenham diminuído a função ovariana e não tenham condições de produzir óvulos de qualidade. 
  • Mulheres que não tenham ovários.
  • Mulheres com ovários que não funcionam devido à quimioterapia, radiação ou menopausa prematura.
  • Mulheres que não tenham respondido bem à terapia medicamentosa para os ovários ou tenham repetidamente produzido óvulos de baixa qualidade durante tentativas anteriores de Fertilização in Vitro.
  • Mulheres que possuam doenças geneticamente transmissíveis.

 

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Risco de problemas com aumento da idade

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:42

Aborto
O risco de aborto espontâneo relacionado com o aumento da idade é causado, pelo menos em parte, por aumentos em anormalidades nos cromossomos. A maioria dos abortos espontâneos ocorre no 1º trimestre para mulheres de todas as idades. O risco de aborto espontâneo aumenta com o aumento da idade. Estudos sugerem as seguintes taxas de aborto espontâneo por idade:
•    Em torno de 10% nas idades entre 20-29 anos
•    Em torno de 20% nas idades entre 35-39 anos
•    Em torno de 35% nas idades entre 40-44 anos
•    Maior que 50% na idade de 45 anos

Síndrome de Down
O risco de uma mulher ter um bebê com certos defeitos congênitos envolvendo cromossomos (as estruturas das células que contêm os genes) aumenta com a idade. Síndrome de Down é o defeito congênito cromossômico mais comum. As crianças afetadas possuem retardo mental em diversos graus e defeitos físicos desde o nascimento. O risco de uma mulher ter um bebê com Síndrome de Down é:
•    Aos 25 anos, 1 em 1,250
•    Aos 30 anos, 1 em 1000
•    Aos 35 anos, 1 em 400
•    Aos 40 anos, 1 em 100
Especialistas recomendam que a todas as mulheres grávidas, independentemente da idade, seja oferecido um teste de rastreamento para Síndrome de Down e outros defeitos cromossômicos congênitos. 

NASCIMENTOS MÚLTIPLOS (Gêmeos)
Embora mulheres acima dos 35 anos tenham mais dificuldade em engravidar, elas também têm mais chances de terem gêmeos.  As chances de terem gêmeos aumentam naturalmente com a idade. 

OPÇÕES PARA CONSTRUÇÃO FAMILIAR
É devastador para uma mulher perceber que ela possui infertilidade ligada à idade. No entanto, é bom saber que existem outras formas de construir-se uma família. Algumas mulheres podem optar por adotar uma criança. Para aquelas que gostariam de gerar e dar à luz a uma criança, o uso de óvulo doado é uma opção viável.  Quando usado, é a idade da doadora do óvulo, não a idade da beneficiária (ou da mãe que vai gerar) que importa.

 

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Idade e Fertilidade Feminina

Fertilidade - sab, 07/13/2013 - 13:39

Nem todas as mulheres estão cientes do quanto sua fertilidade declina com a idade. Devido aos casos de celebridades dando à luz na faixa dos 40 anos, as mulheres são, às vezes, erroneamente levadas a acreditar que a concepção nesta idade é bastante possível. O que muito frequentemente não é revelado é que estas celebridades usaram um óvulo ou embrião doados.
As mulheres nascem com todos os óvulos que elas irão ter por toda vida. Dos 1.000.000 de óvulos que uma recém-nascida tem ao nascimento, apenas 300.000 restam no momento que ela alcança a puberdade. Deste número, apenas em torno de 300 óvulos serão ovulados durante os anos reprodutivos da mulher... na taxa de um óvulo por mês.
Geralmente, as mulheres são mais férteis na casa dos 20 anos, então a fertilidade começa a declinar à medida que ela vai atingindo o final de seus 20 anos. É importante saber que após os 35 anos de idade, as chances de uma mulher ter um bebê naturalmente declinam em média em 50%. Após os 40 anos, as chances diminuem em torno dos 90%.
Assim que a menopausa se aproxima, as capacidades reprodutivas da mulher vão diminuindo e se tornam menos efetivas em produzir óvulos maduros e saudáveis. À medida que a mulher envelhece e chega próximo à menopausa, seus ovários já não respondem bem aos hormônios que são responsáveis por ajudar na ovulação.
 

Com o passar do tempo, os riscos para o bebê e para a mãe também aumentam.

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Infarto do Miocárdio

Amato Consultório Médico - qua, 07/10/2013 - 17:12

Entrevista com a Prof. Dra. Marisa Amato sobre Infarto do Miocárdio:

1- O que é o infarto do miocárdio? Como se manifesta?

R- É a morte de uma região do coração, causada pela falta de chegada de sangue para irrigá-la. Pode manifestar-se, mais frequentemente com dor no peito, muito intensa, com ou sem irradiação para membros, pescoço ou região epigástrica, com ou sem outros sintomas como sudorese, náusea, palpitação, tontura e perda dos sentidos. 

