Medicina

Embolização de mioma

Vascular Pro - qua, 12/23/2015 - 19:29

A embolização de miomas está inclusa no rol de procedimentos de cobertura obrigatória por convênios e planos de saúde. É uma técnica de radiologia intervencionista aplicada às áreas vascular e ginecológica para abordagem terapêutica de várias situações, como no tratamento dos miomas uterinos.

Os miomas uterinos são nódulos de tecido muscular liso e tecido conjuntivo fibroso que se desenvolvem na parede do útero. São os tumores benignos comuns que atingem mulheres em fase reprodutiva. As pacientes apresentam sintomas como sangramentos, cólicas e fluxos menstruais excessivos, sensação de peso no baixo ventre, dor durante a relação sexual, dificuldade para engravidar e até abortos espontâneos.

A embolização de miomas é um tratamento cirúrgico, que bloqueia os vasos sanguíneos que nutrem o tumor. O procedimento é realizado por uma equipe multidisciplinar (ginecologista e vascular intervencionista), em que o médico é guiado por imagens para acessar a artéria uterina que irriga o ovário. A partir da visualização dos nódulos, o médico faz a injeção do agente embolizante, que vai bloquear o fluxo de sangue nos vasos que alimentam o tumor. Sem irrigação a sanguinea, em seis meses após o procedimento, é possível ver uma redução média de 40% do volume do útero, com melhora dos sintomas.

A técnica é realizada com anestesia raquidiana ou peridural e o processo leva em torno de 1h30, incluindo preparo. A recuperação se dá em poucos dias e a paciente pode retomar em breve suas atividades normais. A embolização ainda permite o tratamento de mulheres que apresentam múltiplos miomas, mais difíceis de serem removidos pela miomectomia.

Quem pode se beneficiar da técnica:

- Mulheres portadoras de leiomiomas uterinos intramurais sintomáticos ou miomas múltiplos sintomáticos na presença do intramural (sintomas expressos através de queixa de menorragia/metrorragia, dismenorreia, dor pélvica, sensação de pressão supra púbica e/ou compressão de órgãos adjacentes).

Leia mais sobre:

Tags: miomaendovascularembolização
Categorias: Medicina

Espuma vs Laser e Cirurgia tradicional para varizes

Vascular Pro - ter, 12/08/2015 - 17:34

Trabalho recentemente publicado mostra que o resultado após 5 anos da cirurgia de varizes com laser e a tradicional são superiores à técnica com espuma. O que não é novidade aqui no site, já comentamos sobre isso anteriormente aqui, onde o laser era melhor que a espuma e a cirurgia tradicional. As evidências científicas vão apenas acumulando, mostrando a melhor eficácia e menor invasividade do laser.

Por isso, é muito importante se informar adequadamente antes de tomar decisão relacionada a sua saúde. Está planejando tratamento de varizes e foi indicado algum procedimento? Pesquise e ouça outras opiniões. A espuma está na mídia, mas nem sempre é a melhor opção. Existem casos muito específicos onde a espuma é bem aplicada. O cirurgião vascular, principalmente aquele apto à realizar todos os procedimentos venosos, pode ajudar nessa decisão.

Fonte: EADV: Best treatments for great saphenous vein reflux

Tags: espumavarizesvenosoartigocomentário
Categorias: Medicina

Vida pós-aneurisma

Neurocirurgia - seg, 12/07/2015 - 20:18

 

Aneurisma Dr Marcelo

 

Entrevista completa

 

O que é aneurisma? Como ele ocorre? 

Os aneurismas cerebrais são lesões caracterizadas por dilatações ou lobulações das paredes das artérias intracranianas. A maneira mais fácil de entender é imaginar uma bolha na parede de um cano e que, dependendo da fragilidade de sua parede e da pressão exercida, esta bolha pode estourar e causar um vazamento de sangue no cérebro ou ao redor dele.

 

Quais tipos diferentes de aneurisma existentes e quais as principais diferenças entre eles? 

Dentre os tipos de aneurismas, 98% são os saculares, que são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos associado aos fatores que levam ao estresse hemodinâmico nessas artérias, especialmente a pressão alta.  Os outros 2% são aneurismas fusiformes, geralmente decorrentes da deposição acentuada de gordura e cálcio na parede desses vasos ou aneurismas micóticos, que estão relacionados a quadros infecciosos. 

 

Quais são os principais sintomas do problema? 

A hemorragia subaracnóidea, ou HSA, é a principal forma de apresentação clínica. É uma das formas de Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC) hemorrágico.  Além desta apresentação mais comum, os aneurismas intracranianos podem se manifestar por compressão de nervos cranianos, que ocorre por aumento do volume do aneurisma em regiões específicas do cérebro. 

 

O paciente que sofre com um ou mais aneurismas pode ficar com algum tipo de sequela? Qual? 

O paciente pode ter 5 aneurismas e não ter sintomas. O risco de sequela existe se um desses aneurismas se tornar sintomático. Ou seja, o aneurisma precisa romper ou comprimir alguma estrutura cerebral para que haja algum déficit neurológico e consequentemente o risco de sequela. As possíveis sequelas são as mais variadas possíveis, já que praticamente qualquer estrutura cerebral pode ser atingida. Mais frequentemente, notam-se déficits motores, déficits na fala e déficits cognitivos. 

 

Quantos tipos de tratamento existem para a doença? Existe algum meio sem ser o operatório? 

O tratamento consiste em excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando-se desta forma a ruptura e sangramento, que quando ocorre, pode ser fatal em 1/3 dos casos e deixar seqüelas clínicas limitantes em até metade dos pacientes que sobrevivem.

Tradicionalmente, o tratamento do aneurisma cerebral se faz através da colocação cirúrgica de um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma, excluindo-se desta forma a passagem de sangue para o interior do saco aneurismático. Este procedimento é realizado através de craniotomia, ou seja, uma pequena abertura no crânio. O cérebro não é cortado, apenas dissecado e afastado para que a artéria com aneurisma, que geralmente se situa embaixo do cérebro seja encontrada e tratada. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura cerca de 4 horas e, atualmente, é considerado bastante seguro e eficaz.

Em 1991, com a introdução por Gulglielmi das espirais metálicas com destacamento controlado, disponibilizou-se uma nova alternativa ao tratamento dos aneurismas cerebrais, até então tratados preferencialmente por via cirúrgica. A utilização destas espirais metálicas (molas delicadas de platina) permitiu a realização do tratamento do aneurisma cerebral pela técnica de embolização endovascular. Neste procedimento, é realizada uma pequena punção na artéria femoral (virilha), por onde se conduz um micro cateter até o interior do saco aneurismático. O procedimento, realizado em um angiógrafo,  utiliza visualização em tempo real sob Raios-X para identificação das estruturas vasculares quando preenchidas por contraste iodado. Com o micro cateter no interior do aneurisma, sucessivas espirais metálicas são introduzidas no interior do saco aneurismático até a sua exclusão circulatória. 

A embolização endovascular dos aneurismas cerebrais permitiu uma abordagem terapêutica eficaz e segura, associada a menores taxas de morbidade e de mortalidade. Entretanto, a melhor escolha terapêutica entre as modalidades, cirúrgica ou endovascular, deverá ser analisada de forma multidisciplinar levando-se em conta o melhor tipo de abordagem para cada tipo de aneurisma e de paciente. A embolização também é considerada um procedimento cirúrgico. 

Alguns casos podem ser conduzidos sem cirurgia, são aqueles aneurismas que nunca se romperam e que apresentam risco muito baixo de sangramento devido seu tamanho e localização .

 

 

Como é realizado o tratamento para o problema? Alguma medicação terá de ser tomada por toda a vida? 

Não existe medicação que possa ser usada para tratar o aneurisma. Caso o procedimento realizado seja endovascular, existe a possibilidade de utilizar um stent, semelhante ao que é utilizado nos cateterismos cardíacos, nesses casos pode ser necessário utilizar uma medicação por tempo indeterminado para manter o stent funcionando. Se algum fator de risco para o desenvolvimento do aneurisma for identificado, este deverá ser tratado também, geralmente, com o auxílio de medicações. 

 

Existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença? (Como maus hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, fator hereditário, entre outros) 

O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco muito importantes para o desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Familiares de primeiro grau de pacientes que tiveram ou tem aneurisma cerebral também têm um risco maior e devem passar em consulta com o especialista. Na avaliação populacional, mulheres e negros têm uma prevalência maior deste tipo de doença. É muito raro na infância e adolescência e mais comum após os 40-50 anos de idade.

 

Como identificar se a pessoa está sofrendo um aneurisma? Quais são os primeiros socorros para essa vítima? 

Na maioria das vezes, os aneurismas não dão sintomas até que ocorra ruptura e sangramento, quando geralmente se manifestam pela hemorragia subaracnóide (HSA), que é uma situação clínica grave e uma urgência médica. Os pacientes costumam apresentar dor de cabeça muito forte e súbita após um esforço físico demasiado ou estresse emocional, a dor é seguida de perda de consciência na maioria das vezes. Os primeiros socorros são os básicos para o suporte de vida, destacando o encaminhamento urgente a um hospital capacitado.

 

Se uma pessoa sofre com constantes dores de cabeça, um dos principais sintomas do problema, quando ela deverá desconfiar desse desconforto e procurar ajuda médica? 

Constantes dores de cabeça não são características desta doença. Essa é uma preocupação frequente e errônea da população. Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência e/ou vômitos. A rigidez de nuca é outro sinal muito frequente da hemorragia subaracnóidea, algumas vezes difícil do paciente notar, mas facilmente identificada pelo médico. Existem sim casos que começam com dores mais leves e o paciente pode acabar se prejudicando de uma demora no atendimento neurológico, mas esses não são a regra. Por isso o paciente sempre deve procurar ajuda médica se estiver preocupado, mas em casos de aneurisma cerebral é muito mais frequente que ele seja levado ao hospital em uma situação de urgência. 

 

A dor de cabeça pode ser o indício de outras doenças graves? Quais? 

Existem inúmeros tipos de dor de cabeça, na maioria das vezes são dores primárias, ou seja que não têm uma causa subjacente. Os sinais de alerta para uma doença mais grave são: dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do usual; dor que acorda a pessoa no meio da madrugada; vômitos associados a dor de cabeça em paciente que não saiba sofrer de enxaqueca; febre; algum sinal ou sintoma neurológico associado como perda de força, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda de coordenação ou equilíbrio. Com esses sinais de alerta o médico deverá investigar as cefaléias secundárias, ou seja, que tem uma causa definida e podem ser inúmeras dependendo das características do paciente e da história clínica. Entre essas causas estão os tumores, infecções como meningite ou abscessos, hidrocefalia, hematomas espontâneos, trombose venosa, vasculite, entre outras. 

 

Existe alguma diferença entre a dor de cabeça sintomática do aneurisma e uma dor de cabeça sintomática de outras doenças? 

Como previamente mencionado: “Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência.”

  Tags: aneurisma cerebralembolizaçãotratamento minimamente invasivo do aneurisma cerebralcirurgia de aneurismaclipagemarteriografiaaneurisma por vídeo
Categorias: Medicina

Vida pós-aneurisma

Neurocirurgia - seg, 12/07/2015 - 20:18

 

Aneurisma Dr Marcelo

 

Entrevista completa

 

O que é aneurisma? Como ele ocorre? 

Os aneurismas cerebrais são lesões caracterizadas por dilatações ou lobulações das paredes das artérias intracranianas. A maneira mais fácil de entender é imaginar uma bolha na parede de um cano e que, dependendo da fragilidade de sua parede e da pressão exercida, esta bolha pode estourar e causar um vazamento de sangue no cérebro ou ao redor dele.

 

Quais tipos diferentes de aneurisma existentes e quais as principais diferenças entre eles? 

Dentre os tipos de aneurismas, 98% são os saculares, que são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos associado aos fatores que levam ao estresse hemodinâmico nessas artérias, especialmente a pressão alta.  Os outros 2% são aneurismas fusiformes, geralmente decorrentes da deposição acentuada de gordura e cálcio na parede desses vasos ou aneurismas micóticos, que estão relacionados a quadros infecciosos. 

 

Quais são os principais sintomas do problema? 

A hemorragia subaracnóidea, ou HSA, é a principal forma de apresentação clínica. É uma das formas de Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC) hemorrágico.  Além desta apresentação mais comum, os aneurismas intracranianos podem se manifestar por compressão de nervos cranianos, que ocorre por aumento do volume do aneurisma em regiões específicas do cérebro. 

 

O paciente que sofre com um ou mais aneurismas pode ficar com algum tipo de sequela? Qual? 

O paciente pode ter 5 aneurismas e não ter sintomas. O risco de sequela existe se um desses aneurismas se tornar sintomático. Ou seja, o aneurisma precisa romper ou comprimir alguma estrutura cerebral para que haja algum déficit neurológico e consequentemente o risco de sequela. As possíveis sequelas são as mais variadas possíveis, já que praticamente qualquer estrutura cerebral pode ser atingida. Mais frequentemente, notam-se déficits motores, déficits na fala e déficits cognitivos. 

 

Quantos tipos de tratamento existem para a doença? Existe algum meio sem ser o operatório? 

O tratamento consiste em excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando-se desta forma a ruptura e sangramento, que quando ocorre, pode ser fatal em 1/3 dos casos e deixar seqüelas clínicas limitantes em até metade dos pacientes que sobrevivem.

Tradicionalmente, o tratamento do aneurisma cerebral se faz através da colocação cirúrgica de um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma, excluindo-se desta forma a passagem de sangue para o interior do saco aneurismático. Este procedimento é realizado através de craniotomia, ou seja, uma pequena abertura no crânio. O cérebro não é cortado, apenas dissecado e afastado para que a artéria com aneurisma, que geralmente se situa embaixo do cérebro seja encontrada e tratada. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura cerca de 4 horas e, atualmente, é considerado bastante seguro e eficaz.

Em 1991, com a introdução por Gulglielmi das espirais metálicas com destacamento controlado, disponibilizou-se uma nova alternativa ao tratamento dos aneurismas cerebrais, até então tratados preferencialmente por via cirúrgica. A utilização destas espirais metálicas (molas delicadas de platina) permitiu a realização do tratamento do aneurisma cerebral pela técnica de embolização endovascular. Neste procedimento, é realizada uma pequena punção na artéria femoral (virilha), por onde se conduz um micro cateter até o interior do saco aneurismático. O procedimento, realizado em um angiógrafo,  utiliza visualização em tempo real sob Raios-X para identificação das estruturas vasculares quando preenchidas por contraste iodado. Com o micro cateter no interior do aneurisma, sucessivas espirais metálicas são introduzidas no interior do saco aneurismático até a sua exclusão circulatória. 

A embolização endovascular dos aneurismas cerebrais permitiu uma abordagem terapêutica eficaz e segura, associada a menores taxas de morbidade e de mortalidade. Entretanto, a melhor escolha terapêutica entre as modalidades, cirúrgica ou endovascular, deverá ser analisada de forma multidisciplinar levando-se em conta o melhor tipo de abordagem para cada tipo de aneurisma e de paciente. A embolização também é considerada um procedimento cirúrgico. 

Alguns casos podem ser conduzidos sem cirurgia, são aqueles aneurismas que nunca se romperam e que apresentam risco muito baixo de sangramento devido seu tamanho e localização .

 

 

Como é realizado o tratamento para o problema? Alguma medicação terá de ser tomada por toda a vida? 

Não existe medicação que possa ser usada para tratar o aneurisma. Caso o procedimento realizado seja endovascular, existe a possibilidade de utilizar um stent, semelhante ao que é utilizado nos cateterismos cardíacos, nesses casos pode ser necessário utilizar uma medicação por tempo indeterminado para manter o stent funcionando. Se algum fator de risco para o desenvolvimento do aneurisma for identificado, este deverá ser tratado também, geralmente, com o auxílio de medicações. 

 

Existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença? (Como maus hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, fator hereditário, entre outros) 

O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco muito importantes para o desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Familiares de primeiro grau de pacientes que tiveram ou tem aneurisma cerebral também têm um risco maior e devem passar em consulta com o especialista. Na avaliação populacional, mulheres e negros têm uma prevalência maior deste tipo de doença. É muito raro na infância e adolescência e mais comum após os 40-50 anos de idade.

 

Como identificar se a pessoa está sofrendo um aneurisma? Quais são os primeiros socorros para essa vítima? 

Na maioria das vezes, os aneurismas não dão sintomas até que ocorra ruptura e sangramento, quando geralmente se manifestam pela hemorragia subaracnóide (HSA), que é uma situação clínica grave e uma urgência médica. Os pacientes costumam apresentar dor de cabeça muito forte e súbita após um esforço físico demasiado ou estresse emocional, a dor é seguida de perda de consciência na maioria das vezes. Os primeiros socorros são os básicos para o suporte de vida, destacando o encaminhamento urgente a um hospital capacitado.

 

Se uma pessoa sofre com constantes dores de cabeça, um dos principais sintomas do problema, quando ela deverá desconfiar desse desconforto e procurar ajuda médica? 

Constantes dores de cabeça não são características desta doença. Essa é uma preocupação frequente e errônea da população. Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência e/ou vômitos. A rigidez de nuca é outro sinal muito frequente da hemorragia subaracnóidea, algumas vezes difícil do paciente notar, mas facilmente identificada pelo médico. Existem sim casos que começam com dores mais leves e o paciente pode acabar se prejudicando de uma demora no atendimento neurológico, mas esses não são a regra. Por isso o paciente sempre deve procurar ajuda médica se estiver preocupado, mas em casos de aneurisma cerebral é muito mais frequente que ele seja levado ao hospital em uma situação de urgência. 

 

A dor de cabeça pode ser o indício de outras doenças graves? Quais? 

Existem inúmeros tipos de dor de cabeça, na maioria das vezes são dores primárias, ou seja que não têm uma causa subjacente. Os sinais de alerta para uma doença mais grave são: dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do usual; dor que acorda a pessoa no meio da madrugada; vômitos associados a dor de cabeça em paciente que não saiba sofrer de enxaqueca; febre; algum sinal ou sintoma neurológico associado como perda de força, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda de coordenação ou equilíbrio. Com esses sinais de alerta o médico deverá investigar as cefaléias secundárias, ou seja, que tem uma causa definida e podem ser inúmeras dependendo das características do paciente e da história clínica. Entre essas causas estão os tumores, infecções como meningite ou abscessos, hidrocefalia, hematomas espontâneos, trombose venosa, vasculite, entre outras. 

 

Existe alguma diferença entre a dor de cabeça sintomática do aneurisma e uma dor de cabeça sintomática de outras doenças? 

Como previamente mencionado: “Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência.”

  Tags: aneurisma cerebralembolizaçãotratamento minimamente invasivo do aneurisma cerebralcirurgia de aneurismaclipagemarteriografiaaneurisma por vídeo
Categorias: Medicina

Pé diabético

Vascular Pro - seg, 11/23/2015 - 15:07
Pé diabético

Uma das maiores causas de amputação no Brasil

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

 

A Diabetes é uma das doenças mais comuns na atualidade, atingindo cerca de 9% da população mundial. No Brasil as pesquisas indicam prevalência de 5%, podendo chegar a mais de 20% após os 50 anos de idade, sendo um pouco mais comum em mulheres. Em 2012, a Federação Internacional da Diabetes estimou em nosso país 13,4 milhões de doentes. Além do impressionante número, chama a atenção o fato de cerca de metade dos doentes não saberem que são portadores do problema. Isso é muito grave. Esta população não está tomando a única atitude que poderia minimizar o impacto da doença, que é o seu controle.

 

Como o problema se instala?

