Medicina

Cuidados com o pé diabético. O que todo diabético deve saber.

Vascular Pro - seg, 08/07/2017 - 11:20
O dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular, explica quais são os principais cuidados que os diabéticos devem ter com os pés.  

  **** Transcrição *****       Olá, sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato. E hoje vou falar sobre pés diabéticos e os cuidados que temos que ter. As orientações valem não só para quem tem pé diabéticos, mas também para quem tem erisipela, insuficiência venosa crônica ou qualquer outro tipo de lesão em membros inferiores que seja necessário evitar feridas e infecções. Então eu falo aqui do pé diabético que é a situação bem comum de cinco a dez por cento da população tem. A diabetes e uma doença muito comum e com o decorrer do tempo a maior parte dos diabéticos principalmente os não controlados podem desenvolver algum grau de pé diabético. O pé diabético é uma das grandes causas no mundo de amputação e por isso todos os cuidados são até poucos para a gente evitar. Então vamos lá, o que a gente pode e deve fazer para evitar a infecção grave no pé diabético. Sabemos que o diabético tem uma dificuldade visual, uma evolução da doença existe uma perda da acuidade visual, há também uma perda da sensibilidade no pé, isso quer dizer que pequenas feridas e muitas vezes feridas grandes não são percebidas, não há a sensação tática, não há sensação  de dor então a gente têm que pro ativamente procurar essas lesões e evita-las, isso então significa que diariamente o diabético têm que examinar os seus pés a procura de pequenas feridas, pequenas lesões, pequenas rachaduras que podem crescer com o tempo, podem infeccionar e causar graves lesões. O tratamento das lesões deve obviamente ser feita em acompanhamento com o médico então se for identificado qualquer feridinha, por favor procure o seu cirurgião vascular, procure seu endocrinologista. Todos os pacientes diabéticos devem se preocupar com os pés e tomar os seguintes cuidados, então na higiene pessoal lavar e manter os pés sempre bem secos para evitar uma micose, o uso de talco pode ser orientado pelo seu médico, existem atualmente meias especiais para evitar infecção, o uso de sapatos confortáveis então, existem sapatos próprios para quem tem diabetes e para evitar lesões que são sapatos sem costuras internas. Falando em costura interna, a própria meia pode ser usada do avesso então com a costura para fora evitar o contato diário com a costura que pode causar danos pequenos, mas que podem crescer com o tempo, olhar sempre dentro do sapato para ver se não tem alguma pedrinha, algum pedacinho de unha que possa ficar cutucando o dia inteiro e no final do dia formar uma ferida, deve também tomar cuidado ao emergir o pé na agua então vai tomar o banho de banheira não vai colocar o pé primeiro na agua, porque o pé não tendo sensibilidade não vai conseguir perceber uma agua muito quente que pode queimar então colocar primeiro a mão vê a temperatura para depois entrar com o pé, evitar muito andar descalço, andar descalço é pedir para ter algum tipo de lesão com algum prego, alguma pedrinha, alguma coisa, evitar o uso da sandália de dedo que pode machucar preferindo sapatos confortáveis próprios para quem tem diabetes, ao cortar as unhas evitar aquelas bordas que podem acabar machucando os outros dedos, tomar muito cuidado para não fazer nenhum outro machucado tentando cuidar das unhas e dos pés, dos calos, não usar produtos químicos, e obviamente se não tiver parado ainda, mas tem que parar de fumar isso é um fator principal ai no tratamento do diabético, do pé diabético, de quem tem arteriosclerose e várias doenças vasculares. Então essas orientações de cuidado dos pés pode parecer um pouquinho exagerada mas é para evitar um problema a médio e longo prazo que é muito grave que ser a amputação. Obrigado pela sua atenção. Se você gostou desse vídeo compartilhe e veja as nossas outras dicas nas redes sociais. Muito obrigado.   Leia também: O que é o pé diabético?

Pé diabético

 

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Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia)

Vascular Pro - seg, 08/07/2017 - 11:13
O dr. Alexandre Amato explica quais são as recomendações gerais tanto para quem sofre, quanto para evitar a trombose venosa em viagens de avião. Confira!  

**** Transcrição *****       Olá, sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, do Instituto Amato. E hoje vou falar sobre três assuntos, trombose venosa, embolia pulmonar e avião. Que será que avião tem a ver com tudo isso? Bom, a trombose venosa é a formação de um coágulo, um trombo dentro de uma veia e isso pode causar dor e inchaço. Quando esse coagulo se desprende ele pode percorrer as veias e ir parar no pulmão causando uma embolia pulmonar. A embolia pulmonar é muito grave podendo causar até a morte, por isso que as pessoas têm o medo da trombose. Na verdade, o medo é da embolia pulmonar decorrente de uma trombose venosa profunda. Então o tratamento da trombose consiste na anticoagulação e esse tratamento visa a diminuição do risco de embolia pulmonar. Quem tem uma embolia pulmonar pode sentir muita súbita falta de ar, dor torácica, escarro com sangue, formigamento e tudo isso pode sugerir uma embolia pulmonar. Mas normalmente estão associados aos sintomas da trombose venosa também. Então a pessoas que tem uma perna inchada, tem a dor na perna e em seguida passou a ter os sintomas da embolia pulmonar. Então agora o que que tudo isso tem a ver com avião? No avião em viagens longas principalmente com mais de 3 horas há um risco maior pela situação de ficar parado de se desenvolver uma trombose e consequentemente uma embolia então o medo vem daí. Mas agora o risco não é igual para todo mundo, quem possui fatores de risco, deve se preocupar mais com uma trombose então, quais são os fatores de risco? Quem já teve uma trombose, quem tem uma trombofilia, ou seja, uma doença do sangue que pode desencadear uma trombose, quem teve uma cirurgia recente, quem está imobilizado com a perna enfaixada, engessada, quem tem alguma doença grave e mais alguns outros fatores também. Existe um trabalho bem interessante um trabalho antigo que foi publicado mostrando quem teve trombose e tinha viajado de avião, dessas pessoas quase totalidade estava sentada em na janelinha, não estava sentado no corredor então isso vem do fato de que quem está no corredor acaba se movimentando mais tendo mais liberdade de movimentação do que quem está na janelinha. Então vamos lá, o que a gente pode fazer para evitar uma trombose e consequentemente uma embolia pulmonar no avião? Então, em primeiro lugar é não ficar parado o tempo todo tentar se movimentar, fazer exercícios na perna para bombear o sangue de volta, tomar bastante liquido o liquido não só dilui o sangue que não fica tão espesso, mas também te obriga a ir no banheiro que acaba se movimentando mais, o uso da meia elástica   serve não só para evitar trombose, mas também diminui os sintomas de uma viagem prolongada, como aquele inchaço no final da viagem e dor, sensação de peso e cansaço nas pernas. Outra dica agora, é usar o corredor e não a janelinha, Então como recomendações gerais para todo mundo eu digo, fazer exercícios de panturrilha então movimentar a perna durante o voo, se movimentar o máximo que puder, se hidratar bem tomar bastante liquido. E quem tem fator de risco, primeiro ter uma orientação pelo seu médico, pelo seu cirurgião vascular, mas basicamente vai ser o uso da meia elástica e possivelmente em alguns casos o uso de medicação anticoagulante para deixar o sangue mais fino e com menos risco de trombose. Se você gostou das informações compartilhe nosso vídeo e veja os nossos outros vídeos nas mídias sociais. Obrigado. Tags: trombosevenosavenosovideo Select ratingGive Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 1/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 2/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 3/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 4/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 5/5 No votes yet
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Dieta anti-inflamatória

Vascular Pro - qua, 08/02/2017 - 19:29

Está se tornando cada vez mais claro que a inflamação crônica é a causa de muitas doenças graves – incluindo doenças cardíacas, muitos cânceres, e a doença de Alzheimer. Todos conhecemos a inflamação na superfície do corpo como dor, calor, inchaço e vermelhidão local. É o pilar da resposta de cura do corpo, trazendo mais nutrição e mais atividade imunológica para um local de lesão ou infecção. É com a inflamação que o corpo resiste e luta contra algo que não seja natural. Mas quando a inflamação persiste, não cessa ou ocorre onde não deve, danifica o corpo e provoca doenças. Estresse, falta de exercício, predisposição genética e exposição a toxinas (como o fumo de tabaco), todos podem contribuir para tal inflamação crônica. Mas, as escolhas alimentares também desempenham um papel importante, e é aí que podemos fazer a diferença. A aprendizagem de como alimentos específicos influenciam o processo inflamatório é a melhor estratégia para conter e reduzir os riscos de doença a longo prazo. 
A dieta anti-inflamatória não é uma dieta no sentido popular de perder peso – não é um programa de perda de peso (embora as pessoas possam fazer e perder peso com ela), além da dieta anti-inflamatória não ser um plano de alimentação para ficar por um período limitado de tempo, ou seja é mais uma reeducação alimentar. Em vez disso, ela é uma maneira de selecionar e preparar alimentos que tenham propriedades anti-inflamatórias, baseando-se no conhecimento científico de como podem ajudar seu corpo a manter a saúde ótima. Juntamente influenciando a inflamação, esta dieta natural anti-inflamatória fornecerá energia constante e amplas vitaminas, minerais, fibra dietética de ácidos graxos essenciais e a proteção dos fitonutrientes.
Você também pode adaptar suas receitas existentes de acordo com estas dicas de dieta anti-inflamatória:
Dicas gerais da dieta anti-inflamatória:

  • Foque na variedade. Principio importante para qualquer mudança de longo prazo.
  • Inclua alimentos frescos tanto quanto possível.
  • Minimize o consumo de alimentos processados e fast-food.
  • Coma em abundância frutas e legumes.

Ingestão calórica

  • A maioria dos adultos precisa consumir entre 2.000 e 3.000 calorias por dia.
  • Mulheres e pessoas menores e menos ativas precisam de menos calorias.
  • Homens e pessoas maiores e mais ativas precisam de mais calorias.
  • Se você está comendo o número apropriado de calorias para o seu nível de atividade, seu peso não deve variar muito.
  • A distribuição das calorias que você ingerir deve ser da seguinte forma: 40 a 50% de carboidratos, 30% de gordura e 20 a 30% de proteína.
  • Tente incluir carboidratos, gordura e proteína em cada refeição.

Hidratos de carbono (Carboidratos)

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, as mulheres adultas devem consumir entre 160 a 200 gramas de carboidratos por dia.
  • Homens adultos devem consumir entre 240 a 300 gramas de carboidratos por dia.
  • A maioria disto deve ser na forma de alimentos menos refinados, menos-processados com uma carga de baixo índice glicêmico.
  • Reduza o consumo de alimentos feitos com farinha de trigo e açúcar, especialmente o pão e alimentos embalados (incluindo batatas fritas e biscoitos).
  • Coma mais grãos integrais tais como arroz integral e trigo bulgur, em que o grão está intacto, ou em alguns pedaços grandes. Estes são preferíveis aos produtos de farinha de trigo integral, que tem aproximadamente o mesmo índice glicêmico que os produtos de farinha branca.
  • Coma mais feijões, abóboras de inverno e batata doce.
  • Cozinhe o macarrão al dente e coma-o com moderação.
  • Evite produtos feitos com alta frutose e xarope de milho.