2- Qual a idade mais propícia para sofrer um infarto?

R- Quanto maior a idade, maior é o risco de um infarto, porém quanto mais jovem o paciente, mais perigosa é a doença e com mais chance de ser fatal. O idoso no decorrer da vida estimula o aparecimento de  circulação colateral, que é uma adaptação para proteger o coração, quando existe lento e progressivo crescimento da aterosclerose. Essa circulação pode suprir a irrigação de uma artéria comprometida, não deixando que o tecido do coração sofra tanto, na eventualidade de uma obstrução ou espasmo de uma artéria importante.

3- Quais doenças/dependências podem levar ao infarto? Explique.

 Os fatores de risco para o infarto, podem ser classificados em três grupos: irremovíveis, controláveis e removíveis.

  • Irremovíveis – são aqueles que não podem ser retirados. São fatores inerentes ao indivíduo como idade, sexo, antecedentes familiares, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e alterações já existentes, mesmo que ainda ocu
  • Controláveis – são fatores que podem ser controlados, seja com medicamentos, ou com mudança do estilo de vida. É o caso da hipertensão arterial, hipercolesterolemia, diabetes, estresse, obesidade e outros.
  • Removíveis – estes fatores, como o nome sugere, dependem da vontade do indivíduo e somente dele para que sejam definitivamente afastados. É o caso do tabagismo, do sedentarismo e dos maus hábitos alimentares (qualidade, quantidade e freqüência de ingestão).

O tabagismo é o maior vilão de todos. Apesar de se saber o quanto faz mal à saúde, de um modo geral, não exclusivamente ao coração, ainda assim a prevalência de fumantes na população geral está em torno de 25%. Do ponto de vista da coronariopatia o cigarro acelera o processo e desencadeia eventos agudos através da liberação da nicotina que acelera o ritmo cardíaco e eleva a pressão arterial podendo levar a espasmos, principalmente em artérias comprometidas e do alcatrão que lesa a parede do endotélio.

A dislipidemia se for tratada chega até mesmo a reduzir o grau de estenose das artérias comprometidas, entretanto, o LDL colesterol, se elevado, acelera o processo através do seu depósito nas placas ateroscleróticas. Quanto mais baixo o colesterol, menor o risco de um evento cardiovascular.

Cada vez mais se comprova o impacto benéfico das medidas preventivas contra a aterosclerose. De nada adianta tratarmos as manifestações coronárias se não impusermos mudanças de hábito radicais. Os vasodilatadores e a própria revascularização são paliativos. O verdadeiro tratamento está na adoção de um estilo de vida saudável.

4- Pode-se confundir dor torácica com o infarto? Quanto tempo dura a dor?

R- Sim. A região do tórax é muito inervada e sensível. Um exercício muito intenso, um movimento brusco e muitas outra doenças podem causar dor nessa região. O tempo de duração é variável de minutos a horas.

5-  A pessoa que sofreu um infarto poderá levar uma vida normal?

R- Pode e deve. Vida normal eu entendo com hábitos saudáveis.

6- A vida moderna contribui para o aparecimento do infarto?

R- Sim.Tanto pela longevidade, quanto mais uma pessoa vive, maior a chance de desenvolver aterosclerose, quanto pelo estilo de vida moderno, que na conquista do conforto, acaba tornando os indivíduios mais sedentários, comendo mais e de maneira errada e levando à diabetes, hipertensão e dislipidemias.

7-  Infarto agudo do miocárdio e parada cardíaca são a mesma coisa? 

R-Não. Parada cardíaca, pode ocorrer por vários motivos, o infarto é um deles, mas qualquer outra doença que leve à morte, causa parada cardíaca.

8-  Exercícios físicos podem ser praticados por pessoas cardíacas ou que sofreram infarto? 

R-Sim e são muito benéficos se forem feitos com orientação médica e supervisão de profissionais capacitados.

9-  Como prevenir um infarto?

R- Primeiro lugar conhecendo a si próprio, controlando a própria saúde, quero dizer, sabendo seus níveis de glicemia, colesterol, pressão arterial e mantendo-os sempre dentro dos níveis recomendado. Praticando regularmente com intensidade adequada atividade física, comendo para viver e não vivendo para comer, quero dizer escolhendo os alimentos saudáveis nas quantidades suficientes, mantendo o peso dentro da normalidade. Não fumando, administrando o estresse da vida moderna, procurando ter horas de laser e tendo um bom relacionamento social.

10-  As pessoas que tiveram infarto, após o tratamento adequado estão ‘curadas’ e não precisam mais de acompanhamento

R- Não estão curadas. O infarto é apenas a manifestação clínica e localizada da arteriosclerose, que é uma doença sistêmica e progressiva, que acomete as artérias de todo o corpo. Quem já teve um infarto tem maior risco de ter outro, por isso o controle dos fatores de risco mencionados anteriormente, devem ser mais rigorosos e para a vida inteira.