 

A diabetes começa de forma silenciosa  e sem dar sinais. Com os anos, o descontrole metabolico se acumula no organismo e, eventualmente, o primeiro sintoma pode ser uma complicação grave. Os pés dos portadores de diabetes estão particularmente em risco. Em sua evolução, a dibetes leva a perda de sensibilidade dos pés, à diminuição da circulação do sangue, a perda da capacidade de cicatrização e de defesa contra infecção. Segundo a American Diabetes Foundation, um diabético tem entre 15 e 45 vezes mais chance de sofrer uma amputação e isto está muito ligado a dois pontos que são justamente uma infecção e a falta de circulação de sangue. A falta de sensibilidade facilita a ocorrência de lesões nos pés, gerando o que chamamos de porta de entrada para germes ou bactérias. Como a capacidade de defesa nos diabéticos é diminuida, esta infecção pode se alastrar mais rapidamente, e pior, sem gerar sintomas em um primeiro momento, atrasando o diagnóstico e o tratamento. A presença de diabetes mal controlada leva à deterioração das artérias das pernas após algum tempo, prejudicando a condução do sangue até os pés, com chance de gangrena e amputação. Dois terços dessa população tem problemas circulatórios nas pernas e/ou em outros locais como o coração, rins e olhos (retina).

 

Prevenção:

 

A melhor forma de prevenir complicações é o diagnóstico e controle precoce do diabetes associado aos cuidados com os pés. O diabético deve examinar seus pés todos os dias à procura de pequenos ferimentos, evitar unhas mal cuidadas, tratar micoses entre os dedos, hidratar a pele e observar alterações da aparência normal do pé. Se houver limitação da visão, algo infelizmente não raro entre os diabéticos, uma segunda pessoa deve auxiliar nesta tarefa. O consumo excessivo de alcool acelera a perda de sensibilidade e deve ser evitado. O uso de sapatos adequados que sejam largos, macios e confortáveis é imprescindível, assim como sua inspeção antes de calçar a procura de objetos em seu interior. O diabético deve evitar ao máximo andar descalço ou com os pés desprotegidos, assim como colocar os pés em qualquer tipo de banho de imersão em água aquecida.

 

Tratamento:

 

O tratamento vai depender da forma como este pé está afetado e o grau de comprometimento dos diversos tecidos que o compõe. No caso de haver falta de circulação e na presença de uma ferida, é possível que seja necessário o restabelecimento da circulação para poder ocorrer a cicatrização dessa lesão. Esse restabelecimento se da por meio de cirurgias convencionais e endovasculares que permitem ao sangue fluir melhor em regiões onde antes não conseguia chegar de forma adequada e suficiente. Se houver uma ferida, mas a circulação estiver preservada, eventualmente cuidados locais baseados em curativos pode ser a terapia de escolha. Sempre que houver infecção associada, o emprego de antibióticos é recomendado. Infecções leves e superficiais podem ser inicialmente tratadas de forma ambulatorial com acompanhamento dos curativos e medicações por via oral, entretanto, quando a infecção for mais acentuada ou profunda, normalmente é recomendada a internação para cuidados específicos que envolvem além dos curativos, muitas vezes cirurgias para limpeza local e antibióticos injetáveis com maior poder de alcançar área em risco. Infelizmente, uma parte não desprezível dos pacientes portadores de pés diabéticos com complicações circulatórias e infecciosas graves procura o médico apenas em uma fase muito avançada. Em situações extremas, onde a chance de salvar este é ou mesmo esta perna gravemente comprometida for muito pequena, e ao mesmo tempo gera um grande risco de morte ao paciente. Nestas situações limites pode ser necessária a amputação desta parte do corpo. Todos os esforços devem ser empregados a fim de que se evite estas situações limites, e a melhor forma de evitá-las é a prevenção e o tratamento precoce, mesmo das menores e mais "inocentes" lesões.

 

Dica

 

Se você julga que seu pé, ou de um familiar, esteja em risco e possa ter um problema circulatório, converse com seu vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre prevenção, as melhores técnicas de investigação e sobre o tratamento desta perigosa complicação e pode, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar este problema.

 

Fonte: SBACV e Prof. Dr. Alexandre Amato

diabetesarterial
Categorias: Medicina

10 Perguntas sobre laser e varizes

Vascular Pro - dom, 11/15/2015 - 20:29

O reconhecimento do laser como melhor opção vem aumentando pelo mundo. A recente publicação das diretrizes europeias de 2015, e pela diretriz americana de 2012 reconhecendo o método como melhor opção trouxe mais força ao método. Não é um procedimento experimental, embora seja recente.

 

 

Como é o procedimento de varizes a laser?

O laser é energia ótica e térmica aplicada à veia para fechá-la. Existem duas maneiras de utilizá-lo. Por dentro da veia ou por fora. A tecnica endovenosa serve para as veias maiores e insuficientes como as safenas, e a técnica transdérmica serve para as varizes superficiais, como as teleangiectasias e reticulares, que sao os chamados vasinhos.

 

Qual a diferença em relação ao método tradicional?

Comparando com a cirurgia convencional, a técnica a laser não arranca a veia fora, e sim fecha e exclui ela da circulação. Dessa forma, sendo menos agressiva, a recuperação é bem mais comoda e rápida. 

Quando falamos do laser transdermico, devemos compará-lo à escleroterapia, ou "aplicação" dos vasinhos. Ele permite maior possibilidade de tratamento e menos sessões, principalmente quando associado a outras técnicas.

 

O método é menos invasivo?

Sim, muito menos. Enquanto a cirurgia tradicional requer cortes e dissecção, o laser endovenoso é feito através de punção, ou seja um furinho apenas. Além disso, como não há o arrancamento da safena, não há grandes sangramentos e portanto menos hematomas e equimoses

 

Quando o tratamento de varizes a laser é indicado ao paciente?

Recentemente o Guideline (diretriz) europeu colocou o laser venoso como indicação IA e a cirurgia tradicional como IIB, ou seja, o mundo já está percebendo os beneficios da técnica e não é nada experimental. Isso pode ser compreendido de várias maneiras e resumindo é: a cirurgia tradicional funciona, mas se há a possibilidade de oferecer o laser como tratamento, este deve ter a preferência.

 

Qual o tempo de recuperação da cirurgia de varizes a laser?

Em torno de uma semana. Muitos pacientes já estão bem muito antes. Enquanto na cirurgia tradicional a recuperação ficava em torno de 15 a 30 dias. Além disso, com o laser, no dia seguinte atividades diárias já devem ser retomadas.

 

Também pode ser usado na cirurgia da safena da perna?

Sim, o laser endovenoso deve ser usado nas safenas, e pode ser usado em outras veias doentes também, como as perfurantes insuficientes e outras veias menos famosas.

 

Com a cirurgia a laser é possível acabar de vez com as varizes?

Acabar de vez com as varizes é complicado. A doença, quando primária, tem um componente genético importante, então, por mais que todas as veias doentes sejam retiradas e tratadas, por carregar a genética para isso, outras veias podem ficar doentes no futuro. O que é possível, é eliminar todas, ou a maioria das veias doentes, tendo um benefício circulatório e consequentemente estético.

 

Como prevenir o aparecimento das varizes?

Como a genética não é possivel mudar, devemos atuar nos fatores predisponentes, como a obesidade, os hormônios e os fatores agravantes, como alterações posturais e a profissão. Ou seja, evitar a obesidade com dieta saudável e exercicio físico, que também melhora a musculatura da panturrilha. Evitar uso de hormônios, se possível. E, com relação à profissão, aqueles que ficam muito tempo de pé e parado, devem se movimentar mais, e, se indicado pelo vascular, usar meia elástica. 

 

A cirurgia pode ser feita por homens e mulheres?

Ambos sofrem de varizes, a diferença é que as mulheres procuram ajuda médica antes, porque se incomodam com a questão estética. Os homens muitas vezes chegam no consultorio em fases mais avançadas da doença. E, para ambos, a cirurgia pode ser o tratamento indicado.

 

É verdade que mulheres tem mais propensão a ter varizes? Por quê?

Como disse antes, tanto homens como mulheres sofrem de varizes, mas as mulheres procuram o tratamento mais cedo porque se incomodam com a estética das pernas. Por causa disso, a procura nos consultórios é maior pelas mulheres, mas isso não quer dizer que os homens não tem varizes, apenas que não estão procurando tratamento nas fases iniciais. As mulheres tem também a influencia dos hormonios e a piora por causa da gravidez, que aumentam as varizes.

 

 

 

Tags: laservarizesvenosofaq
Categorias: Medicina

Tensão Pré Menstrual (TPM)

Fertilidade - dom, 11/15/2015 - 20:05

O que é a TPM? Em que dias do mês ela acontece?

TPM se refere a Tensão Pré menstrual, atualmente denominada Síndrome Pré Menstrual trata-se do conjunto de sintomas psíquicos e físicos que ocorre antes da menstruação, geralmente com duração variável mas que pode chegar até 10 dias de duração e melhora com o inicio do sangramento. Muito importante observar se estes sintomas cessam com o início da menstruação pois se não, não estamos falando de TPM e a causa deve ser investigada pelo seu médico.

Todas as mulheres têm TPM?

Nem todas as mulheres tem TPM. Mulheres que nunca tiveram os sintomas quando passam por uma situação difícil como stress exacerbado, problemas familiares entre outros, por terem o nível de Serotonina diminuído nesta fase podem apresentar os sintomas. Já mulheres que tem mães com histórico de TPM tem maior chance de ter os sintomas peri menstruais. Depende muito do momento de cada mulher, assim como em fases da vida mais alegres e promissoras os sintomas da TPM são amenizados ou inexistem pelo aumento nos níveis de Serotonina.

Existem quatro tipos de TPM. Quais são eles e quais suas características principais?
A Classificação dos tipos de TPM foi criada para facilitar o diagnóstico do sintoma mais exacerbado durante a fase e facilitar a proposta de tratamento visando melhorar o que mais incomoda nesta fase.

 

  • Tipo A - o sintoma mais prevalente é a ansiedade, mas podem ocorrer alterações de humor, insônia e irritabilidade. Neste caso o aconselhado é a pratica de atividade física onde ha liberação de endorfinas e dá uma sensação prazerosa associada a uma alimentação equilibrada.
  • Tipo D- há prevalência dos sintomas depressivos. A mulher fica mais irritada , as vezes violenta, com baixa de auto estima e sentimentos negativos. O uso de antidepressivos neste tipo só é feito em casos graves e com indicação e acompanhamento médico. Atividade física e alimentação equilibrada são sempre indicados.
  • Tipo C- o foco aqui é a compulsão alimentar. Desejo por doces, comidas mais gordurosas e pesadas e pode vir associada a dores de cabeça. Neste caso a atividade física e alimentação equilibrada rica em ômêga 3 ameniza a compulsão. Podem ser associados ansiolíticos ou óleo de Prímula sob orientação e controle sempre de um médico.
  • Tipo H - o sintoma prevalente é o inchaço, que esta relacionado ao aumento da retenção de líquidos pelo organismo. A mulher sente ganho de peso, aumento abdominal pelo inchaço, dor nas mamas. Aqui a indicação é a diminuição da ingesta de sal na comida e de café e produtos que contenham cafeína.

 

Existe tratamento para a TPM?

Sim, a recomendação a todas as mulheres que passam pela TPM todo mês é que se exercitem e tenham uma alimentação saudável e balanceada. Como disse anteriormente cada sintoma prevalente tem uma abordagem específica e deve ser conversado com seu médico se tem a indicação de uso de outras medicações associadas.

Para quem não tem contra indicações para o uso de anticoncepcionais este também é muito utilizado pois impede as alterações hormonais bruscas do ciclo menstrual, mas com deve ser utilizado com cautela e sempre com indicação e orientação de seu ginecologista já que não é uma medicação sem riscos.

 

Tags: tpmperguntasrespostas
Categorias: Medicina

Tumor glômico carotídeo ou quemodectoma

Vascular Pro - dom, 11/15/2015 - 17:58

É um câncer neuroendócrino raro que se origina de células presentes na bifurcação da artéria carótida, também conhecidos como paragangliomas não cromafins ou tumor de corpo carotídeo. São células especiais, especializadas como quimioceptores, ou seja, regulam a pressão sanguinea arterial. A maioria das vezes não é maligno, mas apesar de benigno tem um crescimento lento mas contínuo que requer tratamento cirurgico pois acaba por dificultar a chegada de sangue no cérebro, um comportamento semelhante ao maligno.
É muito importante diferenciar de aneurisma de carótida. Ambos aumentam o tamanho da artéria e portanto podem ser confundidos, mas o tratamento é completamente diferente. Enquanto que o tumor glômico carotídeo consiste numa proliferação descontrolada das células aumentando de tamanho a bifurcação da carótida e deformando a anatomia cormal, o aneurisma é uma dilatação oca da artéria.

Quando esse tumor é ativo, ou seja, secretivo, ele pode secretar substãncias e hormônios que podem acelerar o coração ou mesmo aumentar a pressão arterial.
Os sintomas variam com o tamanho do tumor e secreção hormonal, podendo apresentar rouquidão, dificuldade e dor para engolir, dor de cabeça, sensação de pressão no angulo da mandíbula e desmaios. Derrame cerebral também pode acontecer com o crescimento do tumor, devido à pressão, alteração e estenose da artéria carótida. O melhor tratamento é o cirúrgico, sendo a embolização do tumor uma possibilidade para diminuir seu sangramento no intraoperatório, pois é um tumor altamente vascularizado. A radioterapia é uma possibilidade coadjuvante.

Essa é a arteriografia e a embolização do tumor glômico carotídeo, procedimento realizado antes da cirurgia de exérese para diminuir o risco de sangramento. O procedimento é minimamente invasivo, realizado em hemodinâmica.

Fonte: AMATO, Alexandre Campos Moraes; AMATO, Salvador José de Toledo Arruda; et al. . Aneurisma de carótida interna. 2002.
Durdik S, Malinovsky P Chemodectoma - carotid body tumor surgical treatment. Bratisl Lek Listy 2002
AMATO, ACM. Tumor do Glômus Carotídeo - chemodectoma. VascularIn 2011. Ano XI n34 p16

tumorglomicocarótidaartériaarterial
Categorias: Medicina

Tratamentos minimamente invasivos para coluna

Neurocirurgia - qui, 11/12/2015 - 16:43
Tratamentos minimamente invasivos para coluna

Entrevista com Dr Marcelo Amato, neurocirurgião, sobre técnicas menos invasivas para o tratamento das doenças da coluna no programa Freud Explica.

 

Transcrição

 

 

Taty Ades: Olá, boa tarde, que bom ter vocês comigo mais uma vez. Eu sou Taty Ades, esse é o “Freud Explica”. Hoje gente, é um tema bem diferente... quando você sente dor na coluna, você procura qual médico, ortopedista? Vamos falar de coluna e neurocirurgia e para falar com a gente eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião, doutor obrigada pela presença.

Dr. Marcelo Amato: Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.

Taty Ades: E gente, para me ajudar a conduzir a entrevista mais uma vez o meu amigo Mauricio Andrade

Orador C; Boa tarde, boa tarde doutor.

Dr. Marcelo Amato: Boa tarde.

JB Oliveira: Boa tarde a todos.

Taty Ades: Então vamos lá, doutor para começar, na verdade é uma cirurgia minimamente invasiva, quer dizer, muito pouco invasiva da coluna, como é que é, o que que é essa cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: é um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa, então dessa forma o paciente ele consegue ter uma recuperação mais rápido, um retorno mais rápido das atividades, então pela invasão ser menor, os tecidos cicatrizam de uma maneira mais rápido então ele tem menos dor no pós operatório então, é um conjunto de técnicas que visa a resolução do problema com uma menor agressividade para o paciente.

Taty Ades: E o que eu falei agora a pouco, quer dizer, geralmente tem dor na coluna a gente busca o ortopedista, quer dizer, a gente realmente acho que é interessante essa pauta, porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia, é algo novo essa cirurgia ou não, ou estamos desinformados?

Dr. Marcelo Amato: Não é isso comum em todos os pacientes tem essa dúvida mesmo e quem mais encaminha paciente para o neurocirurgia é o ortopedista, então muitas vezes o paciente está com problema na coluna ele procura realmente o ortopedista que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna e ai ele encaminha para o neurocirurgião ou para um ortopedista que seja especialista em coluna, existe essa possibilidade, então antigamente até... a gente estava comentando ali fora, os ortopedistas tinham a técnica deles, a neurocirurgiões tinham a técnica deles, o neurocirurgião aprendia com o neurocirurgião e ficava ali, talvez mesmo pela dificuldade de divulgação das técnicas e hoje é um negócio meio misturado não tem a técnica do ortopedista ou do neurocirurgião, é aquela técnica que é melhor para o paciente é o que vai ser feito em cada caso.

Taty Ades: Pensando nessas, quais as possibilidades, quais os problemas de coluna que você pode de repente fazer essa cirurgia e serem resolvidos?

Dr. Marcelo Amato: Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas que são, as famosas hérnias de disco, famosas bico de papagaio, é logico que pacientes que tem fraturas, tumores ou deformidades da coluna eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas, mas realmente aquelas doenças relacionadas com a hérnia de disco, esses são os pacientes que vão se beneficiar mais.

Orador C; Então, doutor eu queria saber, interessante você é neurocirurgião e fazendo essa técnica minimamente invasiva com relação a coluna, então qual que é a relação da neurocirurgia ou da neurologia com relação a parte da coluna do corpo?

Dr. Marcelo Amato: Da mesma forma que o crânio ele envolve o cérebro, a coluna ela envolve a medula e os nervos, então a gente também faz cirurgia de crânio, mas isso é mais fácil para a população em geral entender que o neurocirurgião ele não opera só o cérebro ele opera o crânio também, mas se a gente for falar não, da medula e ai talvez a dúvida ele volte, “poxa, mas quem será que opera a medula? Ortopedista...” então, a relação é essa, a coluna ele envolve o tecido nervoso ainda, então por isso que a gente está... o neurocirurgião está habilitado a tratar tanto as doenças da medula, dos nervos como também da coluna.

JB Oliveira: É, a gente estava ali falando lá fora também com essa relação do ortopedista, do neurocirurgião, existe uma...quase não existe uma divisão com relação a isso quando se fala nos problemas relativos a coluna, aos crânio, já não existe mais uma separação efetivamente entre uma coisa e outra?

Dr. Marcelo Amato: Existem algumas doenças especificas que são mais tratadas pelo neurocirurgiões isso em relação a coluna e outras doenças que são historicamente ai mais tratadas pelos ortopedistas então, se a gente falar, por exemplo, um tumor dentro da medula essa é uma doença típica da coluna, mas que é o neurocirurgião que cuida. Por outro lado, deformidades da coluna como escolioses, desiquilíbrio sagital então, algumas doenças que trazem uma deformidade muito grande da coluna geralmente são tratadas pelo ortopedista isso historicamente ai como eu disse isso já está se mesclando, então a gente tem... eu trabalho com ortopedista, tenho a chance a gente tem a chance de trocar essas ideias e as técnicas, a gente vê que a formação é diferente, mas a ideia realmente é chegar no melhor para o paciente.

Taty Ades: Pois é importante isso que você está falando é importante ter esse trabalho em equipe também...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: O ortopedista te passando informações ou vice-versa...?

Dr. Marcelo Amato: Uhum.

Orador C; Que assim, eu ouço muito falar, mas eu não sei, ainda bem por enquanto eu não sei o que é uma hérnia de disco, como que você pode definir para nós explicar como acontece a hérnia de disco?

Orador A E tanta gente tem...

Orador C; Tanta gente tem e tanta gente acha que tem também, às vezes também pode ser que não tenha.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: E geralmente a pessoa está com dor ela logo fala “nossa’ deve ser uma hérnia de disco” a primeira coisa que...

Dr. Marcelo Amato: É a maior culpada...

Taty Ades: Exatamente e realmente é alta a porcentagem de pessoas que tem a hérnia?

