Medicina

DAOP: Quando a perna infarta

Vascular Pro - qua, 10/07/2015 - 11:09

A Claudicação Intermitente é a manifestação mais comum da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP).

É um desconforto ou dor no quadril, glúteos, coxas, panturrilha ou pés que limita a distância para caminhar e geralmente é aliviada com o repouso por 2 a 3 minutos. Entre os pacientes com DAOP mais grave há incidência de 60% de doença coronariana. Estima-se que 40% dos pacientes com DAOP sejam sintomáticos. Esse quadro resulta em riscos que podem ser evitados quando os pacientes seguem rigorosamente as orientações médicas, retornam às consultas quando solicitado e tomam corretamente os medicamentos prescritos pelo médico, além do controle absoluto dos fatores de risco como fumo, obesidade, diabetes e colesterol elevado.

Principais sintomas: 

A principio a claudicação intermitente aparece depois de caminhadas relativamente extensas ou grandes esforços, como o ato de subir escadas ou ladeiras. Porém, com a evolução do quadro obstrutivo, diminui a distância para o aparecimento da dor e aumenta o tempo necessário para recuperação. Sua manifestação mais comum é descrita como uma dor tipo cãimbra durante a caminhada, melhorando com a interrupção da mesma. A DAOP é provacada por um estreitamento gradual da luz (cavidade interior) das artérias geralmente causado por placas ateroscleróticas (placas de gordura) A dor pode ser referida como localizada mais comumente nos músculos da panturrilha, mas também pode se localizar nos pés, coxas ou nádegas, dependendo do nível da obstrução arterial.

Pode ocorrer ainda

  • dor nas pernas
  • sensibilidade ao frio (pés difíceis de aquecer ou frios)
  • Adormecimento ou formigamento dos pés ou dedos dos pés
  • impotência sexual
  • Alteração da cor da pele (coloração azulada ou avermelhada, palidez)
  • e em casos mais graves feridas que não cicatrizam

Fatores de risco

  • Idade acima de 50 anos
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Pressão Alta (hipertensão arterial)
  • Falta de exercício (sedentarismo)
  • Aumento de colesterol e triglicerides (dislipidemia)
  • Doença coronariana (angina, infarto)
  • História familiar de doença aterosclerótica

Mudança no estilo de vida

Para o sucesso de qualquer tratamento é fundamental que se tome algumas medidas visando mudar o estilo de vida:

  • prática de exercício físico
  • controle rigoroso do peso, hipertensão, colesterol e diabetes
  • abandono do tabagismo
  • abandono ou limitação de bebidas alcóolicas
  • dieta saudável e balanceada

Lembre sempre:

Siga rigorosamente as orientações médicas. O médico é o profissional mais indicado para cuidar do seu caso e tratar da forma mais adequada, visando sempre os melhores resultados para sua saúde. E o cirurgião vascular é o especialista na doença vascular periférica.

 

arterialaterosclerosedoença
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Nova resolução CFM

Fertilidade - sex, 10/02/2015 - 19:26

As mulheres com mais de 50 anos que queiram engravidar usando as técnicas de reprodução assistida não mais precisarão do aval do sistema conselhal, desde que, junto com seu médico, assumam os riscos de uma gravidez tardia. Esta é uma das novidades da Resolução nº 2.121/15, aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualizou normativa anterior, aprovada em 2013.

Fonte: CFM

Tags: resoluçãolei
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Entrevista Infertilidade e Reprodução Humana no Freud Explica

Fertilidade - qui, 09/17/2015 - 14:11

Entrevista com Dra Juliana no Freud Explica sobre infertilidade e reprodução humana. Apresentadora Taty Ades. Visão do psicológico da mulher no contexto desse drama pessoal.