11-  Ao sentir os sintomas do infarto, quais os primeiros socorros que devem ser prestados à vitima até a chegada do resgate?

R- Deve-se dar aspirina.

12-  Um aparelho desenvolvido no Brasil pode detectar um infarto. Qual sua opinião? 

R-Aparelho como esse existe há muito tempo, só que  ligado a uma única central. Para dizer a verdade eu mesma já tive em meu consultório, só que na época o paciente precisava ligar o telefone para transmitir seus dados na hora de qualquer evento. A proposta desse é estar ligado ao GPS e conectar-se à equipe de atendimento mais próxima. Não sei que condições esse projeto tem de funcionar em nosso meio. É interessante para pacientes que são muito doentes, mas não são úteis para pessoas em atividades normais e que desconhecem ter a doença.

 

Entrevista publicada originalmente na revista APM de Piracicaba

 

Entrevista Especial INFARTO DO MIOCÁRDIO by alexandre884

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Dicas para pacientes ajudarem seus médicos

Amato Consultório Médico - qua, 07/10/2013 - 16:58

Algumas dicas de como aumentar as chances de ser diagnosticado e tratado corretamente.

1) Conheça o histórico da sua família – e lembre seu médico disso: Não assuma que seu médico lembre daquela vez que você disse a ele que duas tias morreram de câncer de mama, ou que seu avô e seu pai tem histórico de malformação cerebrovascular. Estudos demonstram que o histórico familiar pode ser um melhor preditor de doença que testes genéticos. Descubra sobre sobre o histórico familiar, escreva, e assegure-se de que seu médico saiba disso – especialmente se você está doente e o médico está tentando definir o que está errado. Atualmente os melhores consultórios possuem prontuários eletrônicos e permitem que os médicos de diversas especialidades interajam e vejam o histórico armazenado, facilitando o diagnóstico e aumentando as chances de tratamento.

2) Pergunte: um médico típico atende aproximadamente 30 pacientes por dia, gastando 30 minutos ou menos com cada um. É muito comum ser referenciado a um especialista e começar o tratamento sem ter todas as suas questões respondidas. Aproveite para perguntar tudo que precisar antes de iniciar o tratamento.  

3) Não acredite que o Doutor Google irá te salvar: a melhor tecnologia existente está disponível nos dias de hoje, aliás, sempre esteve disponível. Estudos mostram que o melhor meio de se obter um diagnóstico correto é ter um médico que junte as peças da sua doença, com seu histórico familiar, com exames tradicionais e de baixa tecnologia. Se eu tivesse que escolher entre fazer um teste altamente tecnológico e um teste que o médico ficaria uma hora conversando comigo, pensando no meu caso, e juntando todas as peças, eu escolheria o médico.

4) Nem sempre confie nos exames de laboratório: alguns testes, como a revisão da biópsia, podem estar errados em até 40% das vezes. Por que? Porque interpretar esses exames é questão de julgamento e experiencia. Laboratórios podem ser confiáveis ou não, pergunte sempre para seu médico qual laboratório ele recomenda. Alguns exames, que são examinadores dependentes, como por exemplo o ultrassom e o ecodoppler, podem variar muito dependendo da experiência do examinador.

Há um número muito grande de doenças que podem parecer outras doenças. É aí que o julgamento clínico e a experiencia são essenciais. Apenas porque um teste te da a resposta de sim ou não, não significa que ele está certo. -  Dr. Lisa Sanders, Colunista do New York Times

Essas dicas para os pacientes podem nos ajudar muito na nossa prática clínica diária. São preciosidades que podem melhorar nosso raciocínio clínico e proporcionar uma maior resolutividade.

Fonte: Academia Médica

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Como se parecem 200 calorias?

Amato Consultório Médico - dom, 06/30/2013 - 19:57

Este video demonstra como se parecem 200 calorias, e como o volume pode ser diferente mudando o tipo de comida.

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Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

Amato Consultório Médico - ter, 06/25/2013 - 13:33

     O termo ciático se refere a um nervo formado pelas raízes nervosas dos segmentos L4, L5, S1, S2 e S3 da coluna lombo-sacra. Após seu trajeto na pelve, o nervo sai da bacia, passa entre a musculatura glútea próximo ao quadril (articulação da cabeça do fêmur com a bacia) e percorre a parte posterior da coxa. Na parte inferior da coxa ele se divide em dois nervos, o tibial e o peroneiro comum.
     Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo. Quando além da dor no trajeto do nervo, o paciente apresente dor lombar, utiliza-se o termo "lombociatalgia".