Dr. Marcelo Amato: O problema de coluna tem uma taxa, uma incidência muito alta, para vocês terem uma ideia é a segunda maior causa de procura ao médico só perde para resfriado, infecções de vias aéreas superiores, é a dor na coluna então, é muito comum, agora eu digo que em 50 por cento desses casos de dor na coluna a gente nunca vai descobrir o que foi que causou, se foi uma hérnia de disco, se foi só uma dor muscular, uma pequena dor na articulação, a gente não vai descobrir, porque geralmente os pacientes passam alguns dias, algumas semanas faz um repouso toma medicação e melhora, quando a dor ela insiste mais tempo e que exige uma investigação é quando a gente descobre ali exatamente qual que é a causa da dor. E é assim, o disco ele é uma estrutura responsável pelo amortecimento ele fica entre uma vertebra e outra então, quando a gente está andando ele está amortecendo ali o impacto entre uma vertebra e outra então, quando o disco ele é formado por uma estrutura mais rígida por fora que a gente chama de ângulo fibroso e uma estrutura mais gelatinosa, os pacientes gostam de comparar ele entendem muito quando a gente fala do bubbaloo então, que é aquele chicletezinho que tem a partezinha mais mole dentro, então imagina naquele chiclete você faz uma pressão maior e a parte de dentro extravasa, não é tão liquido como no chiclete então, é mais cartilagem mesmo...

Taty Ades: Fica imaginando a dor.... ‘nossa’!

Dr. Marcelo Amato: E acontece que os nervos e alguns níveis da coluna também a medula passam muito próximo do disco então, quando extravasa essa parte de dentro que é o núcleo pulposo ocorre uma compressão do nervo e também uma reação inflamatória muito importante e isso é o que causa a dor a dor típica da hérnia de disco na coluna lombar, por exemplo, é uma dor começa na coluna e irradia para perna então, esses nervos eles vão, vão para a perna, no caso a coluna cervical vai para o braço eles estão eles dão essa dor irradiada.

Taty Ades: Tenho os problema de escoliose, lordose, e esse cifose, então eu sei que realmente é terrível porque assim, é uma dor que espalha até a planta do pé e a dor da coluna ela é cruel mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades:  Com a cirurgia, quer dizer, a pessoa com a hérnia vamos imaginar, ela realmente tem uma recuperação de não sentir mais dor, ela tem essa possibilidade?

Dr. Marcelo Amato: Esse é o objetivo, então como eu vinha falando, 90 por cento dos casos de hérnia de disco, não são nem de dor na coluna a gente já chegou ao diagnóstico de hérnia de disco 90 por cento desses pacientes eles vão melhorar com tratamento clínico sem precisar da cirurgia, então a gente reserva cirurgia par aos casos mais graves quando existe uma perda de função neurológica, ou seja, o paciente está perdendo força ou está perdendo sensibilidade e a dor é incapacitante esses casos vão precisar de cirurgia. Tem outros pacientes que tem uma dor mais leve, moderado nem tem tanta ... não tem problema neurológico, mas está com a dor está tentando tratamento clinico ali um mês, dois meses, não resolveu ai esse paciente também tem indicação de cirurgia, mas de uma forma geral quanto mais rápido a gente opera maior a chance do paciente melhorar da dor, então é uma paciente que a gente tem que seguir de perto, porque a gente tem que tentar o tratamento clínico, porque 90 por cento deles vão melhorar com tratamento clínico, mas a gente também não pode atrasar muito a cirurgia, porque senão a melhora da dor ela é parcial às vezes, então depende muito do paciente, do tipo de hérnia, do tipo de doença de comodidade, se ele vai melhorar totalmente ou não, mas esse é sempre o nosso objetivo.

Taty Ades: Ok.

JB Oliveira: E a longo prazo o não tratamento o que pode causar a pessoa?

Dr. Marcelo Amato: É... eu acho que esse ponto é muito importante, porque muitos pacientes tem medo da cirurgia, então ok, se o paciente acabou de começar com quadro de dor, não tem nenhuma disfunção neurológica e quer tentar mais tempo o tratamento clínico desde que esteja com acompanhamento m´médico é aceitável, mas se o paciente já está perdendo força num membro ou está perdendo sensibilidade ou a dor está atrapalhando o paciente não consegue mais trabalhar, esse paciente ele deve conversar bem com seu médico e esses casos tem muito benefício da cirurgia e se não operar realmente ele pode ficar com uma sequela.

Taty Ades: Doutor, a Paula pergunta o seguinte, “tenho uma dor que não se diagnostica nunca, espalha pelo corpo inicia na nuca sempre a nunca fica muito rígida como uma pedra e perco os movimentos além de formigamento no corpo, o que poderia ser isso? Sinto muita enxaqueca também”. Paula

Dr. Marcelo Amato: Eu recebo muitas perguntas de pacientes como o caso dela e muito difícil a gente com algumas palavras tentar chegar num diagnóstico, então até os pacientes muitas vezes eles querem fazer o exame para... mas o mais importante é o exame neurológico, então essa paciente precisa fazer o exame neurológico detalhado para ver exatamente se esse formigamento se ele realmente é uma perda de sensibilidade que vai fazer a gente pensar numa hérnia de disco cervical, por exemplo, esse quadro que ela me diz ele é compatível com a hérnia de disco cervical, dor na nuca, formigamento nos braços, como a hérnia a coluna cervical no meio dela passa a medula que dá informação para o nosso cérebro do corpo inteiro, então teoricamente os sintomas eles podem aparecer nos membros inferiores, nos membros superiores, então é uma possibilidade, mas por outro lado também uma fibromialgia é uma possibilidade para esse paciente então...

Taty Ades: Também, né?

Dr. Marcelo Amato: Também, não dá para gente saber só com essas informações.

Taty Ades:Ou uma artrite talvez...?

Taty Ades: é o meu caso, bom saber, porque eu tenho fibromialgia e é uma dor assim transtorna a gente. E ai nesse caso eu tenho até uma pergunta para vocês, a dor na coluna seja causada por uma hérnia de disco ou algum outro problema da própria coluna ela pode começar gerar algum tipo de transtorno psicológico da pessoa por causa da dor constante dia a dia, hora a hora e isso pode gerar também algum tipo de transtorno na pessoa?

Dr. Marcelo Amato: Sim, com certe e é muito comum a gente vê essas cosias caminhando junto então, paciente que tem dor crônica é muito cursar com depressão e o oposto é verdadeiro também, paciente que é deprimido também tem mais dor.

Taty Ades: Sim, eu recebo muito em consultório Mau e doutor, pessoas que tem se queixam de quadros de fibromialgia realmente, mas são casos de somatização, porque algumas persistem após o tratamento, quer dizer, a melhora do quadro depressivo, mas existe por exemplo, inclusive uma pessoa que eu estou pensando agora que em dois meses quer dizer, verbalizando que ela sentia e no processo terapêutico a dor desapareceu ela n ao tem mais sintoma algum, como outras coisas que ela tinha, ulcera, gastrite, quer dizer, então eu concordo eu acho que é bom ficar atento sempre a esse lado emocional também, quer dizer... tem os dois lados um vai levar o outro.

Dr. Marcelo Amato: E é importante a gente também ressaltar que muitos pacientes que são depressivos ou que tem fibromialgia que tem dor no corpo inteiro esses pacientes também podem ter hérnia de disco então, muitas vezes esses pacientes às vezes são mal interpretados e fala “ah, não, é fibromialgia” e não sei o que...

JB Oliveira: Mal orientados, na verdade, podem ser também...?

Dr. Marcelo Amato: Sim.

JB Oliveira: eu vejo, eu conheço muitas pessoas que acabam fazendo um auto diagnostico que é uma coisa perigosíssima, tanto em situações psicológicas, como em situações fisiológicas, porque acabam conversando com outro que tem uma dor assim muito parecida pode não ser a mesma coisa e ela acaba fazendo um auto diagnostico e entrando em situações que realmente acabam lesando a pessoa.

Taty Ades: Olha, aqui gente, do que a gente está falando, o Lucas de São Paulo ele diz, “Doutor, é possível alguma intervenção cirúrgica para fibromialgia?” Porque cada vez mais gente, casos de fibromialgia realmente está... a gente vê cada vez mais, quer dizer, acredito que não... como é que é?

Dr. Marcelo Amato: É... eu pessoalmente eu não trato a fibromialgia, eu sempre peço acompanhamento ou de um reumatologia ou de um fisiatra para seguir esses paciente junto comigo, mas é o que eu falei, o paciente com fibromialgia ele pode ter uma dor relacionada a coluna e ele geralmente tem uma sensibilidade maior então, às vezes uma hérnia de disco que não traria sintomas numa pessoa que não tem fibromialgia, pode trazer para ele e ai para esses casos específicos pode...

Taty Ades: Que ele fica mais sensível a dor seja qual for...

Dr. Marcelo Amato: Exatamente.

Taty Ades: a fibromialgia deixa a pessoa mais sensível em geral, não é?

Dr. Marcelo Amato: Tem alguns paciente com fibromialgia que cursaram com uma hérnia de disco lombar e ai alguns procedimento minimamente invasiva para ajudar na dor, às vezes o paciente que estava, que já estava controlando a fibromialgia apareceu essa outra dor, fez um procedimento melhorou ai ele voltou ao patamar estável dele, então assim um tratamento cirúrgico direto...

Taty Ades: Suportável, né...

Dr. Marcelo Amato: Tratamento direto assim, cirurgia para fibromialgia não tem, mas para as coisas que podem vir associada, sim.

JB Oliveira: Então, normalmente pós cirurgia, quanto tempo em recuperação, é demorado, é dolorido, tem sequela ou não, se caso a pessoa não seja boa cirurgia vamos dizer assim, ou se mesmo bem sucedida a pessoa pode ter alguma sequela, o pós operatório é demorado, como é que fica?

Dr. Marcelo Amato: Bom, são diversas técnicas minimamente invasivas que a gente usa, eu vou falar um pouco mais da cirurgia endoscópica da coluna, que é uma técnica que a gente consegue usar para uma gama maior ai de pacientes, então em geral para uma hérnia de disco simples ou essa cirurgia endoscópica ela é ambulatorial então, o paciente ele vai no dia para cirurgia para clínica, para o hospital e vai embora no mesmo dia então, a cirurgia ela é feita com uma anestesia local e uma sedação, não precisa de anestesia geral, então dura em torno de 40 minutos a 1 hora.

Taty Ades: Que coisa, a gente imagina aquela...

Dr. Marcelo Amato: É cirurgia de coluna

JB Oliveira: Coisa da idade média...

Dr. Marcelo Amato: E então, logo depois o paciente fica ali umas duas, três horas no pós operatório depois vai para casa, vai andando para casa, então é logico que depois precisa ficar ali uma semana de repouso e dependendo da atividade do paciente na segunda semana ele pode voltar as atividades profissionais, a não ser que ele seja... use a força física para trabalhar ai a gente tem que deixar um pouco mais de tempo. A sua outra pergunta...? Ah, foi com relação a sequelas...

JB Oliveira: Sequelas, ahãm.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente lida muito próximo das estruturas nervosas, das raízes nervosas, da medula em alguns casos, isso é o que mais preocupa os pacientes se vai sair da cirurgia com alguma sequela neurológica, é importante ressaltar que a cirurgia ela é feita justamente para evitar uma sequela então, é aquele paciente que está piorando da força tem que operar logo para não....

Taty Ades: Sim, sim, para que não tenha outros problemas...

Dr. Marcelo Amato: É, então hoje em dia a gente usa técnicas muito seguras e que minimizam o máximo esse risco, mas mesmo assim é possível, é um risco baixo, mas é um risco. Complicações da cirurgia minimamente invasivas elas são muito menores quando a gente comprar com a cirurgia convencional então, o corte é menor ou às vezes até inexistente, porque é muitas delas a gente faz com agulhas então a lesão do tecido é muito menor, o paciente tem menos dor no pós operatório, a recuperação é mais rápida então, isso tudo traz um conforto melhor ai para o paciente, realmente e é uma cirurgia mais confortável digamos assim.

JB Oliveira: Fico imaginando como era antigamente isso, como é que...

Taty Ades: Nem imagine...

JB Oliveira: Como é que se tratava isso há 40 anos atrás...?

Taty Ades: Vou deixar essa resposta para o doutor responder depois do nossos intervalinho, tá bom gente, a gente já volta.

Orador D: Olá, eu sou o J.B.Oliveira, quero convidar você para assistir o nosso programa “Conversando com São Paulo”, pela TV Geração Z, conto com você.

Orador E: Alô, galera do bem, estou aqui para lembrar a vocês que toda quarta-feira a gente está apresentando o programa “Lucimara Parisi”, sobre os mais diversos assuntos, mas de cada 15 dias a gente fala sobre os Et’s, eu estou aqui com a maior ufóloga do país Ângela Pascoal, esclarecendo várias dúvidas, você internauta pode mandar a sua mensagem que a gente vai esclarecer, eles existem, eles estão perto ou não? Confira toda quartas-feiras ás 21 horas aqui na TV Geração Z.

Orador F: Olá, eu sou Amanda Pereira, quarta-feira as 19 horas ao vivo aqui na TV GZ, nós temos um encontro marcado, é nosso happy hour, o nosso programa “atualidade TV” com olhar para a mulher contemporânea atual múltipla ou para você que quer entender um pouquinho mais essa mulher.

Taty Ades: De volta com “Freud explica” hoje falando de cirurgia da coluna. Antes de entrar nas questões o Mauricio deixou uma questão para o doutor, Mau, por favor, só uma...

JB Oliveira: Eu havia perguntado como é que isso era feito no passado, como é que acontecei, se existiam mais casos talvez de problema na cirurgia, isso 40 anos atrás como é que era detectado isso e como é que era feita a cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: 40 anos atrás a gente realmente tinha uma dificuldade técnica até para diagnosticar casos facilmente hoje diagnósticos como a ressonância magnética, por exemplo,

Taty Ades: Realmente, acho que seria uma (ininteligível) mesmo...

Dr. Marcelo Amato: e certamente existiam outros métodos de diagnostico era utilizado antes da ressonância, tomografia antes da tomografia o raio x com injeção de contraste que é a melografia, então a gente conseguia identificar o problemas e a gente conseguia tratar, mas os cortes realmente eles eram maiores, porque às vezes não se encontrava nos exames de imagem, nos exames complementares, mas se encontrava na cirurgia, então a cirurgia ela era ´pum pouco exploratória também, a gente tinha que explorar achar o problema e resolver, mas era resolvido.

JB Oliveira: Antes da Taty perguntar, eu queria a gente conversando aqui agora a pouco, sobre a questão da dor pontual, da gente ter uma dor nas costas muito intensa, muito agudas às vezes, e isso é uma dor muscular e a gente confundir às vezes ‘não, eu tenho um problema na coluna, eu tenho um problema na coluna” eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso.

Dr. Marcelo Amato: Realmente assim, a musculatura ela envolve toda a nossa estrutura óssea, articular ai, então a musculatura ela vai estar sempre envolvida na dor, então num caso de hérnia de disco a musculatura ela trava mesmo e o paciente às vezes “’nossa’ eu travei não consegui me mexer” porque a musculatura ela se contrai para tentar proteger a estrutura que está danificada e na ausência de uma hérnia de disco realmente a musculatura ela tem esse poder de contrair de uma forma muito intensa dá contraturas e o paciente ter dor intensa mesmo e o que a gente estava comentando é que realmente quando a dor ela é mais muscular ela vai mudando às vezes de lugar, então uma hora ela está aqui do lado direito outra hora está do lado...

Taty Ades: É, vai migrando...

Dr. Marcelo Amato: Eu inverti os lados aqui, esquerdo, direito, tudo bem. Mas ela vai migrando, diferente da hérnia de disco que realmente se tem uma hérnia com compressão neurológica é um, dois nervos que estão apertados e vão doer sempre aquele trajeto, naquele local, naquela perna, então isso dá algumas dicas para gente se o problema é muscular ou se ele é neurológico ou se ele é da hérnia de disco.

JB Oliveira: ah, legal isso.

Taty Ades: Vamos ver Elaine Luz, Elaine, beijão para você. “Boa tarde Taty, há dois anos comecei apresentar uma dor insuportável no ombro esquerdo e o diagnóstico do ortopedista foi capsulite adesiva, a reumatologista falou em fibromialgia, mas disse que era um diagnóstico de exclusão, remédios e fisioterapias não apresentaram melhora e com o tempo a dor começou a se manifestar no direito, hoje o braço esquerdo melhorou espontaneamente, mas fiquei ligeira redução de movimentos e o braço direito ainda está bem limitado apesar de ter diminuído as dores que são maiores em caso de esforço, paralelamente eu estava passando por um luto muito difícil, a capsulite adesiva pode ser também psicossomática tal como a fibromialgia?” Doutro o que seria capsulite adesiva?

Dr. Marcelo Amato: Não é um termo que a gente utiliza na nossa rotina, até provavelmente o problema dela é no ombro, não na coluna, então foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Que ela migra de um para o outro.... e...

Dr. Marcelo Amato: provavelmente ela tem dificuldade de movimentação do ombro, do braço, então não... esses casos até pode ter alguma dor relacionada a coluna envolvida, mas geralmente não é da coluna, quando a dor é mais no ombro, muda de lado, tem dor ao movimentação, provavelmente não é problema da coluna.

Taty Ades: Quando se inicia no ombro geralmente não é da coluna então...?

Dr. Marcelo Amato: Tem algumas raízes nervosas da coluna cervical, então hérnias de disco na coluna cervical elas podem dar uma dor no pescoço e que irradia para o ombro às vezes até para o braço.

Taty Ades: Mas é porque está irradiando do pescoço, ok.

Dr. Marcelo Amato: Porque está irradiando, então é difícil diferenciar então, realmente o paciente precisa procurar o médico, porque alguns testes a gente faz o exame clínico para diferenciar se a dor é do ombro ou se a dor é da coluna.

Taty Ades: OK. Então vamos lá...

JB Oliveira: De repente essa capsulite é uma bursite?

Orador B; Sim, pode ser.

Taty Ades: É possível, né...

Dr. Marcelo Amato: Realmente foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Pode ser, exatamente. E quanto à questão Elaine de psicossomático eu responderia que tudo pode ser, mas essa é uma visão minha, eu acho que muitas coisas podem ser. Aqui a Denise, “doutor Marcelo, em que se diferencia cirurgia minimamente invasiva e como é essa procedimento?”.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente já veio falando algumas coisas aqui, mas a ideia é realmente que é uma cirurgia que traga uma agressão menor ao organismo do paciente, então os cortes são menores às vezes a gente nem usa corte, a gente usa agulhas e diferente do procedimento convencional para uma hérnia de disco, por exemplo, que a gente precisa fazer um corte um pouco maior, o paciente precisa passar por uma anestesia geral diferente da anestesia local e da sedação que a gente usa nos procedimento minimamente invasivos. A cirurgia convencional ela também não é, na hora que a gente fala não é coisa que era feita há 40 anos atrás, ela precisa direcionar, ele evoluiu...

JB Oliveira: Ela evoluiu....

Taty Ades: O Mau gostou dessa ideia...

JB Oliveira:  É uma dúvida medieval que eu tive...

Dr. Marcelo Amato: Mas ela evoluiu muito e importante falar isso, porque não são todos os pacientes que são candidatos ideias para uma cirurgia minimamente invasiva, então tem alguns tipos de doenças, de pacientes que não vão poder passar por uma cirurgia minimamente invasiva e ai parece que fica um monstro da cirurgia convencional, mas não é, cirurgia evoluiu muito também feita com muita segurança hoje em dia e estamos ai resolvendo os problemas dos pacientes com essas cirurgias também.

Taty Ades: Olha aqui, a Camila gente, ela pergunta “Doutor, após a cirurgia para hérnia de disco poderei fazer ginastica?” a pessoa volta as atividades?

Dr. Marcelo Amato:  É, essa pergunta eu acho fantástica, porque os pacientes tem muito medo e às vezes até mesmo alguns médicos ficam com medo de não especialistas de falar, não, pode fazer, porque está com medo de piorar a situação, então a ideia é que faça sim, logico que cada paciente vai precisar de um tempo de recuperação, pacientes que tem uma atividade física já habitual vão voltar mais rápido com certeza, do que aquele que não faz nada e “não, gora eu tive a hérnia eu preciso fazer, preciso me fortalecer e tal” esse ai provavelmente vai precisar de mais cuidado, uma fisioterapia, um preparo para poder voltar as atividades, mas a ideia é que volte sim.