 

Tags: videoentrevistainfertilidadedúvidas
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Entrevista sobre Infertilidade no "Gente que fala"

Fertilidade - qui, 09/10/2015 - 19:09

Para quem não viu ao vivo no programa "Gente que fala", os melhores momentos da entrevista selecionados no vídeo abaixo.

Entrevista sobre reprodução humana

Tags: infertilidadeentrevistavideo
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Neurocirurgia Pediátrica

Neurocirurgia - seg, 08/10/2015 - 23:30
Tratamento de doenças neurocirúrgicas

A neurocirurgia pediátrica é uma especialidade neurocirúrgica que trata de doenças neurológicas congênitas e adquiridas na infância. As doenças neurocirúrgicas que ocorrem em crianças diferem das doenças que ocorrem nos adultos. Enquanto nos  adultos predominam as doenças cerebrovasculares, os tumores cerebrais (gliomas, meningeomas, metástases) e as doenças degenerativas da coluna como as hérnias discais; em crianças, predominam as malformações cranianas (encefaloceles, craniossinostoses), malformações espinhais (mielomeningocele, medula presa, disrafismos espinhais) e as hidrocefalias. Também ocorrem tumores cerebrais, porém são diferentes dos tumores encontrados em adultos, pois as metáteses são menos frequentes, ou seja, na maioria das vezes são tumores primários do sistema nervoso, e geralmente se localizam na fossa posterior, região onde estão o cerebelo e o tronco cerebral.

As cirurgias neurológicas em crianças são delicadas e há risco relacionado ao sangramento, pois a criança tem as estruturas do sistema nervoso ainda em desenvolvimento e tem um volume sanguíneo corpóreo restrito.

 

As doenças usualmente tratadas pela neurocirurgia pediátrica são:

a) Congênitas: hidrocefalia, cranioestenose, mielomeningocele e outros disrafismos espinhais;

b) Adquiridas: hidrocefalia, tumores, traumatismos craniencefálicos e infecções.

 

Procedimentos cirúrgicos:

 

1. Microcirurgia para Tumor Cerebral

Através de técnica microcirúrgica é possível a ressecção de tumores intracranianos com preservação do tecido cerebral normal

 

2. Neuroendoscopia

O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose, lavagem ventricular, septostomia no tratamento de ventriculites (infecções das cavidades cerebrais) No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

 

3. Cranioplastia e correção da cranioestenose

A caixa craniana tem a função de proteger o cérebro, mas também tem significativo valor estético. Aliando técnica, tecnologia e percepção estética; excelentes resultados funcionais e plásticos são obtidos atualmente. A correção da cranioestenose, ou craniossinostose, e dos defeitos cranianos em geral deve ser realizada logo cedo para promover melhor funcionamento cerebral, para aquisição de melhor efeito estético e para evitar problemas de aceitação social da criança.

neurocirurgia pediátricaneurocirurgião de criançasneuropediatrianeurocirurgião pediatrahidrocefaliamielomeningocelemeningoencefaloceleneurocirurgianeuroendoscopiacirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebralcranioestenosecraniossinostosecraniosinostosedisrafismolipomaendoscopia cerebralescafocefaliabraquicefaliaplagiocefaliaapelidobullyingcabeçacriança
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Neurocirurgia Pediátrica

Neurocirurgia - seg, 08/10/2015 - 23:30
Tratamento de doenças neurocirúrgicas

A neurocirurgia pediátrica é uma especialidade neurocirúrgica que trata de doenças neurológicas congênitas e adquiridas na infância. As doenças neurocirúrgicas que ocorrem em crianças diferem das doenças que ocorrem nos adultos. Enquanto nos  adultos predominam as doenças cerebrovasculares, os tumores cerebrais (gliomas, meningeomas, metástases) e as doenças degenerativas da coluna como as hérnias discais; em crianças, predominam as malformações cranianas (encefaloceles, craniossinostoses), malformações espinhais (mielomeningocele, medula presa, disrafismos espinhais) e as hidrocefalias. Também ocorrem tumores cerebrais, porém são diferentes dos tumores encontrados em adultos, pois as metáteses são menos frequentes, ou seja, na maioria das vezes são tumores primários do sistema nervoso, e geralmente se localizam na fossa posterior, região onde estão o cerebelo e o tronco cerebral.