Gordura

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, 600 calorias podem vir de gordura – ou seja, cerca de 67 gramas, e isso é saudável. Isto deve ser na proporção de 1:2:1 de gordura saturada a monoinsaturada e poliinsaturada.
  • Reduza sua ingestão de gordura saturada comendo menos manteiga, creme, queijo de alto teor de gordura, frango com pele e carnes gordas e produtos feitos com óleo de palmeira e óleo de côco.
  • Use o azeite extra virgem como um óleo de cozinha principal. Se você quer um óleo de sabor neutro, use óleo de canola prensado, orgânico. As versões de óleos de girassol e açafrão orgânicos, altamente oleicos e expelíveis também são aceitáveis.
  • Evite açafrão-bastardo/cártamo e óleos de girassol, óleo de milho, óleo de semente de algodão e mistura de óleos vegetais.
  • Evite rigorosamente margarina, gordura vegetal e todos os produtos que as listam como ingredientes. Estritamente evite todos os produtos feitos com óleos parcialmente hidrogenados de qualquer tipo. Inclua na sua dieta abacate e nozes, especialmente nozes, castanha de caju, amêndoas e manteigas de castanhas, feitas a partir dessas nozes.
  • Para ácidos graxos ômega-3, coma salmão (de preferência salmão fresco, congelado ou enlatado), sardinhas embaladas em água ou azeite, arenque e bacalhau preto (peixe negro, peixe-manteiga); ovos enriquecidos com ômega-3; as sementes de linhaça (de preferência moídas na hora); ou tome um suplemento de óleo de peixe (procure produtos que fornecem tanto EPA e DHA, em uma conveniente dose diária de duas a três gramas).

Proteína

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, sua ingestão diária de proteína deve estar entre 80 e 120 gramas. Coma menos proteína, se você tiver problemas renais ou hepáticos, alergias, ou uma doença autoimune.
  • Diminua o consumo de proteína animal, com exceção do peixe, iogurte e queijo natural de alta qualidade.
  • Coma mais proteína vegetal, especialmente a partir de grãos em geral e soja em particular. Familiarize-se com toda a variedade de alimentos de soja disponíveis e encontre aqueles que você gosta.

Fibra

  • Tente comer 40 gramas de fibra por dia. Você pode obter isso, aumentando o consumo de frutas, especialmente berries, legumes (especialmente feijões e grãos) e cereais integrais.
  • Cereais prontos para consumo podem ser fontes de boa fibra, mas leia os rótulos para certificar-se de que eles te dão pelo menos 4, e de preferência 5, gramas de farelo para cada porção de 30 gramas.

Fitonutrientes

  • Para obter máxima proteção natural contra doenças relacionadas a idade (incluindo doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas), bem como contra a toxicidade ambiental, coma uma variedade de frutas, legumes e cogumelos.
  • Escolha frutas e legumes de todas as áreas do espectro de cor, especialmente berries, tomate, laranja e frutas amarelas e folhas verdes escuras.
  • Escolha produtos orgânicos sempre que possível. Saiba quais culturas convencionalmente cultivadas são mais suscetíveis de transportar resíduos de pesticidas e evite-as.
  • Coma os vegetais crucíferos (família da couve) regularmente.
  • Inclua alimentos de soja em sua dieta.
  • Beba chá em vez de café, especialmente chá branco, verde ou oolong de boa qualidade.
  • Se você bebe álcool, escolha vinho tinto, preferencialmente. E com moderação.
  • Desfrute de chocolate amargo com moderação (com um teor mínimo de cacau de 70 por cento).

Vitaminas e minerais
A melhor maneira de obter todas as suas vitaminas diárias, minerais e micronutrientes é comer uma dieta rica em alimentos frescos, com uma abundância de frutas e legumes. Além disso, é possível complementar sua dieta com coquetel antioxidante, desde que acompanhada por médico:

  • Vitamina C, 200 miligramas por dia.
  • Vitamina E, 400 IU de Tocoferóis mistos naturais (d-alfa-tocoferol com outros tocoferóis, ou, melhor, um mínimo de 80 miligramas de uma mistura natural de tocoferóis e tocotrienóis).
  • Selênio, 200 microgramas de uma forma orgânica (ligada ao fermento).
  • Carotenoides mistos, 10.000-15.000 IU diariamente.
  • Os antioxidantes podem ser mais convenientemente tomados como parte de um suplemento multivitamínico/multimineral diário que também fornece pelo menos 400 microgramas de ácido fólico e 2.000 UI de vitamina D. Ele não deve conter nenhum ferro (a menos que você seja uma mulher e tenha períodos menstruais regulares) e nenhuma vitamina A pré-formada (retinol). Tome estes suplementos com a sua maior refeição.
  • As mulheres devem tomar cálcio suplementar, de preferência como citrato de cálcio, 500-700 miligramas por dia, dependendo da sua ingestão deste mineral. Os homens devem evitar cálcio suplementar.

Outros suplementos dietéticos

  • Se você não está comendo peixes oleosos pelo menos duas vezes por semana, tome suplemento de óleo de peixe, em cápsula ou em forma líquida (dois a três gramas por dia de um produto contendo EPA e DHA). Procure produtos certificados por serem livres de metais pesados e outros contaminantes.
  • Converse com seu médico sobre fazer terapia de baixa dose de aspirina, tome uma ou duas aspirinas por dia (81 ou 162 miligramas).
  • Se você não vai comer regularmente gengibre e cúrcuma, considere tomar estes de forma suplementar.
  • Adicione coenzima Q10 (CoQ10) ao seu regime diário: 60-100 miligramas em forma de softgel, tomado com sua maior refeição.
  • Se você é propenso a síndrome metabólica, tome ácidos alfa-lipóicos, 100 a 400 miligramas por dia.

Nenhuma medicação ou suplemento deve ser tomado sem o acompanhamento médico!!!
Água

  • Beba água pura, ou bebidas que são basicamente água (chá, suco de fruta muito diluído, água com gás com limão) durante todo o dia.
  • Use água engarrafada ou obtenha um purificador de água em casa, se a água da torneira tiver gosto de cloro ou outros contaminantes, ou se você vive em uma área onde a água é suspeita ou conhecida por ser contaminada.

 

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Azoospermia

Fertilidade - qua, 08/02/2017 - 19:13
Azoospermia

Azoospermia é quando nenhum espermatozóide é detectado no semen ejaculado. É diagnosticada no espermograma, exame que analisa o líquido ejaculado pelo homem e verifica não só a presença e ausência de espermatozoides, como também sua qualidade e mobilidade avaliando a fertilidade do homem.

Tipos e causas
Azoospermia não obstrutiva — falta de produção de espermatozóides pelos testículos. As causas deste tipo de azoospermia incluem defeitos congênitos dos testículos ou danos externos.
Azoospermia obstrutiva — bloqueio do sistema de transporte do esperma. Pode ocorrer por danos, uma vasectomia ou anormalidades do epidídimo ou canais deferentes.

O que é azoospermia?

Para entender a azoospermia além da ausência de espermatozóides, é preciso compreender que os espermatozoides são produzidos nos testículos e ficam depositados em estruturas chamados epidídimos, onde os eles amadurecem e ganham mais movimentação. Quando existe a estimulação sexual, os espermatozoides armazenados viajam pela uretra (canal por onde passa a urina e o sêmen), onde desagua também o material proveniente da próstata e das vesículas seminais: o sêmen.

Sêmen é o líquido ejaculado na relação sexual pelos homens e que normalmente carrega os espermatozoides. Serve para manter os espermatozoides vivos até chegarem no local da fecundação, no encontro com o óvulo. Milhares de espermatozoides precisam envolver um óvulo no interior da trompa uterina da mulher para que apenas um consiga penetrar e iniciar toda a mágica da formação do embrião.

Portanto, a azoospermia é causada por problemas na produção (testículos), no armazenamento (epidídimos), ou ainda na distribuição dos espermatozoides, no caminho das células até a uretra. Isso inclui todas as doenças que afetam os testículos ou epidídimos como:

  • trauma,
  • infecções,
  • radiação,
  • tumores/neoplasias/câncer,
  • seu tratamento com medicamentos quimioterápicos,
  • torções,
  • criptorquidia (testículo oculto que não desceu para a bolsa escrotal),
  • cirurgias pélvicas,
  • varicocele (dilatação das veias que drenam os testículos);
  • e doenças que provocam obstruções no caminho que liga os testículos até o canal da uretra, tubo por onde o sêmen é ejaculado.

Cada uma das causas possui tratamento diferente, quando o objetivo é tratar a causa. Mas, quando o objetivo final é ter um bebê, a coleta dos espermatozóides pode ser feita, muitas vezes por:

homemespermaespermatozóide
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Embolização de Varicocele

Vascular Pro - seg, 07/17/2017 - 15:32

Embolização de Varicocele
Uma varicocele é uma veia alargada no escroto de um homem que pode causar dor, inchaço ou infertilidade. A técnica de Embolização de Varicocele usa orientação por imagem de RaioX e um cateter para colocar uma mola pequena ou um fluido embólico em um vaso sanguíneo para desviar o fluxo de sangue para longe da varicocele. É menos invasivo que a cirurgia convencional, podendo aliviar a dor e inchaço e melhorar a qualidade do esperma com segurança.
Informe o seu médico sobre qualquer doença recente, condições médicas, alergias e medicamentos que você está tomando, incluindo aspirina e suplementos fitoterápicos. Você pode ser aconselhado a parar de tomar aspirina, antiinflamatórios não-esteroides (AINEs) ou anticoagulantes, vários dias antes de seu procedimento. Deixe joias em casa e use roupas soltas e confortáveis. Você pode ser requisitado a usar um roupão. Se você for ser sedado, pode ser dito para não comer ou beber nada de quatro a oito horas antes de seu procedimento. Se assim for, tenha planos de alguém te levar para casa depois.

 
O que é Embolização de Varicocele?
Embolização de varicocele é um procedimento guiado por imagem no qual se usa um cateter em uma minúscula mola e/ou líquido embólico em um vaso sanguíneo para desviar o fluxo de sangue de uma Varicocele.
Uma varicocele é uma veia alargada e alongada no escroto de um homem, como se fossem varizes. Pode causar dor, inchaço e infertilidade. Um exame clínico pode confirmar a presença de um varicocele e um exame de ultrassom pode permitir a avaliação das conclusões.
Embolização de Varicocele, com segurança, alivia a dor e inchaço e pode melhorar a qualidade do esperma para casais inférteis.
 
Como devo me preparar?
Deve reportar ao seu médico todos os medicamentos que está tomando, incluindo os suplementos de ervas, e se você tem alguma alergia, especialmente para medicamento anestésico local, anestesia geral ou para materiais de contraste contendo iodo (por vezes referido como "corante" ou "tintura de raio-x"). Seu médico pode aconselhá-lo a parar de tomar aspirina, antiinflamatórios não-esteroides (AINEs) ou "afinadores" de sangue por um determinado período de tempo antes do seu procedimento.
Você receberá instruções específicas sobre como se preparar, incluindo quaisquer alterações que precisam ser feitas no seu horário de medicação regular.
Se você for receber um sedativo durante o procedimento, pode ser orientado a não comer ou beber nada durante quatro a oito horas antes do seu exame. Deve ter um parente ou amigo para acompanhá-lo e levá-lo para casa depois.
Será dado a você um roupão ou avental para usar durante o procedimento.
 
