Medicina

Fatores masculinos

Fertilidade - sab, 10/01/2016 - 15:41
Masculino

Tratamentos da Infertilidade e Procedimentos

Quando o objetivo é engravidar, estão tentando engravidar faz tempo e precisam de ajuda, a avaliação do casal infértil se faz necessário. Algumas vezes, o homem pode querer planejar seu futuro com o congelamento de espermatozóides e outras vezes o fator preponderante pode ser masculino, sendo necessário a realização de procedimentos para tratamento.

Tratamentos que o homem pode ser submetido para aumentar a possibilidade da gestação, ou procedimentos necessários para realização da fertilização in vitro:

tratamentomasculino
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Como enviar exames de imagem (DICOM) para seu médico

Vascular Pro - qua, 09/28/2016 - 16:10

Como enviar arquivos de imagem para o seu médico?
Em algumas situações pode ser que o seu médico peça para enviar os arquivos referentes às imagens de seu exame. Os exames médicos modernos são gravados em um tipo de arquivo próprio chamado DICOM, em CD ou on-line. Esse arquivo é bem diferente de arquivos .jpg, .png, .gif, etc., pois são arquivos que quando avaliados em programas específicos, chamados de “DICOM Viewer”, permitem que o médico utilize diversas ferramentas que aumentam a possibilidade do diagnóstico correto, fazendo medidas precisas.
Entre essas ferramentas, as mais importantes para a cirurgia vascular, são o 3D MPR e o MIP, que permitem que a junção de imagens em diferentes cortes obliquos e tridimensionais, determinando o exato local do problema e medindo as artérias para acomodar as endopróteses e stents adequadamente.
Além disso, nos arquivos DICOM existem centenas, as vezes milhares de imagens, muito mais do que nas chapas impressas.
Por este motivo, a maneira mais fácil de transferir essas imagens para o computador do medico é a partir de um DVD. No entanto, a internet pode e deve ser utilizada! Emails não são adequados, pois o arquivo DICOM costuma ser muito grande e ultrapassa os limites permitidos pela maioria dos servidores. Você pode gravar o DVD em seu computador (todos os arquivos são importantes) e, transferir os arquivos comprimidos utilizando programas ou sites que foram feitos para a transferência de arquivos “pesados”. Sistemas de armazenamento em nuvem como o “Dropbox” podem ser utilizados. Você grava os arquivos em uma pasta no seu Dropbox e depois escolhe compartilhar com o endereço de email do médico. Outros sistemas que podem ser utilizados são os que seguem:

É muito importante que os arquivos a serem transferidos sejam os DICOM e não jpg, .bmp, .gif, .exe, .png, etc.
 
DICA ANTES DE IR AO CONSULTÓRIO MÉDICO: solicite para o laboratório ou tente gravar as imagens DICOM em um DVD ou pendrive para levar à consulta, pois os arquivos são enormes e a internet brasileira ainda está bem aquém do ideal, com oscilações frequentes, o que dificulta o download desses arquivos no momento da consulta!

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Dissecção de Aorta - Dissecção Aórtica

Vascular Pro - seg, 09/19/2016 - 12:30

O que é a dissecção de aorta?
Aorta é o principal vaso sanguíneo que sai do coração e provê o fluxo sanguíneo para o resto do corpo. A aorta é dividida em seções: a aorta ascendente começa do coração e vai até o tórax em direção à cabeça. Seus ramos principais são as coronárias, que fornecem sangue para o coração, o arco aórtico que faz uma curva e libera seus ramos que suprem o cérebro e os braços, a aorta descendente faz seu caminho também no tórax e passa pelo pelos pulmões e diafragma, transformando-se na aorta abdominal. Os ramos da aorta abdominal fornecem sangue para os principais órgãos como o fígado, os rins, o estômago e os intestinos, assim como também para as pernas.
A Aorta é a maior artéria de nosso corpo. A sua parede tem várias camadas, sendo a camada mais interna chamada de “íntima”. Essa camada é feita principalmente de células chamadas endoteliais que estão em contato direto com o sangue. A camada do meio da parede da aorta é chamada de “média”, e contém células musculares e fibras elásticas, que permitem que a aorta contraia e expanda durante o ciclo cardíaco. A camada mais externa é a “adventícia”, esta camada consiste de um tecido conectivo que dá um suporte adicional para a aorta.
A dissecção de aorta é uma condição médica potencialmente fatal, que ocorre quando a camada interna a “íntima”, sofre um dano causando a separação da camada “média. O sangue vai fluir entre as camadas criando um canal que separa as camadas, chamado de dissecção. Você pode ouvir seu médico falar de falso lumem, implicando o que o sangue não deveria estar passando por ali, enquanto que o lumem verdadeiro, onde as camadas não foram danificadas é onde o sangue deveria passar.
A diminuição do fluxo sanguíneo para a aorta dissecada pode levar a danos nos órgãos, ou, devido à fragilidade da parede, pode romper a última camada que é a “adventícia”, a rotura que pode ser fatal.
A dissecção de aorta normalmente ocorre na parte torácica da aorta e pode envolver tanto aorta ascendente quanto a descendente, ou ambas. As dissecções podem ocorrer também na aorta abdominal e outras artérias do corpo, mas é menos frequente.
Existem duas diferentes classificações que são usadas pelos médicos para descrever a localização e a extensão da dissecção de aorta. A classificação de Stanford refere as dissecções tipo A ou tipo B. Tipo A significa que a dissecção envolve aorta ascendente e tipo B significa que envolve a descendente ou a aorta abdominal, sem afetar aorta descendente.
A classificação de Debakey distingue entre a dissecção tipo I, tipo II, tipo III. A tipo I envolve toda a aorta, a tipo II envolve a aorta ascendente somente; e a tipo III envolve a aorta ascendente e o arco aórtico. A dissecção aguda tipo A que envolve a aorta ascendente é uma emergência cirúrgica. É frequentemente fatal se não for detectada  rápida, com uma taxa de mortalidade de 1 a 2% por hora no primeiro dia e até 50% nas primeiras 48 horas, se não for tratada. A dissecção aguda tipo B, que envolve somente a aorta descendente não é tão grave quanto à tipo A, mas a sua mortalidade também é muito alta, em torno de 10% no primeiro mês e, por isso, o tratamento médico rápido é crítico em ambos tipos de dissecção.
Muitas pessoas não estão familiarizadas com a dissecção aórtica, porque ela é relativamente incomum, mas é importante estarmos conscientes das complicações e do desfecho que é fatal para irmos atrás do tratamento mais rápido possível. A sobrevivência é muito melhor se a dissecção for diagnosticada cedo e tratada com o tratamento clínico e cirúrgico que for necessário.
 
Quem tem risco de ter dissecção e o que causa a dissecção?
A dissecção aórtica ocorre em 5 a 30 pessoas a cada um milhão de pessoas, isso afeta tanto homens quanto mulheres de todas as idades, mas ocorre mais frequentemente em homens entre 60 e 80 anos. Os fatores de riscos mais importantes da dissecção são a hipertensão arterial (pressão alta descontrolada) e a aterosclerose, que é o endurecimento da parede das artérias.
Pacientes mais jovens podem ter outros fatores predisponentes, como doenças pré-existentes como aneurisma de aorta, válvula aórtica bicúspide ou lesões inflamatórias como as vasculites, que são as inflamações da parede dos vasos. Algumas condições genéticas também aumentam a chance de uma dissecção aórtica, essas doenças do tecido conectivo chamado colágeno incluem: a síndrome de Marfan, a síndrome de Ehler-Danlos e a síndrome de Loeys-Dietz. Outras mutações genéticas associadas com a dissecção de aórtica também foram identificadas. Na maioria dos casos múltiplos membros de uma família já apresentaram a dissecção de aorta ou aneurisma aórtico. Outras causas menos comuns de dissecção de aorta incluem levantamento de peso de alta performance e uso de cocaína.
 
Quais são os sinais e sintomas da dissecção de aorta?
A maior parte dos pacientes com dissecção de aorta apresenta dor torácica súbita e muito intensa em pontada ou em rasgada, particularmente nas dissecções envolvendo aorta ascendente tipo A. Nas dissecções de aorta descendente tipo B a dor pode ser um pouco mais atrás no tórax ou no abdômen, em ambos os tipos de dor ela é muito intensa e frequentemente descrita como a pior dor que o paciente já sentiu.
Outros sintomas causados pela diminuição do fluxo sanguíneo para os órgãos do corpo incluem o desmaio, náusea, vômito, sudorese, falta de ar ou dor nas pernas. O descontrole da pressão arterial também é muito frequente. A dissecção de aorta também pode causar um ataque cardíaco, uma falha do aguda do coração ou mesmo um acidente isquêmico do cérebro (AVC) por falta de fluxo sanguíneo no coração ou no cérebro. Infelizmente, o diagnóstico da dissecção de aorta pode ser atrasado em alguns casos que não tenha os sintomas típicos ou uma dor muito forte no peito.
Outros sinais de dissecção de aorta em incluem: sopro cardíaco, pulsos fracos nos pés e punhos e uma diferença grande de pressão arterial nos membros superiores direito e esquerdo.
 
Como que é feito o diagnóstico da dissecção de aorta?
Quando há suspeita de dissecção de aorta exames de imagem bem acurados devem ser feitos imediatamente em pronto socorro. Os exames de imagem vão determinar se a dissecção está presente e, se estiver, qual a extensão dela e quais partes da aorta estão envolvidas.
A localização da dissecção determina a urgência da situação e se será necessária cirurgia de emergência.
A tomografia computadorizada é o exame mais frequentemente usado e pode ser feito na maior parte dos hospitais, sendo muito precisa no diagnóstico e para avaliar as características da dissecção, como a localização e extensão. Uma vantagem da tomografia, é que os ramos da aorta também podem ser vistos muito bem e determinar se estão comprometidos. Algumas desvantagens incluem a necessidade de raio x (radiação) e é necessário o uso de um contraste endovenoso (nefrotóxico) e alguns pacientes podem apresentar alergia ou problemas renais.
A ecocardiografia ou simplesmente Eco, pode ajudar no diagnóstico da dissecção de aorta. O eco é um ultrassom do coração e da aorta. O Eco mais simples utiliza um ultrassom sobre o tórax e é chamada de ecografia transtorácica. Em alguns casos, o transdutor pode ser colocado através do esôfago para um exame mais detalhado, sendo chamado de ecografia transesofágica. A vantagem da ecografia é que ela pode ser feita no leito do paciente e os resultados são imediatos. A dissecção de aorta é diagnosticada se dois canais de fluxo de sangue são vistos separadamente por um por um flap (membrana). Ecocardiografia transesofágica da aorta próximo do coração, avaliando um tipo A, enquanto ecografia transesofágica olha a aorta torácica procurando por um tipo A e tipo B, e tem a vantagem adicional da imagem de conseguir ver a válvula aórtica do coração e se ela está doente.
A ressonância magnética também é precisa ao mostrar a aorta, mas não é um exame tão facilmente disponível nas emergências. Então, muito frequentemente, não é utilizada. Além disso, a ressonância magnética é um exame que leva muito mais tempo do que uma tomografia. Tempo que é essencial nessa doença.
 
Como dissecção de aorta é tratada inicialmente?
A dissecção tipo A ou da aorta ascendente, é considerada emergência cirúrgica, porque o paciente possui uma mortalidade muito alta, de 1% a 2 % por hora desde o início dos sintomas. Cirurgia aberta para a dissecção tipo A, normalmente envolve a troca dessa parte da aorta com uma prótese (tubo sintético). A mortalidade da cirurgia para o reparo da dissecção tipo A é alta, mas sem a cirurgia a mortalidade é maior ainda. Algumas vezes a válvula aórtica também precisa ser corrigida ou trocada.
A dissecção tipo B ou dissecção da aorta descendente é muito frequentemente tratada com medicamentos e observação, às vezes sem necessidade de cirurgia imediata. Pacientes são monitorizados bem de perto em uma unidade de terapia intensiva UTI e o tratamento médico consiste em um controle muito rígido da frequência cardíaca e da pressão arterial com medicamentos administrados dentro da veia. Os medicamentos incluem: beta bloqueadores, nitroprussiato, além de outras medicações para controle de dor.
Se uma dissecção aórtica tipo B descendente está complicada com a redução do fluxo sanguíneo para algum órgão vital, como um rim, perna ou fígado a cirurgia pode ser necessária. O tratamento endovascular com a colocação de um Stent é um procedimento menos invasivo onde uma endoprótese é colocada na aorta através de uma artéria da virilha.
Em casos raros, a dissecção tipo B pode causar aumento da aorta, formando um aneurisma que tem risco de ruptura. Nesses casos uma endoprótese endovascular também pode ser uma medida salvadora.
 