Taty Ades: Que volte, legal, legal.

Dr. Marcelo Amato: é que tem algumas atividades que a gente sabe que são ruins para coluna, então atividades de muito impacto, atividade competitiva, de contato, então lutas por exemplo, que a gente não tem como garantir.

Taty Ades: Aeróbica...

Dr. Marcelo Amato: É a atividade aeróbica dependendo do tipo dá para fazer.

JB Oliveira: Jiu jitsu...

Dr. Marcelo Amato: Pois é Jiu jitsu é... tem gente com disco cervical e que luta e quer muito voltar, difícil... porque é muito ariscado.

JB Oliveira: Você havia falado para gente com relação ao desgaste que gera a hérnia de disco e disse também que há vários tipos de hérnia de disco, mas normalmente a hérnia ela pode ser gerada, ela pode acontecer sozinha ou acontece por causa de uma má postura, desenvolvimento de uma atividade mais intensa, por que ela acontece?

Dr. Marcelo Amato: Bom, é uma doença degenerativa então, o paciente ele geralmente ele tem uma predisposição genética a apresentar hérnia de disco e tem um outro fator que também como a predisposição genética a gente não controla que é o envelhecimento da coluna, agora existe os fatores ambientais que eles são extremamente importantes para desenvolvimento ou não da hérnia de disco.

Taty Ades: Já estou imaginando que o tabagismo vai estar nessa história, acertei? Sei porque ele sempre está.

Dr. Marcelo Amato: Existem muitos estudos que mostrando.

Taty Ades: Em tudo, não é?

Dr. Marcelo Amato: Com certeza, com certeza, prejudica sim, mas principalmente postura, atividade física que é feita de forma errada ou de menos ou de mais também prejudica pode predispor o caso a uma hérnia de disco, alguma profissão da pessoa também tem algumas....

JB Oliveira: Sedentarismo também.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza sedentarismo também e é o que eu vejo hoje pessoas cada vez mais jovens tendo hérnia de disco pelo sedentarismo então, eu acho que eu respondi a sua pergunta.

Orador C; Sim, sim.

Taty Ades: Doutor a questão do medo que a gente estava até falando no intervalo, a Daniela pergunta o seguinte “Boa tarde, eu tenho a hérnia de disco bem na região cervical, meu medo de operar é de ficar tetraplégica, existe esse perigo?” a gente estava comentando no intervalo justamente esse medo que as pessoas têm da coluna com a paralisia, quer dizer, pode ter esse perigo ou...?

Dr. Marcelo Amato: Realmente a medula cervical ela transmite praticamente toda função do nosso cérebro para o corpo, então uma lesão na medula cervical ela pode deixar o paciente tetraplégico, mas a cirurgia hoje em dia é o que a gente tem falado, ela é muito seguro a gente tem técnicas que estão cada vez mais seguras trazendo esse risco lá para baixo então, falar que não pode acontecer eu vou estar mentindo, mas realmente o risco de sequelas com os procedimentos para coluna hoje em dia são baixos e é importante ressaltar que a cirurgia quando ela está indicada de uma certa forma ela está querendo evitar que essas coisas aconteçam então, é questão a gente tem sempre que pesar o risco e o benefício do procedimento, a pessoa vai se beneficiar vai ficar sem risco de ficar tetraplégico pela doença eventualmente então, isso precisa ser pesado logico respeitando caso a caso.

JB Oliveira: é você disse uma coisa legal que é a cirurgia ela é para evitar e não para provocar, para evitar uma sequela em função do problema e não a pós cirurgia gerar o problema, na verdade a cirurgia é para evitar.

Taty Ades: é importante isso, ressaltar porque as pessoas ainda tem muito medo.

JB Oliveira: Que pensam que fazer a cirurgia elas vão ficar sequeladas.

Dr. Marcelo Amato: Só fazer uma ressalva para também não ficar mal interpretado que às vezes as pessoas tem uma hérnia de disco e ficam muito preocupadas com isso e acham que vão ficar tetraplégico por causa da hérnia de disco, então é importante ressaltar que a hérnia de disco não é um tumor que vai crescendo e cada hora e um dia vai ficar tetraplégico, não é assim, então se o quadro está estável o sintomas desapareceram, a pessoa não precisa ficar preocupada é tocar a vida, porque os pacientes eles ficam ansiosos, “não, eu quero fazer uma ressonância porque eu tive uma hérnia de disco ai 3 anos atrás e depois eu nunca vi como que estava”, “não, mas você está sentindo alguma coisa?”, “não, não estou sentindo nada” eu falei “então, não precisa investigar dessa forma’ porque esses pacientes a gente vê que gera uma ansiedade muito grande neles e desnecessária, não é uma tumor não é que vai ficar.

Taty Ades: Por favor gente...

Dr. Marcelo Amato: É.

Taty Ades: Aqui a Rita de Belo Horizonte “A escoliose pode ser tratada com cirurgia? até hoje não achei tratamento adequado” eu também não Rita. E é uma dor realmente eu que tenho escoliose, olha, é complicado e a gente tem sempre que star ajeitando a postura, porque senão você percebe você já está, o ombro já vai indo é complicado mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Certamente existe cirurgia para escoliose, sempre os procedimentos para coluna eles devem ser acompanhados de um tratamento clínico então, certamente o paciente não pode jogar toda esperança na cirurgia então, como a gente falou, é uma doença degenerativa então, ela... para a hérnia de disco, para a escoliose vai operar aquele problema naquela região tem que lembrar que a coluna é grande tem outras regiões para cuidar, mas se ela está com sintomas certamente ela precisa procurar ajuda porque existe tratamento cirúrgico sim.

JB Oliveira: ai existe também algum tipo de vamos falar no sentido contrário vai, alguma medicina de prevenção no caso para evitar o que eu possa a vir a ter independente se ´é degenerativo ou se é uma coisa genética?

Dr. Marcelo Amato: Eu gosto de combater o sedentarismo, eu como melhor maneira de evitar os problemas de coluna então, não tem uma formula magica como eu falei exercício de mais ou de menos pode prejudicar então, a pessoa tem que encontrar o meio termo, o que vai ser adequado para ela, mas eu acho que a principal maneira de prevenir é realmente com postura adequada e atividade física adequada de forma equilibrada é o que a gente pode fazer, a predisposição genética ou o envelhecimento não tem como lutar com isso então, a gente tem que realmente brigar para que a prevenção seja feita de forma adequada.

JB Oliveira: em todos os sentidos da saúde, acredito que a gente evitar o sedentarismo e cultivar ai o melhor situação possível da saúde da gente.

Taty Ades: é prevenção é muito importante.

JB Oliveira: É a prevenção sempre.

Taty Ades: Aqui o Carlos doutor diz o seguinte, “como saber se preciso procurar ortopedista ou um neurocirurgião quando sinto dores na coluna, existem sintomas específicos?”

Dr. Marcelo Amato: Se o sintomas está relacionado a coluna ele pode procurar o ortopedista ou o neurocirurgião, no Brasil a gente tem essa livre escolha em outros países geralmente o paciente tem que passar com o clínico geral e ele encaminhas, mas no Brasil é livre escolha e o neurocirurgião pode atende-lo como primeiro ate4ndimento sem dúvida.

Taty Ades: Ok, OK, Geralmente pensa no ortopedista primeiro...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

JB Oliveira: Aliás eu não tinha a mínima ideia de que podia entrar com neurocirurgião, não sabia, como muita gente também não deve saber e agora acho legal as pessoas estarem mais informadas, isso é extremamente importante, falou em osso como dizia meu avô, falou em osso vai no ortopedista.

Taty Ades: É verdade, é verdade.

JB Oliveira: E eu acho que umas das coisas mais importantes, talvez a primeira coisa mais importante da saúde talvez seja informação as pessoas estarem informadas do que elas podem, porque muita gente acaba evitando muitas tratamento e acaba como eu disse assim, fazendo auto diagnostico e se tratando em casa com as coisas antigas pode funcionar ou não, não importa, mas acabam evitando o tratamento ir no médico, porque elas não sabem, porque elas não têm informação e eu acredito que informação é uma das coisas mais importantes com relação à saúde.

Dr. Marcelo Amato: concordo.

Taty Ades: Doutor, considerações finais eu gostaria de deixar, logico está passando no ‘gc’ o site Amato e o telefone, você gostaria de deixar mais algum contato, e-mail?

Dr. Marcelo Amato: Eu queria agradecer muito a oportunidade aqui de estar falando para eventualmente se eu consegui ajudar uma ou outra pessoa com alguma informação eu já fico satisfeito.

Taty Ades: Com certeza ajudou muito.

Dr. Marcelo Amato: Então...

Taty Ades: Então, o contato é o...

Dr. Marcelo Amato: Do site...

Taty Ades: Do site que está passando, está ‘joia’, muito obrigada.

Dr. Marcelo Amato: Imagina, eu que agradeço.

Taty Ades: Mau, mais uma vez obrigada.

JB Oliveira: Obrigado, estamos aqui.

Taty Ades: Sempre ajudando aqui.

JB Oliveira: Obrigado doutor, você me ajudou muito hoje.

Taty Ades: ‘Gente’ a semana que vem a gente vai receber.... vamos falar de luto, a gente vai receber uma mãe que perdeu um filho e ela vai estar contando para gente essa experiência tão dolorosa e a superação como é que foi para ela superar, ela escreveu um livro sobre isso. Então, eu vejo vocês na semana que vem, um beijo muito grande, até lá.

Fim da transcrição.

colunavideoentrevistalaser
Categorias: Medicina

Tratamentos minimamente invasivos para coluna

Neurocirurgia - qui, 11/12/2015 - 16:43
Tratamentos minimamente invasivos para coluna

Entrevista com Dr Marcelo Amato, neurocirurgião, sobre técnicas menos invasivas para o tratamento das doenças da coluna no programa Freud Explica.

 

Transcrição

 

 

Taty Ades: Olá, boa tarde, que bom ter vocês comigo mais uma vez. Eu sou Taty Ades, esse é o “Freud Explica”. Hoje gente, é um tema bem diferente... quando você sente dor na coluna, você procura qual médico, ortopedista? Vamos falar de coluna e neurocirurgia e para falar com a gente eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião, doutor obrigada pela presença.

Dr. Marcelo Amato: Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.

Taty Ades: E gente, para me ajudar a conduzir a entrevista mais uma vez o meu amigo Mauricio Andrade

Orador C; Boa tarde, boa tarde doutor.

Dr. Marcelo Amato: Boa tarde.

JB Oliveira: Boa tarde a todos.

Taty Ades: Então vamos lá, doutor para começar, na verdade é uma cirurgia minimamente invasiva, quer dizer, muito pouco invasiva da coluna, como é que é, o que que é essa cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: é um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa, então dessa forma o paciente ele consegue ter uma recuperação mais rápido, um retorno mais rápido das atividades, então pela invasão ser menor, os tecidos cicatrizam de uma maneira mais rápido então ele tem menos dor no pós operatório então, é um conjunto de técnicas que visa a resolução do problema com uma menor agressividade para o paciente.

Taty Ades: E o que eu falei agora a pouco, quer dizer, geralmente tem dor na coluna a gente busca o ortopedista, quer dizer, a gente realmente acho que é interessante essa pauta, porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia, é algo novo essa cirurgia ou não, ou estamos desinformados?

Dr. Marcelo Amato: Não é isso comum em todos os pacientes tem essa dúvida mesmo e quem mais encaminha paciente para o neurocirurgia é o ortopedista, então muitas vezes o paciente está com problema na coluna ele procura realmente o ortopedista que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna e ai ele encaminha para o neurocirurgião ou para um ortopedista que seja especialista em coluna, existe essa possibilidade, então antigamente até... a gente estava comentando ali fora, os ortopedistas tinham a técnica deles, a neurocirurgiões tinham a técnica deles, o neurocirurgião aprendia com o neurocirurgião e ficava ali, talvez mesmo pela dificuldade de divulgação das técnicas e hoje é um negócio meio misturado não tem a técnica do ortopedista ou do neurocirurgião, é aquela técnica que é melhor para o paciente é o que vai ser feito em cada caso.

Taty Ades: Pensando nessas, quais as possibilidades, quais os problemas de coluna que você pode de repente fazer essa cirurgia e serem resolvidos?

Dr. Marcelo Amato: Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas que são, as famosas hérnias de disco, famosas bico de papagaio, é logico que pacientes que tem fraturas, tumores ou deformidades da coluna eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas, mas realmente aquelas doenças relacionadas com a hérnia de disco, esses são os pacientes que vão se beneficiar mais.

Orador C; Então, doutor eu queria saber, interessante você é neurocirurgião e fazendo essa técnica minimamente invasiva com relação a coluna, então qual que é a relação da neurocirurgia ou da neurologia com relação a parte da coluna do corpo?

Dr. Marcelo Amato: Da mesma forma que o crânio ele envolve o cérebro, a coluna ela envolve a medula e os nervos, então a gente também faz cirurgia de crânio, mas isso é mais fácil para a população em geral entender que o neurocirurgião ele não opera só o cérebro ele opera o crânio também, mas se a gente for falar não, da medula e ai talvez a dúvida ele volte, “poxa, mas quem será que opera a medula? Ortopedista...” então, a relação é essa, a coluna ele envolve o tecido nervoso ainda, então por isso que a gente está... o neurocirurgião está habilitado a tratar tanto as doenças da medula, dos nervos como também da coluna.

JB Oliveira: É, a gente estava ali falando lá fora também com essa relação do ortopedista, do neurocirurgião, existe uma...quase não existe uma divisão com relação a isso quando se fala nos problemas relativos a coluna, aos crânio, já não existe mais uma separação efetivamente entre uma coisa e outra?

Dr. Marcelo Amato: Existem algumas doenças especificas que são mais tratadas pelo neurocirurgiões isso em relação a coluna e outras doenças que são historicamente ai mais tratadas pelos ortopedistas então, se a gente falar, por exemplo, um tumor dentro da medula essa é uma doença típica da coluna, mas que é o neurocirurgião que cuida. Por outro lado, deformidades da coluna como escolioses, desiquilíbrio sagital então, algumas doenças que trazem uma deformidade muito grande da coluna geralmente são tratadas pelo ortopedista isso historicamente ai como eu disse isso já está se mesclando, então a gente tem... eu trabalho com ortopedista, tenho a chance a gente tem a chance de trocar essas ideias e as técnicas, a gente vê que a formação é diferente, mas a ideia realmente é chegar no melhor para o paciente.

Taty Ades: Pois é importante isso que você está falando é importante ter esse trabalho em equipe também...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: O ortopedista te passando informações ou vice-versa...?

Dr. Marcelo Amato: Uhum.

Orador C; Que assim, eu ouço muito falar, mas eu não sei, ainda bem por enquanto eu não sei o que é uma hérnia de disco, como que você pode definir para nós explicar como acontece a hérnia de disco?

Orador A E tanta gente tem...

Orador C; Tanta gente tem e tanta gente acha que tem também, às vezes também pode ser que não tenha.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: E geralmente a pessoa está com dor ela logo fala “nossa’ deve ser uma hérnia de disco” a primeira coisa que...

Dr. Marcelo Amato: É a maior culpada...

Taty Ades: Exatamente e realmente é alta a porcentagem de pessoas que tem a hérnia?

Dr. Marcelo Amato: O problema de coluna tem uma taxa, uma incidência muito alta, para vocês terem uma ideia é a segunda maior causa de procura ao médico só perde para resfriado, infecções de vias aéreas superiores, é a dor na coluna então, é muito comum, agora eu digo que em 50 por cento desses casos de dor na coluna a gente nunca vai descobrir o que foi que causou, se foi uma hérnia de disco, se foi só uma dor muscular, uma pequena dor na articulação, a gente não vai descobrir, porque geralmente os pacientes passam alguns dias, algumas semanas faz um repouso toma medicação e melhora, quando a dor ela insiste mais tempo e que exige uma investigação é quando a gente descobre ali exatamente qual que é a causa da dor. E é assim, o disco ele é uma estrutura responsável pelo amortecimento ele fica entre uma vertebra e outra então, quando a gente está andando ele está amortecendo ali o impacto entre uma vertebra e outra então, quando o disco ele é formado por uma estrutura mais rígida por fora que a gente chama de ângulo fibroso e uma estrutura mais gelatinosa, os pacientes gostam de comparar ele entendem muito quando a gente fala do bubbaloo então, que é aquele chicletezinho que tem a partezinha mais mole dentro, então imagina naquele chiclete você faz uma pressão maior e a parte de dentro extravasa, não é tão liquido como no chiclete então, é mais cartilagem mesmo...

Taty Ades: Fica imaginando a dor.... ‘nossa’!

Dr. Marcelo Amato: E acontece que os nervos e alguns níveis da coluna também a medula passam muito próximo do disco então, quando extravasa essa parte de dentro que é o núcleo pulposo ocorre uma compressão do nervo e também uma reação inflamatória muito importante e isso é o que causa a dor a dor típica da hérnia de disco na coluna lombar, por exemplo, é uma dor começa na coluna e irradia para perna então, esses nervos eles vão, vão para a perna, no caso a coluna cervical vai para o braço eles estão eles dão essa dor irradiada.

Taty Ades: Tenho os problema de escoliose, lordose, e esse cifose, então eu sei que realmente é terrível porque assim, é uma dor que espalha até a planta do pé e a dor da coluna ela é cruel mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades:  Com a cirurgia, quer dizer, a pessoa com a hérnia vamos imaginar, ela realmente tem uma recuperação de não sentir mais dor, ela tem essa possibilidade?

Dr. Marcelo Amato: Esse é o objetivo, então como eu vinha falando, 90 por cento dos casos de hérnia de disco, não são nem de dor na coluna a gente já chegou ao diagnóstico de hérnia de disco 90 por cento desses pacientes eles vão melhorar com tratamento clínico sem precisar da cirurgia, então a gente reserva cirurgia par aos casos mais graves quando existe uma perda de função neurológica, ou seja, o paciente está perdendo força ou está perdendo sensibilidade e a dor é incapacitante esses casos vão precisar de cirurgia. Tem outros pacientes que tem uma dor mais leve, moderado nem tem tanta ... não tem problema neurológico, mas está com a dor está tentando tratamento clinico ali um mês, dois meses, não resolveu ai esse paciente também tem indicação de cirurgia, mas de uma forma geral quanto mais rápido a gente opera maior a chance do paciente melhorar da dor, então é uma paciente que a gente tem que seguir de perto, porque a gente tem que tentar o tratamento clínico, porque 90 por cento deles vão melhorar com tratamento clínico, mas a gente também não pode atrasar muito a cirurgia, porque senão a melhora da dor ela é parcial às vezes, então depende muito do paciente, do tipo de hérnia, do tipo de doença de comodidade, se ele vai melhorar totalmente ou não, mas esse é sempre o nosso objetivo.

Taty Ades: Ok.

JB Oliveira: E a longo prazo o não tratamento o que pode causar a pessoa?

Dr. Marcelo Amato: É... eu acho que esse ponto é muito importante, porque muitos pacientes tem medo da cirurgia, então ok, se o paciente acabou de começar com quadro de dor, não tem nenhuma disfunção neurológica e quer tentar mais tempo o tratamento clínico desde que esteja com acompanhamento m´médico é aceitável, mas se o paciente já está perdendo força num membro ou está perdendo sensibilidade ou a dor está atrapalhando o paciente não consegue mais trabalhar, esse paciente ele deve conversar bem com seu médico e esses casos tem muito benefício da cirurgia e se não operar realmente ele pode ficar com uma sequela.