Quais são as causas de dor ciática?
      A causa mais comum de ciática é a lesão da raíz causada por um disco lombar herniado (hérnia de disco), mas existem diversas outras causas de ciática:
congênita: cisto meníngeo, cisto perineural, raízes nervosas unidas

  • adquirida: estenose de canal espinhal, espondilose (artrose da coluna), espondilolistese (escorregamento da coluna), cisto facetário, cisto sinovial, ossificação heterotópica em torno do quadril, lesões por injeção intra-muscular em torno do quadril, lesão do nervo após cirurgia do quadril, etc
  • infecciosa: discite (infecção do disco intervertebral), herpes zoster
  • neoplásica: tumores da coluna (mieloma múltiplo, metástases), tumores dos ossos ou tecidos moles ao longo do curso do nervo ciático (neoplasia intra-abdominal ou pélvica), tumores da coxa, tumores na panturrilha, etc
  • inflamatória:  bursite trocantérica, miosite do músculo bíceps-femoral
  • vascular: a ciática pode ser mimetizada pela claudicação intermitente
  • dor referida de origem não espinhal: cálculo (pedra) renal, infecção renal, cálculo (pedra) na vesícula, apendicite, endometriose, hérnia inguinal, úlcera duodenal, etc.
  • Síndrome do Piriforme: compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Produz dor na distribuição ciática e fraqueza para movimentar o quadril. Esta é uma causa bastante comum e que deve ser descartada antes de realizar uma cirurgia de hérnia de disco!
  • outros: neuropatia femoral, lesão do plexo sacral, neuropatia diabética (amiotrofia diabética), etc.

Como saber se a minha ciática é por causa hérnia de disco ou de alguma outra causa? Qual exame detecta a causa definitiva?
      Se fossemos investigar todas as causas acima citadas, seriam necessários incontáveis exames, por isso, o mais importante é procurar o especialista. Através da história clínica e do exame físico, que inclui algumas manobras para testar o nervo ciático, pode-se excluir algumas doenças e identificar qual o melhor exame complementar a ser solicitado. Uma manobra bastante realizada é o teste de Lasegue (Figura 1), que é a elevação da coxa com a perna estendida, se a manobra reproduzir a dor, é porque o problema é realmente no nervo ciático que está comprimido ou inflamado em algum ponto do seu trajeto desde a coluna até a extremidade inferior. Outros testes podem ajudar a determinar o local da compressão. O teste de Patrick (Figura 2) também é muito importante e geralmente é positivo se existe alguma doença do quadril, que muitas vezes é confundida com a compressão do nervo ciático.

Figura 1 - Teste de Lasegue Figura 2 - Teste de Patrick



Existe relação do cigarro com dor na coluna ou no ciático?
      A incidência de dor lombar, ciática e doença degenerativa da coluna é maior entre fumantes do que entre não fumantes. O tabagismo também retarda a cicatrização óssea e aumenta o risco de pseudoartrose após procedimento de fusão espinhal, especialmente na coluna lombar.

Leia mais em:


Referências:
Patten J. Diagnóstico diferencial em neurologia. Revinter 2000.
Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. Artmed 2003.

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Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

Neurocirurgia - seg, 06/24/2013 - 21:28

     O termo ciático se refere a um nervo formado pelas raízes nervosas dos segmentos L4, L5, S1, S2 e S3 da coluna lombo-sacra. Após seu trajeto na pelve, o nervo sai da bacia, passa entre a musculatura glútea próximo ao quadril (articulação da cabeça do fêmur com a bacia) e percorre a parte posterior da coxa. Na parte inferior da coxa ele se divide em dois nervos, o tibial e o peroneiro comum.
     Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo. Quando além da dor no trajeto do nervo, o paciente apresente dor lombar, utiliza-se o termo "lombociatalgia".

Quais são as causas de dor ciática?
      A causa mais comum de ciática é a lesão da raíz causada por um disco lombar herniado (hérnia de disco), mas existem diversas outras causas de ciática:
congênita: cisto meníngeo, cisto perineural, raízes nervosas unidas

  • adquirida: estenose de canal espinhal, espondilose (artrose da coluna), espondilolistese (escorregamento da coluna), cisto facetário, cisto sinovial, ossificação heterotópica em torno do quadril, lesões por injeção intra-muscular em torno do quadril, lesão do nervo após cirurgia do quadril, etc
  • infecciosa: discite (infecção do disco intervertebral), herpes zoster
  • neoplásica: tumores da coluna (mieloma múltiplo, metástases), tumores dos ossos ou tecidos moles ao longo do curso do nervo ciático (neoplasia intra-abdominal ou pélvica), tumores da coxa, tumores na panturrilha, etc
  • inflamatória:  bursite trocantérica, miosite do músculo bíceps-femoral
  • vascular: a ciática pode ser mimetizada pela claudicação intermitente
  • dor referida de origem não espinhal: cálculo (pedra) renal, infecção renal, cálculo (pedra) na vesícula, apendicite, endometriose, hérnia inguinal, úlcera duodenal, etc.
  • Síndrome do Piriforme: compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Produz dor na distribuição ciática e fraqueza para movimentar o quadril. Esta é uma causa bastante comum e que deve ser descartada antes de realizar uma cirurgia de hérnia de disco!
  • outros: neuropatia femoral, lesão do plexo sacral, neuropatia diabética (amiotrofia diabética), etc.