Com o que o equipamento se parece?
Neste procedimento, um cateter será usado.
Um cateter é um tubo de plástico longo e fino que é consideravelmente menor do que um "lápis", ou aproximadamente 1/8 de polegada de diâmetro.
Embolizações de varicocele geralmente são realizadas com orientação de raio-x.
Outros equipamentos que podem ser utilizados durante o procedimento incluem uma linha intravenosa (IV), máquina de ultrassom e dispositivos que monitoram seu batimento cardíaco e pressão arterial.
 
Como é realizado o procedimento?
Procedimentos minimamente invasivos, guiados por imagem, tais como embolização de varicocele são mais frequentemente realizados por um angiorradiologista treinado em radiologia intervencionista, em uma sala de cirurgia.
Este procedimento geralmente é feito em regime de hospital dia. No entanto, alguns pacientes podem necessitar seguir o procedimento de admissão. Por favor consulte com seu médico sobre se você será ou se não será admitido.
Você será posicionado na mesa de exames.
Você pode ser conectado a monitores que controlam a sua frequência cardíaca, pressão arterial e pulso durante o procedimento.
Uma enfermeira ou irá inserir por via venosa (IV) uma sonda em uma veia na sua mão ou braço para que o medicamento sedativo possa ser administrado por via intravenosa. Sedação moderada pode ser usada. Como alternativa, você pode receber anestesia geral.
Seu médico vai anestesiar a área, geralmente na virilha, com um anestésico local.
A área do seu corpo onde o cateter é inserido será esterilizada e coberta com um pano cirúrgico.
Uma incisão na pele muito pequena é feita no local.
Usando a imagem de orientação com RaioX, um cateter (um tubo plástico longo, fino, oco) é inserido através da pele para a veia femoral, um grande vaso sanguíneo na virilha e manobrada para o local do tratamento.
Pequenas quantidades de corante de raio-x (contraste) são injetadas para que o angiorradiologista possa claramente ver as veias na radiografia, a fim de identificar onde está o problema e onde embolizar, ou bloquear, a veia.
Pequenas molas feitas de aço inoxidável, platina ou outros materiais, tais como líquidos, que diretamente fecham um vaso, são inseridas na veia para bloqueá-la. Bloqueando a drenagem da veia deficiente, o refluxo para o testículo é interrompido e o sangue é desviado para veias saudáveis para sair do testículo através de vias normais. O inchaço e pressão dentro do testículo serão reduzidos, se o fluxo sanguíneo for desviado com sucesso.
No final do procedimento, o cateter será removido e pressão será aplicada para parar qualquer sangramento. A abertura na pele é então coberta com um curativo. Nenhuma sutura é necessária.
Este procedimento geralmente é realizado dentro de uma hora.
 
O que vou experimentar durante e após o procedimento?
O angiorradiologista limpa sua pele acima do ponto de inserção para o cateter e aplica um anestésico local. A sedação por via venosa é normalmente dada para que você não sinta muita dor ou incômodo. Normalmente, você não vai sentir o cateter durante o procedimento.
Dispositivos para monitorar sua frequência cardíaca e pressão arterial serão anexados ao seu corpo.
Você vai sentir uma ligeira picada de agulha quando a agulha for inserida em sua veia para a linha intravenosa (IV) e quando o anestésico local for injetado. A maior parte da sensação é no local da incisão de pele que está anestesiada usando anestesia local. Você pode sentir pressão quando o cateter é inserido na veia ou artéria.
Se o procedimento for feito com sedação, com o sedativo intravenoso (IV) você vai se sentir relaxado, com sono e confortável para o procedimento. Você pode ou não pode permanecer acordado, dependendo de quão profundamente você está sedado.
Você pode sentir pressão leve quando o cateter for inserido, mas não um sério desconforto.
Como o material de contraste passa por seu corpo, você pode experimentar uma sensação de calor que rapidamente some.
Você permanecerá na sala de recuperação até que esteja completamente acordado e pronto para voltar para casa.
Você deve ser capaz de retomar suas atividades normais dentro de 24 horas.
Quem interpreta os resultados e como eu os consigo?
O angiorradiologista pode aconselhá-lo se o procedimento foi um sucesso técnico, quando ele estiver concluído.
 
Quais são os benefícios vs riscos?
Benefícios

  • Não há necessidade de incisão cirúrgica — apenas uma pequena incisão na pele que não tem que ser costurada.
  • O tempo de recuperação é mais curto com embolização do que com a cirurgia aberta.
  • Existe uma taxa de sucesso de 90% com embolização, que são os mesmos resultados como os alcançados com as mais invasivas técnicas cirúrgicas.

Riscos

  • Qualquer processo onde a pele é penetrada carrega um risco de infecção. A chance de infecção, que exige tratamento antibiótico parece ser menos de um em 1.000.
  • Há um risco muito pequeno de uma reação alérgica, quando o material de contraste é injetado.
  • Qualquer procedimento que envolve a colocação de um cateter dentro de um vaso sanguíneo acarreta certos riscos. Estes riscos incluem danos para os vasos sanguíneos, grandes hematomas ou hemorragias no local da punção e infecção. No entanto precaução é tomada para mitigar esses riscos.
  • Há sempre uma chance de que um agente embólico possa apresentar-se no lugar errado e privar o tecido normal do seu suprimento de oxigênio.
  • Há sempre uma pequena chance de câncer devido a exposição a radiações depois de muito tempo, e com o acúmulo de radiação. No entanto, o benefício do tratamento compensa o risco.
  • Outras possíveis complicações incluem dor lombar, inflamação dentro do escroto (epididimite) e flebite.

 
Quais são as limitações da embolização de Varicocele?
Em aproximadamente 5 a 10 por cento dos pacientes que se submetem à embolização de varicocele, as varicoceles retornam. Esta taxa de recorrência de varicocele é semelhante a taxa relatada para procedimentos cirúrgicos invasivos.
Em menos de cinco por cento dos pacientes que se submetem à embolização de varicocele, o angiorradiologista não será capaz de posicionar o cateter adequadamente para permitir o bloqueio da veia deficiente.
 

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Hiperidrose

Vascular Pro - sex, 07/14/2017 - 16:38

O que é hiperidrose?
É uma doença na qual ocorre suor excessivo, os pacientes podem transpirar muito mesmo em repouso. A sudorese até certo ponto é uma condição normal do nosso corpo e ajuda a manter a temperatura. É normal suar quando se está calor, durante a prática de atividades físicas ou em certas situações específicas, como momentos de raiva, nervosismo ou medo. Entretanto, a sudorese excessiva ocorre mesmo sem a presença de qualquer desses fatores. Isso ocorre porque as glândulas sudoríparas (de suor) dos pacientes são hiperfuncionantes.
A hiperidrose pode decorrer de diferentes causas, como fatores emocionais, hereditários ou doenças. Diferentes regiões do corpo podem ser acometidas: axilas, palmas das mãos, rosto, cabeça, plantas dos pés e virilhas. Quando há transpiração extrema, esta pode ser embaraçosa, desconfortável, indutora de ansiedade e se tornar incapacitante. Pode perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem.
Quais são os sintomas?
O principal sintoma da hiperidrose é o suor excessivo, seja em todo o corpo ou em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto. 
Quem são os especialistas resposnsáveis por tratar a hiperidrose?
É uma doença de tratamento multidisciplinar. O dermatologista atua nas alterações fisiológicas determinadas pela simpatectomia, tanto por secura da pele. O nutricionista ou nutrólogo são de extrema importância na orientação dietética, com prescrição de dieta com baixa capacidade termogênica. O endocrinologista auxilia no sobrepeso ou problemas relacionados ao metabolismo. O psicólogo ajuda no apoio psicológico e na minimização dos sintomas. O psiquiatra ou neurologista também acompanha o tratamento com antidepressivos ou drogas de efeito no sistema nervoso central quando induzida por estresse mental ou por ansiedade. O educador físico orientará e acompanhará nos exercícios físicos, contribuindo na melhora do condicionamento físico e, conseqüentemente, na qualidade de vida do paciente. O cirurgião vascular ou cirurgião torácico são responsáveis pelo tratamento cirúrgico com a simpatectomia e a simpatectomia videotoracoscópica.
Quais são os tratamentos disponíveis?
É preciso determinar a causa principal da condição, diagnosticando alguma doença ou uso de medicação. Por isso a consulta com o cirurgião vascular é muito importante. No caso de hiperidrose primária, existem alguns tratamentos disponíveis como os que seguem:

  • Tratamento não medicamentoso:
    • ​Controle do peso: Geralmente, o aumento do índice de massa corpórea (IMC) está associado à maior necessidade de transpiração. Portanto, os pacientes com HHC devem ser orientados a manter seu IMC na faixa considerada normal.Este índice é calculado pela seguinte fórmula: IMC = peso em quilogramas dividido pela altura em metros, elevada ao quadrado (kg/m2).
    • Dieta não-termogênica: A dieta estimula o sistema nervoso simpático a aumentar a salivação. Esse estímulo é proveniente do paladar, olfato e até mesmo da visão. O estímulo simpático pode ter efeito sistêmico, dependendo da composição dos micronutrientes da dieta, provo- cando, em alguns casos, o aumento da sudorese corpórea. Certos alimentos têm sido reportados como ativadores do sistema nervoso simpático, levando a respostas metabólicas e endócrinas, 30-40 min após sua ingestão, e devem ser EVITADOS, tais como pimenta, alho, coentro, canela, ketchup, sal, gengibre, chocolate, café, carne de porco, vísceras, carne vermelha, leite e derivados, morango, refrigerantes a base de cola, algumas leguminosas, chás (mate, preto, verdes, camomila), etc. Com relação à composição da dieta, as proteínas são as que mais contribuem para ativar o sistema nervoso simpático, ou seja, ativam a termogênese, seguidas pelos carboidratos. Os carboidratos estimulam a síntese de insulina, levando ao aumento dos níveis de norepinefrina e, conseqüentemente, ao aumento da temperatura corpórea. As gorduras não apresentam efeito termogênico como muitos acreditam, sendo a mais neutra dos três.
    • Exercícios físicos: Fazer exercícios é bom e também é eficiente no emagrecimento e redução dos índices de gordura corpórea.
    • Vestuário: O vestuário, tanto social quanto do ambiente de trabalho, deverá ser readaptado às condições supor- táveis pelo paciente. Uma fina camiseta de tecido sintético (poliamida e elastano), tipo caimento seco (dry-fit) pode ajudar a melhor distribuir o suor, quando usada por debaixo da camisa. Trocas frequentes quando necessários.
    • Clima: os pacientes apresentam melhora quando estão em clima frio, com baixa umidade e com boa ventilação. 
    • Atividades laborativas: Mudar para funções e trabalhos que possam ser exercidos em ambiente que possua climatização com ar refrigerado.
    • Sono: O uso de antidepressivos pode ajudar no restabelecimento da qualidade e quantidade do sono.
    • Antitranspirantes: sudorese excessiva pode ser controlada com fortes antitranspirantes (48hs ou mais).
  • Tratamento medicamentoso oral: drogas anticolinérgicas ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas, mas, embora eficazes para alguns pacientes, são pouco receitadas e às vezes pouco toleradas. Os efeitos colaterais incluem boca seca, tonturas e problemas com a micção. Os betabloqueadores ou benzodiazepínicos podem ajudar a reduzir a transpiração relacionada ao estresse.
  • Toxina botulínica tipo A (Botox): toxina botulínica purificada pode ser injetada na axila, nas mãos ou nos pés para bloquear temporariamente a sudorese, sendo seu principal inconveniente a dor na aplicação.
  • Simpatectomia torácica endoscópica (STE): em casos graves, que não respondem aos tratamentos clínicos, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico executado por cirurgião tóracico ou vascular.  Este procedimento desliga o sinal que avisa o corpo para suar excessivamente. Sua melhor indicação é para os casos nos quais as palmas das mãos ou plantas dos pés são acometidas.  A principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo, o que chamamos de hiperidrose compensatória.
  • Curetagem e liposucção/lipoaspiração: em alguns casos de hiperidrose axilar pode ser feita uma “raspagem”, ou mesmo uma liposucção das glândulas sudoríparas e da gordura que está abaixo da pele da axila, aliviando, desta forma, a sudorese.
Tags: hiperidrose
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Sistema Linfático