Taty Ades: Doutor, a Paula pergunta o seguinte, “tenho uma dor que não se diagnostica nunca, espalha pelo corpo inicia na nuca sempre a nunca fica muito rígida como uma pedra e perco os movimentos além de formigamento no corpo, o que poderia ser isso? Sinto muita enxaqueca também”. Paula

Dr. Marcelo Amato: Eu recebo muitas perguntas de pacientes como o caso dela e muito difícil a gente com algumas palavras tentar chegar num diagnóstico, então até os pacientes muitas vezes eles querem fazer o exame para... mas o mais importante é o exame neurológico, então essa paciente precisa fazer o exame neurológico detalhado para ver exatamente se esse formigamento se ele realmente é uma perda de sensibilidade que vai fazer a gente pensar numa hérnia de disco cervical, por exemplo, esse quadro que ela me diz ele é compatível com a hérnia de disco cervical, dor na nuca, formigamento nos braços, como a hérnia a coluna cervical no meio dela passa a medula que dá informação para o nosso cérebro do corpo inteiro, então teoricamente os sintomas eles podem aparecer nos membros inferiores, nos membros superiores, então é uma possibilidade, mas por outro lado também uma fibromialgia é uma possibilidade para esse paciente então...

Taty Ades: Também, né?

Dr. Marcelo Amato: Também, não dá para gente saber só com essas informações.

Taty Ades:Ou uma artrite talvez...?

Taty Ades: é o meu caso, bom saber, porque eu tenho fibromialgia e é uma dor assim transtorna a gente. E ai nesse caso eu tenho até uma pergunta para vocês, a dor na coluna seja causada por uma hérnia de disco ou algum outro problema da própria coluna ela pode começar gerar algum tipo de transtorno psicológico da pessoa por causa da dor constante dia a dia, hora a hora e isso pode gerar também algum tipo de transtorno na pessoa?

Dr. Marcelo Amato: Sim, com certe e é muito comum a gente vê essas cosias caminhando junto então, paciente que tem dor crônica é muito cursar com depressão e o oposto é verdadeiro também, paciente que é deprimido também tem mais dor.

Taty Ades: Sim, eu recebo muito em consultório Mau e doutor, pessoas que tem se queixam de quadros de fibromialgia realmente, mas são casos de somatização, porque algumas persistem após o tratamento, quer dizer, a melhora do quadro depressivo, mas existe por exemplo, inclusive uma pessoa que eu estou pensando agora que em dois meses quer dizer, verbalizando que ela sentia e no processo terapêutico a dor desapareceu ela n ao tem mais sintoma algum, como outras coisas que ela tinha, ulcera, gastrite, quer dizer, então eu concordo eu acho que é bom ficar atento sempre a esse lado emocional também, quer dizer... tem os dois lados um vai levar o outro.

Dr. Marcelo Amato: E é importante a gente também ressaltar que muitos pacientes que são depressivos ou que tem fibromialgia que tem dor no corpo inteiro esses pacientes também podem ter hérnia de disco então, muitas vezes esses pacientes às vezes são mal interpretados e fala “ah, não, é fibromialgia” e não sei o que...

JB Oliveira: Mal orientados, na verdade, podem ser também...?

Dr. Marcelo Amato: Sim.

JB Oliveira: eu vejo, eu conheço muitas pessoas que acabam fazendo um auto diagnostico que é uma coisa perigosíssima, tanto em situações psicológicas, como em situações fisiológicas, porque acabam conversando com outro que tem uma dor assim muito parecida pode não ser a mesma coisa e ela acaba fazendo um auto diagnostico e entrando em situações que realmente acabam lesando a pessoa.

Taty Ades: Olha, aqui gente, do que a gente está falando, o Lucas de São Paulo ele diz, “Doutor, é possível alguma intervenção cirúrgica para fibromialgia?” Porque cada vez mais gente, casos de fibromialgia realmente está... a gente vê cada vez mais, quer dizer, acredito que não... como é que é?

Dr. Marcelo Amato: É... eu pessoalmente eu não trato a fibromialgia, eu sempre peço acompanhamento ou de um reumatologia ou de um fisiatra para seguir esses paciente junto comigo, mas é o que eu falei, o paciente com fibromialgia ele pode ter uma dor relacionada a coluna e ele geralmente tem uma sensibilidade maior então, às vezes uma hérnia de disco que não traria sintomas numa pessoa que não tem fibromialgia, pode trazer para ele e ai para esses casos específicos pode...

Taty Ades: Que ele fica mais sensível a dor seja qual for...

Dr. Marcelo Amato: Exatamente.

Taty Ades: a fibromialgia deixa a pessoa mais sensível em geral, não é?

Dr. Marcelo Amato: Tem alguns paciente com fibromialgia que cursaram com uma hérnia de disco lombar e ai alguns procedimento minimamente invasiva para ajudar na dor, às vezes o paciente que estava, que já estava controlando a fibromialgia apareceu essa outra dor, fez um procedimento melhorou ai ele voltou ao patamar estável dele, então assim um tratamento cirúrgico direto...

Taty Ades: Suportável, né...

Dr. Marcelo Amato: Tratamento direto assim, cirurgia para fibromialgia não tem, mas para as coisas que podem vir associada, sim.

JB Oliveira: Então, normalmente pós cirurgia, quanto tempo em recuperação, é demorado, é dolorido, tem sequela ou não, se caso a pessoa não seja boa cirurgia vamos dizer assim, ou se mesmo bem sucedida a pessoa pode ter alguma sequela, o pós operatório é demorado, como é que fica?

Dr. Marcelo Amato: Bom, são diversas técnicas minimamente invasivas que a gente usa, eu vou falar um pouco mais da cirurgia endoscópica da coluna, que é uma técnica que a gente consegue usar para uma gama maior ai de pacientes, então em geral para uma hérnia de disco simples ou essa cirurgia endoscópica ela é ambulatorial então, o paciente ele vai no dia para cirurgia para clínica, para o hospital e vai embora no mesmo dia então, a cirurgia ela é feita com uma anestesia local e uma sedação, não precisa de anestesia geral, então dura em torno de 40 minutos a 1 hora.

Taty Ades: Que coisa, a gente imagina aquela...

Dr. Marcelo Amato: É cirurgia de coluna

JB Oliveira: Coisa da idade média...

Dr. Marcelo Amato: E então, logo depois o paciente fica ali umas duas, três horas no pós operatório depois vai para casa, vai andando para casa, então é logico que depois precisa ficar ali uma semana de repouso e dependendo da atividade do paciente na segunda semana ele pode voltar as atividades profissionais, a não ser que ele seja... use a força física para trabalhar ai a gente tem que deixar um pouco mais de tempo. A sua outra pergunta...? Ah, foi com relação a sequelas...

JB Oliveira: Sequelas, ahãm.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente lida muito próximo das estruturas nervosas, das raízes nervosas, da medula em alguns casos, isso é o que mais preocupa os pacientes se vai sair da cirurgia com alguma sequela neurológica, é importante ressaltar que a cirurgia ela é feita justamente para evitar uma sequela então, é aquele paciente que está piorando da força tem que operar logo para não....

Taty Ades: Sim, sim, para que não tenha outros problemas...

Dr. Marcelo Amato: É, então hoje em dia a gente usa técnicas muito seguras e que minimizam o máximo esse risco, mas mesmo assim é possível, é um risco baixo, mas é um risco. Complicações da cirurgia minimamente invasivas elas são muito menores quando a gente comprar com a cirurgia convencional então, o corte é menor ou às vezes até inexistente, porque é muitas delas a gente faz com agulhas então a lesão do tecido é muito menor, o paciente tem menos dor no pós operatório, a recuperação é mais rápida então, isso tudo traz um conforto melhor ai para o paciente, realmente e é uma cirurgia mais confortável digamos assim.

JB Oliveira: Fico imaginando como era antigamente isso, como é que...

Taty Ades: Nem imagine...

JB Oliveira: Como é que se tratava isso há 40 anos atrás...?

Taty Ades: Vou deixar essa resposta para o doutor responder depois do nossos intervalinho, tá bom gente, a gente já volta.

Orador D: Olá, eu sou o J.B.Oliveira, quero convidar você para assistir o nosso programa “Conversando com São Paulo”, pela TV Geração Z, conto com você.

Orador E: Alô, galera do bem, estou aqui para lembrar a vocês que toda quarta-feira a gente está apresentando o programa “Lucimara Parisi”, sobre os mais diversos assuntos, mas de cada 15 dias a gente fala sobre os Et’s, eu estou aqui com a maior ufóloga do país Ângela Pascoal, esclarecendo várias dúvidas, você internauta pode mandar a sua mensagem que a gente vai esclarecer, eles existem, eles estão perto ou não? Confira toda quartas-feiras ás 21 horas aqui na TV Geração Z.

Orador F: Olá, eu sou Amanda Pereira, quarta-feira as 19 horas ao vivo aqui na TV GZ, nós temos um encontro marcado, é nosso happy hour, o nosso programa “atualidade TV” com olhar para a mulher contemporânea atual múltipla ou para você que quer entender um pouquinho mais essa mulher.

Taty Ades: De volta com “Freud explica” hoje falando de cirurgia da coluna. Antes de entrar nas questões o Mauricio deixou uma questão para o doutor, Mau, por favor, só uma...

JB Oliveira: Eu havia perguntado como é que isso era feito no passado, como é que acontecei, se existiam mais casos talvez de problema na cirurgia, isso 40 anos atrás como é que era detectado isso e como é que era feita a cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: 40 anos atrás a gente realmente tinha uma dificuldade técnica até para diagnosticar casos facilmente hoje diagnósticos como a ressonância magnética, por exemplo,

Taty Ades: Realmente, acho que seria uma (ininteligível) mesmo...

Dr. Marcelo Amato: e certamente existiam outros métodos de diagnostico era utilizado antes da ressonância, tomografia antes da tomografia o raio x com injeção de contraste que é a melografia, então a gente conseguia identificar o problemas e a gente conseguia tratar, mas os cortes realmente eles eram maiores, porque às vezes não se encontrava nos exames de imagem, nos exames complementares, mas se encontrava na cirurgia, então a cirurgia ela era ´pum pouco exploratória também, a gente tinha que explorar achar o problema e resolver, mas era resolvido.

JB Oliveira: Antes da Taty perguntar, eu queria a gente conversando aqui agora a pouco, sobre a questão da dor pontual, da gente ter uma dor nas costas muito intensa, muito agudas às vezes, e isso é uma dor muscular e a gente confundir às vezes ‘não, eu tenho um problema na coluna, eu tenho um problema na coluna” eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso.

Dr. Marcelo Amato: Realmente assim, a musculatura ela envolve toda a nossa estrutura óssea, articular ai, então a musculatura ela vai estar sempre envolvida na dor, então num caso de hérnia de disco a musculatura ela trava mesmo e o paciente às vezes “’nossa’ eu travei não consegui me mexer” porque a musculatura ela se contrai para tentar proteger a estrutura que está danificada e na ausência de uma hérnia de disco realmente a musculatura ela tem esse poder de contrair de uma forma muito intensa dá contraturas e o paciente ter dor intensa mesmo e o que a gente estava comentando é que realmente quando a dor ela é mais muscular ela vai mudando às vezes de lugar, então uma hora ela está aqui do lado direito outra hora está do lado...

Taty Ades: É, vai migrando...

Dr. Marcelo Amato: Eu inverti os lados aqui, esquerdo, direito, tudo bem. Mas ela vai migrando, diferente da hérnia de disco que realmente se tem uma hérnia com compressão neurológica é um, dois nervos que estão apertados e vão doer sempre aquele trajeto, naquele local, naquela perna, então isso dá algumas dicas para gente se o problema é muscular ou se ele é neurológico ou se ele é da hérnia de disco.

JB Oliveira: ah, legal isso.

Taty Ades: Vamos ver Elaine Luz, Elaine, beijão para você. “Boa tarde Taty, há dois anos comecei apresentar uma dor insuportável no ombro esquerdo e o diagnóstico do ortopedista foi capsulite adesiva, a reumatologista falou em fibromialgia, mas disse que era um diagnóstico de exclusão, remédios e fisioterapias não apresentaram melhora e com o tempo a dor começou a se manifestar no direito, hoje o braço esquerdo melhorou espontaneamente, mas fiquei ligeira redução de movimentos e o braço direito ainda está bem limitado apesar de ter diminuído as dores que são maiores em caso de esforço, paralelamente eu estava passando por um luto muito difícil, a capsulite adesiva pode ser também psicossomática tal como a fibromialgia?” Doutro o que seria capsulite adesiva?

Dr. Marcelo Amato: Não é um termo que a gente utiliza na nossa rotina, até provavelmente o problema dela é no ombro, não na coluna, então foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Que ela migra de um para o outro.... e...

Dr. Marcelo Amato: provavelmente ela tem dificuldade de movimentação do ombro, do braço, então não... esses casos até pode ter alguma dor relacionada a coluna envolvida, mas geralmente não é da coluna, quando a dor é mais no ombro, muda de lado, tem dor ao movimentação, provavelmente não é problema da coluna.

Taty Ades: Quando se inicia no ombro geralmente não é da coluna então...?

Dr. Marcelo Amato: Tem algumas raízes nervosas da coluna cervical, então hérnias de disco na coluna cervical elas podem dar uma dor no pescoço e que irradia para o ombro às vezes até para o braço.

Taty Ades: Mas é porque está irradiando do pescoço, ok.

Dr. Marcelo Amato: Porque está irradiando, então é difícil diferenciar então, realmente o paciente precisa procurar o médico, porque alguns testes a gente faz o exame clínico para diferenciar se a dor é do ombro ou se a dor é da coluna.

Taty Ades: OK. Então vamos lá...

JB Oliveira: De repente essa capsulite é uma bursite?

Orador B; Sim, pode ser.

Taty Ades: É possível, né...

Dr. Marcelo Amato: Realmente foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Pode ser, exatamente. E quanto à questão Elaine de psicossomático eu responderia que tudo pode ser, mas essa é uma visão minha, eu acho que muitas coisas podem ser. Aqui a Denise, “doutor Marcelo, em que se diferencia cirurgia minimamente invasiva e como é essa procedimento?”.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente já veio falando algumas coisas aqui, mas a ideia é realmente que é uma cirurgia que traga uma agressão menor ao organismo do paciente, então os cortes são menores às vezes a gente nem usa corte, a gente usa agulhas e diferente do procedimento convencional para uma hérnia de disco, por exemplo, que a gente precisa fazer um corte um pouco maior, o paciente precisa passar por uma anestesia geral diferente da anestesia local e da sedação que a gente usa nos procedimento minimamente invasivos. A cirurgia convencional ela também não é, na hora que a gente fala não é coisa que era feita há 40 anos atrás, ela precisa direcionar, ele evoluiu...

JB Oliveira: Ela evoluiu....

Taty Ades: O Mau gostou dessa ideia...

JB Oliveira:  É uma dúvida medieval que eu tive...

Dr. Marcelo Amato: Mas ela evoluiu muito e importante falar isso, porque não são todos os pacientes que são candidatos ideias para uma cirurgia minimamente invasiva, então tem alguns tipos de doenças, de pacientes que não vão poder passar por uma cirurgia minimamente invasiva e ai parece que fica um monstro da cirurgia convencional, mas não é, cirurgia evoluiu muito também feita com muita segurança hoje em dia e estamos ai resolvendo os problemas dos pacientes com essas cirurgias também.

Taty Ades: Olha aqui, a Camila gente, ela pergunta “Doutor, após a cirurgia para hérnia de disco poderei fazer ginastica?” a pessoa volta as atividades?

Dr. Marcelo Amato:  É, essa pergunta eu acho fantástica, porque os pacientes tem muito medo e às vezes até mesmo alguns médicos ficam com medo de não especialistas de falar, não, pode fazer, porque está com medo de piorar a situação, então a ideia é que faça sim, logico que cada paciente vai precisar de um tempo de recuperação, pacientes que tem uma atividade física já habitual vão voltar mais rápido com certeza, do que aquele que não faz nada e “não, gora eu tive a hérnia eu preciso fazer, preciso me fortalecer e tal” esse ai provavelmente vai precisar de mais cuidado, uma fisioterapia, um preparo para poder voltar as atividades, mas a ideia é que volte sim.

Taty Ades: Que volte, legal, legal.

Dr. Marcelo Amato: é que tem algumas atividades que a gente sabe que são ruins para coluna, então atividades de muito impacto, atividade competitiva, de contato, então lutas por exemplo, que a gente não tem como garantir.

Taty Ades: Aeróbica...

Dr. Marcelo Amato: É a atividade aeróbica dependendo do tipo dá para fazer.

JB Oliveira: Jiu jitsu...

Dr. Marcelo Amato: Pois é Jiu jitsu é... tem gente com disco cervical e que luta e quer muito voltar, difícil... porque é muito ariscado.

JB Oliveira: Você havia falado para gente com relação ao desgaste que gera a hérnia de disco e disse também que há vários tipos de hérnia de disco, mas normalmente a hérnia ela pode ser gerada, ela pode acontecer sozinha ou acontece por causa de uma má postura, desenvolvimento de uma atividade mais intensa, por que ela acontece?

Dr. Marcelo Amato: Bom, é uma doença degenerativa então, o paciente ele geralmente ele tem uma predisposição genética a apresentar hérnia de disco e tem um outro fator que também como a predisposição genética a gente não controla que é o envelhecimento da coluna, agora existe os fatores ambientais que eles são extremamente importantes para desenvolvimento ou não da hérnia de disco.

Taty Ades: Já estou imaginando que o tabagismo vai estar nessa história, acertei? Sei porque ele sempre está.

Dr. Marcelo Amato: Existem muitos estudos que mostrando.

Taty Ades: Em tudo, não é?

Dr. Marcelo Amato: Com certeza, com certeza, prejudica sim, mas principalmente postura, atividade física que é feita de forma errada ou de menos ou de mais também prejudica pode predispor o caso a uma hérnia de disco, alguma profissão da pessoa também tem algumas....

JB Oliveira: Sedentarismo também.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza sedentarismo também e é o que eu vejo hoje pessoas cada vez mais jovens tendo hérnia de disco pelo sedentarismo então, eu acho que eu respondi a sua pergunta.

Orador C; Sim, sim.

Taty Ades: Doutor a questão do medo que a gente estava até falando no intervalo, a Daniela pergunta o seguinte “Boa tarde, eu tenho a hérnia de disco bem na região cervical, meu medo de operar é de ficar tetraplégica, existe esse perigo?” a gente estava comentando no intervalo justamente esse medo que as pessoas têm da coluna com a paralisia, quer dizer, pode ter esse perigo ou...?

Dr. Marcelo Amato: Realmente a medula cervical ela transmite praticamente toda função do nosso cérebro para o corpo, então uma lesão na medula cervical ela pode deixar o paciente tetraplégico, mas a cirurgia hoje em dia é o que a gente tem falado, ela é muito seguro a gente tem técnicas que estão cada vez mais seguras trazendo esse risco lá para baixo então, falar que não pode acontecer eu vou estar mentindo, mas realmente o risco de sequelas com os procedimentos para coluna hoje em dia são baixos e é importante ressaltar que a cirurgia quando ela está indicada de uma certa forma ela está querendo evitar que essas coisas aconteçam então, é questão a gente tem sempre que pesar o risco e o benefício do procedimento, a pessoa vai se beneficiar vai ficar sem risco de ficar tetraplégico pela doença eventualmente então, isso precisa ser pesado logico respeitando caso a caso.

JB Oliveira: é você disse uma coisa legal que é a cirurgia ela é para evitar e não para provocar, para evitar uma sequela em função do problema e não a pós cirurgia gerar o problema, na verdade a cirurgia é para evitar.

Taty Ades: é importante isso, ressaltar porque as pessoas ainda tem muito medo.

JB Oliveira: Que pensam que fazer a cirurgia elas vão ficar sequeladas.

Dr. Marcelo Amato: Só fazer uma ressalva para também não ficar mal interpretado que às vezes as pessoas tem uma hérnia de disco e ficam muito preocupadas com isso e acham que vão ficar tetraplégico por causa da hérnia de disco, então é importante ressaltar que a hérnia de disco não é um tumor que vai crescendo e cada hora e um dia vai ficar tetraplégico, não é assim, então se o quadro está estável o sintomas desapareceram, a pessoa não precisa ficar preocupada é tocar a vida, porque os pacientes eles ficam ansiosos, “não, eu quero fazer uma ressonância porque eu tive uma hérnia de disco ai 3 anos atrás e depois eu nunca vi como que estava”, “não, mas você está sentindo alguma coisa?”, “não, não estou sentindo nada” eu falei “então, não precisa investigar dessa forma’ porque esses pacientes a gente vê que gera uma ansiedade muito grande neles e desnecessária, não é uma tumor não é que vai ficar.