Como saber se a minha ciática é por causa hérnia de disco ou de alguma outra causa? Qual exame detecta a causa definitiva?
      Se fossemos investigar todas as causas acima citadas, seriam necessários incontáveis exames, por isso, o mais importante é procurar o especialista. Através da história clínica e do exame físico, que inclui algumas manobras para testar o nervo ciático, pode-se excluir algumas doenças e identificar qual o melhor exame complementar a ser solicitado. Uma manobra bastante realizada é o teste de Lasegue (Figura 1), que é a elevação da coxa com a perna estendida, se a manobra reproduzir a dor, é porque o problema é realmente no nervo ciático que está comprimido ou inflamado em algum ponto do seu trajeto desde a coluna até a extremidade inferior. Outros testes podem ajudar a determinar o local da compressão. O teste de Patrick (Figura 2) também é muito importante e geralmente é positivo se existe alguma doença do quadril, que muitas vezes é confundida com a compressão do nervo ciático.

Figura 1 - Teste de Lasegue Figura 2 - Teste de Patrick

Existe relação do cigarro com dor na coluna ou no ciático?
      A incidência de dor lombar, ciática e doença degenerativa da coluna é maior entre fumantes do que entre não fumantes. O tabagismo também retarda a cicatrização óssea e aumenta o risco de pseudoartrose após procedimento de fusão espinhal, especialmente na coluna lombar.

Leia mais em:

Referências:
Patten J. Diagnóstico diferencial em neurologia. Revinter 2000.
Greenberg MS. Manual de Neurocirurgia. Artmed 2003.

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Estenose carotídea, caso publicado na SBACV

Vascular Pro - seg, 06/24/2013 - 19:13

Caso de estenose carotídea com aspecto bem característico de string sign publicado na Folha da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular n˚150.

Folha da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular n˚150.

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Artrodese da Coluna

Neurocirurgia - sab, 06/15/2013 - 17:57

     A artrodese é um procedimento realizado para causar fusão óssea em uma articulação, causando sua imobilidade. A artrodese da coluna é um método de tratamento cirúrgico das doenças da coluna vertebral que causam instabilidade. Portanto ao realizar o procedimento causa-se a estabilidade da coluna através da imobilidade de algum(ns) de seu(s) segmento(s). Em geral, 2 a 3 segmentos da coluna podem ser artrodesados (fixados, fundidos) sem que haja prejuizo significativo da movimentação global da coluna, pois os segmentos sadios dão conta de realizar os movimentos mais importantes da coluna. Pacientes com dor ou sintomas neurológicos, que não melhoram com o tratamento conservador podem ter indicação de artrodese caso apresentem os seguintes diagnósticos:

 

  • Espondilolistese;
  • Instabilidade na coluna lombar;
  • Escoliose do adulto;
  • Artrose ou degeneração facetária;
  • História de cirurgia prévia em coluna lombar;
  • Estenose de canal vertebral;
  • Fratura vertebral de origem traumática, neoplásica, osteoporótica, infecciosa e/ou reumatológica.

      Essa cirurgia também pode ser benéfica em alguns casos de hérnia de disco quando há instabilidade da coluna. Pode ser realizada em qualquer segmento da coluna (cervical, torácica ou lombar) e é realizada tanto pela frente (anterior) como por trás (posterior), dependendo do caso. A artrodese pode necessitar de intrumental (materiais especiais):  parafusos, barras, placas, pinos, cages (dispositivos intersomáticos, substituto do disco), etc. Mas o que vai causar a fusão óssea é a colocação de enxerto, que pode ser obtido do próprio paciente ou ser industrializado.  Os equipamentos atuais permitem a realização da artrodese da coluna com a colocação de materiais de forma minimamente invasiva, através de pequenas incisões na pele (percutâneo) e com mínima agressão aos tecidos adjacentes.

Leia mais em:

Cirurgia da Coluna

Cirurgia: Hernia de Disco Cervical

Espondilolistese

Fratura osteoporótica

Referências:

AO Spine Manual - Clinical Applications

Kim S, MortazHedjri S, Coyte PC, Rampersaud YR. Cost-utility of lumbar decompression with or without fusion for patients with symptomatic degenerative lumbar spondylolisthesis. Spine J. 2012 Jan;12(1):44-54

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Cálculo Renal ("pedra no rim") e Cólica Renal

Amato Consultório Médico - sex, 06/07/2013 - 15:37
AnexoTamanho Rim: urologista101.94 KB

A formação de cálculos renais (popularmente conhecida como "pedra nos rins" ou urolitíase) é muito comum.  Estudos demonstram que de 5 a 10 pessoas a cada 100, vão desenvolver cálculos na via urinária em algum momento das suas vidas. Estes cálculos são formações sólidas de uma série de substâncias como o oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato de cálcio ou cistina.