Vascular Pro - qui, 07/13/2017 - 19:05
Sistema linfático: linfedema, erisipela

Doenças do Sistema Linfático:
Existem várias doenças do sistema linfático. A mais prevalente na prática diária do cirurgião vascular é a Erisipela. Mas também fazem parte os linfedemas.
Não confundir linfedema com lipedema, entidade clinica que se diferencia por ser uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres, caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé, muitas vezes associado a dor.

linfáticosistemadoenças
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Lipedema

Vascular Pro - qui, 07/13/2017 - 18:51

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com hgrande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de grdura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura piledemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Tambem conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

 

Diagnóstico diferencial

 

Doença

Lipedema

Linfedema

Obesidade

Lipo-linfedema

Insuficiencia Venosa

Característica

Depositos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pés

Depósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãos

Deposito de gordura generalizado

Depósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torso

Edema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edema

Sexo

F

M/F

M/F

F

M/F

Quando inicia

Durante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa)

Após cirurgia que aferta o sistema linfático ou ao nascimento

Qualquer idade

Durante mudanças hormonais

Em torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensão

Associação com dieta

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta e perda de peso são efetivas

Dieta com restrição calórica inefetiva

Sem relação com a ingestão calórica

Edema/Inchaço

Edema não depressível

Edema depressível

Sem edema

Muito edema, um pouco depressível, alguma fibrose

Frequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciais

Sinal típico no exame físico

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer positivo

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer negativo ou positivo

 

Dor?

Provavelmente dor nas áreas afetadas

Sem dor inicialmente

Sem dor

Dor em áreas afetadas

Provavelmente dor

Frequencia na população

Melhor estimativa é de 11% das mulheres adultas

Baixa

>30% dos norte americanos

Desconhecido

30% dos norte americanos

Celulite/Erisipela

Sem história de celulite

História possível de celulite ou erisipela

 

Provavelmente história de celulite

Frequente coceira e manchas na pelo confundidas com celulite

Genética/Hereditariedade

Provavelmente história famíliar

História familiar não provável a não ser que seja linfedema familiar

Provavelmente história famíliar

Provavelmente história famíliar de lipedema

Provavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema condinua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de númeor e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestao completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consicente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-286 2)  http://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm,  3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-16 4)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema, http://www.hanse-klinik.com/englisch/Lipoedema.pdf  5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:184  6)  C to provide 7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnoed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported "However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population". [28] corresponds to "Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27. 8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23939641  9) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22301856  10) van der Krabben, Tatjana "Lipedema got a ICD-10 code!" http://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=... 11) Lipedema / Lipoedema / Lipödem http://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description Tags: linfáticalinfáticoedemalipedema
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Coágulos de sangue (Trombo)

Vascular Pro - sex, 07/07/2017 - 10:31

Os coágulos sanguíneos são massas semi-sólidas de sangue que podem ser estacionárias (trombose) e bloquear o fluxo de sangue ou se soltar (embolia) e viajar para várias partes do corpo. Coágulos de sangue podem ser fatais dependendo da sua localização e gravidade.
Seu médico provavelmente irá realizar um exame físico, e você poderá passar por uma ecografia venosa ou uma tomografia computadorizada do tórax, abdômen/pélvis ou cabeça, para ajudar a diagnosticar a sua condição. O tratamento pode depender se o coágulo está localizado em uma artéria ou veia. Seu médico pode prescrever medicação, trombólise direcionada via catéter, cirurgia ou colocação de filtro de veia cava inferior (VCI) para tratar a sua condição.

 
O que são coágulos de sangue?
Coágulos de sangue são massas semi-sólidas de sangue. Normalmente, sangue flui livremente através das veias e artérias. Alguns coágulos de sangue, ou coagulação, são necessários e normais, poia a coagulação sanguínea ajuda a parar o sangramentos se você se cortar ou se ferir. No entanto, quando muita coagulação ocorre, pode causar sérias complicações.
Quando um coágulo de sangue se forma, pode ser estacionário (chamado trombose) e bloquear o fluxo de sangue ou se soltar (chamado embolia) e viajar para várias partes do corpo.
Existem dois tipos diferentes de coágulos:

  • Coágulos arteriais são aqueles que se formam dentro das artérias. Uma vez que os coágulos arteriais se formam, causam sintomas imediatamente. Como este tipo de coágulo impede que o oxigênio chegue em órgãos vitais, pode causar uma variedade de complicações como acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, paralisia e dor intensa.
  • Coágulos venosos são aqueles que se formam nas veias. Coágulos venosos normalmente se formam lentamente durante um período de tempo e os sintomas de coágulos venosos gradualmente se tornam mais perceptíveis.

Coágulos sanguíneos podem ocorrer em diferentes partes do corpo, cada área tendo sintomas diferentes:

  • Pernas e braços: sintomas de coágulos de sangue nas pernas e braços variam e podem incluir dor ou caimbras, inchaço, sensibilidade, calor ao toque e azulação ou vermelhidão na cor de pele. Os coágulos que ocorrem nas veias maiores são chamados de trombose venosa profunda (TVP). Coágulos sanguíneos também podem ocorrer em veias menores e mais superficiais (mais perto da pele) formando a tromboflebite superficial.
  • Coração: Sintomas comuns de coágulos de sangue no coração incluem dor no peito e braço esquerdo, sudorese e dificuldade para respirar.
  • Pulmões: Os sintomas mais comuns incluem falta de ar ou dificuldade para respirar, dor no peito e tosse. Outros sintomas que podem ou não podem aparecer são sudorese, pele descorada, inchaço nas pernas, batimento cardíaco e/ou pulso irregulares e tonturas.
  • Cérebro: Pacientes com coágulos de sangue em seus cérebros podem experimentar problemas com sua visão ou fala, convulsões e fraqueza geral.
  • Abdômen: Os sintomas de coágulos de sangue abdominais podem incluir dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia e/ou sangue nas fezes.

Um coágulo de sangue pode ser fatal dependendo da localização e gravidade.
 
 
Como são avaliados os coágulos de sangue?
A avaliação de sua condição difere dependendo da localização e do tipo de seu coágulo de sangue. Seu médico começará geralmente obtendo seu histórico médico, pois isso pode fornecer informações sobre fatores que causaram o coágulo, e também irá realizar um exame físico. Em situações de emergência, onde os pacientes podem ser incapazes de descrever seus sintomas, os médicos podem enviar pacientes para uma avaliação imediatamente após um exame físico.
Você pode ser enviado para um ou mais dos seguintes exames:

  • Ecografia venosa: Este teste é geralmente o primeiro passo para a confirmação de um coágulo de sangue venoso. As ondas sonoras são usadas para criar uma imagem de suas veias. Um ultrassom com Doppler pode ser usado para ajudar a visualizar o fluxo de sangue em suas veias. Se os resultados do ultrassom forem inconclusivos, flebografia ou angiografia por ressonância magnética podem ser usadas.
  • Tomografia Computadorizada do tórax: Se o seu médico suspeitar que você tem uma embolia pulmonar, você pode se submeter a uma tomografia computadorizada. A causa mais comum de embolia pulmonar é quando um fragmento de uma perna ou coágulo pélvico se soltou e viajou através das veias para o pulmão. Você pode ser encaminhado à um raio x do tórax se seu médico acredita que você pode ter uma condição diferente de um coágulo de sangue.
  • Tomografia Computadorizada abdominal/pélvica: Este tipo de tomografia computadorizada pode ser usada se o seu médico suspeitar de um coágulo de sangue em algum lugar em seu abdômen ou pélvis. Também pode ser usada para descartar outras possíveis condições que causam os mesmos sintomas que os coágulos de sangue.
  • Tomografia Computadorizada da cabeça: Se você está tendo os sintomas de um AVC, seu doutor requisitará uma tomografia computadorizada de emergência da cabeça, a fim de confirmar a presença de um coágulo. Em alguns casos, seu médico poderá prescrever um exame de angiografia cerebral. Um ultrassom da carótida também pode ser realizado para ver se um fragmento de um coágulo de sangue no pescoço viajou para o cérebro.

Coágulos de sangue podem causar sintomas que imitam outras doenças ou condições. Você pode se submeter a testes adicionais para descartar outras condições.
 
 
Como são tratados os coágulos de sangue?
Coágulos arteriais:
Seu médico pode recomendar que você se submeta a uma trombólise direcionada via cateter ou trombectomia, um procedimento que envia medicação para "quebra do coágulo" no local do coágulo, ou fazer uma cirurgia para removê-lo. Estes tratamentos são destinados a cuidar dos coágulos agressivamente já que coágulos arteriais podem bloquear o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Eles são usados apenas em casos de emergência ou risco de vida, normalmente.
Coágulos venosos:
Se você for diagnosticado com um coágulo venoso profundo, você será medicado para ajudar a afinar seu sangue, para permitir que seu sangue passe mais facilmente pelo local do coágulo.
Seu médico pode pedir que você se submeta a um procedimento chamado de colocação de filtro de veia cava inferior. Isto é recomendado para pacientes que estão em alto risco devido a coágulos de sangue. Um filtro é colocado na sua veia para ajudar a prevenir que os fragmentos de coágulo viagem através das veias para o coração ou os pulmões.
 

Tags: trombosesanguecoagulação
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Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA)

Vascular Pro - sex, 07/07/2017 - 10:18

Aneurisma da aorta abdominal (AAA) ocorre quando a aterosclerose ou o acúmulo de placa faz com que as paredes da aorta abdominal se tornem fracas e protuberante para fora como um balão. Um AAA se desenvolve lentamente ao longo do tempo e tem alguns sintomas perceptíveis. Quanto mais um aneurisma cresce, mais provável é que ele vá estourar, ou romper, causando intensa dor abdominal ou dor nas costas, tonturas, náuseas ou falta de ar, e podendo levar ao óbito.
Seu médico pode confirmar a presença de um AAA com uma ecografia abdominal, TC abdominal e pélvica ou angiografia. O tratamento depende da localização e tamanho do aneurisma, bem como sua idade, função renal e outras condições. Aneurismas menores que cinco centímetros de diâmetro são normalmente monitorados com ultra-som ou exames de TC a cada seis a 12 meses. Aneurismas maiores, ou aqueles que estão crescendo rapidamente ou vazando, podem exigir cirurgia aberta ou endovascular.