E como é a vida após a dissecção de aorta? Como a dissecção de aorta é tratada e monitorizada ao longo dos anos?
Após a dissecção de aorta o controle médico é para vida toda para prevenir problemas da aorta ao longo da vida. Vários especialistas diferentes estarão envolvidos no tratamento médico do paciente com dissecção de aorta no hospital: o cirurgião cardiotorácico, cirurgião vascular e cardiologista, o intensivista, e o angiologista.
Após a alta do hospital o controle ambulatorial deve ocorrer com pelo menos um médico experiente no controle da doença da dissecção aórtica. Inicialmente, a alta hospitalar será focada no retorno à vida normal, o que é muitas vezes uma experiência de quase-morte.
A recuperação física e psicológica pode ser difícil, e a reabilitação pode ser necessária. A condição médica mais importante a ser cuidada é a pressão arterial. A pressão arterial normal é de 120x80 mmHg e pacientes que têm dissecção de aorta tem que ter como alvo este valor. Beta bloqueadores são prescritos para abaixar a frequência cardíaca e a pressão arterial, reduzindo o estresse na parede a aórtica. Porém, muitos pacientes utilizarão mais medicações para controle da pressão.
A monitorização da aorta com exames de imagem seriados é muito importante, porque a aorta pode vazar ou a parede da aorta pode ficar fraca e acabar evoluindo para um aneurisma, que é a dilatação desse vaso. Essas complicações podem ocorrer muitas vezes sem sintoma nenhum e quase um terço dos pacientes vão necessitar de cirurgia posteriormente. A monitorização periódica da aorta pode ser feita com a tomografia ou ressonância magnética, dependendo da preferência do especialista e algumas situações específicas do paciente. Alguns especialistas vão solicitar a tomografia ou a ressonância magnética após 3 meses, 6 meses e 12 meses após a dissecção da aorta para avaliar o risco de crescimento da dissecção de aorta e a fraqueza da parede. Se tudo estiver parecendo bem e estável após os 12 meses os testes de imagem passarão a ser feitos anualmente, com a tomografia ou ressonância.
Pacientes com dissecção de aorta, podem ter aterosclerose ou placas ateroscleróticas de cálcio nas artérias, que podem necessitar tratamento médico adicional para reduzir o risco de um evento cardiovascular, como um infarto cardíaco ou um AVC, por isso o acompanhamento com o cardiologista também é importante. Medicação para afinar o sangue (aspirina ou outras) podem ser prescritas para reduzir esse risco. As estatinas também são prescritas para o controle do colesterol e para reduzir o risco do ataque cardíaco e do AVC. Parar de fumar é simplesmente essencial, a diabetes deve ser controlada e um peso normal deve ser mantido.
 
E sobre os meus familiares?
Pacientes com dissecção aórtica podem ser encaminhados para avaliação genética para identificar alguma causa hereditária, principalmente se muitos membros da família tiverem apresentado algum problema na aorta ou a dissecção envolver aorta ascendente. Mesmo se o teste genético formal não for feito, é recomendado que parentes de primeiro grau sejam rastreados para doenças da aorta. Isso pode ser feito facilmente com o ecocardiograma ou ultrassom da aorta abdominal.
 
Quais as ações devem ser tomadas após a dissecção de aorta?
Exercício físico é importante para todo mundo. Adultos devem focar em pelo menos 30 minutos diários de exercício saudável. Caminhar é uma boa maneira de começar. Um objetivo de 10 mil passos por dia, exercícios leves ou moderados não são problema para dissecção de aorta, mas atividades envolvendo esforço extremo ou máximo devem ser evitados, assim como esportes de contato, exercícios extenuantes, exercícios isométricos, como flexões abdominais, levantamento de peso. Sobre-esforço pode aumentar a pressão arterial e consequente o estresse na parede da aorta, aumentando riscos. É importante que pacientes que sobreviveram a uma dissecção da aorta conversem bastante com seus médicos, sobre seus planos de exercício e a quantidade de peso que é saudável e seguro para se levantar. Uma boa regra e simples é: se alguma coisa não pode ser levantada dez vezes seguidamente então, provavelmente, está muito pesado. Além disso nenhum exercício deve ser feito até o ponto de exaustão.
 
Resumindo, a dissecção de aorta não é tão frequente. É causa de dor no peito e pode ser fatal. Os sintomas incluem: dor extenuante muito forte e a localização depende de que parte da aorta foi afetada. O diagnóstico precoce da dissecção de aorta é importantíssimo para aumentar a chance de sobrevivência. Cirurgia de emergência é sempre necessária para dissecção aórtica tipo A, enquanto tratamento clínico pode ser feito nas dissecções tipo B não complicadas. O controle da pressão arterial é o ponto mais importante do tratamento da dissecção da aorta, principalmente na fase crônica. O controle durante a vida toda por imagens e consultas frequentes ambulatoriais são necessários para monitorar complicações e um possível crescimento de um aneurisma tardio após a dissecção aórtica.
 
 
Leia mais:
O que é a dissecção de aorta?
Aneurisma de aorta abdominal.

Tags: arterialaortadissecção
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Termoablação Endovenosa

Vascular Pro - seg, 09/05/2016 - 14:20

Termoablação endovenosa – radiofrequência e laser da veias safena.

 

Pacientes com veias varicosas grandes, normalmente tem o que se conhece como refluxo, onde as válvulas venosas deixam de funcionar e o sangue passa a mover-se na direção errada, em direção aos pés. Isso resulta num acumulo de sangue nas pernas que pode lesar a vários sintomas que incomodam bastante, como, dor, inchaço e cansaço nas pernas, também pode levar a mudanças na pele, na perna e tornozelo, no pior caso a mudança da pele pode ser a abertura de uma ferida chamada úlcera. O cirurgião vascular pode identificar quais veias possuem refluxo examinando-as através do ultrassom.

Muito embora os pacientes procurem ajuda médica por causa das veias visíveis e saltadas na pele o ultrassom muitas vezes mostra que a raiz do problema venoso está mais profundamente nas pernas e não são visíveis olhando as veias, isso pode ser confuso para os pacientes que apenas vêem as veias superficiais e é muito frequente que o ultrassom mostre refluxo em duas veias mais frequentemente, a safena magna que é veia que corre na parte interna da perna ou safena parva que é a veia que corre na panturrilha.

Ao fazer um exame de ultrassom nós podemos determinar se o sangue está se movendo para cima ou para baixo nessas veias e enchendo as veias varicosas, o objetivo é remover ou fechar esse problema venoso de modo que o sangue seja redirecionado para as veias saudáveis e em direção ao coração.

Um dos tratamentos mais efetivos para o refluxo da veia safena é a termoablação endovenosa.

Muitas pessoas se preocupam com o fato de fechar a veia safena, que isso pode influenciar negativamente na sua circulação, mas isso está muito longe da verdade, a maior parte do nosso fluxo sanguíneo se faz através das veias mais profundas, veias que estão entre a musculatura da perna, toda vez que nós movemos as pernas os nossos músculos se contraem e espremem as veias de modo que o sangue é empurrado (bombeado) para cima em direção ao coração.

O tratamento da veia safena, não muda a direção das veias profundas, na verdade, ao fechar essas veias superficiais acaba ajudando as veias profundas a fazerem o seu trabalho, isso ocorre porque quando temos refluxo na veia safena o sangue acaba voltando para as pernas e essa quantidade maior de sangue começa a sobrecarregar o sistema venoso profundo, é como se fosse um barco com um buraco, toda vez que você tira água ele volta se encher. Então, ao fechar as veias safenas e fechando o refluxo das veias safenas, nosso sistema venoso profundo tem menos sangue para bombear e pode funcionar melhor.

Por mais de 100 anos o único tratamento existente para a veia safena era um procedimento chamado stripping, que é a cirurgia tradicional, o stripping nada mais é que um arrancamento da veia, por causa do modo como é feito o arrancamento da veia tem a recuperação mais prolongada, houve varias tentativas de minimizar o procedimento e faze-lo menos invasivo. Em 1999, a energia da radiofrequência foi usada pela primeira vez para tratar a veia safena por dentro e logo após o laser foi utilizado da mesma maneira. Essas duas técnicas são chamadas de termoablação endovenosa e são os métodos mais comumente utilizados para tratar a veia safena hoje em dia.

Ao usar um cateter ao invés de técnica cirúrgica, esses procedimentos se mostraram muito mais eficazes e menos invasivos do que a cirurgia tradicional, comparando com a cirurgia tradicional a termoablação endovenosa é menos dolorosa, mais rápida, sem cicatrizes ou com menos cicatrizes, permite ao paciente retornar a atividade normal quase que imediatamente, podendo ser feita de modo ambulatorial, com anestesia local e é mais barato, esse procedimento pode ser realizado em quase todos os pacientes que possuem  refluxo da veia safena e tem sido visto que ao longo prazo por mais de 5 anos, a efetividade desses tratamentos é tão boa ou melhor do que a técnica tradicional.

Termoablação endovenosa por radiofrequência

Existem diferentes técnicas que podem ser utilizadas na termoablação endovenosa. A primeira técnica é conhecida como a termoablação por radiofrequência, e é uma variação do procedimento que foi realizado há décadas atrás para tratar hemorroidas, esses sistema utiliza em cateter especializado venoso que emite ondas de rádio bem seguras, essa é uma frequência de rádio um pouco abaixo da rádio AM, ela vai esquentar e vai colapsar as veias doentes, fechando-as.

A primeira geração dos aparelhos de termoablação por termofrequencia, representaram um grande avanço no tratamento minimamente invasivo, apesar de suas limitações, desde então, a aparelhagem tem se desenvolvido e melhorado continuamente e agora apenas alguns minutos são necessários para esquentar e fechar permanentemente uma veia anormal, se você for fazer uma termoablação por termofrequencia, o seu cirurgião vascular vai limpar sua pele muito bem, depois colocar um anestésico na sua pele, o ultrassom é utilizado para visualizar a veia que vai ser tratada, uma pequena agulha é colocada na área da sua pele em que essa veia passa e através dessa agulha um cateter vai ser passado, esse cateter contem aparelhagem que emite a radiofrequência na sua veia, após isso será aplicado mais anestésico em volta de todo o trajeto da veia que vai ser tratado, de modo que você não sinta o calor gerado pelo aparelho. O fluido anestésico também age como uma camada de proteção do restante da perna do calor. Assim que o aparelho de radiofrequência é ligado, o tratamento leva alguns minutos para ser completado, a maior parte dos cirurgiões vasculares vai pedir que você utilize a meia de compressão elástica após o tratamento e que ande com frequência. As complicações do procedimento são raras, você pode e deve conversar com seu cirurgião vascular; a maior parte dos pacientes volta as suas atividades normais dentro de um dia e descobrem que é fácil encaixar o tratamento no meio de suas vidas atribuladas, resolvendo as veias doentes. Logo após o procedimento ou numa consulta posterior, o seu cirurgião vascular pode realizar um outro procedimento para a retirada das veias dilatadas na pele ou as veias reticulares. Muitas vezes entretanto, o tratamento da veia safena é realizado primeiro como um passo inicial para depois ter sucesso no tratamento das outras veias.

Termoablação endovenosa por laser.

 

Outra técnica de termoablação endovenosa faz o uso da energia luminosa proveniente do laser, este procedimento é chamado de termoablação endovenosa por laser e envolve a passagem de uma fibra ótica dentro da veia e o aquecimento dessa veia por intermédio da energia do laser, o procedimento é muito similar ao da radiofrequencia, utilizado um ultrassom para visualizar a veia é feito uma punção e através dessa punção é passado um cateter introdutor e dentro desse cateter introdutor a fibra ótica, após o posicionamento do laser é feito o anestésico em volta da veia e é necessário alguns minutos para realizar o tratamento após o laser ser colocado em posição. Com o tempo nós temos mais dados sobre a efetividade de longo termo das técnicas de tratamento endovenoso, mas novas técnicas continuam sendo desenvolvidas para um dia substituírem a termoablação por laser e radiofrequencia.

Atualmente tem se estudado a possibilidade de destruir as veias doentes com o vapor ou um dano mecânico na parede do vaso e a cola para o fechamento das paredes, esses sistemas que ainda estão em estudo podem mostrar as vantagens sobre o tratamento convencional e a termoablação, mas ainda necessitam muito mais investigação. O que é importante para você e para o seu cirurgião é que os pesquisadores continuam constantemente trabalhando para melhorar as possibilidades de tratamento e prover mais opções para você.

Novidades no tratamento de termoablação endovenosa, revolucionaram o tratamento do refluxo venoso e das veias varicosas, essas técnicas são seguras, efetivas, mais baratas, menos dolorosas e possibilitam um resultado estético melhor do que quando realizado com a cirurgia tradicional, embora não seja o objetivo principal. Independente do tipo de tratamento, você terá um melhor resultado, se você retornar periodicamente para realizar o ultrassom e exame físico seguido do procedimento, de modo que o seu cirurgião vascular possa minimizar as chances de aparecimento de mais veias doentes.