Taty Ades: Por favor gente...

Dr. Marcelo Amato: É.

Taty Ades: Aqui a Rita de Belo Horizonte “A escoliose pode ser tratada com cirurgia? até hoje não achei tratamento adequado” eu também não Rita. E é uma dor realmente eu que tenho escoliose, olha, é complicado e a gente tem sempre que star ajeitando a postura, porque senão você percebe você já está, o ombro já vai indo é complicado mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Certamente existe cirurgia para escoliose, sempre os procedimentos para coluna eles devem ser acompanhados de um tratamento clínico então, certamente o paciente não pode jogar toda esperança na cirurgia então, como a gente falou, é uma doença degenerativa então, ela... para a hérnia de disco, para a escoliose vai operar aquele problema naquela região tem que lembrar que a coluna é grande tem outras regiões para cuidar, mas se ela está com sintomas certamente ela precisa procurar ajuda porque existe tratamento cirúrgico sim.

JB Oliveira: ai existe também algum tipo de vamos falar no sentido contrário vai, alguma medicina de prevenção no caso para evitar o que eu possa a vir a ter independente se ´é degenerativo ou se é uma coisa genética?

Dr. Marcelo Amato: Eu gosto de combater o sedentarismo, eu como melhor maneira de evitar os problemas de coluna então, não tem uma formula magica como eu falei exercício de mais ou de menos pode prejudicar então, a pessoa tem que encontrar o meio termo, o que vai ser adequado para ela, mas eu acho que a principal maneira de prevenir é realmente com postura adequada e atividade física adequada de forma equilibrada é o que a gente pode fazer, a predisposição genética ou o envelhecimento não tem como lutar com isso então, a gente tem que realmente brigar para que a prevenção seja feita de forma adequada.

JB Oliveira: em todos os sentidos da saúde, acredito que a gente evitar o sedentarismo e cultivar ai o melhor situação possível da saúde da gente.

Taty Ades: é prevenção é muito importante.

JB Oliveira: É a prevenção sempre.

Taty Ades: Aqui o Carlos doutor diz o seguinte, “como saber se preciso procurar ortopedista ou um neurocirurgião quando sinto dores na coluna, existem sintomas específicos?”

Dr. Marcelo Amato: Se o sintomas está relacionado a coluna ele pode procurar o ortopedista ou o neurocirurgião, no Brasil a gente tem essa livre escolha em outros países geralmente o paciente tem que passar com o clínico geral e ele encaminhas, mas no Brasil é livre escolha e o neurocirurgião pode atende-lo como primeiro ate4ndimento sem dúvida.

Taty Ades: Ok, OK, Geralmente pensa no ortopedista primeiro...

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

JB Oliveira: Aliás eu não tinha a mínima ideia de que podia entrar com neurocirurgião, não sabia, como muita gente também não deve saber e agora acho legal as pessoas estarem mais informadas, isso é extremamente importante, falou em osso como dizia meu avô, falou em osso vai no ortopedista.

Taty Ades: É verdade, é verdade.

JB Oliveira: E eu acho que umas das coisas mais importantes, talvez a primeira coisa mais importante da saúde talvez seja informação as pessoas estarem informadas do que elas podem, porque muita gente acaba evitando muitas tratamento e acaba como eu disse assim, fazendo auto diagnostico e se tratando em casa com as coisas antigas pode funcionar ou não, não importa, mas acabam evitando o tratamento ir no médico, porque elas não sabem, porque elas não têm informação e eu acredito que informação é uma das coisas mais importantes com relação à saúde.

Dr. Marcelo Amato: concordo.

Taty Ades: Doutor, considerações finais eu gostaria de deixar, logico está passando no ‘gc’ o site Amato e o telefone, você gostaria de deixar mais algum contato, e-mail?

Dr. Marcelo Amato: Eu queria agradecer muito a oportunidade aqui de estar falando para eventualmente se eu consegui ajudar uma ou outra pessoa com alguma informação eu já fico satisfeito.

Taty Ades: Com certeza ajudou muito.

Dr. Marcelo Amato: Então...

Taty Ades: Então, o contato é o...

Dr. Marcelo Amato: Do site...

Taty Ades: Do site que está passando, está ‘joia’, muito obrigada.

Dr. Marcelo Amato: Imagina, eu que agradeço.

Taty Ades: Mau, mais uma vez obrigada.

JB Oliveira: Obrigado, estamos aqui.

Taty Ades: Sempre ajudando aqui.

JB Oliveira: Obrigado doutor, você me ajudou muito hoje.

Taty Ades: ‘Gente’ a semana que vem a gente vai receber.... vamos falar de luto, a gente vai receber uma mãe que perdeu um filho e ela vai estar contando para gente essa experiência tão dolorosa e a superação como é que foi para ela superar, ela escreveu um livro sobre isso. Então, eu vejo vocês na semana que vem, um beijo muito grande, até lá.

Fim da transcrição.

colunavideoentrevistalaser
Categorias: Medicina

Linfedema

Vascular Pro - qua, 11/04/2015 - 18:27
Linfedema

Inchaço nas pernas ou nos braços? Pode ser linfedema!
A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.
O linfedema é definido como um acúmulo de líquido e proteínas, que pode ocorrer em diversas regiões do corpo, mas com particular importância nas extremidades como braços e pernas. Várias doenças estão relacionadas ao comprometimento do sistema linfático, seja pelo seu bloqueio ou pela sua lesão direta. Como destaques para as situações mais frequentes podemos citar:
Linfedema nos membros superiores: ligado ao câncer de mama, geralmente pós-cirúrgico ou pós-radioterapia
Linfedema nos membros inferiores: ligado às infecções (erisipelas) de repetição
O sistema linfático é pouco conhecido, mas desempenha um importante papel  em nosso organismo. Geralmente localiza-se paralelo ao sistema de transporte de sangue:
Sistema arterial: vasos sanguíneos responsáveis pela distribuição de sangue oxigenado e rico em nutrientes a todos órgãos e tecidos
Sistema venoso: vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno deste sangue, agora com mais gás carbônico e sobras do metabolismo ao coração
Entre as artérias e as veias existe diferença de pressão de permite o fluxo de uma para a outra, mas desse diferencial de pressão decorre acúmulo de liquido e sobras metabólicas nos tecidos.
Como se inicia o problema?
O sistema linfático é responsável pela coleta do excesso de líquidos, proteínas e metabólitos que “sobram” em nosso corpo, pelo direcionamento destes de volta à circulação e pela defesa do organismo contra infecções. Mesmo com o sistema linfático funcionando normalmente, uma produção exagerada de líquidos e metabolitos pode levar ao seu acúmulo, nesse caso, caracterizando o edema simples ou inchaço naquela determinada região. Algumas situações comuns de inchaço sem comprometimento do sistema linfático são: insuficiência cardíaca, problema nos rins, alterações do fígado, varizes dos membros inferiores, hipotireoidismo crônico (mixedema) e o uso de medicações como corticoides, alguns anti-hipertensivos e até mesmo determinados diuréticos, que podem gerar desbalanço e ser a origem do problema.
Como posso fazer o diagnóstico?
A correta identificação da causa desse edema é importantíssima, visto que os tratamentos serão fundamentalmente diferentes. Na maioria das vezes, um minucioso exame médico é suficiente para fazer essa diferenciação. Eventualmente, exames complementares como dosagens sanguíneas (função renal, hepática, proteínas, etc), ultrassom venoso e testes cardíacos são úteis para afastar as outras causas. A linfocintilografia é o exame mais indicado para a visualização direta do sistema linfático, mas suas indicações são restritas.
Há tratamento?
Sim. Muito embora com a tecnologia e os recursos que dispomos atualmente o Linfedema não tem cura, é possível e importantíssimo fazer o tratamento adequado a fim de bloquear a evolução da doença e diminuir suas graves consequências. Tal tratamento é baseado em quatro pontos fundamentais, conhecido como terapia descongestiva complexa. Os componentes desse tratamento consistem na drenagem linfática manual, exercícios que estimulem a drenagem linfática (miolinfocinéticos), terapia de compressão (com meias/luvas elásticas ou bandagens compressivas) e os cuidados com a pele como hidratação e prevenção de infecções fúngicas ou simplesmente micoses. A associação de linfedema de membros inferiores e doença venosa (varizes ou insuficiência venosa crônica) é bastante frequente. Nestes casos o tratamento concomitante pode trazer benefícios e uso de medicações flebotômicas e/ou meias de compressão podem ajudar a minimizar os sintomas.
 
Dica: Se você apresenta inchaço nas pernas ou nos braços e pensa que pode ser linfedema, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que conhece as melhores técnicas de investigação e pode, em conjunto com o paciente, definir a forma mais adequada de prevenir e tratar esse problema.
Veja mais:

linfáticalinfáticodoença
Categorias: Medicina

Como evitar e tratar vasinhos e varizes.

Vascular Pro - ter, 11/03/2015 - 18:44
Como evitar e tratar vasinhos e varizes.

Entrevista com o Prof. Dr. Alexandre Amato sobre como Evitar e Tratar Vasinhos e Varizes no programa  "Análise Direta" com a entrevistadora Paty Biasi.

 

 

Transcrição

Paty: Olá, está começando mais um programa Análise Direta, com mais um assunto importante para debater hoje e você pode participar enviando as suas perguntas através do facebook.com/programasalisedireto. Nós transmitimos aqui diretamente dos estúdios de São Paulo para o Brasil inteiro e mais 55 países. Hoje vamos falar dos terríveis vasinhos e varizes, que surgem principalmente nas pernas. O principal fator determinante para o surgimento desse problema é a pré-disposição genética, em algum momento da vida eles podem até devem aparecer, mas a boa notícia é que esse surgimento pode ser retardado com bons hábitos de vida. Afinal quando você tira os sapatos no fim do dia as suas pernas ficam com marcas das meias? O meu convidado de hoje é o cirurgião vascular doutor Alexandre Amato, tudo bem? Seja bem-vindo.

Dr. Alexandre: Muito obrigado, muito prazer. Estou muito feliz d ter sido convidado aqui conversar sobre esse assunto que é muito importante.

Paty: O prazer é nosso, obrigada pela atenção. Qual é a diferença entre vasinho e varizes?

Dr. Alexandre: Pergunta difícil logo de cara? Bom, doença venosa ela atua em veias de diversos tamanhos. Os vasinhos são as veias menores mais finas com menos de 3 milímetros e seriam caracterizadas ai como os vasinhos dilatados e as varizes seriam os vasos maiores do que 3 milímetros, mas ambos fazem parte da mesma doença. Então no consultório chegam e falam “ah, doutor eu não tenho varizes, tenho varizes”, mas é a mesma coisa, são tamanhos diferentes de vasos só isso, a doença é a mesma...

Paty: É a mesma?

Dr. Alexandre: É a mesma e tratamento pode ser diferente, mas a doença é a mesma.

Paty: E precisa do tratamento...? É perigoso a pessoa deixar para lá e não tratar?

Dr. Alexandre: A doença venosa ela tem uma característica muito interessante, que ela é uma doença de uma progressão muito lenta e benigna, então, ninguém vai morrer de varizes, isso não acontece. O que não pode é ignorar a existência da doença, então é muito comum a pessoa ver um vaso ou uma veia varicosa pensa assim “ah, problema pequeno vou deixar lá para frente” vai empurrando, empurrando e com o tempo isso que era um probleminha pequeno no começo (ininteligível) problema maior ou mais difícil para resolver também no futuro. Então, o importante é não ignorar a doença, ela deve ser tratada, tem vários tratamentos, mas e ai a gente pode (ininteligível) sobre isso, mas não ignorar a existência desses vasinhos.

Paty: Pode trazer algum outro tipo de complicação, se a pessoa deixar para depois?

Dr. Alexandre: Pode. Varizes, primeiro que trazem sintomas, então os sintomas das doenças venosas são principalmente, inchaço e dor. O Inchaço normalmente ocorre mais para o final do dia dependendo da gravidade da doença pode começar mais cedo e a dor é uma sensação de cansaço, peso, muitas vezes as pessoas não consegue nem caracterizar como dor e como é uma doença de evolução muito lenta como eu disse, as pessoas imaginam que, “poxa, trabalhei o dia inteiro estou chegando em casa com a perna pesada isso é normal”, mas não, não é, isso pode ser um sintoma da doença venosa.

Paty: quais são os cuidados que a pessoa deve tomar para evitar o aparecimento da doença venosa?

Dr. Alexandre: Bom, como você mesmo já disse o principal é uma característica genética das varizes primárias, varizes secundária é secundária a alguma doença, não vamos entrar nesse aspecto da doença que é um pouquinho mais complicado, vamos falar das varizes primárias são mais prevalentes mais comum e acho o que é o que pode ser evitado. Então, tendo a doença genética a gente não consegue mudar, não existe terapia genica, não tem como mudar o DNA da pessoa para evitar o problema no futuro, o que a gente pode fazer é evitar os fatores de agravo ou os fatores predisponentes. Então, primeiro alimentação saudável para não ganhar peso, pois a obesidade é um dos fatores de risco importante, tendo a genética pode se fazer a prevenção com o suo de meia elástica obviamente indicado pelo seu médico e exercício físico, exercício físico é essencial, a musculatura da panturrilha quando ela contrai ela bombeia o sangue para cima, então se a gente tem uma musculatura boa atuante bombeando o sangue de volta para o coração a gente consegue evitar os sintomas venosos e muitas vezes até atrasa um pouquinho o aparecimento da doença. Então, evitar ganho de peso, uso da meia elástica se tiver algum problema e exercício físico, são os principais.

Paty: qual exercício físico que é mais apropriado para evitar que a pessoa tenha varizes?

Dr. Alexandre: Eu gosto muito de indicar os exercícios que não tem impacto, então porque chega-se no meu consultório com queixa de dor na perna e se eu passo um exercício que tem muito impacto eu posso trocar uma dor por outra, então... ah, começa a bater o pé no chão começa a ter dor no joelho resolve o problema da dor das varizes, mas passa a ter dor no joelho ou por alguma outra razão. Então, o que eu gosto de sugerir mesmo são os exercícios na água hidroginástica, natação, são exercícios saudáveis e não tem um impacto grande e que ajudam a fortalecer a musculatura, mas obviamente os outros exercícios também ajudam não é que não devem fazer, se caminha e tem um bom habito mantenha.

Paty: Ficar com as pernas para cima ajuda ou isso é mito?

Dr. Alexandre: Ficar com as pernas para cima é uma excelente maneira de facilitar o retorno venoso a gravidade ajuda a retornar o sangue para o coração então diminui sintoma quem tem doença e coloca a perna para cima sente um alivio dos sintomas.

Paty: Mas e fazer isso, por exemplo, todo dia a pessoa... para evitar ter adianta ou é mito?

Dr. Alexandre: Teoricamente pode ajudar, mas teria que ficar muito tempo com a perna para cima para ter um feito, eu se fosse focar em alguma coisa o exercício físico eu acredito que tem um efeito benéfico maior do que só ficar com a perna para cima.

Paty: Musculação também ajuda?

Dr. Alexandre: Musculação, bom, lógico, logico, fortalecer os grupos musculares das pernas.

Paty:E a questão da alimentação é só por causa mesmo do ganho de peso?

Dr. Alexandre: É, não existe nenhum alimento que piora as varizes ou que melhora, então não tem nenhum alimento milagroso ou um alimento infernal, vamos dizer assim, o que a gente tem que focar é manter um peso saudável nem muito magro, nem muito gordo, nem grandes variações, alimentar-se saudavelmente isso eu estou falando de varizes, obviamente tem outras doenças vasculares que se beneficiam de algumas dietas mais especificas, por exemplo, aterosclerose evitando alimento muito gorduroso e tudo mais. Então, quando a gente fala só de varizes é não ganhar peso.

Paty: A viagem de avião a gente ouve falar ai de gente que tem problemas no avião, teve agente até que já morreu por causa disso, ai foram ver era por causa das varizes que a pessoa tinha, o que aconteceu?

Dr. Alexandre: É a trombose venosa profunda evoluindo para uma embolia pulmonar, como eu disse logo no começo, varizes não mata, trombose venosa profunda também difícil, mas ainda a embolia pulmonar que é uma complicação disso tudo e é uma sequência pode sim matar. Então viagem de avião principalmente as viagens prolongadas eu não estou falando aqui de viagem de 1 hora, 2 horas eu estou falando viagens mais longas, quando  a gente fica muito tempo sentado parado a musculatura não está bombeando o sangue para cima então há uma estase venosa esse sangue fica represado com risco maior de formar coágulos que seriam então a trombose venal profunda, mas é bem interessante essa pergunta de avião, porque é muito difícil a gente fazer um trabalho cientifico avaliando todo mundo que entra no avião e se vai ter ou não vai ter trombose, imagina alguns cientista maluco falando “olha, eu vou colocar todo mundo no avião, quando a gente chegar numa viagem depois de 14 horas a gente vai fazer uma fila aqui e vamos fazer exame em todo mundo para ver se um teve trombose ou não” impossível, então a gente usa estratégias diferentes de pesquisa para chegar nessa conclusão, tem um trabalho muito interessante que eu gosto de citar que mostrou que quem tinha trombose e tinha viajado de avião estava sentado na janelinha, então...

Paty: ‘Nossa’!

Dr. Alexandre: É, é bem curioso isso. Então ele fez o caminho inverso, ele procurou as pessoas que tinham trombose procuraram o serviço de saúde e o que aconteceu com essas pessoas? “ah, estava no avião, ótimo, onde você estava sentado? Quem estava no corredor não tinha trombose quem tinha trombose estava sentado na janelinha” é assim, sugere-se, a gente não pode falar com certeza absoluta é porque quem está sentado na janelinha se movimenta menos, tem o receio de levantar ir ao banheiro, andar no corredor e acaba se movimentando menos e o risco acaba sendo maior” eu por prevenção sempre pego o corredor, mas existem alternativas como...

Paty: Engraçado eu sempre sentei na janela, voei sempre na janelinha.

Dr. Alexandre: Ainda bem que tem alguém que senta na janela, porque senão não vai ter vaga no corredor.

Paty: Não vai ter vaga para vocês...

Dr. Alexandre: Mas o uso da meia elástica pode fazer a mesma coisa, então uma meia elástica de leve compressão para quem não tem doença é o suficiente para comprimir o sistema venoso superficial e facilitar esse retorno venoso diminuindo não só a chance de ter uma trombose venosa no avião, como também o inchaço quem nunca tirou o sapato na avião, viajou e quando vai colocar o sapato no final o sapato não entra?

Paty: É aconteceu comigo já numa viagem longa que eu fiz.

Dr. Alexandre: É muito frequente.

Paty: Eu fui colocar falei “meu Deus como está inchado meu pé?” estava enorme.

Dr. Alexandre: É muito frequente. Antigamente quando tinha um espaço maior no avião a gente ainda tentava colocar a perna para cima, mas agora a classe foi diminuindo, diminuindo, diminuindo você não consegue colocar a perna para cima de jeito nenhum.

Paty: Muito apertado.

Dr. Alexandre: Pois é.

Paty: Mas funciona se, por exemplo, a pessoa se movimentar sentada mesmo? A perna às vezes.

Dr. Alexandre: Ajuda, fazer esse movimento aqui com os pés de contração da musculatura com certeza ajuda.

Paty: E procurar sempre dar uma levantadinha...

Dr. Alexandre: Esse é o ideal, esse é o ideal, caminha vai e volta no corredor a cada uma hora dá uma andadinha ai de 5 – 10 minutos é o suficiente para manter a bomba periférica o coração periférico... o coração periférico que é o coração funcionando e diminuindo os sintomas. Isso vale também para quem não tem doença venosa é uma pergunta genérica para todo mundo.