 
O que é um aneurisma da aorta abdominal?
A aorta, a maior artéria no corpo, é um vaso sanguíneo que leva sangue oxigenado, para longe do coração. Origina-se logo após a válvula aórtica conectada ao lado esquerdo do coração e se estende através do interior do peito e abdômen. A porção da aorta que se encontra profundamente dentro do abdômen, bem na frente da espinha é chamada de aorta abdominal.
Ao longo do tempo, as paredes da artéria podem se tornar fracas e alargar, uma analogia seria o que pode acontecer com uma mangueira de jardim velha. A pressão do sangue através do bombeamento da aorta pode deixar esta área fraca com uma protuberância para fora, como um balão (chamado aneurisma). Um aneurisma da aorta abdominal (AAA, ou "triplo A") ocorre quando este tipo de enfraquecimento do vaso acontece na porção da aorta que corre pelo abdômen.
A maioria dos AAAs é o resultado da aterosclerose, uma doença degenerativa crônica da parede arterial, em que gordura, colesterol e outras substâncias acumulam nas paredes das artérias e formam depósitos macios ou duros chamados placas.
Aneurismas da aorta abdominal normalmente desenvolvem-se lentamente ao longo de um período de muitos anos e quase nunca causam quaisquer sintomas perceptíveis. Ocasionalmente, especialmente em pacientes magras, uma sensação de pulsação no abdômen pode ser sentida. Quanto mais um aneurisma cresce, maior é a chance de que vá estourar, ou romper.
Se um aneurisma se expande rapidamente, goteja, ou vaza, os seguintes sintomas podem se desenvolver de repente:

  • intensa e persistente dor abdominal ou nas costas que pode irradiar para as nádegas e pernas
  • transpiração e sudorese fria
  • tontura
  • náuseas e vômitos
  • aumento da frequência cardíaca
  • falta de ar
  • pressão arterial baixa.

Principais fatores de risco para um AAA incluem histórico familiar, tabagismo e hipertensão arterial de longa data. Os homens que têm um histórico de tabagismo devem fazer um rastreamento único para AAA entre as idades de 65 e 75. Homens com histórico familiar de AAA devem ser rastreados com 60 anos de idade.
Como um aneurisma da aorta abdominal é avaliado?
Muitos aneurismas da aorta abdominal são encontrados por acaso em exames de ultra-som, raio-x ou checagens por TC. O paciente muitas vezes está sendo examinado por um motivo não relacionado. Em outros pacientes que experimentam sintomas e procuram um médico, um médico pode ser capaz de sentir uma aorta pulsante ou ouvir sons anormais no abdômen com o estetoscópio (sopro).
Para confirmar a presença de um aneurisma da aorta abdominal, um médico pode pedir exames de imagem incluindo:

  • Ecografia abdominal (US): Ultrassom é altamente preciso para medir o tamanho de um aneurisma. Um médico também pode usar uma técnica especial chamada Ultrassom com doppler para examinar o fluxo de sangue através da aorta. Ocasionalmente a aorta não pode ser completamente vista devido ao intestino sobrejacente que bloqueia a visão do ultrassom ou em pacientes muito grandes.
  • Tomografia computadorizada abdominal e pélvica (TC): Este exame é altamente preciso na determinação do tamanho e extensão do aneurisma. 
  • Angiografia: este exame, que usa raios-x , TC ou RM e um material de contraste para produzir imagens de vasos sanguíneos por todo o corpo, é usado para ajudar a identificar anormalidades como aneurismas da aorta abdominal.

Como é tratado um aneurisma da aorta abdominal?
O tratamento depende de uma variedade de fatores, incluindo o tamanho e localização do aneurisma na aorta abdominal e a idade do paciente, funcionamento do rim e outras condições.
Pacientes com aneurismas, que são menores do que cinco centímetros de diâmetro são normalmente monitorados com ultrassom ou exames de TC a cada seis a 12 meses e podem ser aconselhados a:

  • parar de fumar
  • controlar a pressão arterial
  • diminuir o colesterol.

Tratamento cirúrgico pode ser recomendado para pacientes que apresentem aneurismas que estão:

  • maiores que 5 centímetros (2 polegadas) de diâmetro
  • crescendo rapidamente
  • vazando
  • sintomas compressivos
  • rotos.

Existem duas opções de tratamento:

  • Tradicional reparo cirúrgico (aberto): neste tipo de cirurgia, uma incisão é feita no abdômen e a parte danificada da aorta é removida e substituída por um tubo sintético chamado de enxerto de Dacron, que é costurado no lugar.
  • Cirurgia endovascular: Neste procedimento, que é menos invasivo do que um reparo aberto, uma endoprótese de stent anexada à extremidade de um tubo de plástico fino chamado cateter, inserido através de uma artéria na perna e manobrado até no abdômen, onde ele é posicionado dentro do aneurisma e preso no lugar com ganchos pequenos.

 

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Insuficiência venosa (varizes)

Vascular Pro - sex, 07/07/2017 - 09:58

Insuficiência venosa é uma condição na qual as veias não são capazes de bombear o sangue de volta ao coração. Isso faz com que o sangue acumule nos vasos sanguíneos, fazendo com que eles se tornem mais largos ou tornem-se varizes ao longo do tempo.
Seu médico irá realizar um exame físico e poderá pedir um ultra-som venoso para avaliar sua função venosa e verificar se há coágulos de sangue. Veja os exames necessários na avaliação de varizes. O tratamento depende da gravidade da condição e varia de mudanças de estilo de vida a ablação venosa ou flebotomia (flebectomia/fleboextração).

 
O que é insuficiência venosa (varizes)?
Insuficiência venosa é uma condição médica na qual as veias no corpo (geralmente nas pernas) não são capazes de bombear o sangue de volta ao coração. Isso faz com que o sangue acumule nos vasos sanguíneos, fazendo com que eles se tornem mais largos (varizes) ou dilatados ao longo do tempo.
Normalmente, o sangue circula do coração para as pernas através das artérias e volta ao coração através das veias. Para empurrar o sangue para cima dos pés, as veias dependem dos músculos circundantes e de uma rede de válvulas unidirecionais para impedir que o sangue flua para trás. Se as válvulas unidirecionais e músculos tornarem-se fracos ou falharem, a veia torna-se incompetente e o sangue começa a acumular na veia em vez de retornar para o coração.
Insuficiência venosa provoca sintomas tais como:

  • veias torcidas e saltadas
  • o aparecimento de cores roxas ou azuis escuras na superfície da pele
  • inchaço na perna, coceira, dor, queimação, latejamento e cãibras musculares
  • fadiga e pernas pesadas
  • manchas na pele (dermatite ocre)
  • varizes

Varizes são vasos superficiais que tornam-se ampliados e torcidos. Qualquer veia do corpo pode se tornar-se varicoso, mas a condição ocorre mais frequentemente nas veias das pernas. Varizes são diferentes dos vasinhos — as veias azuladas e/ou roxas muito pequenas que estão perto da pele e aparecem sobre as pernas e/ou rosto. Aranhas vasculares geralmente não causam dor e são mais uma preocupação estética.
Fatores de risco para insuficiência venosa incluem:

  • histórico familiar
  • gravidez e outras condições que colocam pressão sobre as veias nas pernas
  • um histórico de coágulos de sangue
  • um histórico de tabagismo
  • ficar em pé ou sentado por longos períodos de tempo
  • tendo excesso de peso, o que aumenta a pressão sobre as pernas
  • menopausa
  • envelhecimento, o que resulta na diminuição da elasticidade dos vasos sanguíneos
  • paredes de vasos sanguíneos enfraquecidas
  • inflamação das veias (conhecida como flebite)
  • constipação crônica e em casos raros, tumores

 
Complicações da insuficiência venosa incluem:

  • dor
  • inflamação e inchaço
  • úlceras na pele
  • sangramento quando estouram as veias perto da superfície da pele
  • coágulos de sangue que podem levar a trombose venosa profunda
  • tromboflebite superficial, uma condição em que as veias superficiais (mais próximas da pele) dentro das pernas tornam-se endurecidas, inflamadas e de natureza semelhante a um cordão esticado

 
Como é avaliada a insuficiência venosa (varizes)?
Seu médico primário vai começar perguntando a você sobre seu histórico médico e sintomas. Um questionário pode ser respondido. Você também passará por um exame físico.

  • Seu médico também pode pedir uma ecografia venosa, um teste que usa sonografia para ver se as válvulas nas veias estão funcionando normalmente e para procurar coágulos.

 
Como é tratada a insuficiência venosa (varizes)?
Mudanças de estilo de vida podem ajudar a prevenir a formação de varizes. Estas alterações incluem:

  • elevar as pernas enquanto estiver sentado ou dormindo
  • usar meias de compressão ou bandagens elásticas
  • evitar ficar em pé por longos períodos de tempo
  • perder peso
  • exercício para melhorar a força das pernas

Se as mudanças de estilo de vida não aliviarem os sintomas ou a dor for severa, seu médico pode recomendar opções de tratamento, incluindo:

  • Escleroterapia: este tratamento minimamente invasivo injeta uma solução diretamente na veia que faz com que o vaso encolha e acabe por desaparecer. Para as veias maiores, uma espuma é injetada para fechar e selar a veia.
  • CLaCs: Laser transdermico associado à escleroterapia
  • Ablação térmica por via endovenosa: este procedimento guiado por imagem usa energia de radiofrequência ou laser para aquecer e selar uma veia incompetente. Ultra-som ajuda a visualizar a veia incompetente, permitindo que o médico guie um eletrodo de fibra ou de radiofrequência a laser através de um cateter na veia onde o calor é aplicado.
  • Flebectomia (também conhecido como microcirurgia venosa): este procedimento minimamente invasivo usa um pequeno bisturi ou agulha para remover as varizes na superfície da perna através de pequenas incisões na pele.
  • Cirurgia de stripping da veia: um procedimento cirúrgico realizado sob anestesia geral que envolve o descascamento ou inteira remoção superficial da veia na perna. Devido aos avanços em procedimentos minimamente invasivos, este procedimento raramente é feito hoje em dia.
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Estenose das artérias carótidas

Vascular Pro - qui, 07/06/2017 - 12:06

Estenose da Artéria Carótida

Estenose da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. Este estreitamento é geralmente o resultado de um acúmulo de placa calcificada dentro das artérias, uma condição chamada de aterosclerose. A estenose pode piorar com o tempo até bloquear completamente a artéria, ou desprender pequenos fragmentos que podem levar à um acidente vascular cerebral (derrame).

Seu médico pode solicitar um ultrassom de carótidas (ecodoppler), TC angiografia (AngioTC), angiografia de ressonância magnética (AngioRM) ou angiografia cervical e cerebral para determinar a presença e a localização da estenose. O tratamento para melhorar ou restaurar o fluxo sanguíneo pode incluir angioplastia e implante de stent vascular ou, em casos graves, cirurgia.

 

O que é estenose da artéria carótida?

Estenose da artéria carótida é um estreitamento nas artérias grandes localizadas em cada lado do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. O estreitamento geralmente resulta da aterosclerose, ou acúmulo de placa no interior das artérias. Ao longo do tempo, a estenose pode avançar para o bloqueio completo da artéria.

Fatores de risco para estenose da artéria carótida incluem idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e estilo de vida inativo.