As cirurgias neurológicas em crianças são delicadas e há risco relacionado ao sangramento, pois a criança tem as estruturas do sistema nervoso ainda em desenvolvimento e tem um volume sanguíneo corpóreo restrito.

 

As doenças usualmente tratadas pela neurocirurgia pediátrica são:

a) Congênitas: hidrocefalia, cranioestenose, mielomeningocele e outros disrafismos espinhais;

b) Adquiridas: hidrocefalia, tumores, traumatismos craniencefálicos e infecções.

 

Procedimentos cirúrgicos:

 

1. Microcirurgia para Tumor Cerebral

Através de técnica microcirúrgica é possível a ressecção de tumores intracranianos com preservação do tecido cerebral normal

 

2. Neuroendoscopia

O cérebro possui cavidades preenchidas por líquido céfalo-raquidiano (líquor) que são denominadas ventrículos cerebrais. Através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se o endoscópio de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. A imagem é transimitda por um sistema óptico para um monitor instalado na sala de cirurgia, através do qual o neurocirurgião se guia para realizar a cirurgia. Diversos procedimentos podem ser realizados através desta técnica: ressecção ou biópsia de tumores intraventriculares, retirada ou fenestração de cistos, tratamento de malformações congênitas, tratamento de neurocisticercose, lavagem ventricular, septostomia no tratamento de ventriculites (infecções das cavidades cerebrais) No entanto, a cirurgia mais realizada através desta técnica é a Terceiroventriculostomia para o tratamento da hidrocefalia.

 

3. Cranioplastia e correção da cranioestenose

A caixa craniana tem a função de proteger o cérebro, mas também tem significativo valor estético. Aliando técnica, tecnologia e percepção estética; excelentes resultados funcionais e plásticos são obtidos atualmente. A correção da cranioestenose, ou craniossinostose, e dos defeitos cranianos em geral deve ser realizada logo cedo para promover melhor funcionamento cerebral, para aquisição de melhor efeito estético e para evitar problemas de aceitação social da criança.

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Cirurgia cerebral minimamente invasiva

Neurocirurgia - seg, 08/03/2015 - 22:18

As cirurgias cranianas são essenciais para o tratamento de diversas doenças neurocirúrgicas, entre elas estão os tumores intracranianos, hidrocefalia, aneurismas cerebrais, traumatismo crânio-encefálico e a neurocirurgia funcional que envolve o tratamento da dor, epilepsia e distúrbios dos movimentos. 

O avanço tecnológico para a cirurgia minimamente invasiva cerebral envolve utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como o microscópio, o endoscópio, o neuronavegador, a monitorização neurofisiológica, a ressonância intraoperatória, entre outros. O objetivo é a máxima preservação da anatomia com mínima agressão ao organismo.

 

Entre estes procedimentos destacamos a neuroendoscopia. Os temas abaixo podem ser acessados para maiores informações:

- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

Técnicas modernas para a cirurgia craniana também estão presentes em:

- tratamento dos aneurismas cerebrais

- reconstrução de falhas ósseas cranianas

 

 

Leia mais sobre as doenças neurocirúrgica em:

- Tumores Intracranianos

- Meningioma

- Cisto Aracnóide

- Hidrocefalia de Pressão Normal

- Neuralgia do Trigêmeo

- Malformação de Arnold-Chiari Tipo 1

- Dor Crônica

- Neurocisticercose

- Pseudotumor Cerebral

- Angioma Cavernoso

 

 

Tags: neurocirurgianeuroendoscopiaendoscopia cerebralcirurgia cerebraltumor cerebralneurocirurgia neurológicacirurgia de colunacranioneurocirurgiãocirurgia minimamente invasivacistosválvulacisto cerebral
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Cirurgia cerebral minimamente invasiva

Neurocirurgia - seg, 08/03/2015 - 22:18

As cirurgias cranianas são essenciais para o tratamento de diversas doenças neurocirúrgicas, entre elas estão os tumores intracranianos, hidrocefalia, aneurismas cerebrais, traumatismo crânio-encefálico e a neurocirurgia funcional que envolve o tratamento da dor, epilepsia e distúrbios dos movimentos. 