 

 

Leia mais:

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Aplicação e Escleroterapia

Vascular Pro - dom, 09/04/2016 - 12:09
Escleroterapia para deixar as pernas bonitas

O que é escleroterapia ?

A escleroterapia, também chamada de "aplicação" ou até mesmo de  "queimar vasinhos" é um procedimento médico realizado para o tratamento de vasos sanguineos dilatados ou mal formações, ou seja varizes nos mais diversos tamanhos. Na maior parte dos casos tem o objetivo estético, porém também é utilizado como tratamento da doença.
Um liquido, espuma, laser ou termocoagulador é utilizado como esclerosante, injetado ou aplicado sobre a veia, causando uma alteração nas células do vaso fechando-o. Quando o liquido ou espuma continua na circulação e atinge vasos maiores é diluido pelo sangue e perde seu efeito. O laser funciona apenas em um comprimento de onda, ou seja, ele possui um alvo, no caso a hemoglobina das células vermelhas. Ao atingir a hemoglogina, aumenta a temperatura local, a ponto de ebulição, fechando o vaso por causa do calor.

Como é feita a escleroterapia ?

É um tratamento sem necessidade de cirurgia, e, portanto, feito em consultório. Os "vasinhos" são tratados com a aplicação de medicamentos esclerosantes nas veias alteradas, obstruindo o fluxo sanguineo. Essas veias doentes não são necessárias para a circulação, o sangue busca veias mais saudáveis para percorrer. Ao obstruir os vasinhos vermelhos, o aspecto estético das pernas melhora.
A escleroterapia será eficaz e não deve ser feita quando os vasinhos estão conectados as veias varicosas, suas nutridoras. Nesses casos, a microcirurgia deve ser indicada. O especialista capaz de identificar o problema e indicar o melhor tratamento é o cirurgião vascular.

O tratamento é doloroso?

Geralmente a dor é pequena ou ausente, com boa tolerância dos pacientes e minimizada com uso da termoanestesia, ou seja, diminuição da temperatura da pele. O frio diminui a sensibilidade à dor, e é aplicado com um jato de ar gelado.
 

Qual técnica de escleroterapia devo escolher?

A escleroterapia pode ser realizada com injeções, termocoagulação e laser. A escleroterapia quimica, conhecida como "aplicação" utiliza um líquido concentrado, o esclerosante que é injetado por microagulhas dentro dos vasinhos. O líquido mais utilizado é a glicose por sua segurança e eficácia. A glicose é aplicada congelada, próximo de 30 graus negativos. Nessa temperatura sua viscosidade aumenta, a dor diminui e a eficácia aumenta, essa técnica é chamada de crioescleroterapia. Na escleroterapia com espuma injeta-se, o polidocanol, substância esclerosante que já foi estudada como anestésico, em forma de espuma. A espuma apresenta densidade menor, mantém contato com a parede do vaso por mais tempo, empurrando o sangue, sendo mais eficaz em vasos maiores. A escleroterapia com laser elimina os vasinhos pela ação física da luz e calor
nas teleangiectasias. Cada técnica tem sua indicação e o cirurgião vascular é o especialista recomendado para escolher o melhor tratamento. As vantagens e desvantagens de cada técnica devem sempre ser consideradas, sabendo que não existe técnica perfeita, e sim, a melhor técnica para cada diferente vaso.

Qual o tempo de recuperação e os cuidados?

Após as sessões de escleroterapia pode-se ter vida normal, podendo voltar ao trabalho na mesma hora.
É muito importante que o paciente siga as orientações de pós escleroterapia do especialista, que podem variar de acordo com a técnica utilizada e calibre de veia tratada. O cirurgião vascular irá lhe dizer quando você pode retornar as atividades físicas, período sem tomar sol, uso de meias elásticas, cremes ou remédios necessários.

Vasinhos voltam?

A recidiva pode ocorrer, pois tratamos a consequencia, e não a causa da doença. Quando completa e corretamente tratada é normal a recidiva parcial em 1-3 anos, variando com o paciente e sua doença. A parte genética da doença ainda não tem cura, mas quando a insuficiência venosa é tratada, a velocidade de aparecimento de novos vasinhos e varizes diminui muito.

E os vasinhos do rosto e de outras partes?

As causas podem ser outras, porém o tratamento é semelhante. No rosto, o tratamento com laser ou termocoagulação é o mais eficaz.

Quantas sessões são necessárias?

O número varia muito entre os pacientes. Impossível precisar, dependendo da quantidade de vasos, expectativa de melhora, resposta ao tratamento, tolerância à dor, assiduidade e adesão às orientações pós escleroterapia. Alguns vasos desaparecem, outros diminuem e outros não respondem. Por isso é necessário novas sessões. Os intervalos entre as sessões devem ser em média de 15 dias.     

Efeitos colaterais esperados:
Ardência, coceira leve no local durando 12-24hs, pequenos hematomas por 3-15 dias
Efeitos colaterais indesejáveis:
Alergias, coágulos nos pequenos vasos (que devem ser puncionados), hiperpigmentação local (rara), ulceração (rara)

CUIDADOS GERAIS
Não queimar-se ao sol até o desaparecimento completo dos sinais (15-45 dias) e utilizar protetor solar;
Depilação, Massagem, Atividade Física são permitidos após 12-24 hs;
Faixas elásticas e meias elásticas - em caso de veias maiores podem ser necessárias e devem ser aplicadas pelo médico ao término da sessão e utilizadas por 1-6hs, não sendo necessário dormir com elas.

 

Veja entrevista como Dr Alexandre Amato:

 

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Safenectomia ou ponte de safena?

Vascular Pro - sex, 09/02/2016 - 15:50

Com cirurgia safenectomia (safenectomia) e o laser das safenas, como fica a situação quando precisa-se de uma ponte de safena?
 
A cirurgia de ponte de safena consiste na utilização da veia safena das pernas em outro lugar, mais frequentemente no coração, para substituir uma artéria entupida por aterosclerose. Então, o receio de se retirar a veia ou fazer o laser na safena para o tratamento de varizes é justificado. Como a veia safena magna é considerada o melhor substituto arterial, e pode ser usada em vários locais, a retirada dela impede seu uso futuro.  Apesar disso, a evolução de outras técnicas de tratamento permitiu o desenvolvimento de alternativas muitas vezes melhores.
Mas como é feito o tratamento das varizes se essa veia é tão importante?
Inicialmente, para as cirurgias cardíacas, técnicas alternativas de angioplastia e stents substituíram grande parte dos casos onde a ponte de safena era necessária. É um procedimento menos invasivo e com menos riscos. Além disso, safenas doentes já não eram utilizadas por não serem bons substitutos arteriais e a artéria mamária também pode ser utilizada. Na eventualidade de ainda precisar de um substituto venoso, outras veias do corpo ainda podem ser utilizadas, como as safenas parvas e as veias do braço.
Ou seja, veias doentes não são utilizadas para a cirurgia de ponte de safena, podem e devem ser retiradas em caso de insuficiência venosa. As técnicas tanto tradicional quanto o laser inutilizam a veia para uso futuro.
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: vasculararterialvenosopergunta
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Laser e Luz Intensa Pulsada

Vascular Pro - sex, 08/26/2016 - 15:53

Uma das tecnologias mais recentes e interessantes para o tratamento de telangiectasias e veias varicosas é o tratamento com laser. O mundo fica fascinado com o uso do laser na medicina, parece que o laser consegue apagar vários problemas médicos com o apertar de um botão, mas você já se perguntou o que o laser realmente é?
Sabe-se que a luz do sol é composta por várias diferentes cores de luz, se você olha essa luz solar através de um prisma você verá um efeito muito interessante que é quando um pequeno raio de luz é dividido nas diversas cores do arco-íris, sendo que cada cor do arco-íris é criada por uma luz de um diferente comprimento de onda.
Cada comprimento de onda permite que a luz penetre em uma profundidade bem particular do nosso corpo, atingindo diferentes tecidos. O termo LASER é um acrônimo que significa: amplificação da luz por emissão estimulada de radiação. Os lasers são uteis na medicina porque comprimentos de ondas individuais de cada luz podem ser focadas em um tecido particular e a radiação dessa luz irá esquentar e destruir somente esse tecido num processo chamado de termólise seletiva. Com esse conhecimento o campo do laser na medicina nasceu e lasers são então utilizados de várias maneiras, incluindo a destruição de células do sangue abaixo da pele, esticando a pele ao estimular a produção do colágeno ou aquecendo os folículos pilosos para remover pelos indesejáveis.
Alguns comprimentos de onda da luz de laser afetam as células sanguíneas, mas não a pele ou cabelo, outros lasers podem destruir pêlos, mas não células do sangue e a pele.
Luz Intensa Pulsada
A luz intensa pulsada é uma alternativa para o laser convencional e pode ser usada para tratar telangiectasias e veias varicosas de um modo similar. A diferença entre a terapia com laser e a luz intensa pulsada no tratamento das telangiectasias e veias varicosas é descrita abaixo.
Os especialistas em veias utilizam o laser de duas maneiras diferentes: para destruir as telangiectasias e veias reticulares visíveis embaixo da pele ou para destruir vasos mais profundos com o laser através de uma fibra ótica dentro dessa veia e então tratar a veia por dentro, fazendo com que eles se fechem. Tratamentos estéticos com laser são relativamente fáceis de fazer, mas requerem uma quantidade de planejamento, experiência, técnica, e responsabilidade muito grande, depois de uma ampla avaliação das telangiectasias e das veias reticulares abaixo da sua pele, o cirurgião vascular vai determinar qual das veias deve ser tratada com laser e qual laser irá servir melhor para determinado tamanho e localização de veia.
Telangiectasias e veias reticulares, normalmente requerem lasers com comprimentos de onda diferente, se você é propenso a hiper ou hipo-pigmentação que é a descoloração da pele ou a coloração com outros tons, seu especialista em veias pode recomendar um tratamento com cremes antes, se usado com antecedência isso pode prevenir a complicação chamada como hiper-pigmentação pós inflamatória, pergunte para o seu cirurgião vascular, se é indicado no seu caso. Seu tom de pele o uso de alguns medicamentos que aumentam a sensibilidade ao sol e o nível de atividade pode influenciar na decisão de usar um clareador de pele tópico.
Durante a sessão com tratamento com laser o cirurgião vascular irá direcionar o raio do laser sobre as áreas das veias indesejadas, o raio do laser vai ativar em milissegundos pulsos de luz que são detectados como flashes de luz, os pacientes necessitam usar óculos protetores para prevenir dano nos vasos sanguíneos dentro dos nossos olhos, os flashes do laser são sentidos na superfície da pele, a maior parte dos pacientes comparam a sensação como um estalar de um elástico na pele seguido de uma pequena queimação ou coceira, a superfície da pele fica vermelha e edemaciada na maior parte dos casos. O laser para tratamento estético de veias pode ser altamente efetivo se não houver insuficiência venosa associada. A associação com a crioanestesia, ou seja, a anestesia pelo frio não só protege a pele dos danos térmicos, como também diminui a sensibilidade a dor. A associação do laser com a escleroterapia e a crioanestesia, o CLaCs é técnica minimamente invasiva para tratamento das veias reticulares e teleangiectasias evitando a cirurgia.
Pacientes podem necessitar múltiplas sessões para limpar as áreas das veias indesejadas, a maior parte dos cirurgiões vasculares concordam que o tratamento das telangiectasias deve ser feito durante a vida toda  e que tratamentos adicionais em intervalos regulares durante a fase adulta, seu cirurgião vascular também pode recomendar o uso da luz intensa pulsada para o tratamento das veias superficiais, a luz intensa pulsada ou IPL, é um tratamento similar ao laser na ação e efeito, na prática ambos, o laser e o IPL, podem eliminar efetivamente as telangiectasias da pele.
Pergunte para o seu cirurgião qual o melhor laser ou IPL para você. Outra área muito interessante do uso do laser na medicina é conhecido como termoablação endovenosa por laser, essa técnica usa um laser especializado e fibras óticas para colapsar e destruir as veias mais profundas da perna e coxa. Assim como laser transdérmico para tratar telangiectasias e reticulares a termoablação por laser endovenoso é usado para aquecer e destruir veias bem especificas que tenha as válvulas não funcionantes, ao destruir essas veias com as válvulas danificas a circulação venosa melhora e o retorno do sangue é facilitado.
 