Algumas pessoas com estenose da artéria carótida podem sentir tontura, visão turva e desmaio, que podem ser sinais de que o cérebro não está recebendo sangue e oxigênio suficiente. Em muitos casos, o primeiro sintoma é um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um derrame porque um pequeno coágulo pode se formar na área do vaso que é afetado pela aterosclerose. Quando um pequeno coágulo se torna desprende, pode viajar para o cérebro e tapar uma artéria menor que um pedaço específico do cérebro depende para o seu funcionamento e, em última análise, sobrevivência. Os sintomas de um AIT e derrames são semelhantes: paralisia ou dormência de um lado do corpo, visão turva, dor de cabeça, problemas de fala e dificuldade em responder aos outros. O AIT é geralmente breve e não deixa nenhum dano duradouro; é devido a uma pequena e temporária oclusão de uma pequena artéria, mas muitas vezes é um sinal de aviso. Um acidente vascular cerebral é frequentemente associado com a morte de uma parte do cérebro devido à perda de seu suprimento de sangue e pode resultar em incapacidade grave ou morte.

Como a estenose da artéria carótida é avaliada?

Estenose da artéria carótida, por vezes, provoca um som anormal, um ruído ou sopro, na artéria que pode ser ouvida com um estetoscópio. Exames de imagem para diagnosticar, localizar e medir a estenose incluem:

  • Ultrassom de carótidas (incluindo ultrassom Doppler): este teste utiliza ondas sonoras para criar imagens em tempo real das artérias e localizar bloqueios. O Doppler é uma técnica de ultrassom especial que pode detectar áreas de fluxo de sangue restringido na artéria.
  • Angiografia por Tomografia Computadorizada (CTA): CTA usa um scanner TC para produzir visualizações detalhadas das artérias em qualquer lugar no corpo – neste caso, no pescoço. O teste é particularmente útil para pacientes com marcapassos ou stents.
  • Angiografia de ressonância magnética (ARM): este teste não-invasivo dá informações semelhantes ao CTA, sem o uso de radiação ionizante.
  • Angiografia cerebral: Também conhecida como angiografia de subtração digital intra-arterial (IADSA), a angiografia cerebral é um teste minimamente invasivo em que um cateter é guiado através de uma artéria para a área de interesse. Material de contraste é injetado através do tubo e imagens são capturadas com raios-x.

Como é tratada a estenose da artéria carótida?

Casos graves de estenose geralmente exigem endarterectomia carotídea, em que um cirurgião faz uma incisão para remover a placa de qualquer parte doente da artéria, enquanto o paciente está sob anestesia geral. Uma opção menos invasiva inclui:

  • Implante de stent e angioplastia de artéria carótida: Durante este procedimento, um cateter é enfiado através de uma incisão na virilha até o local do bloqueio, onde a ponta do balão é inflada para abrir a artéria. Um stent pode ser colocado na artéria para expandi-la e segurá-la aberta.

Leia também:

E como eu faço para decidir entre endarterectomia carotídea ou angioplastia com stent de carótida ? Tags: carótidaartériaarterialaterosclerose
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Aneurisma Aórtico

Vascular Pro - sab, 07/01/2017 - 12:46

A aorta é a maior artéria do corpo humano e carrega sangue rico em oxigênio para o resto do corpo. A parede da aorta é bastante elástica e consegue esticar e voltar ao normal o suficiente para se adaptar ao fluxo sanguíneo e ao bombeamento do coração. Entretanto, algumas situações médicas podem enfraquecer a parede arterial. Esses fatores, juntamente com pequenas lesões que ocorrem com a idade, podem enfraquecer a parede aórtica, que acaba esticando e abaulando para fora, como um balão. O aneurisma de aorta é um abaulamento ou dilatação da artéria. Quando dilatada, a parede arterial fica mais fraca ainda, podendo romper e levando a uma situação de vida ou morte. O aneurisma roto, quando rompe, é a 10˚ causa de morte em homens de 65 a 74 anos nos Estados Unidos. Nós, no Brasil, não temos estatísticas detalhadas.
Fatores de risco para o aneurisma de aorta:

  • Tabagismo: 90% das pessoas com aneurisma fumaram
  • Pressão Alta / Hipertensão: distende a parede da aorta
  • Sexo masculino
  • Genética: condições herdadas podem afetar os tecidos conectivos
  • Idade: com a progredir da idade, a parede arterial fica mais fraca e menos elástica
  • Infecções: algumas infecções durante a vida podem danificar a aorta. Temos que ficar atento ao retorno da Sífilis e seu longo período de incubação.
  • Inflamação: a aorta inflamada, com cicatrizes fica mais frágil
  • Trauma: Quedas e acidentes automobilísticos podem danificar a aorta

Exames e testes:
Aneurismas de aorta devem ser suspeitos ou diagnosticados no exame físico do abdome ou por exames de imagem que podem determinar a localização, tamanho e velocidade de crescimento:

  • Ultrassom abdominal: teste não invasivo e indolor baseado em ondas de som. Permite visualizar a aorta e ilíacas com grande precisão. É excelente exame para rastreamento, mas não para planejamento terapêutico.
  • Tomografia computadorizada: baseada no raio X, permite avaliar não só a aorta, mas todos os órgãos adjaentes, e outras doenças da aorta, como a dissecção aórtica e trombos.

Tratamento:
O tratamento para os aneurismas depende de seu tamanho e localização. Se o aneurisma é pequeno (menor que 5cm de diâmetro) e não há sintomas, seu médico pode aconselhar a observação com tratamento clínico e acompanhamento com exames seriados. Parar de fumar e controlar a pressão alta são essenciais. Medicamento para diminuir o colesterol junto com programas de exercícios físicos, programas para parar de fumar e uma dieta saudável para o coração podem ser de grande ajuda. Não farão o aneurisma diminuir, mas ajudarão a prevenir o seu aumento.
Entretanto, se o seu aneurisma é grande, ou se ele está crescendo rápido (mais de 1cm por ano), a cirurgia pode ser o melhor tratamento.
 
Leia mais:

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Trombectomia

Vascular Pro - sab, 07/01/2017 - 12:13

Trombos são coágulos dentro dos vasos arteriais ou venosos. Esses trombos impedem a a circulação do sangue causando isquemia nas artérias e congestão nas veias. Quando as artérias ou veias acometidas são importantes, por irrigar ou drenar órgãos essenciais eles devem ser tratados. A retirada cirurgica ou endovascular de trombos consiste na trombectomia, e pode ser realizada em alguns casos específicos. Não são todos os pacientes que estão aptos a se submeterem às trombectomias, e esse procedimento deve ser indicado pelo cirurgião vascular e endovascular.

O video abaixo mostra diversas técnicas endovasculares de retirada dos trombos.

 

trombectomiaarterialvenoso
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Acesso Venoso Central

Vascular Pro - sab, 07/01/2017 - 11:49
Acesso Venoso Central Sven-Ivar Seldinger descreveu, em 1953, a técnica para a realização de arteriografia percutânea. Essa técnica atualizada é utilizada para a maioria das punções vasculares. A punção venosa central pode ser feita com cateter simples com protetor de agulha tipo Intracath®, cateter de duplo ou triplo lúmen tipo Shiley, pela técnica de Seldinger modificada. Existem cateteres de longa permanência tunelizáveis, tipo PermCath® e cateteres com introdutores removíveis por sistema de separação bilateral (“Pell away”). A implatação dos cateteres endovenosas se deve à necessidade de infusão de medicamentos por longos períodos, ou substâncias que não podem ser infundidas em veias periféricas, como a nutrição endovenosa ou quimioterápicos. O procedimento pode ser realizado sob anestesia local e, em alguns casos, com sedação. O uso do ultrassom para guiar a punção diminui os riscos de intercorrências, e o uso da fluoroscopia permite a localização precisa do material intravascular. É um procedimento que pode ser realizado em regime de hospital dia. A colocação de cateteres deve ser realizada por cirurgião vascular treinado em ambiente apropriado. Dr Alexandre Amato e equipe publicaram capítulos sobre o assunto: Punção Vascular EcoguiadaAcesso Venoso CentralAcesso Vascular por dissecção venosa O vídeo abaixo mostra a colocação de um cateter tunelizável de longa permanência.  

 

Fonte: Procedimentos Médicos: Técnica e Tática, Edition: 2, Chapter: 14, Publisher: Grupo Gen, Editors: Alexandre Campos Moraes Amato

venosocateterpunçãotratamento
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5 Maneiras de Aumentar Suas Chances de Ficar Grávida

Fertilidade - qui, 06/22/2017 - 12:17
Dicas para engravidar

Engravidar pode não ser tão fácil como se espera. Para maximizar suas chances de ter uma gravidez saudável, aqui estão algumas maneiras simples de mudar sua rotina para aumentar suas chances de engravidar.

 

Limite cafeína e álcool

Beber muita cafeína pode prejudicar a fertilidade de uma mulher e reduzir suas chances de engravidar. A cafeína restringe os vasos sanguíneos, retardando o fluxo sanguíneo para o útero e potencialmente tornando o óvulo mais difícil de ser pego. Além disso, a pesquisa mostra que há uma taxa aumentada de aborto espontâneo associado a mulheres grávidas que consomem mais de 200 mg de cafeína por dia (equivalente a mais de uma xícara de café de 350 ml).

Há muitos estudos conflitantes disponíveis sobre o efeito do álcool na fertilidade. Nós encorajamos nossas pacientes a limitar seu álcool enquanto tentam engravidar.

Faça TESTE DE FERTILIDADE: DIETA SAUDÁVEL PARA ENGRAVIDAR

 

Coma direito

Manter-se bem nutrida e comer os alimentos certos pode aumentar suas chances de engravidar. Certifique-se de comer bastante frutas e vegetais frescos, que fornecem uma riqueza de vitaminas, minerais e antioxidantes. Também é importante comer alimentos ricos em proteínas, como peru magro, frango e carne de vaca, peixe, produtos lácteos com baixo teor de gordura, ovos e feijão.

Os ácidos graxos ômega-3 são ótimos para fertilidade e o peixe é a melhor fonte. Se você é vegetariana/vegana ou simplesmente não gosta de peixe, pode obter os ácidos graxos ômega-3 das sementes de linhaça, amêndoas, nozes, sementes de abóbora e em ovos enriquecidos de lojas.

Quando se tratar de carboidratos, escolha carboidratos complexos que levam mais tempo a digerir e não causam elevações nos níveis de insulina, o que pode interromper os hormônios reprodutivos e desorganizar o ciclo menstrual. Alimentos ricos em carboidratos complexos incluem grãos integrais, frutas, legumes e vegetais.

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Preste atenção no seu peso

Estar abaixo ou acima de peso pode atrasar o tempo que leva para uma mulher engravidar. Manter um peso saudável pode ajudar na concepção. O excesso de gordura corporal pode levar a uma superprodução de certos hormônios que atrapalham a ovulação. Seus ciclos podem ser menos regulares, você pode ovular com menos frequência e você reduz suas chances de engravidar. No entanto, com pouquíssima gordura corporal, você pode não produzir hormônios suficientes para ovular a cada mês ou para manter uma gravidez se você engravidar. Use esta ferramenta para calcular seu índice de massa corporal (IMC).

O que o seu número de IMC significa?