  • SINTOMAS

    Os cálculos são formados nos cálices renais e muitas vezes são assintomáticos enquanto estão localizados dentro deste órgão (chamados então de nefrolitíase). Quando os cálculos saem do rim e entram na pelve renal ou  no ureter (canal que transporta a urina do rim à bexiga), chamada de ureterolitíase, podem causar a cólica renal ("cólica nefrética"). Caracteriza-se por dor muito intensa na região lombar (nas costas) do lado acometido, muitas vezes com irradiação para a região genital do mesmo lado. 
    A dor é causada por dilatação de todo o sistema coletor devido à obstrução do sistema urinário, inclusive do rim acometido.

  • DIAGNÓSTICO

    O paciente com suspeita de nefrolitíase ou ureterolitíase deve consultar com o urologista e realizar exames de imagem na tentativa de determinar a presença de cálculos, localização  e o seu tamanho. Para isso, podemos lançar mão de exames como:

Raio-x: pouca radiação. Muitos cálculos são de difícil visibilização por este método. No entanto, quando é visível, é ótimo método para acompanhamento durante o tratamento.

Ultrassonografia: exame com boa acurácia para investigação de nefrolitíase (quando os cálculos são maiores do que 4mm). Quando o cálculo está no ureter médio, há muita dificuldade em se identificar a pedra, no entanto, pode-se determinar se há ou não dilatação do sistema coletor à montante.

 

Tomografia de Abdome e Pelve (sem contraste): exame considerado padrão-ouro para avaliação de urolitíase. Tem como desvantagem a alta radiação.

 

  • TRATAMENTO

1) NEFROLITÍASE (CÁLCULO NO RIM)

    LECO/LEOC (Litotripsia Externa por Ondas de Choque): método pouco invasivo, onde há fragmentação do cálculo renal ou no ureter proximal (próximo ao rim), sem incisões na pele ou necessidade de endoscopia do sistema urinário. Indicada em cálculos de 5mm a 1,5cm (a depender da sua localização). Contra-indicada em casos de infecção urinária, gestação ou em pacientes em uso de anticoagulantes ou AAS (ácido acetil salicílico) = pelo risco de sangramento e formação de hematoma renal.

URETEROSCOPIA FLEXÍVEL
    Procedimento realizado sem incisões, através da endoscopia do sistema urinário através de um instrumento flexível (ureteroscópio flexível) que permite alcançar o rim devido às deflexões que o aparelho proporciona. Utiliza como fontes de energia o laser. A retirada dos cálculos se faz através de sondas extratoras de cálculos.

NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA
    Procedimento cirúrgico realizado através de uma pequena incisão na pele (aproximadamente 3cm) com abertura e dilatação do rim até o seu sistema coletor (onde são encontrados os cálculos). Utiliza-se uma fonte de energia para se fragmentar os cálculos e uma pinça remove os fragmentos de cálculos. É recomendada para pacientes com cálculos maiores do que 2,0cm. Possui menor morbi mortalidade do que a cirurgia aberta (com grandes incisões).  Suas contra-indicações são pionefrose (infecção grave do rim com saída de pus do sistema coletor) e gestação. Anticoagulantes ou AAS devem ser suspensos, conforme orientação do médico, antes do procedimento.

2) URETEROLITÍASE (CÓLICA RENAL)
    URETEROLITOTRIPSIA SEMI-RÍGIDA ou FLEXÍVEL
    Procedimento endoscópico para a extração de cálculos no ureter. É um procedimento com baixa morbi mortalidade e alta taxa de sucesso. Utiliza-se um instrumento que pode ser semi-rígido ou flexível (optando-se pelo segundo quando o primeiro não consegue atingir o cálculo devido a dificuldades anatômicas ou pelo fato do cálculo encontrar-se muito próximo ao rim).
    Utiliza-se uma fonte de energia (laser, ultrassom ou pneumático) e a retirada dos fragmentos se faz através de sondas extratoras de cálculos.

Autor: Dr Alvaro Bosco

 

 