O avanço tecnológico para a cirurgia minimamente invasiva cerebral envolve utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como o microscópio, o endoscópio, o neuronavegador, a monitorização neurofisiológica, a ressonância intraoperatória, entre outros. O objetivo é a máxima preservação da anatomia com mínima agressão ao organismo.

 

Entre estes procedimentos destacamos a neuroendoscopia. Os temas abaixo podem ser acessados para maiores informações:

- tratamento da hidrocefalia através de neuroendoscopia

- cirurgia de hipófise através de acesso endoscópio endonasal

- neuroendoscopia para ressecção de cistos cerebrais

 

Técnicas modernas para a cirurgia craniana também estão presentes em:

- tratamento dos aneurismas cerebrais

- reconstrução de falhas ósseas cranianas

 

 

Leia mais sobre as doenças neurocirúrgica em:

- Tumores Intracranianos

- Meningioma

- Cisto Aracnóide

- Hidrocefalia de Pressão Normal

- Neuralgia do Trigêmeo

- Malformação de Arnold-Chiari Tipo 1

- Dor Crônica

- Neurocisticercose

- Pseudotumor Cerebral

- Angioma Cavernoso

 

 

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Oclusão arterial subaguda

Vascular Pro - seg, 07/27/2015 - 17:58

A oclusão arterial ocorre quando, por algum motivo o sangue coagula dentro das artérias obstruindo a irrigação. Sem chegar sangue nos tecidos, a falta de oxigênio leva a isquemia, que pode acarretar desde poucas dores, claudicação até a necrose e gangrena. Nos casos de oclusão subaguda, onde o evento inicial foi desencadeado recentemente, ainda pode ser possível a desobstrução cirúrgica das artérias. Para isso existem várias técnicas, inclusive uma parecida com o "Roto Rooter" dos desentupidores, é um equipamento de destrói o coagulo e o aspira, retirando da circulação. Obviamente o evento que desencadeou a obstrução também deve ser tratado, e pode ser desde um problema cardíaco como um problema arterial local: aterosclerose.

arterialoclusãoendovascular
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Hérnia de Disco a Laser

Neurocirurgia - ter, 07/21/2015 - 21:58
Descompressão percutânea de disco intervertebral a Laser

É um procedimento minimamente invasivo para tratamento da coluna, particularmente das hérnias de disco.

Procedimentos envolvendo a descompressão percutânea (através da pele) de disco destinam-se a aliviar a pressão intradiscal e eliminar os sintomas associados a compressão de estruturas nervosas adjacentes aos discos, com a vantagem de reduzir o trauma cirúrgico proporcionando melhor recuperação do paciente. Sinônimos: discectomia percutânea a laser, descompressão percutânea de disco a laser, percutaneous laser disc decompression (PLDD), nucleoplastia percutânea a laser, nucleólise percutânea a laser, descompressão assistida a laser. 

 

Para quem este procedimento está indicado?

Pacientes que apresentem dor na coluna, com ou sem irradiação para extremidades, que corresponda a presença de hérnia de disco confirmada por diagnóstico radiológico (ressonância magnética) e que não melhora com o tratamento conservador (medicamentos e fisioterapia).

 

Como o procedimento funciona?