  • Uma definição médica padrão de peso corporal "normal" é um IMC de cerca de 18,5 - 24,9
  • Um IMC inferior a 18,5 indica que a pessoa está "abaixo do peso"
  • Um IMC de 25,0 - 29,9 indica que o indivíduo está com excesso de peso, mas não é obeso
  • Um IMC acima de 30 indica obesidade
  • Um IMC acima de 40 indica obesidade extrema

Leia: QUAL A RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E INFERTILIDADE?

 

Pare de fumar

Quando você fuma um cigarro, você está inalando milhares (mais de 7.000!) de produtos químicos, que podem se espalhar pelo corpo. Numerosos estudos detalharam os efeitos adversos do tabagismo sobre a fertilidade, incluindo: redução da qualidade do óvulo e da reserva do ovário, aumento do risco de aborto espontâneo. Além disso, as mulheres que fumam são suscetíveis a iniciar a menopausa um a dois anos antes do que aquelas que não fumam.

Em geral, deixar de fumar é a melhor coisa que você pode fazer pela sua fertilidade e saúde geral. Aqui estão algumas Dicas para parar de fumar..

 

Quando devo ver um médico de fertilidade

Se você é uma mulher com menos de 35 anos e não engravidou após 12 meses de sexo desprotegido, recomendamos que veja um especialista em fertilidade. Se você tem mais de 35 anos, recomendamos ver um especialista após 6 meses de sexo desprotegido, se a gravidez não ocorreu.

infertilidadedica
Categorias: Medicina

Por que eu não estou ficando grávida?

Fertilidade - qua, 06/21/2017 - 13:57
Não consigo engravidar..

E agora?

Se você está tendo problemas para ficar grávida, você não está sozinha. Um em cada 6 casais* experimentam a infertilidade. A infertilidade é diagnosticada em um casal que foi incapaz de engravidar após 12 meses de sexo regular de maneira desprotegida, ou se não conseguiu levar uma gravidez a termo (perdeu o bebê).

A causa mais comum da infertilidade é a idade de uma mulher. Outros fatores podem referir-se a mulher, ao homem, uma combinação de ambos, ou serem inexplicáveis.

Fatores de infertilidade feminina

Os fatores mais comuns de infertilidade em mulheres são:

  • idade
  • SOP (síndrome dos ovários policísticos)
  • trompas de Falópio bloqueadas ou danificadas
  • endometriose
  • aborto espontâneo
  • trompas de Falópio
Idade

A idade de uma mulher é o fator mais importante que afeta sua fertilidade e se você terá um bebê (falamos bastante da idade aqui no site.). As mulheres nascem com todos os óvulos que elas terão. Uma pesquisa mostra um pequeno declínio de fertilidade nas mulheres aos 30, com uma diminuição significativa entre seus 30 e 40 anos. Conforme você envelhece, a qualidade de seu óvulo declina. Você tem uma chance maior de aborto espontâneo, ou do seu bebê ter uma anomalia genética como a síndrome de Down. A compreensão de como a idade afeta a fertilidade significa que você pode optar por falar com seu parceiro ou médico sobre ter um bebê, mais cedo ou mais tarde. Se não é o momento certo para um bebê, você pode querer considerar congelar alguns óvulos para uso posterior. Enquanto não há nenhuma dúvida de que a idade é um fator, a fertilização in vitro pode ajudar a aumentar as chances de gravidez conforme as mulheres envelhecem.

Fertilização in vitro A chance mensal de gravidez diminui de 20% para as mulheres com 30 de idade a 5% para mulheres com 40 de idade.

 

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

SOP é uma condição hormonal que afeta 1 em cada 5 mulheres em idade fértil.

O que é Síndrome do Ovário Policístico?
Ovários policísticos significa que vários cistos estão aparecendo nos ovários. A Síndrome do Ovário Policístico afeta os hormônios – as mulheres produzem altos níveis de insulina e testosterona, que podem levar a um ou mais sintomas como:

  • menstruações irregulares
  • crescimento de pelos em excesso (geralmente na face, barriga ou costas)
  • acne
  • ganho de peso
  • problemas de humor
  • problemas de fertilidade.

A causa da Síndrome do Ovário Policístico é desconhecida; pode ser genética ou resultar do estilo de vida e fatores ambientais.

Como é diagnosticada a Síndrome do Ovário Policístico?

SOP é geralmente diagnosticada usando ultra-som, por exames de sangue e uma revisão do histórico médico.

Para um diagnóstico de Síndrome do Ovário Policístico, a maioria das mulheres precisa atender pelo menos 2 dos seguintes critérios:1

  • Os ovários são policísticos porque 12 ou mais folículos são visíveis em um ovário, ou um ou ambos os ovários aumentaram em tamanho
  • Há altos níveis de hormônios 'masculinos' (andrógenos) no sangue e sintomas associados, como crescimento de pelos em excesso ou acne
  • Menstruação irregular ou ausente (disfunção menstrual).

Se você acha que você pode ter a Síndrome do Ovário Policístico, fale com seu ginecologista ou especialista de fertilidade sobre os testes que podem ser realizados.

Qual é a diferença entre OPC e SOP?

OPC refere-se a ter ovários policísticos que podem ser identificados através de ultra-som. SOP é uma síndrome, onde você experimenta 2 dos 3 sintomas descritos acima.

Os nomes são semelhantes, OPC não afeta a fertilidade como a Síndrome do Ovário Policístico. OPC afeta até um terço das mulheres em idade fértil e muitas vezes não é diagnosticado já que não há outros sintomas.2

Como a Síndrome do Ovário Policístico afeta a fertilidade?

Se você é diagnosticada com Síndrome do Ovário Policístico, você pode ter problemas para ter um bebê. Menstruações irregulares podem afetar a ovulação, por isso é mais difícil de saber quando tentar engravidar e significa menos chances do que se tivesse um ciclo regular. A pesquisa constatou também que os hormônios que controlam o apetite e a fome não podem ser regulados tão eficazmente com as mulheres com SOP. Isso significa que algumas mulheres são mais propensas a ganhar peso e podem ter problemas para perder peso.

O que fazer após um diagnóstico de Síndrome do Ovário Policístico

Opções de tratamento para ajudá-la a ter um bebê podem incluir:

  • reduzir o seu IMC através da perda de peso
  • drogas para induzir a ovulação, tais como clomid
  • Medicamentos insulino-sensibilizantes.
  • Fertilização in vitro ou outro tratamento reprodutivo assistido.

Fale com seu especialista em fertilidade sobre o melhor caminho para você seguir.

Leia nosso artigo sobre opções de tratamento nos ovários policísticos.

Se você ainda não foi diagnosticada com Síndrome do Ovário Policístico, mas está preocupada que isso esteja afetando a sua fertilidade, marque consulta com nossos médicos experientes para falar sobre os próximos passos.

Trompas de Falópio bloqueadas ou danificadas

Trompas de Falópio conectam seus ovários ao útero. Elas têm estruturas parecidas com 20-25 dedos em suas extremidades que pairam acima dos ovários e trabalham para coletar óvulos maduros quando eles são liberados. É nas trompas de Falópio que a fertilização do óvulo tomará lugar.

Se suas trompas de Falópio estão danificadas ou bloqueadas, elas podem impedir o espermatozoide de alcançar o óvulo. Trompas bloqueadas ou danificadas podem ser causadas por:

  • um bloqueio de nascimento
  • danos acidentais de uma cirurgia
  • infecção
  • por ter suas trompas amarradas (cirurgia de laqueadura).

Diagnosticando trompas de Falópio bloqueadas ou danificadas

Seu especialista em fertilidade pode verificar suas trompas de Falópio através de:

  • cirurgia laparoscópica
  • raio-x
  • teste de permeabilidade tubária tubal (teste de tintura).

Se a cirurgia não for adequada para corrigir suas trompas de Falópio, o especialista em fertilidade pode sugerir o tratamento de fertilização in vitro como uma opção de tratamento possível para você.

Endometriose

A endometriose é uma doença comum – pode afetar até uma em dez mulheres em algum ponto do seu primeiro período de menopausa. 3 Um terço das mulheres com endometriose podem ter problemas de fertilidade, mas o tratamento está disponível. 4

O que é endometriose?

Endometriose ocorre quando o revestimento do útero (endométrio), começa a crescer fora do útero, o que causa tecido cicatricial. A endometriose causa infertilidade de maneiras diferentes. Se a endometriose prejudicar as trompas e os ovários, então isto reduzirá significativamente a capacidade da mulher de engravidar. Isto alterará significativamente o movimento do óvulo e do espermatozoide. Mesmo se as trompas e ovários não estiverem danificados, a endometriose pode afetar o movimento do espermatozoide, a coleta do óvulo através da trompa, fertilização do óvulo, crescimento do embrião e implantação.

A causa da endometriose não é totalmente conhecida e pode variar entre as mulheres. Sabemos que, se você tem um parente próximo com endometriose, você é até dez vezes mais propenso a tê-la. 5

Quais são os sintomas da endometriose?

Algumas mulheres experimentam menstruações incrivelmente dolorosas, enquanto outras podem não descobrir que têm endometriose até terem dificuldade ao tentarem ter um bebê.

Os sintomas comuns incluem:

  • menstruações dolorosas
  • sangramento pré-menstural
  • dor pélvica
  • dor durante o sexo.

Se seu especialista em fertilidade suspeitar que você tem endometriose, a laparoscopia pode ser realizada para confirmar o diagnóstico.

A endometriose afetará minha fertilidade?

Cerca de 30% das mulheres com endometriose experimentará infertilidade, provavelmente devido a:4

  • cicatrizes das trompas ou ovários
  • qualidade do óvulo sendo afetada
  • problemas de implantação do embrião devido aos danos para o útero.

Nem todas as mulheres com endometriose experimentam infertilidade. Algumas mulheres com endometriose não terão problemas para engravidar naturalmente e ter uma gravidez bem sucedida.

Endometriose pode ser tratada?

Sim. Dependendo do tipo e da gravidade de sua endometriose, o tratamento pode incluir:

  • alguns medicamentos simples
  • a cirurgia laparoscópica para remover a endometriose. Muitas mulheres engravidam naturalmente após a cirurgia, mas a FIV é também uma opção comum se a infertilidade continua.

O que mais?

Fale com nosso especialista de fertilidade sobre tratar a endometriose.

Se você ainda não foi diagnosticada com endometriose, mas está preocupada que talvez esteja afetando sua fertilidade, venha em consulta.

Aborto espontâneo

Um aborto espontâneo é quando a gravidez termina por conta própria. É mais provável acontecer nas fases mais iniciais da gravidez e é incomum após 10 semanas.

Muitas mulheres que têm um aborto continuam tentando e têm um bebê, naturalmente.

Se uma mulher tem 2 ou mais abortos, sem qualquer sucesso entre as gravidezes, isto é chamado de aborto recorrente. Se você experienciou aborto recorrente, é importante conversar com um especialista de fertilidade sobre as potenciais causas.

O que causa um aborto?

Causas comuns de aborto incluem:

  • anomalia genética ou cromossômica no embrião
  • um útero anormal
  • distúrbios hormonais
  • infecções e doenças
  • fatores de estilo de vida como tabagismo, álcool ou drogas
  • idade (mulheres com mais de 40 anos de idade tem uma maior chance de aborto do que ter um nascido vivo). 7

Às vezes, não há nenhuma razão clara do porque você teve um aborto espontâneo.