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: laseripllipluz pulsadavenoso
Categorias: Medicina

Laser e Luz Intensa Pulsada

Vascular Pro - sex, 08/26/2016 - 15:53

Uma das tecnologias mais recentes e interessantes para o tratamento de telangiectasias e veias varicosas é o tratamento com laser. O mundo fica fascinado com o uso do laser na medicina, parece que o laser consegue apagar vários problemas médicos com o apertar de um botão, mas você já se perguntou o que o laser realmente é?
Sabe-se que a luz do sol é composta por várias diferentes cores de luz, se você olha essa luz solar através de um prisma você verá um efeito muito interessante que é quando um pequeno raio de luz é dividido nas diversas cores do arco-íris, sendo que cada cor do arco-íris é criada por uma luz de um diferente comprimento de onda.
Cada comprimento de onda permite que a luz penetre em uma profundidade bem particular do nosso corpo, atingindo diferentes tecidos. O termo LASER é um acrônimo que significa: amplificação da luz por emissão estimulada de radiação. Os lasers são uteis na medicina porque comprimentos de ondas individuais de cada luz podem ser focadas em um tecido particular e a radiação dessa luz irá esquentar e destruir somente esse tecido num processo chamado de termólise seletiva. Com esse conhecimento o campo do laser na medicina nasceu e lasers são então utilizados de várias maneiras, incluindo a destruição de células do sangue abaixo da pele, esticando a pele ao estimular a produção do colágeno ou aquecendo os folículos pilosos para remover pelos indesejáveis.
Alguns comprimentos de onda da luz de laser afetam as células sanguíneas, mas não a pele ou cabelo, outros lasers podem destruir pêlos, mas não células do sangue e a pele.
Luz Intensa Pulsada
A luz intensa pulsada é uma alternativa para o laser convencional e pode ser usada para tratar telangiectasias e veias varicosas de um modo similar. A diferença entre a terapia com laser e a luz intensa pulsada no tratamento das telangiectasias e veias varicosas é descrita abaixo.
Os especialistas em veias utilizam o laser de duas maneiras diferentes: para destruir as telangiectasias e veias reticulares visíveis embaixo da pele ou para destruir vasos mais profundos com o laser através de uma fibra ótica dentro dessa veia e então tratar a veia por dentro, fazendo com que eles se fechem. Tratamentos estéticos com laser são relativamente fáceis de fazer, mas requerem uma quantidade de planejamento, experiência, técnica, e responsabilidade muito grande, depois de uma ampla avaliação das telangiectasias e das veias reticulares abaixo da sua pele, o cirurgião vascular vai determinar qual das veias deve ser tratada com laser e qual laser irá servir melhor para determinado tamanho e localização de veia.
Telangiectasias e veias reticulares, normalmente requerem lasers com comprimentos de onda diferente, se você é propenso a hiper ou hipo-pigmentação que é a descoloração da pele ou a coloração com outros tons, seu especialista em veias pode recomendar um tratamento com cremes antes, se usado com antecedência isso pode prevenir a complicação chamada como hiper-pigmentação pós inflamatória, pergunte para o seu cirurgião vascular, se é indicado no seu caso. Seu tom de pele o uso de alguns medicamentos que aumentam a sensibilidade ao sol e o nível de atividade pode influenciar na decisão de usar um clareador de pele tópico.
Durante a sessão com tratamento com laser o cirurgião vascular irá direcionar o raio do laser sobre as áreas das veias indesejadas, o raio do laser vai ativar em milissegundos pulsos de luz que são detectados como flashes de luz, os pacientes necessitam usar óculos protetores para prevenir dano nos vasos sanguíneos dentro dos nossos olhos, os flashes do laser são sentidos na superfície da pele, a maior parte dos pacientes comparam a sensação como um estalar de um elástico na pele seguido de uma pequena queimação ou coceira, a superfície da pele fica vermelha e edemaciada na maior parte dos casos. O laser para tratamento estético de veias pode ser altamente efetivo se não houver insuficiência venosa associada. A associação com a crioanestesia, ou seja, a anestesia pelo frio não só protege a pele dos danos térmicos, como também diminui a sensibilidade a dor. A associação do laser com a escleroterapia e a crioanestesia, o CLaCs é técnica minimamente invasiva para tratamento das veias reticulares e teleangiectasias evitando a cirurgia.
Pacientes podem necessitar múltiplas sessões para limpar as áreas das veias indesejadas, a maior parte dos cirurgiões vasculares concordam que o tratamento das telangiectasias deve ser feito durante a vida toda  e que tratamentos adicionais em intervalos regulares durante a fase adulta, seu cirurgião vascular também pode recomendar o uso da luz intensa pulsada para o tratamento das veias superficiais, a luz intensa pulsada ou IPL, é um tratamento similar ao laser na ação e efeito, na prática ambos, o laser e o IPL, podem eliminar efetivamente as telangiectasias da pele.
Pergunte para o seu cirurgião qual o melhor laser ou IPL para você. Outra área muito interessante do uso do laser na medicina é conhecido como termoablação endovenosa por laser, essa técnica usa um laser especializado e fibras óticas para colapsar e destruir as veias mais profundas da perna e coxa. Assim como laser transdérmico para tratar telangiectasias e reticulares a termoablação por laser endovenoso é usado para aquecer e destruir veias bem especificas que tenha as válvulas não funcionantes, ao destruir essas veias com as válvulas danificas a circulação venosa melhora e o retorno do sangue é facilitado.
 
 
Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Categorias: Medicina

Neuroendoscopia

Neurocirurgia - qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
Categorias: Medicina

Neuroendoscopia

Neurocirurgia - qui, 08/25/2016 - 13:17

A neuroendosocopia é um termo que se refere às neurocirurgias realizadas com o endoscópio, portanto englobam tanto as cirurgias da coluna vertebral como as cirurgias cranianas.

 

A principal diferença entre a cirurgia com endoscópio e a cirurgia convencional é que na endoscopia, o cirurgião consegue enxergar através de uma câmera acoplada ao sistema e pode "olhar" para qualquer direção a partir do canal de trabalho, com toda a nitidez de um monitor Full-HD (alta qualidade) e com a luminosidade ideal controlada através de um foco de luz também acoplado ao sistema. Portanto, o endoscópio pode ser utilizado em qualquer cirurgia que se deseje uma visão privilegiada de dentro de um orifício natural ou de um orifício criado pelo canal de trabalho.

 

Entre os procedimentos endoscópicos cranianos destacamos os seguintes:

1- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

2- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

3- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

1- Hidrocefalia

Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo, “bolsão” de líquido dentro do crânio, e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal. 

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um orifício no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e a hidrocefalia pode ser resolvida.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.

Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

2- Tumor de hipófise

Os principais tumores hipofisários são os adenomas, que se originam da glândula pituitária e são classificados de acordo com a função endócrina em secretores e não-secretores. Alguns destes tumores apresentam boa resposta com o tratamento medicamentoso, como é o caso dos prolactinomas. Os macroadenomas, tumores maiores que 10mm, que trazem sintomas e não respondem aos medicamentos devem ser tratados cirurgicamente. Atualmente, o melhor acesso à região da hipófise é por dentro da cavidade nasal com o uso do endoscópico. Instrumentos específicos são utilizados para abrir a sela túrcica, que é a porção óssea que acomoda a glândula pituitária. E, desta forma, realizar a ressecção dos tumores desta região.

 

3- Cistos Cerebrais

Os principais cistos cerebrais são: cistos aracnóides, cisto dermóide e epidermóide, cisto colóide e os cistos infecciosos. 

Geralmente os cistos cerebrais tornam-se sintomáticos por causarem compressão de estruturas neurológicas adjacentes a eles ou então por obstruírem a circulação liquórica e causarem hidrocefalia. 

Os sintomas podem ser: dor de cabeça intensa com vômitos, perda de consciência, perda visual ou outros sintomas neurológicos. O diagnóstico da hidrocefalia pode ser feito inicialmente com a tomografia computadorizada do crânio mas, os cistos são melhor avaliados pela Ressonância Magnética. 

A cirurgia endoscópica é de extrema valia em muitos desses casos, pois através de apenas um orifício no crânio, e mínima agressão ao encéfalo, alguns cistos podem ser ressecados (cistos colóides), outros cistos podem ser fenestrados (cistos aracnóides) e ainda é possível resolver a hidrocefalia através da ventriculocisternostomia endoscópica. 

 

Referências

Schmidek. Operative Neurosurgical Techniques. Saunders

Lewandrowski KU, Lee SH, Iprenburg M. Endoscopic Spinal Surgery. JP.

Khoo LT, Fessler RG. Microendoscopic Decompressive Laminotomy for the treatment of Lumbar Stenosis. Neurosurgery 2002.

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãoneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
Categorias: Medicina

Indução de ovulação e coito programado

Fertilidade - qua, 08/24/2016 - 12:14
Indução da ovulação

e coito programado

            Existem diferentes motivos que podem levar um casal a não conseguir engravidar. Uma mulher que apresente um ciclo anovulatório (que não produz óvulo) pode representar até um quarto desses motivos. Quando o período menstrual demora pelo menos 35 dias para se repetir (podendo demorar até seis meses), considera-se que a mulher não está ovulando ou que, pelo menos, a sua ovulação não está ocorrendo em todos os seus ciclos, tornando a concepção para ela um evento bastante improvável.

A ausência de ovulação ou a ovulação ocasional podem resultar da falha do funcionamento do ovário, de órgãos do sistema nervoso central ou de hormônios específicos; a medicina organiza essas falhas em três diferentes “padrões”. Isso é importante ser definido porque cada um desses padrões exigirá uma conduta diferente por parte do especialista, mas, em todos os casos, é possível proceder com a indução da ovulação por meio do uso de diferentes tipos de medicação.

A indução é um estímulo ovariano à produção de um folículo -  conjunto de células que poderá gerar um óvulo posteriormente. Esse processo de indução é diferente do que é feito com mulheres que normalmente ovulam mas que precisam ser estimuladas a produzir muitos folículos para serem utilizados em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. As medicações mais utilizadas são o clomifeno, os chamados agonistas dopaminérgicos, as gonadotropinas, os inibidores de aromatase, entre outros.

Após a indução da ovulação com a medicação mais apropriada deve-se buscar evidências de que o ciclo menstrual se tornou ovulatório. Isso pode ser feito pela observação de sua regularização (intervalo de tempo definido entre um ciclo e outro), pela identificação de aumento cíclico da temperatura corporal, pela realização de exames de imagem (ultrassom) e de laboratório (exames de urina e de sangue). O reconhecimento do período ovulatório guia o momento mais adequado para se ter relações sexuais buscando a concepção. O acompanhamento e controle após o estímulo também são importantes para medir sua intensidade e seu efeito da medicação de modo a evitar a ocorrência potencial de gestações múltiplas (estimulação de múltiplos folículos).

Vale destacar que mulheres que se submetem a esse tipo de tratamento não estão sob maior risco de desenvolver câncer de mama. O mesmo não pode ser dito em relação ao câncer de ovário, de modo que a orientação seguida é a de  limitar a terapia a longo prazo com certas medicações, como o clomifeno.

Este tratamento é seguro e há anos ajuda mulheres em todo o mundo a engravidar. Como todo tratamento médico, há indicações particulares para cada caso. Procure um médico atuante na reprodução humana para saber qual a melhor indicação para seu caso! 

 

Aonde fazer a avaliação inicial? Marque consulta com Dra Juliana Amato. Tel (11) 5053-2222

 

Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

coito programadoindução da ovulação
Categorias: Medicina

Indução de ovulação e coito programado

Fertilidade - qua, 08/24/2016 - 12:14
Indução da ovulação

e coito programado

            Existem diferentes motivos que podem levar um casal a não conseguir engravidar. Uma mulher que apresente um ciclo anovulatório (que não produz óvulo) pode representar até um quarto desses motivos. Quando o período menstrual demora pelo menos 35 dias para se repetir (podendo demorar até seis meses), considera-se que a mulher não está ovulando ou que, pelo menos, a sua ovulação não está ocorrendo em todos os seus ciclos, tornando a concepção para ela um evento bastante improvável.

A ausência de ovulação ou a ovulação ocasional podem resultar da falha do funcionamento do ovário, de órgãos do sistema nervoso central ou de hormônios específicos; a medicina organiza essas falhas em três diferentes “padrões”. Isso é importante ser definido porque cada um desses padrões exigirá uma conduta diferente por parte do especialista, mas, em todos os casos, é possível proceder com a indução da ovulação por meio do uso de diferentes tipos de medicação.

A indução é um estímulo ovariano à produção de um folículo -  conjunto de células que poderá gerar um óvulo posteriormente. Esse processo de indução é diferente do que é feito com mulheres que normalmente ovulam mas que precisam ser estimuladas a produzir muitos folículos para serem utilizados em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. As medicações mais utilizadas são o clomifeno, os chamados agonistas dopaminérgicos, as gonadotropinas, os inibidores de aromatase, entre outros.