A descompressão percutânea do laser não faz a remoção de material do disco. A técnica produz, de maneira assistida por imagem (radioscopia, Arco-C), a redução da presão intradiscal através de vaporização do núcleo pulposo. Ou seja, através da absorção da energia do laser por certo volume da porção nuclear do disco, promove a cirurgia promove o retorno da porção discal herniada em direção ao centro do mesmo devido ao gradiente de pressão gerado. 

O Laser pode ainda ser utilizado em conjunto com o endoscópio para auxiliar no tratamento das hérnias de disco, em que o laser isoladamente não trará benefício. 

 

Quais as vantagens deste procedimento?

O procedimento pode ser realizado com anestesia local e leve sedação. Como o acesso ao disco é realizado através de agulha, há menos risco de sangramento, o tempo operatório é mais curto, a cicatrização é mais rápida, o tempo de recuperação é mais rápido e há menos dor no pós-operatório quando comparado com a técnica microcirúrgica. 

 

Como o procedimento é realizado?

Após anestesia da pele, uma agulha de 18G é introduzida através da pele, até o centro do núcleo pulposo, com o auxílio do intensificador de imagem (Arco-C). Retira-se o mandril da agulho e introduz-se a fibra óptica que vai transportar o raio laser aé o centro do disco. É calculada uma quantidade adequada de energia com comprimento de onda certo para causar a vaporização do núcleo pulposo. Depois de poucos minutos, o paciente já apresenta os benefícios da redução da pressão intradiscal.

 

Se existe há tanto tempo, por quê esta técnica não substituiu totalmente a técnica convencional?

Esta técnica é utilizada nos EUA, Europa e Japão há muito tempo. Está aprovada pelo FDA desde 1993. No entanto, vem sendo considerada uma técnica experimental pela ausência de estudos que comprovassem sua eficácia. Em 2006, um estudo comparou 500 casos operados pela técnica convencional e 500 operados com a técnica a laser. O estudo mostrou que não há inferioridade da técnica a laser no que diz respeito a melhora da dor e, se forem levadas em conta as vantagens de ser uma técnica minimamente invasiva, o procedimento deve ser considerado como técnica válida e de extrema importância para a população.

 

Qualquer tipo de hérnia de disco pode ser tratada com a discectomia percutânea a laser?

Hérnias de disco com sequestramento ou seja, com a presença de fragmentos livres vistos na Ressonância não devem ser tratadas com esta técnica. Hérnias estrusas podem ter benefício da técnica, mas o procedimento apresenta maior eficácia em hérnias de disco contidas, também chamadas de protrusão, abaulamento ou bulging discal.

 

Após o procedimento, posso ir embora no mesmo dia? Quanto tempo precisarei ficar em repouso?

procedimento é realizado em esquema de day hospital, ou seja, o paciente vai embora no mesmo dia. Recomenda-se o repouso em casa por 1 semana, e retorno as atividades após esse período, desde que o trabalho não exija esforço físico.

 

 

Referências:

 

Mancini MW, Lopes LA. Aspectos Gerais da Técnica de Descompressão Percutânea de Disco a Laser. Nupen.

Task GP. Comparison of Results of 500 Microdiscectomies and 500 Percutaneous Laser Disc Decompression Procedures for Lumbar Disc Herniation. 2006.

Choy DSJ. Percutaneous Laser Disc Decompression. A 17-Year Experience. 2004

cirurgia laser hernia discalhérnia de discohernia de disco a laserlaserpldddiscectomia percutânea a laserdescompressão percutânea de disco a lasernucleoplastia percutânea a lasernucleólise percutânea a laserdescompressão assistida a laseranuloplastia a lasercirurgia de coluna a laserneurocirurgia a laser
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Hérnia de Disco a Laser

Neurocirurgia - ter, 07/21/2015 - 21:58
Descompressão percutânea de disco intervertebral a Laser

É um procedimento minimamente invasivo para tratamento da coluna, particularmente das hérnias de disco.