Lidar com o aborto

No caso de um aborto que ocorre durante o tratamento, não é fácil, oferecemos o suporte e acompanhamento necessário.

O que mais?

Se você já teve aborto recorrente, seu especialista em fertilidade deve recomendar alguns exames diferentes.

Miomas

Miomas são crescimentos benignos ou protuberâncias do tecido muscular que se formam nas paredes do útero. Menos de 3% das mulheres experimentam infertilidade por causa de miomas. 8

A maioria das mulheres não experimentam quaisquer sintomas dos miomas, mas os mais comuns são:

  • sangramento anormal
  • micção frequente
  • pressão ou dor (devido ao tamanho e posição do mioma).

Opções de tratamento são geralmente a cirurgia de histeroscopia, laparoscopia ou, atualmente com excelente resultados do ponto de vista da fertilidade, a embolização dos miomas.

Fatores de fertilidade masculina

Depois da idade de uma mulher, um problema com o homem (infertilidade de fator masculino) é a próxima causa mais comum de infertilidade quando se está tentando ter um bebê.

As principais causas de infertilidade masculina incluem:

  • produção de espermatozoides
  • ausência de espermatozoides
  • bloqueios
  • dificuldades sexuais
Produção de espermatozoides

A causa mais comum de infertilidade masculina é se não é produzido espermatozoides o suficiente, o espermatozoide não é saudável (mobilidade), se eles não se formam corretamente ou se há anticorpos de espermatozoide.

Ausência de espermatozoides (azoospermia)

Quando não há espermatozoides presentes na ejaculação, chama-se azoospermia. Pode ser causada por anormalidades genéticas, falta de produção de espermatozoides ou após uma vasectomia.

Deferentes ou outros tubos bloqueados

Bloqueios podem estar presentes desde o nascimento (congênito), como resultado de infecções ou devido à um grave trauma ou cirurgia (como uma vasectomia). Alguns casos podem ser resolvidos ou revertidos, ou o espermatozoide pode ser coletado e utilizado no tratamento de fertilização in vitro.

Dificuldades sexuais

Alguns homens experienciam dificuldades para ter sexo ejaculatório regular. Homens com diabetes, lesões na medula espinhal, que tomam certos medicamentos ou com problemas psico-sexuais podem ter problemas para ejacular durante o sexo com penetração. A FIV é uma opção eficaz.

Idade

Embora isso não afete a fertilidade à mesma medida que a idade feminina, a qualidade do espermatozoide diminui com a idade. O risco de aborto espontâneo em mulheres é maior se o homem tem mais 45. Os homens mais velhos também têm uma maior chance de conceber crianças com autismo, problemas de saúde mental e dificuldades de aprendizagem. 9 A infertilidade masculina é frequentemente diagnosticada por um teste de análise de sêmen, um exame físico ou biópsia testicular por seu especialista em fertilidade. As causas mais comuns de infertilidade masculina são facilmente diagnosticadas e tratadas com o tratamento de fertilidade, como a fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).

 

 

Bibliografia:

* Estatística australiana

  1. How is PCOS diagnosed?
    https://jeanhailes.org.au/health-a-z/pcos/how-is-pcos-diagnosed
  2. PCO affects up to a third of women of childbearing age
    https://www.betterhealth.vic.gov.au/
  3. Attention to lifestyle can improve fertility and your chance of having a healthy baby.
    http://yourfertility.org.au/for-women/other-factors/
  4. Fertility
    https://jeanhailes.org.au/health-a-z/endometriosis/fertility
  5. Symptoms & causes
    https://jeanhailes.org.au/health-a-z/endometriosis/symptoms-causes
  6. Fertility
    https://jeanhailes.org.au/health-a-z/endometriosis/fertility
  7. A woman’s age affects her fertility
    http://yourfertility.org.au/for-women/age/
  8. Fibroids
    https://jeanhailes.org.au/health-a-z/vulva-vagina-ovaries-uterus/fibroids
  9. A man’s age matters
    http://yourfertility.org.au/for-men/age
causasinfertilidadedúvida
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A história do espermatozóide

Fertilidade - qua, 06/21/2017 - 13:22

Espermatozóides

O esperma humano é muito diferente de qualquer outra coisa no corpo. É o único tipo de célula humana projetada para se deslocar para fora do corpo para cumprir o seu propósito. E, no entanto, a ciência dessas células está atrasada em relação a outros estudos sobre o corpo humano. Essa pesquisa teve um início bastante abalado. Anton van Leeuwenhoek desenvolveu o microscópio composto e foi o primeiro a observar através dele o esperma vivo, em 1677.

Examinando sua própria ejaculação, ele ficou imediatamente chocado com os minúsculos "animais" que ele encontrou se retorcendo adentro.

Hesitante até mesmo em compartilhar suas descobertas com os colegas – Leeuwenhoek escreveu hesitantemente à Royal Society of London sobre sua descoberta em 1677. "Caso o Senhor venha a considerar que essas observações podem desgostar ou escandalizar o que foi aprendido, eu imploro sinceramente ao Senhor que as considere particulares e que as publique ou as destrua, conforme o Senhor considerar oportuno".

Seu Senhorio (também conhecido como o presidente da Royal Society) optou por publicar as descobertas de van Leeuwenhoek na revista Philosophical Transactions em 1678, gerando assim o novo campo da biologia espermática.

É difícil exagerar quão misteriosas essas contorcidas, microscópicas vírgulas teriam parecido aos cientistas na época. Antes da descoberta desses "animálculos", as teorias de como os humanos fabricavam mais humanos variaram amplamente. Por exemplo, alguns acreditavam que o vapor emitido pela ejaculação masculina de alguma forma estimulava as mulheres a produzirem bebês, enquanto outros acreditavam que os homens realmente criavam bebês e os transferiam para as mulheres para incubação.

Seria preciso mais 200 anos para os cientistas descobrirem como os bebês eram feitos, exatamente. Mas a pesquisa de espermatozoides continuou, e ainda há muito que ainda não sabemos. Desvendar o código sobre do que o esperma é feito e como ele se comporta vai pavimentar o caminho para um contraceptivo masculino algum dia. Talvez. Leia a história da pesquisa dos espermatozoides em Smithsonian, menciona até um "espermatozoide tatuado em seu braço".  

 

Veja as principais causas de infertilidade de origem masculina e os tratamentos que envolvem o espermatozóide: 

espermatozóidemasculinohistória
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O que esperar da sua primeira consulta de fertilidade.

Fertilidade - sab, 06/10/2017 - 20:15
Primeira Consulta

Clinica de Reprodução Humana

Os médicos da clinica de reprodução humana notaram que muitas pacientes se perguntam o que esperar da sua primeira consulta de fertilidade. Então, nossos especialistas em fertilidade querem aliviar sua mente, explicando o que você pode e deve esperar – e como se preparar – para sua primeira consulta.

É importante se preparar para sua primeira consulta de fertilidade.

Preparação é a melhor forma de aproveitar ao máximo a sua primeira consulta de fertilidade com nossos especialistas em fertilidade. Existem vários itens que você deve ponderar na sua primeira consulta para ajudar o médico a identificar a causa da sua infertilidade.

  • Detalhes sobre suas tentativas de engravidar: Escreva informações importantes, incluindo quando você começou a tentar engravidar, se monitorou a ovulação e com que frequência você e seu parceiro têm tido relações sexuais. Estes fatos podem fornecer importantes pistas sobre o que está causando suas dificuldades para ter um bebê.
  • Informações médicas importantes: Lista de condições médicas que você e seu parceiro têm, bem como os nomes e dosagens de medicamentos, suplementos e vitaminas que estão utilizando. Não se esqueça de incluir detalhes sobre avaliações de infertilidade ou tratamentos anteriores. Toda esta informação pode trazer uma imagem mais clara de sua saúde física e fertilidade.
  • Uma lista de perguntas: Pode ser difícil se lembrar de tudo o que você quer perguntar a seu especialista em fertilidade, então uma lista de perguntas preparadas pode ajudá-la na sua primeira consulta. Nenhum médico se incomoda de responder suas perguntas, mas talvez não tenha todas as respostas na primeira consulta.

A primeira consulta de fertilidade é utilizada principalmente para a coleta de informação, e, possivelmente, definição de um planejamento.

Quando você visita nossos especialistas em fertilidade, sua primeira consulta consistirá em uma conversa significativa e profunda com seu médico. É uma oportunidade para eles entenderem seu histórico médico e problemas de fertilidade. É também um tempo para você se familiarizar com o especialista em fertilidade que dirigirá seus cuidados.

Na consulta, o especialista em fertilidade irá rever as informações que você e seu parceiro forneceram para determinar o papel que ambos fatores feminino e masculino de infertilidade têm na sua condição única.

Além de uma discussão com você e seu parceiro, seu especialista em fertilidade também pedirá a você que faça exame com uma amostra de sangue e urina e possivelmente solicitará um exame pélvico. Estes exames são partes importantes do processo de coleta de informações, porque eles fornecem detalhes críticos sobre sua saúde física e o seu potencial reprodutivo. A análise de sêmen também fornece dados essenciais.

Nossa especialista em saúde reprodutiva acredita que visitar um centro de fertilidade pode ser intimidante, e nós nos esforçamos para tornar o processo tão livre de estresse quanto seja possível. Por favor em contato conosco se você luta contra a infertilidade

 

Veja também:

8 dicas para aproveitar seu médico ao máximo consultainfertilidadeclínica
Categorias: Medicina

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides

Fertilidade - seg, 06/05/2017 - 11:52

Para alguns homens, os espermatozoides não são capazes de fertilizar os óvulos da forma habitual. Se este for o caso, você e sua parceira podem ser indicados à um procedimento chamado de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), em que um único espermatozoide é diretamente injetado em um óvulo.

Você só deve ser indicado à ICSI se:

  • Existem alguns espermatozoides no seu sêmen ou eles são de má qualidade ou
  • Não há espermatozoides no seu sêmen (seja por causa de um bloqueio ou outra causa) mas há espermatozoides em seus testículos, que podem ser recuperados cirurgicamente ou
  • Você já tentou fertilização in vitro, mas houve uma fertilização pobre ou não houve fertilização dos óvulos.

Nessas situações, a ICSI aumenta a chance de fertilização dos óvulos se comparado com a fertilização in vitro, usada por conta própria. No entanto, não faz qualquer diferença se isso vai levará à uma gravidez bem-sucedida.

Se você não é capaz de ejacular é possível obter seu esperma fazendo uma obtenção cirúrgica de espermatozoides. Você ser oferecido para você a chance de congelar um pouco do seu sêmen para uma eventual utilização mais tarde.

Antes de considerar a ICSI, o seu médico deve oferecer dois exames adequados e discutir os resultados e suas implicações com você. Ele também deve considerar se um problema genético poderia estar afetando a produção de esperma. Para alguns homens, problemas de fertilidade resultam de um defeito no gene do seu cromossomo Y (o cromossomo sexual masculino). Se seu médico sabe ou suspeita que tem um gene específico com defeito ele deve indicar aconselhamento genético adequado e exames.

Se a qualidade do seu esperma é muito ruim, ou você não tem espermatozoides em seu sêmen devido a problemas com a produção de esperma, deve ser indicado um teste conhecido como cariótipo. Ele verifica se há anormalidades em seus cromossomos. Você deve ser indicado à aconselhamento genético sobre os possíveis resultados deste teste.

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