Paty: Tá, então até mesmo quem nunca tenha tido problema com isso é recomendável que use uma meia...?

Dr. Alexandre: Ou que pelo menos se movimente mais no avião, isso com certeza absoluta.

Paty: Isso é em viagens mais longas...?

Dr. Alexandre: Mais prolongadas ou pelo menos de 4 – 5 horas para cima a gente começa a se preocupar.

Paty: Agora, tem especifico na hora da escolha das meias, porque tem gente que vai compra ah, não sabe qual o tamanho ideal que deve usar, se tem que usar compressão média, tem fraca, média e forte...?

Dr. Alexandre: Essa pergunta é importantíssima e pega num ponto crucial da doença em si. Então, eu vou falar sem falar marca nenhuma de meia de uma forma genérica e que vale para todas, então meia elástica existe de várias compressões a gente separa normalmente em três grupos que é meia, leve e alta compressão, média e alta compressão são meias de indicação médica teoricamente não é para conseguir comprar uma meia dessas sem uma receita, porque elas possuem contraindicação e tem que ser avaliado se o paciente tem ou não essa contraindicação para usar a meia. Meia de leve compressão não, não tem essa obrigação, mas tem um porem muito grande ai, existem diversas marcas no mercado e existem diversas pernas no mundo, então existem pernas com panturrilha larga, canela fina o contrário canela larga, panturrilha mais fina e o princípio básico da meia elástica é uma compressão graduada então ela vai comprimindo mais embaixo e menos em cima. Se a gente usa uma meia genérica que teoricamente serviria em toda perna e um paciente com uma perna diferente do outro vai ter uma atuação diferente, como que funciona isso? Então, para comprar uma meia elástica sua perna tem que ser medida, então tem que se usar uma fita métrica e medir a circunferência da panturrilha, do tornozelo no mínimo e procurar a meia que se adapta a sua perna, então comprar uma meia ir na farmácia pegar uma meia da Stand porque é tamanho ‘p”, ‘m’, ou ‘g’ é certeza absoluta que vai estar usando uma meia que não é adequada no seu caso. Então, quem usa uma meia não adequada pode acontecer de tudo, desde não funcionar para nada até eu já vi até caso de trombose por causa de uso de meia inadequada.

Paty: ‘Nossa’ ‘gente’.

Dr. Alexandre: É ela forma um garrote aperta demais da conta e o sangue...

Paty:Em vez de ajudar, piora.

Dr. Alexandre: Exatamente. Então, eu não sugiro comprar em farmácia em casa de materiais médicos cirúrgicos normalmente, então obviamente eu estou generalizando aqui, o vendedor sabe medir a perna e ele vai usar uma tabelinha da marca da meia para identificar qual que é a meia que serve para aquela perna, esse negócio é tão importante que já existe a evolução que é o paciente entra num equipamento o scanner 3D que scaneia a sua perna e ai essa vai se procurar que serve para esse modelo de perna e se não tiver ele imprimi numa impressora 3D e vai imprimir a meia para essa pessoa. Então é o avanço esse...

Paty: Mas isso é só em lojas assim especificas.

Dr. Alexandre: Muito, muito, muito especificas. E eu acabo recomendando esse tipo de meia é só para quem tem uma perna muito fora do usual, porque quem tem uma perna mais comum é mais fácil encontrar meia no mercado.

Paty:Ok. Eu vou fazer uma pequena pausa agora para o intervalo, mas já, já a gente volta falando mais sobre varizes, Não sai daí. 

Paty: Estamos de volta com o programa Analise Direta, transmitido para o Brasil inteiro mais 55 países. Hoje nós estamos falando sobre varizes e vasinhos com o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular. A gente conversou ai sobre várias questões ai no primeiro bloco e eu ia perguntar da gravidez, mas tive que encerrar o bloco. Vamos conversar um pouquinho sobre a gravidez, ela pode provocar as varizes, os vasinhos?

Dr. Alexandre: Bom, a gravidez é um fator de piora importantíssimo, mas também quem engravida e não tem nada de varizes, por que? Porque a genética continua sendo um fator importante. Então, se a pessoa não tem o fator genético a probabilidade de ter varizes por causa da gravidez é pequena. Agora, quem tem a doença venosa, quem tem a genética e engravida a gravidez vai ser um fator de piora muito, muito importante, então, por que? Bom, a gravidez em primeiro lugar altera a questão hormonal da mulher assim abruptamente e com doses muito grandes de hormônio e o hormônio feminino ele atua diretamente na parede do vase e nas válvulas que fazem o retorno venoso, danificando essas válvulas, então existe o fator hormonal da gravidez para a piora das varizes, mas também tem o aumento da barriga e compressão das veias, isso também vai diminuir o retorno venoso que piora as varizes, também útero grande, bebê lá dentro, bebê precisa de sangue e vai haver uma competição de sangue entre a região pélvica da mulher e o útero e o bebê e essa competição também vai haver um roubo desse fluxo pelo sistema uterino também é um fator de piora.

Paty: ‘Nossa’ muitos fatores...

Dr. Alexandre: Muitos fatores. A mulher também quando está gravida ela caminha de forma diferente não sei se já percebeu, mas a mulher ela muda a maneira de pisar, essa maneira de pisar também muda a dinâmica da musculatura da panturrilha diminuindo o retorno venoso, então a gente soma vários fatores e a gravidez acaba sendo um problema grande para quem tem varizes, mas pelo amor de Deus, não deixem de engravidar por causa de medo de varizes, não é isso que eu estou falando, é só prevenir.

Paty: Com meias?

Dr. Alexandre: Existem meias adequadas para mulher gravida, então no início da gravidez são meias mais simples, depois tem as meias próprias para quem já está com a barriga.

Paty: Ah, eu usei ela tem, não sei se ainda é assim, mas ela é mais larga na barriga...?

Dr. Alexandre: Isso, isso, você se adaptou ao uso?

Paty: Super bem, melhorou bastante.

Dr. Alexandre: É diminui o inchaço e diminui a retenção venosa isso é muito importante, a barriga e o útero acaba comprimindo a veia cava, então tanto que uma das orientações para mulher gravida é não deitar virada para direita, deitar sempre virada para esquerda para o útero não cair em cima da veia cava e melhorar o retorno venoso, mas ai tem várias dicas, levantar o pé da cama, usar meia elástica, fazer exercício físico gravida pode e deve fazer, obvio que com acompanhamento adequado.

Paty: eu lembro que eu tive que usar essas meias na gravidez, tudo, tinha que colocar as pernas para cima antes de colocar as meias, ainda é assim ou as meias mudaram... a tecnologia?

Dr. Alexandre: Sim e não, eu acredito que há um desconhecimento e uma excesso de zelo com o uso da meia elástica. Então a meia ela tem... é mais fácil de colocar com a perna desinchada, então se você coloca a meia logo depois que acorda a sua perna está desinchada não tem que ficar com a perna para cima, ah eu levantei caminhei bastante, fiz minhas atividades, só depois vou colocar a meia, ai é bom ficar um pouquinho com a perna para cima diminui um pouquinho esse inchaço, depois colocar a meia. Mas isso tudo depende do grau da gravidade da doença quem tem uma doença muito grave que incha muito rápido é uma coisa, quem tem uma doença mais leve outra coisa, então quem não tem doença e que usa meia elástica? Que também existe isso ai são os fatores a falta de movimentação.

Paty: Aham, é a pessoa quando usa para prevenção ela não vai ficar com a perna inchada, então...

Dr. Alexandre: então, ano tem toda essa necessidade de ficar tanto tempo com a perna para cima, então vamos pensar assim, professor que fica muito tempo de pé, segurança, cirurgião também... fica muito tempo de pé.

Paty: Você usa?

Dr. Alexandre: Eu sou professor e cirurgião eu tenho que usar, então fica muito tempo de pé a gente não ativa a musculatura vai ter esse represamento ou retenção venosa, vai ter inchaço mesmo para quem não tem a doença então se é um paciente classe zero, ou seja, sem doença nenhuma, mas com sintomas da doença com dor e inchaço típico de quem tem doença venosa, mas sem a doença venosa esse paciente que se beneficiaria do uso profilático da meia elástica mesmo não tendo doença, obvio isso tem que ser avaliado caso a caso e converse com seu médico para avaliar se é necessário ou não.

Paty: Ah, é sempre bom conversar com médico antes...

Dr. Alexandre: Sempre, sempre, por que meia elástica tem contraindicação, quem tem uma doença arterial periférica, por exemplo, não pode usar a meia elástica.

Paty: Então não pode sair comprando e usando...?

Dr. Alexandre: Principalmente as mais apertadas, a gente pode até ser um pouquinho liberal com o uso da leve compressão, mas média e alta pelo amor de Deus não façam isso.

Paty: Muito perigoso...?

Dr. Alexandre: É.

Paty: Tem umas meias elásticas que são ¾, não?

Dr. Alexandre: Tem.

Paty: Isso é indicado ou não?

Dr. Alexandre: De novo vai depender de paciente para paciente, mas eu penso da seguinte maneira, “ah, a doença está na perna toda é indicado o uso de 7/8 ou meia calça, mas a musculatura da panturrilha continua sendo o principal sistema de bombeamento venosos, então se a gente consegue melhorar pelo menos a panturrilha já tem um benefício para o paciente mesmo se a doença dele é na perna toda, então se eu não consigo um paciente usar uma de 7/8, mas eu consigo uma de ¾ pode não ser o perfeito, pode ser no seu ideal, mas já vai ajudar, sabe aquela história do ótimo inimigo do bom? Às vezes a gente fica buscando a perfeição e não alcança nada.

Paty: Verdade, melhor fazer uma coisa boa do que nada.

Dr. Alexandre: Exatamente, exatamente.

Paty: E ai a pessoa fica pensando “ah, não, tem que ser tem que usar a meia inteira”

Dr. Alexandre: E ai acaba que não usa deixa no armário pendurada a meia elástica, isso é muito frequente, o paciente compra a meia usa duas, três vezes não se adapta ao uso...

Paty: é porque é incomodo...

Dr. Alexandre: Principalmente se a meia estiver mal adaptada, mal indicada e tem marcas de boas e ruins, então diferença de tecido tudo, então teste antes, então é muito frequente o paciente compra deixa no armário e não volta, ás vezes por vergonha até de falar para o médico “ó, doutor eu não consegui usar a meia” se você assume isso para o médico e passa o problema para mim, passa a ser um problema que eu tenho que resolver.

Paty: Melhor...

Dr. Alexandre: E ai vamos nos adaptar, uma meia de ¾ pode ser útil em determinados casos, pode não ser 100 por cento, mas poxa, se a gente ajuda 70 por cento já é alguma coisa.

Paty: Verdade, tem aquela 7/8 e aquela inteira também...

Dr. Alexandre: A meia calça, meia calça também, essa é mais difícil.

Paty: É sim, e ela é incomoda...

Dr. Alexandre: É.

Paty: Que era a que eu usava quando eu estava grávida, ela incomodava bastante. O verão ou o inverno, qual é a época... se isso existe, existe época em que piora a situação de quem tem..?

Dr. Alexandre: É, é interessante a relação da doença venosa com o verão e com o inverno por vários motivos, quem tem varizes quer ficar com a perna bonita para o verão e quem te varizes e quer operar quer operar no inverno, porque vai ter que usar a meia elástica e a meia elástica é quente e não quer fazer isso no verão, então primeiro que isso é um mito, dá para operar varizes em qualquer momento do ano ou tratar em qualquer momento do ano não precisa se preocupar com isso.

Paty: É só porque a meia é quente...

Dr. Alexandre: Porque a meia é quente, mas as meias atuais elas estão com tecido tão fino, tão fina que não tem razão para essa ser a limitação. Agora, o verão as pessoas costumam buscar mais o tratamento no verão porque começou a usar shortinho, começou a mostrar mais as pernas, começou a ver mais a veia e ai começa procurar o médico, e também o inchaço o inchaço aumenta no verão por causa do calor, retenção de liquido e às vezes faz essa associação, “ah, estou inchando por causa das varizes, mas é só no verão” às vezes não é só isso que está inchando pode ser distúrbio hormonal, quantidade de liquido que está tomando e várias outras razões, então primeiro, tem muito dessas conexão de verão e inverno, mas a maior parte é mito não precisa se preocupar com isso tratamento pode ser feito em qualquer momento.

Paty: Mas no verão a gente sente um pouquinho mais de cansaço nas pernas, é por causa da retenção de liquido ou...?

Dr. Alexandre: Retenção de liquido, o calor a gente acaba gastando um pouquinho de energia, tem vários fatores que influenciam.

Paty: O carregamento de peso muito peso, peso excessivo pode acarretar um problema ou a pessoa tem que ter a genética para piorar isso?

Dr. Alexandre: A genética tem que estar lá, tem muita gente que carrega muito peso e não tem problema nenhum, se não tiver a genética essa pessoa não vai ter problema nenhuma, mas fazer força aumenta a pressão venosa faz uma manobra chamada de manobra de valsalva, quando a gente comprime a barriga faz essa manobra de valsalva e ai aumenta a pressão no sistema venoso, para quem não tem doença isso ai não causa nada, mas quem tem pode ajudar ou favorecer um rompimento de uma válvula que seria então ai um início um desencadear da doença venoso.

Paty: O homem ou mulher, existe isso também ou é mito, quem tem mais tendência ater?

Dr. Alexandre: Essa pergunta é assim, todo mundo deve estar ouvindo “ah, é obvio que ele vai falar que é mulher”, mas não é tão simples assim. Primeiro, todos os trabalhos para avaliar se foi homem ou mulher que procurou um médico imagina que tem um viés ai da própria pesquisa, quem procura mais o médico por causa de varizes? A mulher sem dúvida nenhuma, porque ela já está preocupada com a estética antes da doença aparecer mais grave, o homem vai procurar quando o negócio já está catastrófico isso é natural...

Paty: Está doendo muito...

Dr. Alexandre: Exatamente. Isso é natural. Então, se a gente faz uma pesquisa cientifica eu abro uma mesinha falo, que venha todo mundo, quem vai vim? Vai vim mais mulher, agora, será que não tem um monte de homem em casa que não veio porque também não está preocupado com os pequenos vasinhos, perna peluda não enxerga, não vê e não está nem ai. Então, o certo para gente responder essa pergunta seria pegar um grupo de pessoas, então vamos pegar um estádio num show, não pode ser futebol senão é mais homem também, num show que tem homem e mulher e vamos examinar todo mundo e ver se a proporção é igual, alguns trabalhos que foram feitos nesse sentido que não chegaram em números muito grandes, mostraram que não tinha uma diferença muito grande entre homem e mulher, apesar disso, eu queria lembrar que os hormônios femininos são fatores de piora para doença venosa, então eu não respondi nem sim, nem não, dei uma volta inteira para falar que homem é mulher pode ser acometido pela doença.

Paty: É, mas esses hormônios femininos vem sempre... eles sempre acarretam um monte de...

Dr. Alexandre: Ah, não reclame dos hormônios femininos porque eles estão ajudando também a prevenir as doenças do coração e doenças ateroscleróticas, as doenças arteriais, a mulher tem muito menos do que o homem porque os hormônios estão protegendo, então tem o lado bom e o lado ruim da moeda.

Paty: Verdade. As pílulas podem acarretar um problema?

Dr. Alexandre: Podem, podem, mas não é para sair parando de tomar pílula, porque a gravidez também pode, então tem que colocar na balança o custo x benefício, se a pessoa não tem a genética não tem que se preocupar tanto, então converse sempre com o seu ginecologista, seu vascular que ele vai avaliar caso a caso para ver se é necessário parar com e pílula ou não.

Paty: Ok, eu vou chamar o intervalo mais uma vez daqui a pouco a gente volta falando mais sobre varizes, até já.

Paty: Estamos de volta com o programa Análise Direta, hoje nós estamos falando sobre varizes, eu estou conversando com o doutor Alexandre Amato, que é cirurgião vascular. Vamos falar um pouquinho sobre o tratamento?

Dr. Alexandre: Vamos, mas só um pouquinho, porque tem bastante coisa.

Paty: É, pois é, então a gente tem ai eu fiquei sabendo agora pela minha produtora que a gente tem 10 minutinhos finais, então a gente fala assim generalizado, depois a gente te convida a voltar para falar mais sobre o tratamento.

Dr. Alexandre: Maravilha.

Paty: Como é feito o tratamento hoje, quais são as formas que existem que a pessoa pode fazer?

Dr. Alexandre: então vamos lá, doença venosa tem várias classes desde a mais simples onde a estética onde é o que mais incomoda o paciente até as fases mais graves onde a ulcera venosa, feridas, então existe um tratamento para cada fase. Eu vou falar das fases mais comuns e mais frequentes são as fases iniciais da doença e mesmo assim ainda tem vários tratamentos e acredito que a grande dúvida e a validade aqui dessa entrevista é ouvir de todas essas técnicas e saber da existência delas para conversar com o seu médico. Então, primeiro lugar a gente tem que saber que varizes é uma doença benigna de evolução lenta e quem vários tratamentos o grande segredo está sem saber qual é o tratamento adequado para cada caso ou para cada pessoa, então se uma pessoa tem determinada varizes e outra tem o mesmo grau de lesão, mas são pessoas diferentes e com expectativas diferentes o tratamento pode ser completamente diferente, mesmo a veia sendo igual.

Paty: ‘Nossa’

Dr. Alexandre: Então, a expectativa também é importante entra dentro da expectativa se a pessoa tem um desejo estético, se a pessoa quer, não quer, pode ou não pode entrar num centro cirúrgico, se ela quer buscar as técnicas minimamente invasivas, existem técnicas que são cobertas pelo convênio, que não são cobertas, existem técnicas caras, existem técnicas mais baratas e a gente entender todo o contexto do paciente ajuda a encontrar o melhor tratamento.

Paty: Mas assim, os tratamentos tem aquela aplicação que se faz que deve ser bem doloridinha...

Dr. Alexandre: Não, não costuma ser a maior reclamação das minhas pacientes não costuma ser dores, existem técnicas para gente diminuir a dor da aplicação, então analgesia pelo frio é uma deles então a gente solta um jato de ar muito gelado menos 30 graus isso faz a pessoa sentir frio, mas não dor é bem interessante. Mas eu costumo dividir os tratamentos em três grupos, então, o tratamento clínico, o tratamento cirúrgico e o tratamento minimente invasivo ou as escleroterapias. Então, tratamento clínico da doença venosa consiste principalmente no uso da meia elástica, está cheio de medicamento no mercado esses medicamentos eles são bons para sintoma, então como se fosse um remédio para dor de cabeça, você trata lá o sintoma, mas não resolve a causa. A meia elástica atua um pouquinho diferente atuando na causa, mas ela não regride a doença, então a gente não pode usar a meia elástica e achar que a veia vai desaparecer porque usou a meia elástica, não, mas a gente estaciona a doença no tempo ela não progride. Os tratamento cirúrgicos, então existem vários desde a microcirurgia que são pequenos furinhos em que a gente retira essas veias até cirurgia grande como safenectomia onde a veia safena é retirada da perna se ela estiver doente ela não está fazendo benefício nenhum ela pode ser retirada, no método tradicional são corte cirúrgicos a gente tira essa veia através desses cortes cirúrgicos, mas tem a cirurgias menos invasivas, então o uso do laser ou da radiofrequência em que a gente faz um pequeno furinho atravessa com uma fibra ótica queima essa veia essa veia se fecha e ela é reabsorvida com o tempo é muito menos invasiva e a recuperação acaba sendo mais rápida. E quando a gente fala das técnicas as escleroterapias então, isso é debatido em tudo quanto é lugar, a espuma, então “ah, espuma como tratamento milagroso para doença venoso”

Paty:  eu nunca ouvi falar nisso.

Dr. Alexandre: Não?

Paty: Não. O que é?