Após a indução da ovulação com a medicação mais apropriada deve-se buscar evidências de que o ciclo menstrual se tornou ovulatório. Isso pode ser feito pela observação de sua regularização (intervalo de tempo definido entre um ciclo e outro), pela identificação de aumento cíclico da temperatura corporal, pela realização de exames de imagem (ultrassom) e de laboratório (exames de urina e de sangue). O reconhecimento do período ovulatório guia o momento mais adequado para se ter relações sexuais buscando a concepção. O acompanhamento e controle após o estímulo também são importantes para medir sua intensidade e seu efeito da medicação de modo a evitar a ocorrência potencial de gestações múltiplas (estimulação de múltiplos folículos).

Vale destacar que mulheres que se submetem a esse tipo de tratamento não estão sob maior risco de desenvolver câncer de mama. O mesmo não pode ser dito em relação ao câncer de ovário, de modo que a orientação seguida é a de  limitar a terapia a longo prazo com certas medicações, como o clomifeno.

Este tratamento é seguro e há anos ajuda mulheres em todo o mundo a engravidar. Como todo tratamento médico, há indicações particulares para cada caso. Procure um médico atuante na reprodução humana para saber qual a melhor indicação para seu caso! 

 

Aonde fazer a avaliação inicial? Marque consulta com Dra Juliana Amato. Tel (11) 5053-2222

 

Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

coito programadoindução da ovulação
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Fenômeno de Raynaud

Vascular Pro - ter, 08/23/2016 - 21:12

O que é o fenômeno de Raynaud?

O fenômeno de Raynaud também é conhecido como doença ou síndrome de Raynaud, é uma condição onde os vasos sanguíneos dos dedos ou dedos dos pés mudam de cor. O fenômeno de Raynaud tem esse nome por causa de um médico francês chamado Doutor Maurice Raynaud, que foi o primeiro a descrever essa condição.

No fenômeno os dedos das mãos ou dos pés podem inicialmente ficar brancos e depois azulados, principalmente em temperaturas frias, ao reaquecer os dedos dos pés e das mãos voltam para cor vermelha. A condição é normalmente referida como primária ou secundária.

O Raynaud primário é quando ele não está associado a ela uma doença ou outra causa que explique essa situação.

O Raynaud secundário é quando ele ocorre devido ao outro problema médico que possa causar o espasmo dos vasos sanguíneos.

Quando os dedos dos pés e das mãos são expostos a temperaturas frias os vasos sanguíneos normalmente sofrem uma constrição (contração, espasmo), ficam estreitos com o intuito de conservar a temperatura do corpo. Esse processo é chamado de vasoconstrição. No caso do Raynaud essa vasoconstrição é muito exagerada e é chamada de vasoespasmo, porque ele diminui dramaticamente a quantidade de fluxo sanguíneo.

Durante a fase branca nenhum fluxo sanguíneo está chegando para os dedos, por causa dos espasmos nos vasos, consequentemente os pequenos vasos vão dilatar e são preenchidos com sangue que não são oxigenados tornando os dedos azuis. Finalmente a fase vermelha ocorre porque há o aumento dramático da quantidade de fluxo sanguíneo que ocorre após a resolução do espasmo e ao tomar a temperatura quente.Nem todo mundo com um fenômeno de Raynaud presencia essas três fases de mudanças de cor.

 

Quem tem  risco de ter o fenômeno de Raynaud? O que causa o Raynaud?

O Raynaud é muito frequente em mulheres jovens. No geral as mulheres são afetadas 5 vezes mais do que homens e normalmente ocorre antes dos 30 anos de idade. A causa exata primária do fenômeno de Raynaud não é conhecido, ou seja, é idiopático.

A tabela 1 lista várias causas de Raynaud secundária, por exemplo, o Raynaud é muito frequente em pacientes com esclerodermia e também é visto em pacientes como lúpus sistêmico eritematoso, artrite reumatoide e outra doença autoimune ou reumatológica. Algumas medicações também podem causar o Raynaud secundário. O Raynaud secundário deve ser suspeito, se eu correr mais tardiamente na vida, principalmente em homens ou se os sintomas ocorrem somente em uma mão ou um pé.

 

Causa

Exemplo

reumatológica

esclerodermia

doença arterial

doença arterial periférica e tromboangeíte obliterante

doenças neurológicas e relacionadas

síndrome do túnel do carpo, AVC e desfiladeiro torácico

doenças do sangue

crioglobulinemia e mieloma múltiplo

trauma

uso de ferramentas que vibram, frostbite

doenças endócrinas

Hipotireoidismo

medicações

bloqueadores anfetaminas nas narcóticos, alguns quimioterápicos, estrogênio e clonidina

Tabela 1 -  Algumas causas de Raynaud secundário

 

Quais são os sinais e sintomas do Raynaud?

Um episódio típico de Raynaud começa com o aparecimento súbito de dedos frios e com a mudança de cor, os sintomas normalmente são provocados pela exposição a temperaturas mais frias ou estresse emocional, segurar um copo com um drink gelado ou pegar alguma comida congelada na geladeira, ou caminhar numa temperatura baixa ou no supermercado próximo das geladeiras abertas podem desencadear um episódio. Quando os dedos ficam brancos ou azuis, os sintomas podem incluir dor, desconforto, uma diminuição da sensibilidade, um formigamento, sensação de várias punções por agulhas ou uma sensação de frio muito intenso nos dedos. Na fase vermelha, pode sentir uma pulsação.

No Raynaud primário, os sintomas normalmente ocorrem inicialmente nos dedos e podem envolver apenas um ou dois dedos, depois pode aparecer em outros dedos, os dedões normalmente são poupados no fenômeno de Raynaud primário. Quase 40% das pessoas com Raynaud vão apresentar sintomas nos pés. No consultório médico o paciente pode aparecer completamente normal entre os episódios, embora você possa estar sentindo os dedos frios, a pulsatilidade pode estar normal.  Em um pequeno número de pessoas com um fenômeno de Raynaud primário, a pele pode estar um pouquinho espessada, mas feridas normalmente não ocorrem. No Raynaud secundário na pele pode estar anormal com áreas doloridas, cicatrizes ao mesmo gangrena dos dedos em casos raros, a frequência gravidade dos sintomas, podem ser muito piores nos pacientes com o fenômeno de Raynaud secundário.

 

Como fenômeno de Raynaud é diagnosticado?  

O fenômeno de Raynaud primário normalmente é diagnosticado com os sintomas. Os testes feitos em laboratório vascular, como ultrassom para medir o fluxo sanguíneo podem ser feitos, mas normalmente não são necessários, a não ser que tenha algum outro problema arterial, como uma doença arterial obstrutiva periférica ou pelo menos uma suspeita. Um teste chamado de microscopia capilar subungueal, mostra os pequenos vasos abaixo da unha sobre a visão microscópica, dependendo da situação testes sanguíneos podem ser solicitados para determinar se o fenômeno de Raynaud é primário ou secundário.

Um teste muito frequente de sangue, é o teste do anticorpo antinuclear. No Raynaud primário o anticorpo anti-nuclear é negativo ou normal entretanto ter um teste de anticorpo anti-nuclear positivo ou anormal, não necessariamente significa que existe uma doença reumatológica ou autoimune. Outros testes sanguíneos podem incluir a taxa de sedimentação de eritrócitos ou a proteína C reativa se houver suspeita de inflamação. Outros testes sanguíneos podem ser citados de acordo com sintomas de cada indivíduo.

 

Quais são os riscos do fenômeno de Raynaud?

O prognóstico para o Raynaud primário é excelente, além da chateação dos sintomas, não existem graves riscos na saúde no fenômeno de Raynaud primário, sendo as mudanças na pele e nos dedos bem raras.

Já no caso do Raynaud secundário, o risco de problemas de pele é maior, existe sempre o risco da doença que está causando o fenômeno de Raynaud.

Em alguns casos o paciente pode pensar que tem Raynaud primário, mas depois de alguns anos aparece uma doença autoimune.

 

Como o Raynaud é tratado?

Evitar a exposição a temperaturas frias é o mais importante aspecto do tratamento de Raynaud. O corpo inteiro deve ser mantido quente. Se uma causa secundária é encontrada, o tratamento deve ser direcionado a causa, por exemplo, se o Raynaud corre por uma medicação, deve-se parar a medicação, com acompanhamento médico, se possível para avaliar se os sintomas melhoram ou desaparecem. Se é encontrado uma causa na função tireoidiana, o tratamento com hormônio tiroideano pode ajudar. A tabela 2 lista várias maneiras de prevenir os episódios do fenômeno de Raynaud.

Muitas pessoas com Raynaud não necessitam de medicação e conseguem controlar os seus sintomas usando roupas quentes, evitando o cigarro, limitando o uso de cafeína e reduzindo o estresse.

Em casos graves a classe de medicação mais comumente prescrita são os bloqueadores de canais de cálcio como o nifedipina, embora outros vasos dilatadores também podem ser prescritos.

Ficar quente e evitar exposição ao frio, usar luvas e meias quentes, usar um protetor para segurar copos e canecas, garrafas frias, vestir várias camadas para manter o corpo quente, incluindo chapéu.

evitar meias e sapatos muito apertados

evitar o uso de ferramentas vibratórias

tomar muito cuidado com a sua pele, usar cremes hidratantes para prevenir  ressecar e machucar, inspecionar dedos regularmente para feridas

evitar fumar e exposição ao cigarro, a nicotina faz a contrição dos vasos

limitar o uso de cafeína, se isso piorar os seus sintomas, mudar para bebidas descafeinadas

revisar os medicamentos em uso, checar se alguma das medidas das medicações podem estar contribuindo para o Raynaud

reduzir o estresse

fazer exames físicos para reduzir o estresse, considerar yoga e meditação

uso de bloqueador de canal de cálcio ou outros medicamentos vasodilatadores indicado pelo médico no caso de sintomas graves

 

Tabela 2 - Prevenção e tratamento do fenômeno de Raynaud.

 

Resumo -  O fenômeno de Raynaud é muito comum, principalmente entre as mulheres. Os sintomas incluem as mudanças de cor nos dedos dos pés e das mãos, desencadeado pela exposição ao frio. No fenômeno de Raynaud primário nenhuma causa é encontrada, mas em pacientes com fenômeno de Raynaud secundário, pode ser devido a outras doenças. O mais importante no tratamento do fenômeno de Raynaud é evitar a exposição ao frio. Várias mudanças de estilo de vida podem reduzir a frequência de episódios e o bloqueador de canal de cálcio pode ser usado, se os sintomas forem muito graves.

 

 

Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Bibliografia: Ratchford, Elizabeth V, and Natalie S Evans. "Raynaud's Phenomenon." Vascular medicine (London, England) 20, no. 3 (2015): doi:10.1177/1358863X15579122.

 

Tags: vasculardoençareumatologia
Categorias: Medicina

Fenômeno de Raynaud

Vascular Pro - ter, 08/23/2016 - 21:12

O que é o fenômeno de Raynaud?

O fenômeno de Raynaud também é conhecido como doença ou síndrome de Raynaud, é uma condição onde os vasos sanguíneos dos dedos ou dedos dos pés mudam de cor. O fenômeno de Raynaud tem esse nome por causa de um médico francês chamado Doutor Maurice Raynaud, que foi o primeiro a descrever essa condição.

No fenômeno os dedos das mãos ou dos pés podem inicialmente ficar brancos e depois azulados, principalmente em temperaturas frias, ao reaquecer os dedos dos pés e das mãos voltam para cor vermelha. A condição é normalmente referida como primária ou secundária.

O Raynaud primário é quando ele não está associado a ela uma doença ou outra causa que explique essa situação.

O Raynaud secundário é quando ele ocorre devido ao outro problema médico que possa causar o espasmo dos vasos sanguíneos.

Quando os dedos dos pés e das mãos são expostos a temperaturas frias os vasos sanguíneos normalmente sofrem uma constrição (contração, espasmo), ficam estreitos com o intuito de conservar a temperatura do corpo. Esse processo é chamado de vasoconstrição. No caso do Raynaud essa vasoconstrição é muito exagerada e é chamada de vasoespasmo, porque ele diminui dramaticamente a quantidade de fluxo sanguíneo.

Durante a fase branca nenhum fluxo sanguíneo está chegando para os dedos, por causa dos espasmos nos vasos, consequentemente os pequenos vasos vão dilatar e são preenchidos com sangue que não são oxigenados tornando os dedos azuis. Finalmente a fase vermelha ocorre porque há o aumento dramático da quantidade de fluxo sanguíneo que ocorre após a resolução do espasmo e ao tomar a temperatura quente.Nem todo mundo com um fenômeno de Raynaud presencia essas três fases de mudanças de cor.

 

Quem tem  risco de ter o fenômeno de Raynaud? O que causa o Raynaud?

O Raynaud é muito frequente em mulheres jovens. No geral as mulheres são afetadas 5 vezes mais do que homens e normalmente ocorre antes dos 30 anos de idade. A causa exata primária do fenômeno de Raynaud não é conhecido, ou seja, é idiopático.