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O Médico Cirurgião Vascular

Vascular Pro - sab, 05/25/2013 - 19:53

 
Cirurgia vascular é a especialidade médica que se ocupa do tratamento cirúrgico de doenças das artérias, veias e vasos linfáticos. Atua no diagnóstico, estudo e tratamento cirúrgico das enfermidades dos vasos.
A formação do médico cirurgião vascular é longa e exige uma grande dedicação. Começa a cursar a graduação em medicina, com duração de 6 anos, dividida em 4 anos de teoria e prática e 2 anos de internato médico, quando as atividades são somente práticas e desenvolvidas em  hospitais e ambulatórios. Aprende, portanto, a cuidar das principais doenças, prevenir muitas delas e a assegurar o bem-estar físico e emocional dos seus pacientes.
Depois de receber o diploma de médico, sua formação segue composta de no minimo 2 anos de residência na área de cirurgia geral. Aprende a lidar e resolver casos cirúrgicos de alta e baixa complexidade e a cuidar do antes e após a cirurgia de seus pacientes, trabalhando até 60 horas semanais. Concluindo esses 2 anos, deve prestar um novo concurso para seguir a formação de 3 a 4 anos na residência de cirurgia vascular.
Assim, em aproximadamente 10 anos, acumula uma bagagem específica sólida e conhecimento geral vasto do processo de saúde e doença em todos os níveis. Assim, esse médico também é capaz de realizar procedimentos vasculares delicados, como em grandes e importantes vasos sanguíneos, além de procedimentos da cirurgia geral.
Por haver muitas doenças compreendidas no sistema cardiovascular, foi necessário separar os profissionais em cardiologistas – que cuidam das afecções no coração – e os angiologistas – que cuidam das afecções dos vasos – e ambos fazem diagnóstico, prevenção, prescrição de tratamento com medicamentos e de atividades físicas. Da mesma forma, com a crescente complexidade das formas de tratamento, foi necessário que houvesse médicos com grande experiência tanto nas cirurgias cardíacas como nas cirurgias vasculares, ou seja, no tratamento de doenças do coração e dos vasos sanguíneos e linfáticos.
O cirurgião vascular é capaz, portanto, de resolver problemas como aneurisma, doença aterosclerótica dos vasos, reconstrução de vaso delicado após trauma ou má-formação, varizes, etc. Atuando em conjunto com outras especialidades, pode garantir, não somente qualidade de vida, mas também salvar vidas em condições potencialmente fatais. Por tal motivo, é de extrema importância reconhecer os profissionais realmente habilitados para assegurarem a saúde circulatória de homens e mulheres.
 

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Como prevenir as Doenças Vasculares?

Vascular Pro - sab, 05/18/2013 - 19:52

 
Doença vascular é toda doença que altera a integridade dos vasos sanguíneos.  Pode ser causada por herança familiar ou genética, por hábitos de vida nocivos ou pela forma como trabalhamos, medicações e traumas acidentais que podem comprometer nossos vasos. Abaixo, as formas de prevenção para cada uma das causas:
doenças herdadas que predispõe a fomação de coágulos, as chamadas “trombofilias” ( “ fylia” significa afinidade – “ afinidade em formar trombos” ) que tanto obstruem localmente o fluxo de sangue, como podem viajar pela corrente sanguínea até alojar-se em outros orgãos, como o pulmão. A prevenção está ligada ao diagnóstico familiar e precoce que deve ser feita por um médico.
Os hábitos de vida nocivos como uma alimentação rica em gordura, refrigerantes e doces podem aumentar o colesterol “ruim” que, com o passar do tempo, “infiltra-se” dentro da parede dos vasos criando verdadeiras placas de gordura e cálcio. Esse processo chama-se aterosclerose e é agravado pelo hábito de fumar, pelo sedentarismo e pela obesidade, que são todos elementos que “inflamam” o corpo e ajudam a lesar os vasos. Estas placas podem acumular-se em diversos vasos e, quando despreendem tendem à coagulação e a obstruções nos vasos. A prevenção se dá pelo desenvolvimento de hábitos como atividade física regular (ao menos três vezes na semana) e alimentação balanceada, rica em alimentos frescos, verduras, carnes e aves, com pouca quantidade de frituras, gordura, sal e açúcar.
Trabalhar de pé, em uma posição fixa ou sedentarismo pode levar a uma redução do fluxo de sangue nas partes do corpo distantes do coração. Pode surgir veias “saltadas” – as varizes — que muitas vezes são dolororas e esteticamente comprometedoras. A prevenção se dá pela mudança e movimentação durante o expediente, estimulando a circulação. Para acidentes que lesam o vaso, pode-se somente evitar o evento em si.
Há também medicações que alteram o fluxo linear de sangue, como os anticoncepcionais, muito prescritos e usados indiscriminadamente. Já é sabido que, por exemplo, mulheres tabagistas acima de 35 anos, hipertensas não controladas, com história de trombose ou enxaqueca com aura, diabéticas por mais de 20 anos ou com doenças no fígado grave não devem usar anticoncepcionais orais que contenham estrogênio e progesterona, hormônios femininos. Essas mulheres devem buscar outras alternativas que não usem o estrogênio, como hormônio (encontrado como estradiol), para evitar a gravidez.
De uma forma geral, evitar doenças do sistema circulatório significa ter conhecimento do estado de saúde de todo o corpo. Para tanto, devem ser feitas visitas periódicas ao médico (quanto mais idoso, mais deve buscar orientação médica) e, principalmente, desenvolver hábitos como atividade física regular (ao menos três vezes na semana) e alimentação balanceada, rica em alimentos frescos, verduras, carnes e aves, com pouca quantidade de frituras, gordura, sal e açúcar. Nossa saúde vascular depende da ajuda do médico vascular sim, mas principalmente de nós, por meio do cultivo dos bons hábitos.