Dr. Alexandre: Então, a espuma é muito utilizada nos países mais frios Europa principalmente, é um tratamento muito bom funciona. Então, você injeta essa espuma de uma substancia chamada polidocanol essa espuma vai causar tromboflebite naquela veia então, é uma trombose numa veia controlada do jeito que eu quero e isso com o tempo faz a veia fibrosar e fechar. Bom, mas tem as suas complicações também tem seus benefícios e seus riscos, então par aquém busca estética eu não acredito que seja uma técnica muito adequada tem um  risco muito alto de manchar a pele, não que as outras técnicas não tenha também tem, mas a gente tenta minimizar isso, então a espuma para as fases mais avançadas da doença onde já tem mancha, já tem ulcera pode ser indicado, então para as fases mais iniciais talvez não, mas para quem não quer o centro cirúrgico ou quer fugir das outras técnicas talvez seja adequado, então por isso que tem que conversar muito bem com o cirurgião vascular e a conversa não tem que ser só “ah, eu tenho essa doença essa veia é desse tipo e a única opção é essa?” não, eu tenho esse tipo de doença, tenho esse tipo de veia e eu tenho essa expectativa eu gostaria ou de fugir do centro cirúrgico ou gostaria de... não tenho problema em fazer várias sessões então isso tem que ser conversado. Dentro dessas técnicas de escleroterapia tem a radiofrequência, o laser transdermico também, todos eles aplicados sem a cirurgia com a capacidade de diminuir ou fechar até essas veias superficiais, obvio de novo depende do tamanho da veia, depende do paciente, depende do tipo de pele, que são muitas variáveis tem que ser avaliadas para indicar um tratamento correto.

Paty: Para quem está no comecinho da doença, que tem apenas alguns vasinhos e deseja fazer por causa da estética que é o caso de muitas mulheres, o laser é a melhor saída ou também pode ser a aplicação?

Dr. Alexandre: O laser é uma boa alternativa, mas não é a única então laser, escleroterapia, aplicação, glicose, crioglicose e várias outras substancias a termocoagulação, todas elas tem vantagens e desvantagens, eu acredito que se a gente usa o lado bom de cada técnica a gente consegue um resultado melhor, então quando a gente usa uma mescla de todas as técnicas então eu acerto a melhor técnica para aquele vaso, eu posso ter um resultado melhor, por que? O laser não é perfeito para todo tipo de veia, assim como a glicose não é perfeito para todo tipo de veia.

Paty: Ah, é? Ah, não sabia disso também. O tempo de tratamento varia muito?

Dr. Alexandre: Muito, muito, muito, varia da resposta do paciente ao tratamento isso a gente começa a ter uma ideia depois da primeira, segunda sessão, tem paciente que vai muito bem e tem paciente que é um pouquinho mais refratário ao tratamento ai a gente precisa ser ás vezes um pouquinho mais invasivo.

Paty: tem algum problema fazer essa cirurgia da retirada da safena, porque antes se dizia muito que não era recomendável porque se o paciente tiver depois algum problema no coração isso pode ser prejudicial porque ele não vai ter a safena, existe isso é mito ou verdade?

Dr. Alexandre: Isso era mais verdade antigamente e não virou mito, mas ficou um pouquinho mais longe da nossa realidade, porque antigamente não existia outro tratamento para as doenças cardíacas era ponte de safena e ponto final, se não tivesse a safena ia ter que dar um jeito, existem alternativas, mas hoje a cirurgia cardíaca está sendo tratado muito com stent, então cirurgias menos invasivas que não precisam da safena esse é um lado da história o outro lado da história é nós temos quatro safenas duas em cada perna então quando a gente trata uma eu ainda tenho outras três, então tenho um backup ali eu tenho uma segurança.

Paty: Quando a pessoa tem que fazer a cirurgia um pouco mais invasiva, qual é o tempo de tratamento quanto tempo ela tem que ficar ainda fazendo a manutenção em casa, quanto tempo ela vai demorar?

Dr. Alexandre: Depende da técnica a cirurgia tradicional costuma ser em torno de 15 dias, algumas pessoas isso acaba se prolongando até um mês, a cirurgias menos invasivas como laser, radiofrequência a recuperação é muito mais rápida, então como não tem grandes cortes como tem muito menos hematomas a recuperação é mais rápida e gira em torno ai de uma semana, mas de novo, depende de paciente para paciente tem paciente que em poucos dias já tinha retornado a atividade normal.

Paty: Ok, eu queria que você deixasse uma dica final para quem está assistindo a gente, se quiser passar o seu contato no facebook ou um site onde as pessoas possam fazer pergunta também... quem tiver alguma dúvida sobre o assunto, pode passar.

Dr. Alexandre: Ok, nosso site é www.amato.com.br e o da especialidade é www.vascular.pro, podem mandar perguntas que a gente responde sem problema nenhum. E a minha dica se eu for resumir tudo em uma dica só, mantenha-se ativo, faça exercício físico, não fique parado, ative a musculatura principalmente de membros inferiores e exercícios físicos com menos impacto melhor, acho que ´uma dica ai que vale genericamente para todo mundo.

Paty: Ok, muito obrigada então te agradeço muito pela presença, pela entrevista, obrigada.

Dr. Alexandre: Eu que agradeço.

Paty: E está convidado a retornar para a gente falar mais sobre o assunto, ok?

Dr. Alexandre: Maravilha.

Paty: E você que está em casa obrigada também pela audiência, não se esqueça de entrar na nossa página facebook.com/programaanalisedireta, você pode ir lá assistir essa edição outras edições do programa, você pode também mandar perguntas para nós que quando a gente trouxer o entrevistado aqui de novo a gente vai responder essas perguntas para vocês e agora vocês podem também participar de uma promoção é só você entrar na nossa pagina curtir, compartilhar e não se esqueça de clicar no botão quero participar, você vai concorrer num sorteio que vai ser feito que vai ser um kit de livros e cds de entrevistados que estiveram aqui no programa, ok? Então, um beijo e até a próxima, tchau, tchau. 

varizesveiasvenosoentrevistavideolasertratamento
Categorias: Medicina

Trombose Venosa Profunda (TVP)

Vascular Pro - sex, 10/30/2015 - 17:03

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.
 
 A palavra trombose, que tanto nos assusta, significa a coagulação, uma espécie de solidificação do sangue dentro dos vasos sanguíneos. Muitas pessoas confundem a trombose venosa com a arterial, ou seja, aquela que ocorre nos vasos responsáveis pela condução do sangue para nutrir as extremidades. Não é. A trombose venosa ocorre nos vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno do sangue ao coração e pulmões, depois de passar pelos tecidos de nosso corpo. Ao contrario da trombose nas artérias, a trombose venosa raramente é causa de amputação, ainda assim, está longe de ser doença benigna.
 
Complicações ligadas à trombose venosa:
 
Existem pelo menos duas complicações importantes, uma de curto prazo e outra de longo prazo ligadas a TVP. Na fase aguda (que dura alguns dias), pode ocorrer o deslocamento do trombo ou a formação de novo trombo a partir do local de formação (90% se inicia nas pernas) e este material viaja através do sistema venoso até causar a oclusão de um vaso no pulmão. Isto é chamado embolia pulmonar. Se a oclusão for múltipla ou em vasos pulmonares maiores, há risco de falência cardíaca, infarto pulmonar e até morte. Passada a fase aguda, o trombo na veia costuma se estabilizar e a chance de embolia pulmonar diminui drasticamente. Entretanto, se a trombose na perna não for tratada adequadamente, a dificuldade do retorno do sangue ao longo dos anos pode causar o represamento do sangue nessa perna e isso é a causa da segunda complicação, a chamada síndrome pós trombótica. Esta é caracterizada pelo inchaço crônico, sensação de peso ou dor de forma geral, escurecimento das pernas e, nos estágios mais graves, a abertura de feridas geralmente próximas aos tornozelos. Podendo demorar meses ou até mesmo anos para cicatrizar, essa síndrome é fonte considerável de sofrimento ao portador.
 
Qual a origem da TVP?
 
A TVP pode ocorrer sem um motivo aparente, mas a maioria (7 em cada 10) pode ser relacionada a algum fator de risco como:
·      Cirurgia recente, em especial as prolongadas, ortopédicas, por câncer e em pacientes acima de 40 anos
·      Traumatismos, principalmente associado a fratura
·      Câncer em atividade
·      Imobilização prolongada
·      Insuficiência cardíaca
·      Trombose venosa prévia
·      Gestação no último trimestre, e logo após o parto
·      Familiares (pais e irmãos) com TVP sem causa identificada
·      E a hospitalização. A TVP é uma das principais causas de mortalidade – não ligada à doença primária da internação durante a hospitalização – que é passível de prevenção
 
Quais são os sintomas da TVP ?
 
Um aspecto difícil com relação a esta doença é o fato de metade dos casos não apresentarem sintomas. Por outro lado, quando estes existem, em especial na presença de fatores de risco, devem ser valorizados. Dor em peso ou aperto associado ao inchaço em apenas uma das extremidades – que pode ser superior (braços), mas 90% dos casos envolvem os inferiores (pernas) – devem chamar a atenção para a possibilidade de TVP. Inchaços em ambos os lados sugerem outras causas, frequentemente sistêmicas como insuficiência cardíaca, renal, hepática, alterações da tireóide e outras.
 
Como se trata a TVP?
 
A TVP, quando diagnosticada e tratada precocemente, geralmente evolui bem, bastando o uso de anticoagulantes, que atualmente podem ser administrados por via injetável e/ou por via oral. O uso destes anticoagulantes diminui a chance das complicações como embolia pulmonar e síndrome pós trombótica, ou ao menos minimiza seu impacto. O tempo de tratamento pode variar de poucas semanas até indefinidamente dependendo de sua origem, e pode envolver mais do que um tipo de medicação ao longe desse tempo.
Com relação a viagens, a chance exata de desenvolver trombose não está bem estabelecida. Sabemos que não é muito frequente, mas os portadores dos fatores de risco e, particularmente, em viagens aéreas de longa duração devem receber atenção especial. Beber agua em abundância, movimentar-se de hora em hora e, eventualmente, utilizar meias de compressão são medidas interessantes e suficientes para a maioria dos viajantes.
 
Dica:
 
Se você tem dúvidas sobre a prevenção, diagnóstico ou tratamento de trombose, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre as melhores técnicas de investigação, prevenção e tratamento podendo, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.
 
A trombose venosa profunda é assunto recorrente aqui simplesmente pela sua importância e gravidade. 1 em cada 10 mortes em hospital ocorrem decorrentes da embolia pulmonar, sua principal complicação. Leia nossos outros artigos também:

 
Fonte: SBACV, Trombose Venosa Profunda. 2015

Tags: vascularvenosotrombose
Categorias: Medicina

Procedimentos que realizamos

Vascular Pro - ter, 10/20/2015 - 15:36

 

PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS

 

  • Flebografia do membro inferior (unilateral ou bilateral)
  • Flebografia do membro superior (unilateral ou bilateral)
  • Arteriografia ou angiografia cerebral
  • Arteriografia da aorta abdominal e dos membros inferiores
  • Arteriografia de membro inferior
  • Arteriografia de membro superior
  • Arteriografia do arco aórtico e dos seus ramos
  • Arteriografia ou angiografia hepática
  • Arteriografia ou angiografia mesentérica
  • Arteriografia brônquica
  • Arteriografia pélvica
  • Arteriografia ou angiografia pulmonar
  • Arteriografia ou angiografia renal
  • Cavografia inferior ou superior
  • Coleta venosa para dosagens hormonais
  • Angiografias para pesquisa de hemorragias digestivas
  • Pletismografia

 

 

 

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS

 

procedimentostratamentoslista
Categorias: Medicina

Prevenção do câncer de mama

Fertilidade - seg, 10/19/2015 - 19:13

Como é o passo a passo para fazer um autoexame em casa?

O autoexame deve ser realizado de 5 a 7 dias após o início da menstruação. Para as mulheres que não menstruam, escolher um dia do mês para realizá-lo.

  1. De pé, em frente ao espelho, observe as mamas com os braços abaixados: a pele, os mamilos, presença de retrações ou abaulamentos.
  1. Levante os braços e observe se durante o movimento ocorre alguma retração ou alteração da textura da pele. 
  2. Coloque as mãos na cintura,aperte com força e observe novamente se ocorre alguma alteração na pele.
  3. Coloque a mão esquerda atrás da cabeça e com as pontas dos dedos da mão direita vá palpando a mama esquerda. Inicie pela região próximo à axila e vá dedilhando da periferia em direção ao mamilo. Faça isso no sentido horário ou anti-horário, até que toda a mama tenha sido palpada.
  4. Aperte o mamilo e veja se ocorre saída de secreção.
  5. Repita os passos 4 e 5 na outra mama.

 

 A partir de quantos anos a mulher precisa fazer mamografia?

 

A partir dos 40 anos.

 

De quanto em quanto tempo?

 

Uma vez ao ano.

 

 Antes dos 40, também é preciso ficar atenta ao risco de câncer de mama?

 

Sim. Apesar de ser menos frequente, o câncer de mama pode afetar mulheres antes dos 40 anos. Porém a mamografia não deve ser realizada rotineiramente nessa população, a não ser em pacientes com alto risco para câncer de mama, conforme indicação médica.

 

Existe um grupo de risco para o câncer de mama?

 

Sim. Mulheres com parentes de primeiro grau, isto é, mãe, irmãos ou filhas com câncer de mama antes dos 45 anos; história familiar de câncer de mama em homem; vários casos de câncer de mama na família; câncer de ovário na família. Tais condições indicam que pode haver alguma mutação genética na família. Na dúvida, procure um ginecologista ou mastologista para aconselhamento.

Mas é importante frisar que apenas cerca de 10% dos cânceres de mama têm história familiar. Portanto, todas as mulheres devem fazer seus exames periodicamente. Lembre-se, o câncer de mama diagnosticado no início tem cura!

 

 

Priscila Beatriz Oliveros dos Santos

Ginecologista/Obstetra/Mastologista

CRM-SP 128.956

 

Tags: prevençãocâncermastologia
Categorias: Medicina

Quimioembolização hepática

Vascular Pro - sex, 10/16/2015 - 12:01
Quimioembolização hepática

A quimioembolização hepática intra-arterial é um procedimento endovascular minimamente invasivo, que ganha a cada dia mais importância no tratamento das neoplasias hepáticas (câncer de fígado). É indicado para pacientes com neoplasias hepáticas primárias e para tumores de outras localizações que afetem secundariamente o fígado (metástases), podendo ser realizada em conjunto com quimioterapia sistêmica ou tratamento cirúrgico beneficiando um extenso grupo de pacientes.
O objetivo do procedimento é diminuir o tamanho dos tumores hepáticos ou limitar seu crescimento. Desta maneira proporciona aumento da sobrevida e da qualidade de vida, dimuinindo os sintomas e, em alguns casos, permitindo que o paciente seja submetido a uma cirurgia curativa com ressecção da lesão neoplásica.
A quimioembolização atua combinando duas frentes de tratamento contra os tumores: a embolização e a aplicação intra-tumoral de quimioterápico. A embolização é a oclusão dos vasos sanguíneos que nutrem os tumores por micropartículas específicas, que ficam impactadas e obstruem permanentemente os microvasos dentro do tumor, levando à morte de suas células. Estas partículas são desenvolvidas para receberem as medicações quimioterápicas e as absorverem, liberando-as dentro do tumor com uma concentração até 20 vezes maior que pelas vias sistêmicas, assim diminui efetivamente a taxa de crescimento das células neoplásicas e evita os efeitos colaterais. O sucesso da técnica consiste na caraterística peculiar da circulação sanguínea hepática, que recebe sangue por duas vias, a artéria hepática e a veia porta. Desta maneira é possível ocluir as artérias que nutrem o tumor, mantendo a irrigação hepática para as células saudáveis.

O procedimento é realizado por equipe qualificada, e orientado por exames de imagem em ambiente especializado. Realiza-se uma punção arterial, com identificação das artérias que nutrem os tumores, seguido do cateterismo seletivo destes vasos e da injeção das micropartículas carreadas de quimioterápicos. Após o procedimento o paciente permanece em média 6 a 24 horas em observação, retornando em poucos dias às suas atividades cotidianas. Em torno de um mês após o procedimento já podemos avaliar os resultados por exames de controle e caso seja necessário é possível repeti-lo em busca de uma resposta completa.

A quimioembolização hepática segue crescendo sua atuação no tratamento das neoplasias no figado, isolada ou em conjunto com outros tratamentos e vem trazendo benefícios importantes aos pacientes no combate às neoplasias hepáticas.

endovasculartumortratamentoquimioterapiaembolização
Categorias: Medicina

Problemas da Coluna

Neurocirurgia - qui, 10/15/2015 - 10:21

Muitas pessoas se surpreendem ao serem encaminhadas para o Neurocirurgião quando estão com algum problema na coluna, especialmente para hérnias de disco. É bem comum o paciente procurar o ortopedista quando sente alguma dor na lombar, nas costas ou no ciático e, posteriormente são encaminhadas para o neurocirurgião. A coluna vertebral protege a medula e as raízes nervosas, estas comunicam o encéfalo com o resto do corpo. Assim como o neurocirurgião trata de doenças do crânio que atingem o encéfalo, trata também de doenças da coluna que podem ou não afetar as estruturas nervosas.

 

Leia mais sobre os problemas da coluna em:

 

Evolução ou Involução

 

Dor Lombar

 

Dor Cervical

 

Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

 

Protrusão de Disco

 

Hérnia de Disco

 

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

Fratura osteoporótica

 

Hemangioma de corpo vertebral

 

Procedimentos e Cirurgias:

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Bloqueios e Infiltrações para Dor na Coluna

Tratamento da Coluna por Radiofrequência

Cirurgia de Hérnia de Disco Cervical

Cirurgia de Artrodese da Coluna

Hérnia de Disco a Laser

Implante de Neuroestimulador para Dores Intratáveis

Cirurgia de Implantação de Espaçador Interespinhoso para Estenose de Canal lombar

Tags: colunaespecialista em colunaespondilolistesecervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunalombalgianervo ciáticodor na coluna
Categorias: Medicina

Problemas da Coluna

Neurocirurgia - qui, 10/15/2015 - 10:21

Muitas pessoas se surpreendem ao serem encaminhadas para o Neurocirurgião quando estão com algum problema na coluna, especialmente para hérnias de disco. É bem comum o paciente procurar o ortopedista quando sente alguma dor na lombar, nas costas ou no ciático e, posteriormente são encaminhadas para o neurocirurgião. A coluna vertebral protege a medula e as raízes nervosas, estas comunicam o encéfalo com o resto do corpo. Assim como o neurocirurgião trata de doenças do crânio que atingem o encéfalo, trata também de doenças da coluna que podem ou não afetar as estruturas nervosas.

 

Leia mais sobre os problemas da coluna em:

 

Evolução ou Involução

 

Dor Lombar

 

Dor Cervical

 

Ciático, ciática, ciatalgia, lombociatalgia…

 

Protrusão de Disco

 

Hérnia de Disco

 

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

Fratura osteoporótica

 

Hemangioma de corpo vertebral

 

Procedimentos e Cirurgias:

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Bloqueios e Infiltrações para Dor na Coluna

Tratamento da Coluna por Radiofrequência

Cirurgia de Hérnia de Disco Cervical

Cirurgia de Artrodese da Coluna

Hérnia de Disco a Laser

Implante de Neuroestimulador para Dores Intratáveis

Cirurgia de Implantação de Espaçador Interespinhoso para Estenose de Canal lombar

Tags: colunaespecialista em colunaespondilolistesecervicalestenosedor nas costashérnia de discomédico de colunaneurocirurgianeurocirurgiãocirurgia minimamente invasiva da colunalombalgianervo ciáticodor na coluna
Categorias: Medicina

Páginas

Subscrever Frases Fortes agregador - Medicina

Não perca Frases do Einstein selecionadas a dedo.

Conhece alguma frase legal? Envie-nos.

Vote agora nas frases e citações que você mais gosta.

delorean