A tabela 1 lista várias causas de Raynaud secundária, por exemplo, o Raynaud é muito frequente em pacientes com esclerodermia e também é visto em pacientes como lúpus sistêmico eritematoso, artrite reumatoide e outra doença autoimune ou reumatológica. Algumas medicações também podem causar o Raynaud secundário. O Raynaud secundário deve ser suspeito, se eu correr mais tardiamente na vida, principalmente em homens ou se os sintomas ocorrem somente em uma mão ou um pé.

 

Causa

Exemplo

reumatológica

esclerodermia

doença arterial

doença arterial periférica e tromboangeíte obliterante

doenças neurológicas e relacionadas

síndrome do túnel do carpo, AVC e desfiladeiro torácico

doenças do sangue

crioglobulinemia e mieloma múltiplo

trauma

uso de ferramentas que vibram, frostbite

doenças endócrinas

Hipotireoidismo

medicações

bloqueadores anfetaminas nas narcóticos, alguns quimioterápicos, estrogênio e clonidina

Tabela 1 -  Algumas causas de Raynaud secundário

 

Quais são os sinais e sintomas do Raynaud?

Um episódio típico de Raynaud começa com o aparecimento súbito de dedos frios e com a mudança de cor, os sintomas normalmente são provocados pela exposição a temperaturas mais frias ou estresse emocional, segurar um copo com um drink gelado ou pegar alguma comida congelada na geladeira, ou caminhar numa temperatura baixa ou no supermercado próximo das geladeiras abertas podem desencadear um episódio. Quando os dedos ficam brancos ou azuis, os sintomas podem incluir dor, desconforto, uma diminuição da sensibilidade, um formigamento, sensação de várias punções por agulhas ou uma sensação de frio muito intenso nos dedos. Na fase vermelha, pode sentir uma pulsação.

No Raynaud primário, os sintomas normalmente ocorrem inicialmente nos dedos e podem envolver apenas um ou dois dedos, depois pode aparecer em outros dedos, os dedões normalmente são poupados no fenômeno de Raynaud primário. Quase 40% das pessoas com Raynaud vão apresentar sintomas nos pés. No consultório médico o paciente pode aparecer completamente normal entre os episódios, embora você possa estar sentindo os dedos frios, a pulsatilidade pode estar normal.  Em um pequeno número de pessoas com um fenômeno de Raynaud primário, a pele pode estar um pouquinho espessada, mas feridas normalmente não ocorrem. No Raynaud secundário na pele pode estar anormal com áreas doloridas, cicatrizes ao mesmo gangrena dos dedos em casos raros, a frequência gravidade dos sintomas, podem ser muito piores nos pacientes com o fenômeno de Raynaud secundário.

 

Como fenômeno de Raynaud é diagnosticado?  

O fenômeno de Raynaud primário normalmente é diagnosticado com os sintomas. Os testes feitos em laboratório vascular, como ultrassom para medir o fluxo sanguíneo podem ser feitos, mas normalmente não são necessários, a não ser que tenha algum outro problema arterial, como uma doença arterial obstrutiva periférica ou pelo menos uma suspeita. Um teste chamado de microscopia capilar subungueal, mostra os pequenos vasos abaixo da unha sobre a visão microscópica, dependendo da situação testes sanguíneos podem ser solicitados para determinar se o fenômeno de Raynaud é primário ou secundário.

Um teste muito frequente de sangue, é o teste do anticorpo antinuclear. No Raynaud primário o anticorpo anti-nuclear é negativo ou normal entretanto ter um teste de anticorpo anti-nuclear positivo ou anormal, não necessariamente significa que existe uma doença reumatológica ou autoimune. Outros testes sanguíneos podem incluir a taxa de sedimentação de eritrócitos ou a proteína C reativa se houver suspeita de inflamação. Outros testes sanguíneos podem ser citados de acordo com sintomas de cada indivíduo.

 

Quais são os riscos do fenômeno de Raynaud?

O prognóstico para o Raynaud primário é excelente, além da chateação dos sintomas, não existem graves riscos na saúde no fenômeno de Raynaud primário, sendo as mudanças na pele e nos dedos bem raras.

Já no caso do Raynaud secundário, o risco de problemas de pele é maior, existe sempre o risco da doença que está causando o fenômeno de Raynaud.

Em alguns casos o paciente pode pensar que tem Raynaud primário, mas depois de alguns anos aparece uma doença autoimune.

 

Como o Raynaud é tratado?

Evitar a exposição a temperaturas frias é o mais importante aspecto do tratamento de Raynaud. O corpo inteiro deve ser mantido quente. Se uma causa secundária é encontrada, o tratamento deve ser direcionado a causa, por exemplo, se o Raynaud corre por uma medicação, deve-se parar a medicação, com acompanhamento médico, se possível para avaliar se os sintomas melhoram ou desaparecem. Se é encontrado uma causa na função tireoidiana, o tratamento com hormônio tiroideano pode ajudar. A tabela 2 lista várias maneiras de prevenir os episódios do fenômeno de Raynaud.

Muitas pessoas com Raynaud não necessitam de medicação e conseguem controlar os seus sintomas usando roupas quentes, evitando o cigarro, limitando o uso de cafeína e reduzindo o estresse.

Em casos graves a classe de medicação mais comumente prescrita são os bloqueadores de canais de cálcio como o nifedipina, embora outros vasos dilatadores também podem ser prescritos.

Ficar quente e evitar exposição ao frio, usar luvas e meias quentes, usar um protetor para segurar copos e canecas, garrafas frias, vestir várias camadas para manter o corpo quente, incluindo chapéu.

evitar meias e sapatos muito apertados

evitar o uso de ferramentas vibratórias

tomar muito cuidado com a sua pele, usar cremes hidratantes para prevenir  ressecar e machucar, inspecionar dedos regularmente para feridas

evitar fumar e exposição ao cigarro, a nicotina faz a contrição dos vasos

limitar o uso de cafeína, se isso piorar os seus sintomas, mudar para bebidas descafeinadas

revisar os medicamentos em uso, checar se alguma das medidas das medicações podem estar contribuindo para o Raynaud

reduzir o estresse

fazer exames físicos para reduzir o estresse, considerar yoga e meditação

uso de bloqueador de canal de cálcio ou outros medicamentos vasodilatadores indicado pelo médico no caso de sintomas graves

 

Tabela 2 - Prevenção e tratamento do fenômeno de Raynaud.

 

Resumo -  O fenômeno de Raynaud é muito comum, principalmente entre as mulheres. Os sintomas incluem as mudanças de cor nos dedos dos pés e das mãos, desencadeado pela exposição ao frio. No fenômeno de Raynaud primário nenhuma causa é encontrada, mas em pacientes com fenômeno de Raynaud secundário, pode ser devido a outras doenças. O mais importante no tratamento do fenômeno de Raynaud é evitar a exposição ao frio. Várias mudanças de estilo de vida podem reduzir a frequência de episódios e o bloqueador de canal de cálcio pode ser usado, se os sintomas forem muito graves.

 

 





Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Categorias: Medicina

Infertilidade: causas e opções de tratamentos

Fertilidade - qui, 08/11/2016 - 20:05

Dificuldade para engravidar: causas e tratamentos

Em sua maioria, os fatores de infertilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções, alterações hormonais, sequelas de cirurgias ou traumas, doenças ginecológicas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

Porém, a infertilidade pode ser de caráter congênito ou hereditário, como a falta de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas.

É possível ainda a existência de causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja outras.

primeiro passo é procurar tratar as causas, especialmente quando a limitação não é congênita ou hereditária. Orientado por especialista, deve-se evitar exercícios pesados e desordens alimentares; através da correção de doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc; do consumo de multivitaminas e sais minerais e evitando doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que algumas podem causar a infertilidade.

Em alguns casos é preciso intervenção médica e a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade, entre eles: fertilização in vitro, inseminação intrauterina e indução da ovulação, por exemplo.

  • O método da fertilização in vitro (FIV), é reservado para mulheres que já tenham tentado outras formas de tratamento. Vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. Mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.
  • A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.
  • indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

As chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores (desde que a idade seja adequada e outros requisitos preenchidos), e é também reconhecida que a possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

 

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

infertilidadetratamentofemininodificuldade para engravidar
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Escleroterapia

Vascular Pro - qua, 08/10/2016 - 19:34

Escleroterapia: guiada ou não pelo ultrassom.

Um dos tratamentos das veias varicosas é a escleroterapia, que significa literalmente terapia do endurecimento da veia. Aqui no Brasil é conhecida como aplicação de vasinhos, e secagem de vasinhos, mas é uma técnica que pode também ser aplicada em veias maiores. Na veia doente é injetada uma substancia chamada esclerosante, que irrita a parede da veia, fazendo-a endurecer e eventualmente desaparecer, muitas vezes com o objetivo estético. A escleroterapia foi descrita inicialmente lá pelos idos de 1800 e desde lá houve muita evolução e melhoras para transformá-la no tratamento seguro e útil de hoje em dia. Enquanto os primeiros esclerosantes causavam muitos efeitos colaterais graves e os esclerosantes de 20 a 30 anos atrás eram desconfortáveis para a paciente, as medicações atuais são mais seguras e raramente causam efeitos colaterais. São bem confortáveis e geralmente produzem um excelente resultado estético.

Por muitos anos os cirurgiões vasculares puderam apenas usar a escleroterapia para tratar veias que poderiam ser vistas na superfície da pele, entretanto em 1989 tentou-se pela primeira vez utilizar o ultrassom para guiar a escleroterapia. E essa tecnologia avançou e tornou possível a identificação de todas as veias anormais, mesmo aquelas não visíveis na superfície da pele. Atualmente além do ultrassom utiliza-se a fleboscopia com a projeção de realidade aumentada na pele do paciente.

Alguns dos esclerosantes mais comuns incluem:

  • o polidocanol, originalmente foi desenvolvido como anestésico e é provavelmente o esclerosante mais utilizado no mundo, ele é confortável para o paciente, tem uma incidência baixa de reação alérgica e geralmente produz bons resultados estéticos, ele também pode ser diluído para produzir concentrações adaptáveis a qualquer diâmetro de veia, mas sendo um detergente ele também pode ser usado para criar uma espuma que é muito efetiva para ao tratamento de veias grandes varicosas
  • a glicerina é considerada off label, ela é bem espessa e normalmente é diluída com anestésico para ficar mais fina e fácil de injetar, a glicerina é confortável e efetiva para o tratamento de telangectasias com bons resultados.
  • a glicose hipertônica é muito utilizada no Brasil e funciona pela sua alta osmolaridade, causando o fechamento das veias após lesão do endotélio venoso. É a substância esclerosante mais segura, mas com um poder esclerosante baixo. Por isso sua associação com outras técnicas, como o laser transdérmico (CLaCs) e radiofrequência é bem interessante, aumentando efetividade sem aumentar riscos.
  • a espuma pode ser feita a partir de diversos esclerosantes, como  polidocanol e o sódio tetradecil sulfato. Muitos médicos começaram a produzir a espuma para aumentar a potência ou diminuir a quantidade de medicação necessária, quando o liquido esclerosante é injetado, ele automaticamente se mistura com o sangue na veia, ficando diluído. Isso resulta em uma concentração menor do que ele tem a oferecer. Então, mais medicação é necessária para conseguir a irritação necessária da parede da veia. Quando o esclerosante é injetado na forma de espuma ele não se dilui tão fácil e tão rápido, e é capaz de irritar a parede da veia mais efetivamente e com uma menor quantidade de esclerosante atinge o mesmo efeito. Sendo assim as veias fecham mais rápido e mais facilmente. 

Em adição aos melhores medicamentos e técnicas e avanços na escleroterapia com o objetivo de melhorar a sua efetividade, o mais importante desses avanços recentes foi o o uso do ultrassom para visualizar a veia durante a injeção da substância esclerosante. Essa técnica altamente especializada está sendo cada vez mais utilizada no mundo, permitindo que o cirurgião vascular trate precisamente qualquer veia, mesmo aquelas que não são visíveis na superfície da pele, ao verificar a imagem ultrassonográfica durante o procedimento, o médico pode se assegurar que  agulha está dentro da veia para injeção e também observar a medicação caminhar dentro da veia, monitorando a reação venosa ao tratamento. Quando as imagens do ultrassom são usadas para escleroterapia direta o procedimento é conhecido como escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa.

A escleroterapia é frequentemente realizada ambulatorialmente sem a necessidade de internação ou anestesia. Após o tratamento escleroterápico a maioria dos pacientes veste meia de compressão graduada ou um enfaixamento compressivo por um período de tempo que depende do tamanho, número e localização das veias que foram tratadas. É importante caminhar regularmente e logo após a realização da escleroterapia você pode sentir que as suas pernas ficam melhores ao caminhar. A maioria dos pacientes volta ao trabalho ou imediatamente ou no dia seguinte. Repetir a escleroterapia é geralmente necessário para tratar numerosas veias doentes.