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Ergonomia e Higiene do Sono

Amato Consultório Médico - sab, 05/18/2013 - 19:09

EM FRENTE AO COMPUTADOR

  • Use uma cadeira com apoio para as costas e se possível, com apoio também para a cabeça. Coloque um suporte lombar com tamanho adequado para adaptar-se à sua curvatura fisiológica (caso tenha dúvidas, para evitar desconforto, solicite a avaliação prévia de um fisiatra, um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional que conheça suas limitações). 

  • Evite girar ou inclinar o tronco e o pescoço durante seu trabalho.

  • Sente-se sobre as tuberosidades isquiáticas, que são as proeminências ósseas mais salientes nas nádegas nesta posição.

  • De acordo com seu conforto e tolerância, utilize os ajustes da cadeira para manter ângulos de aproximadamente 90 graus nas articulações dos cotovelos, dos quadris, dos joelhos e dos tornozelos.

  • Os cotovelos devem permanecer próximos ao tronco.Apoie a porção mais volumosa (músculos) dos antebraços na mesa com as articulações dos punhos em posição neutra (sem dobrá-los) e observe que não eleva os ombros, mantendo-os relaxados. 

  • Evite compressão na região posterior dos joelhos. Os pés deverão estar apoiados no chão ou em um suporte adequado (geralmente, utilizado por pessoas com baixa estatura). 

  • Mantenha-se sempre de frente para a tela do computador que deve estar a aproximadamente um braço de distância. A parte superior da tela deve estar na sua linha de visão (horizonte). Acostume-se a apenas movimentar os olhos e não o pescoço para procurar algo na tela.

  • Faça pausas a cada 30minutos. Se necessário coloque um alarme  para lembrar de parar. Mudar a posição por alguns minutos possibilita um descanso de toda estrutura corporal que pode estar quase em fadiga. Portanto, levante-se, alongue-se, caminhe, beba água…

  • Enfatizo que estas recomendações serão alteradas de acordo com a limitação apresentada por cada pessoa.

  • LEIA TAMBÉM: DOR CERVICAL (CLIQUE AQUI)

 

DICAS PARA UM BOM SONO

  • Respeite seu corpo para ter o mínimo de horas para um sono reparador e se possível, habitue-se a dormir e acordar nos mesmos horários. 

  • A realização de exercícios físicos adequados diariamente faz com que nosso corpo libere várias substâncias benéficas, que melhoram a qualidade do sono, diminuem a ansiedade e produzem relaxamento muscular. Porém, prefira praticar exercícios físicos durante o dia ou no máximo no início da noite, pois algumas práticas podem estimulá-lo demais e dificultar o início do sono.

  • Prefira refeições leves no jantar e não coma perto da hora de deitar. 

  • Evite ingerir susbtâncias estimulantes a noite (por exemplo: café, chá preto/mate, refrigerantes, cigarro, entre outros).

  • Evite o álcool, pois apesar de produzir um efeito de relaxamento aparente, ele produz um sono de má qualidade. 

  • Evite atividade estressantes próximo da hora de dormir.

  • Use a cama somente para dormir. Mantenha seu quarto arrumado e evite ter materiais de trabalho, computador ou televisão neste ambiente.

  • LEIA TAMBÉM: COMO DORMIR BEM (CLIQUE AQUI)

 

   Colchão ideal: a coluna fica reta

   Colchão macio ou gasto: pontos de apoio afundam muito, a coluna fica deformada    Colchão muito rígido: ombros e cintura não ficam confortáveis e a coluna fica torta    Dormir de lado: mantenha o alinhamento da coluna, o travesseiro deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro.    De barriga pra cima: prefira um travesseiro mais fino do que o utilizado para dormir de lado.

  

POSTURA PARA DORMIR

Se dormir de barriga para cima:

  • Prefira um travesseiro mais fino sob a cabeça.

  • Coloque um travesseiro sob os joelhos para aliviar uma possível dor na região lombar.

Se dormir de lado:

  • Na cabeça, utilize um travesseiro com uma altura igual a distancia da sua orelha até o fim do ombro (para manter o alinhamento da coluna vertebral) . 

  • Desvie o ombro um pouco a frente para evitar que toda a descarga de peso ocorra na articulação do ombro.

  • Abrace também um travesseiro que possibilite o repouso dos músculos das costas, dos ombros e dos braços. 

  • Coloque um travesseiro que mantenha a largura dos seus quadris entre os joelhos, as pernas e os tornozelos. Evite rotação do tronco.

 

Não fique com dúvidas. Consulte um fisiatra.

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