A percepção visual do desaparecimento das veias normalmente começa algumas semanas após o procedimento ou podem levar alguns meses para se completar. A quantidade de sessões de escleroterapia que você pode precisar deve ser avaliada e determinada de modo aproximado pelo o seu cirurgião vascular em consulta médica, com os dados clínicos e exames subsidiários. Embora a escleroterapia seja um tratamento excelente para telangectasias e veias varicosas, ela não vai prevenir a formação e dilatação de novas veias. Apesar disso, como é um procedimento simples, a maioria dos pacientes não se incomoda de repetir o tratamento sempre que as veias aparecem e voltam a incomodar.

A escleroterapia é um excelente exemplo da combinação da ciência e arte da medicina, pois ela é baseada em fundamentos científicos sólidos, mas sua prática não deixa de ser uma arte. Hoje em dia, os cirurgiões vasculares são artistas médicos que escolhem uma ampla gama de medicamentos e técnicas para alcançar o melhor resultado para cada paciente. A escleroterapia deve ser indicada e realizada por médico profissional e competente

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

Tags: venosoveiaescleroterapia
Categorias: Medicina

Escleroterapia

Vascular Pro - qua, 08/10/2016 - 19:34

Escleroterapia: guiada ou não pelo ultrassom.

Um dos tratamentos das veias varicosas é a escleroterapia, que significa literalmente terapia do endurecimento da veia. Aqui no Brasil é conhecida como aplicação de vasinhos, e secagem de vasinhos, mas é uma técnica que pode também ser aplicada em veias maiores. Na veia doente é injetada uma substancia chamada esclerosante, que irrita a parede da veia, fazendo-a endurecer e eventualmente desaparecer, muitas vezes com o objetivo estético. A escleroterapia foi descrita inicialmente lá pelos idos de 1800 e desde lá houve muita evolução e melhoras para transformá-la no tratamento seguro e útil de hoje em dia. Enquanto os primeiros esclerosantes causavam muitos efeitos colaterais graves e os esclerosantes de 20 a 30 anos atrás eram desconfortáveis para a paciente, as medicações atuais são mais seguras e raramente causam efeitos colaterais. São bem confortáveis e geralmente produzem um excelente resultado estético.

Por muitos anos os cirurgiões vasculares puderam apenas usar a escleroterapia para tratar veias que poderiam ser vistas na superfície da pele, entretanto em 1989 tentou-se pela primeira vez utilizar o ultrassom para guiar a escleroterapia. E essa tecnologia avançou e tornou possível a identificação de todas as veias anormais, mesmo aquelas não visíveis na superfície da pele. Atualmente além do ultrassom utiliza-se a fleboscopia com a projeção de realidade aumentada na pele do paciente.

Alguns dos esclerosantes mais comuns incluem:

  • o polidocanol, originalmente foi desenvolvido como anestésico e é provavelmente o esclerosante mais utilizado no mundo, ele é confortável para o paciente, tem uma incidência baixa de reação alérgica e geralmente produz bons resultados estéticos, ele também pode ser diluído para produzir concentrações adaptáveis a qualquer diâmetro de veia, mas sendo um detergente ele também pode ser usado para criar uma espuma que é muito efetiva para ao tratamento de veias grandes varicosas
  • a glicerina é considerada off label, ela é bem espessa e normalmente é diluída com anestésico para ficar mais fina e fácil de injetar, a glicerina é confortável e efetiva para o tratamento de telangectasias com bons resultados.
  • a glicose hipertônica é muito utilizada no Brasil e funciona pela sua alta osmolaridade, causando o fechamento das veias após lesão do endotélio venoso. É a substância esclerosante mais segura, mas com um poder esclerosante baixo. Por isso sua associação com outras técnicas, como o laser transdérmico (CLaCs) e radiofrequência é bem interessante, aumentando efetividade sem aumentar riscos.
  • a espuma pode ser feita a partir de diversos esclerosantes, como  polidocanol e o sódio tetradecil sulfato. Muitos médicos começaram a produzir a espuma para aumentar a potência ou diminuir a quantidade de medicação necessária, quando o liquido esclerosante é injetado, ele automaticamente se mistura com o sangue na veia, ficando diluído. Isso resulta em uma concentração menor do que ele tem a oferecer. Então, mais medicação é necessária para conseguir a irritação necessária da parede da veia. Quando o esclerosante é injetado na forma de espuma ele não se dilui tão fácil e tão rápido, e é capaz de irritar a parede da veia mais efetivamente e com uma menor quantidade de esclerosante atinge o mesmo efeito. Sendo assim as veias fecham mais rápido e mais facilmente. 

Em adição aos melhores medicamentos e técnicas e avanços na escleroterapia com o objetivo de melhorar a sua efetividade, o mais importante desses avanços recentes foi o o uso do ultrassom para visualizar a veia durante a injeção da substância esclerosante. Essa técnica altamente especializada está sendo cada vez mais utilizada no mundo, permitindo que o cirurgião vascular trate precisamente qualquer veia, mesmo aquelas que não são visíveis na superfície da pele, ao verificar a imagem ultrassonográfica durante o procedimento, o médico pode se assegurar que  agulha está dentro da veia para injeção e também observar a medicação caminhar dentro da veia, monitorando a reação venosa ao tratamento. Quando as imagens do ultrassom são usadas para escleroterapia direta o procedimento é conhecido como escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa.

A escleroterapia é frequentemente realizada ambulatorialmente sem a necessidade de internação ou anestesia. Após o tratamento escleroterápico a maioria dos pacientes veste meia de compressão graduada ou um enfaixamento compressivo por um período de tempo que depende do tamanho, número e localização das veias que foram tratadas. É importante caminhar regularmente e logo após a realização da escleroterapia você pode sentir que as suas pernas ficam melhores ao caminhar. A maioria dos pacientes volta ao trabalho ou imediatamente ou no dia seguinte. Repetir a escleroterapia é geralmente necessário para tratar numerosas veias doentes.

A percepção visual do desaparecimento das veias normalmente começa algumas semanas após o procedimento ou podem levar alguns meses para se completar. A quantidade de sessões de escleroterapia que você pode precisar deve ser avaliada e determinada de modo aproximado pelo o seu cirurgião vascular em consulta médica, com os dados clínicos e exames subsidiários. Embora a escleroterapia seja um tratamento excelente para telangectasias e veias varicosas, ela não vai prevenir a formação e dilatação de novas veias. Apesar disso, como é um procedimento simples, a maioria dos pacientes não se incomoda de repetir o tratamento sempre que as veias aparecem e voltam a incomodar.

A escleroterapia é um excelente exemplo da combinação da ciência e arte da medicina, pois ela é baseada em fundamentos científicos sólidos, mas sua prática não deixa de ser uma arte. Hoje em dia, os cirurgiões vasculares são artistas médicos que escolhem uma ampla gama de medicamentos e técnicas para alcançar o melhor resultado para cada paciente. A escleroterapia deve ser indicada e realizada por médico profissional e competente

 



Autor: Prof. Dr. Alexandre Amato

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Tratamento Corretivo Da Doença Venosa

Vascular Pro - sex, 08/05/2016 - 14:45

Existem várias opções para o tratamento das varizes e vasinhos. Avanços tecnológicos recentes permitem que nós tratemos vasinhos e veias varicosas mais efetivamente e com mais segurança do que antes.

Você já deve ter lido sobre o tratamento conservador das veias varicosas e sobre os suplementos naturais para tratamento de varizes. Aqui vamos discutir os tratamentos que são considerados corretivos, ou seja, como remover ou fechar as veias anormais e fazer as veias varicosas e vasinhos desaparecerem.

A informação contida aqui não visa substituir a consulta com o cirurgião vascular. Todas essas decisões devem ser tomadas em conjunto com o seu médico.

Veias varicosas e vasinhos são conhecidas por causar dor, sensação de peso, fadiga e inchaço. Esses sintomas podem afetar a sua habilidade para passar um dia a dia normal.

Um dos problemas graves das doenças varicosas é a formação de coágulos no seu interior, causando a tromboflebite superficial, sangramento, ou mesmo úlcera nas pernas. Pessoas que sofrem desses problemas são candidatos mais imediatos ao tratamento corretivo. E os tratamentos mais comuns para os vasinhos e veias varicosas incluem a escleroterapia para vasinhos, tratamento com laser e luz; termoablação por laser endovenosa; escleroterapia guiada por ultrassom, para veias maiores; fleboextração e a safenectomia.

Na maior parte das vezes é necessário uma combinação de métodos.

Escleroterapia.

A escleroterapia pode ser usada para tratar tanto varizes quanto vasinhos e telengiectasias. Uma agulha é usada para injetar na veia uma substância especial chamada esclerosante. Esse esclerosante vai irritar a parede da veia causando um processo inflamatório que vai colapsar essa veia que, esperamos, seja absorvida pelo corpo.

A quantidade de sessões que você vai precisar é muito variável e depende do tamanho dos vasos, do número de vasos, do tipo dos vasos que devem ser tratados e a reação do seu corpo ao tratamento. Frequentemente os pacientes precisam de algumas sessões de escleroterapia. O procedimento é realizado em consultório médico de forma ambulatorial e não há necessidade de anestésico. Normalmente todas as atividades diárias podem continuar depois do tratamento como um dia normal. O uso de meias elásticas de compressão graduada pode ser necessário dependendo do tempo, do tamanho, do número e da localização das veias que foram tratadas.

Escleroterapia com laser e luz.

Uma grande variedade de tecnologias com laser e luz, como fontes de energia estão disponíveis hoje em dia. O laser e a luz como energia, foca calor dentro das veias que serão tratadas. Esse calor vai fazer a veia se selar e ser reabsorvida pelo corpo. O laser de superfície e a luz são geralmente utilizados para tratar vasinhos menores. E múltiplas sessões podem ser necessários. O tratamento com laser é feito em consultório médico e não requer anestesia. A atividade diária normal pode ser continuada logo após o tratamento.

Escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa

Também conhecida como escleroterapia guiada por ultrassom, a ablação química endovenosa é outro tratamento alternativo à cirurgia para remoção das veias varicosas. Durante o procedimento o cirurgião vascular injeta uma substância quimica irritante chamada esclerosante, dentro da veia, enquanto a injeção está sendo acompanhada por um ultrassom.

Isso permite que veias que estão abaixo da superficie da pele sejam tratadas com eficácia e segurança. A escleroterapia guiada por ultrassom causa um colapso e a veia sela e se fecha. Da mesma maneira que uma termoablação endovenosa e ela pode ser realizada com esclerosantes líquiodos ou em forma de espuma.

Este procedimento é realizado também em consultório, de modo ambulatorial e não requer anestesia. Após o tratamento é frequente a necessidade da compressão com faixas ou o uso da meia elástica de compressão graduada na perna tratada. É importante voltar a caminhar imediatamente após o procedimento e continuar as atividades diárias, incluindo o trabalho. Isso faz parte da prevenção.

Uma das vantagens da escleroterapia guiada por ultrassom é que ela pode ser utilizada para tratar qualquer veia que pode ser vista no ultrassom. Muitas veias são muito curvadas ou muito pequenas para permitir que a fibra ótica do laser ou o cateter da radiofrequência passem por elas. Nessas situações, a ablação química endovenosa oferece uma maneira fácil de tratar a veia.

CLaCs - Criolaser e Crioglicose

É a associação das técnicas de escleroterapia com o laser transdérmico. O uso do frio como método anestésico e analgésico permite a aplicação com menos sintomas dolorosos. A associação dos métodos amplifica sua eficácia. Veja mais sobre o CLaCs.

Termoablação endovenosa

A termoablação endovenosa refere-se a um procedimento que envolve aquecer dentro da veia para ela se fechar. Isso pode ser feito tanto com o uso do laser ou com a energia de radiofrequência. Ambas vão criar um calor e elas substituem o tratamento da safenectomia na maioria dos casos, ou do arrancamento das veias.

Durante a termoablação endovenosa, um cateter ou fibra ótica é passado por dentro de uma agulha na veia que está danificada. Energia térmica na forma ou de ondas de radiofrequência ou de laser é emitida dentro da veia para aquecê-la. Isso vai causar uma fibrose dessa veia e ela acaba se fechando.

Com o passar dos meses, o nosso corpo absorve essa veia tratada e ela acaba por desaparecer. O procedimento pode ser realizado em day hospital ou no hospital. Logo após o procedimento é necessário o enfaixamento ou uso de meia de compressão elástica própria na perna tratada. O paciente pode caminhar e voltar às suas atividades. A maioria dos pacientes tratados por essa técnica volta às suas atividades normais já no dia seguinte.

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Cirurgia de safenectomia ou "arrancamento" das veias

Técnicas mais antigas no tratamento de veias varicosas incluíam ligar e arrancar essas veias. Ligar e arrancar deveriam ser feitas no mesmo momento, numa sala cirúrgica, usando anestesia, raqui-anestesia ou anestesia geral.

No passado pacientes ficavam internados por alguns dias. Mas agora eles podem voltar para casa no final do mesmo dia da cirurgia ou no dia seguinte. É necessário usar a compressão elástica por algumas semanas após o procedimento e o uso do enfaixamento após a cirurgia.

Dependendo do tipo de procedimento que foi realizado, a maioria das atividades normais, incluindo o trabalho podem ser continuados depois de alguns dias. A atividade física forte deve aguardar um tempo um pouco maior.

Flebectomia

Flebectomia, também conhecido como microcirurgia é um procedimento venoso em que as veias anormais são retiradas por meio de um pequeno furinho na pele, usando um instrumento cirúrgico especial que parece um gancho, mas é uma agulha de crochê.

O procedimento pode ser feito de forma ambulatorial no consultório, com anestesia local, ou em hospital. Neste procedimento os pontos raramente são necessários. Após o procedimento é necessário um enfaixamento local e o uso de meia de compressão graduada de uma a três semanas. Na maioria das vezes os pacientes podem voltar às atividades normais já no dia seguinte.

A flebectomia é muito útil para as veias varicosas que estão saltadas na pele. Essas veias são eliminadas e pequenas cicatrizes dos furinhos necessários podem se formar, mas tendem a desaparecer com alguns meses.

Complicações dos tratamentos das veias varicosas

Complicações graves são muito raras, entretando nenhum tratamento médico é isento de riscos. Complicações que podem ser um risco de morte seriam uma reação alérgica, uma infecção, um coágulo sanguíneo que pode ocorrer após o tratamento de veias varicosas, mas eles são bem raros. Infecção e hemorragia após uma cirurgia venosa são bem infrequentes.

Queimaduras na pele podem ocorrer após o tratamento com laser e luz e alguns pacientes podem desenvolver pequenas feridas e ulcerações na pele após a escleroterapia. Novamente: essas complicações não são frequentes e quando acontecem podem se resolver rapidamente.

Outras complicações menores, como um desconforto temporário, uma sensação de queimação, inchaço, descoloração da pele ou uma mancha avermelhada na pele pode acompanhar qualquer procedimento venoso e também desaparecem com o tempo. Para entender as expectativas e as possibilidades dos tratamentos venosos é importante discutir todas as suas preocupações com o seu cirurgião vascular.

 

 

 

Imagem por © Jean Paul Chassenet | Dreamstime.com - Lower limb vascular examination by phlebologist

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Tratamento Corretivo Da Doença Venosa

Vascular Pro - sex, 08/05/2016 - 14:45

Existem várias opções para o tratamento das varizes e vasinhos. Avanços tecnológicos recentes permitem que nós tratemos vasinhos e veias varicosas mais efetivamente e com mais segurança do que antes.

Você já deve ter lido sobre o tratamento conservador das veias varicosas e sobre os suplementos naturais para tratamento de varizes. Aqui vamos discutir os tratamentos que são considerados corretivos, ou seja, como remover ou fechar as veias anormais e fazer as veias varicosas e vasinhos desaparecerem.

A informação contida aqui não visa substituir a consulta com o cirurgião vascular. Todas essas decisões devem ser tomadas em conjunto com o seu médico.

Veias varicosas e vasinhos são conhecidas por causar dor, sensação de peso, fadiga e inchaço. Esses sintomas podem afetar a sua habilidade para passar um dia a dia normal.

Um dos problemas graves das doenças varicosas é a formação de coágulos no seu interior, causando a tromboflebite superficial, sangramento, ou mesmo úlcera nas pernas. Pessoas que sofrem desses problemas são candidatos mais imediatos ao tratamento corretivo. E os tratamentos mais comuns para os vasinhos e veias varicosas incluem a escleroterapia para vasinhos, tratamento com laser e luz; termoablação por laser endovenosa; escleroterapia guiada por ultrassom, para veias maiores; fleboextração e a safenectomia.

Na maior parte das vezes é necessário uma combinação de métodos.

Escleroterapia.

A escleroterapia pode ser usada para tratar tanto varizes quanto vasinhos e telengiectasias. Uma agulha é usada para injetar na veia uma substância especial chamada esclerosante. Esse esclerosante vai irritar a parede da veia causando um processo inflamatório que vai colapsar essa veia que, esperamos, seja absorvida pelo corpo.

A quantidade de sessões que você vai precisar é muito variável e depende do tamanho dos vasos, do número de vasos, do tipo dos vasos que devem ser tratados e a reação do seu corpo ao tratamento. Frequentemente os pacientes precisam de algumas sessões de escleroterapia. O procedimento é realizado em consultório médico de forma ambulatorial e não há necessidade de anestésico. Normalmente todas as atividades diárias podem continuar depois do tratamento como um dia normal. O uso de meias elásticas de compressão graduada pode ser necessário dependendo do tempo, do tamanho, do número e da localização das veias que foram tratadas.

Escleroterapia com laser e luz.

Uma grande variedade de tecnologias com laser e luz, como fontes de energia estão disponíveis hoje em dia. O laser e a luz como energia, foca calor dentro das veias que serão tratadas. Esse calor vai fazer a veia se selar e ser reabsorvida pelo corpo. O laser de superfície e a luz são geralmente utilizados para tratar vasinhos menores. E múltiplas sessões podem ser necessários. O tratamento com laser é feito em consultório médico e não requer anestesia. A atividade diária normal pode ser continuada logo após o tratamento.

Escleroterapia guiada por ultrassom ou ablação química endovenosa

Também conhecida como escleroterapia guiada por ultrassom, a ablação química endovenosa é outro tratamento alternativo à cirurgia para remoção das veias varicosas. Durante o procedimento o cirurgião vascular injeta uma substância quimica irritante chamada esclerosante, dentro da veia, enquanto a injeção está sendo acompanhada por um ultrassom.

Isso permite que veias que estão abaixo da superficie da pele sejam tratadas com eficácia e segurança. A escleroterapia guiada por ultrassom causa um colapso e a veia sela e se fecha. Da mesma maneira que uma termoablação endovenosa e ela pode ser realizada com esclerosantes líquiodos ou em forma de espuma.

Este procedimento é realizado também em consultório, de modo ambulatorial e não requer anestesia. Após o tratamento é frequente a necessidade da compressão com faixas ou o uso da meia elástica de compressão graduada na perna tratada. É importante voltar a caminhar imediatamente após o procedimento e continuar as atividades diárias, incluindo o trabalho. Isso faz parte da prevenção.

Uma das vantagens da escleroterapia guiada por ultrassom é que ela pode ser utilizada para tratar qualquer veia que pode ser vista no ultrassom. Muitas veias são muito curvadas ou muito pequenas para permitir que a fibra ótica do laser ou o cateter da radiofrequência passem por elas. Nessas situações, a ablação química endovenosa oferece uma maneira fácil de tratar a veia.

CLaCs - Criolaser e Crioglicose

É a associação das técnicas de escleroterapia com o laser transdérmico. O uso do frio como método anestésico e analgésico permite a aplicação com menos sintomas dolorosos. A associação dos métodos amplifica sua eficácia. Veja mais sobre o CLaCs.

Termoablação endovenosa

A termoablação endovenosa refere-se a um procedimento que envolve aquecer dentro da veia para ela se fechar. Isso pode ser feito tanto com o uso do laser ou com a energia de radiofrequência. Ambas vão criar um calor e elas substituem o tratamento da safenectomia na maioria dos casos, ou do arrancamento das veias.

Durante a termoablação endovenosa, um cateter ou fibra ótica é passado por dentro de uma agulha na veia que está danificada. Energia térmica na forma ou de ondas de radiofrequência ou de laser é emitida dentro da veia para aquecê-la. Isso vai causar uma fibrose dessa veia e ela acaba se fechando.

Com o passar dos meses, o nosso corpo absorve essa veia tratada e ela acaba por desaparecer. O procedimento pode ser realizado em day hospital ou no hospital. Logo após o procedimento é necessário o enfaixamento ou uso de meia de compressão elástica própria na perna tratada. O paciente pode caminhar e voltar às suas atividades. A maioria dos pacientes tratados por essa técnica volta às suas atividades normais já no dia seguinte.

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Cirurgia de safenectomia ou "arrancamento" das veias

Técnicas mais antigas no tratamento de veias varicosas incluíam ligar e arrancar essas veias. Ligar e arrancar deveriam ser feitas no mesmo momento, numa sala cirúrgica, usando anestesia, raqui-anestesia ou anestesia geral.

No passado pacientes ficavam internados por alguns dias. Mas agora eles podem voltar para casa no final do mesmo dia da cirurgia ou no dia seguinte. É necessário usar a compressão elástica por algumas semanas após o procedimento e o uso do enfaixamento após a cirurgia.

Dependendo do tipo de procedimento que foi realizado, a maioria das atividades normais, incluindo o trabalho podem ser continuados depois de alguns dias. A atividade física forte deve aguardar um tempo um pouco maior.

Flebectomia

Flebectomia, também conhecido como microcirurgia é um procedimento venoso em que as veias anormais são retiradas por meio de um pequeno furinho na pele, usando um instrumento cirúrgico especial que parece um gancho, mas é uma agulha de crochê.

O procedimento pode ser feito de forma ambulatorial no consultório, com anestesia local, ou em hospital. Neste procedimento os pontos raramente são necessários. Após o procedimento é necessário um enfaixamento local e o uso de meia de compressão graduada de uma a três semanas. Na maioria das vezes os pacientes podem voltar às atividades normais já no dia seguinte.

A flebectomia é muito útil para as veias varicosas que estão saltadas na pele. Essas veias são eliminadas e pequenas cicatrizes dos furinhos necessários podem se formar, mas tendem a desaparecer com alguns meses.

Complicações dos tratamentos das veias varicosas

Complicações graves são muito raras, entretando nenhum tratamento médico é isento de riscos. Complicações que podem ser um risco de morte seriam uma reação alérgica, uma infecção, um coágulo sanguíneo que pode ocorrer após o tratamento de veias varicosas, mas eles são bem raros. Infecção e hemorragia após uma cirurgia venosa são bem infrequentes.

Queimaduras na pele podem ocorrer após o tratamento com laser e luz e alguns pacientes podem desenvolver pequenas feridas e ulcerações na pele após a escleroterapia. Novamente: essas complicações não são frequentes e quando acontecem podem se resolver rapidamente.

Outras complicações menores, como um desconforto temporário, uma sensação de queimação, inchaço, descoloração da pele ou uma mancha avermelhada na pele pode acompanhar qualquer procedimento venoso e também desaparecem com o tempo. Para entender as expectativas e as possibilidades dos tratamentos venosos é importante discutir todas as suas preocupações com o seu cirurgião vascular.

 

 

 

Imagem por © Jean Paul Chassenet | Dreamstime.com - Lower limb vascular examination by phlebologist

Tags: venosotratamentos
Categorias: Medicina

CLaCs - Laser e Escleroterapia no tratamento de vasinhos

Vascular Pro - seg, 08/01/2016 - 16:59

Criolaser e Crioescleroterapia - é um método que combina laser, escleroterapia, e anestesia tópica com jato de ar gelado sobre a pele.

A combinação do laser e da escleroterapia, é vantajosa, potencializando a ação dos métodos individualmente. O laser não é invasivo, sendo nada mais do que uma luz muito forte e focada num ponto bem pequeno. O equipamento emite pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e são absorvidos 30 vezes mais pelo sangue que pelo tecido cutâneo. Portanto, é possível ocluir as varizes sem danificar a pele. A glicose é aplicada apenas em cerca de 30% dos pontos tratados com laser, principalmente em locais onde a veia não fechou. Para diminuir a sensação de dor durante as aplicações, utiliza-se equipamento que sopra ar gelado, com temperaturas de até – 20º C, sobre a pele. A dormência da pele provocada pelo frio engana o cérebro e diminui a dor sem efeitos colaterais.

Isolado, o Criolaser também é indicado para o tratamento de telangiectasias (vasinhos) na face.

Vantagens:

  • Pode substituir a cirurgia em alguns casos,
  • Crioanestesia, ou seja a anestesia pelo frio reduz a dor,
  • Não precisa de repouso pós procedimento,
  • Pode fazer atividade física no dia após a sessão,
  • Não precisa de meias elásticas após o procedimento na maioria dos casos,
  • Com mais disparos de laser, menos sessões são necessárias para eliminar os vasinhos.

A técnica pode ser aplicada em alguns casos, por isso necessita de avaliação, possivelmente com exames subsidiários.

 

*Imagem por © Apatcha Muensaksorn  Dreamstime

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