Procedimentos envolvendo a descompressão percutânea (através da pele) de disco destinam-se a aliviar a pressão intradiscal e eliminar os sintomas associados a compressão de estruturas nervosas adjacentes aos discos, com a vantagem de reduzir o trauma cirúrgico proporcionando melhor recuperação do paciente. Sinônimos: discectomia percutânea a laser, descompressão percutânea de disco a laser, percutaneous laser disc decompression (PLDD), nucleoplastia percutânea a laser, nucleólise percutânea a laser, descompressão assistida a laser. 

 

Para quem este procedimento está indicado?

Pacientes que apresentem dor na coluna, com ou sem irradiação para extremidades, que corresponda a presença de hérnia de disco confirmada por diagnóstico radiológico (ressonância magnética) e que não melhora com o tratamento conservador (medicamentos e fisioterapia).

 

Como o procedimento funciona?

A descompressão percutânea do laser não faz a remoção de material do disco. A técnica produz, de maneira assistida por imagem (radioscopia, Arco-C), a redução da presão intradiscal através de vaporização do núcleo pulposo. Ou seja, através da absorção da energia do laser por certo volume da porção nuclear do disco, promove a cirurgia promove o retorno da porção discal herniada em direção ao centro do mesmo devido ao gradiente de pressão gerado. 

O Laser pode ainda ser utilizado em conjunto com o endoscópio para auxiliar no tratamento das hérnias de disco, em que o laser isoladamente não trará benefício. 

 

Quais as vantagens deste procedimento?

O procedimento pode ser realizado com anestesia local e leve sedação. Como o acesso ao disco é realizado através de agulha, há menos risco de sangramento, o tempo operatório é mais curto, a cicatrização é mais rápida, o tempo de recuperação é mais rápido e há menos dor no pós-operatório quando comparado com a técnica microcirúrgica. 

 

Como o procedimento é realizado?

Após anestesia da pele, uma agulha de 18G é introduzida através da pele, até o centro do núcleo pulposo, com o auxílio do intensificador de imagem (Arco-C). Retira-se o mandril da agulho e introduz-se a fibra óptica que vai transportar o raio laser aé o centro do disco. É calculada uma quantidade adequada de energia com comprimento de onda certo para causar a vaporização do núcleo pulposo. Depois de poucos minutos, o paciente já apresenta os benefícios da redução da pressão intradiscal.

 

Se existe há tanto tempo, por quê esta técnica não substituiu totalmente a técnica convencional?

Esta técnica é utilizada nos EUA, Europa e Japão há muito tempo. Está aprovada pelo FDA desde 1993. No entanto, vem sendo considerada uma técnica experimental pela ausência de estudos que comprovassem sua eficácia. Em 2014, um estudo comparou 500 casos operados pela técnica convencional e 500 operados com a técnica a laser. O estudo mostrou que não há inferioridade da técnica a laser no que diz respeito a melhora da dor e, se forem levadas em conta as vantagens de ser uma técnica minimamente invasiva, o procedimento deve ser considerado como técnica válida e de extrema importância para a população.

 

Qualquer tipo de hérnia de disco pode ser tratada com a discectomia percutânea a laser?

Hérnias de disco com sequestramento ou seja, com a presença de fragmentos livres vistos na Ressonância não devem ser tratadas com esta técnica. Hérnias estrusas podem ter benefício da técnica, mas o procedimento apresenta maior eficácia em hérnias de disco contidas, também chamadas de protrusão, abaulamento ou bulging discal.

 

Após o procedimento, posso ir embora no mesmo dia? Quanto tempo precisarei ficar em repouso?

procedimento é realizado em esquema de day hospital, ou seja, o paciente vai embora no mesmo dia. Recomenda-se o repouso em casa por 1 semana, e retorno as atividades após esse período, desde que o trabalho não exija esforço físico.

 

 

Referências:

 

Mancini MW, Lopes LA. Aspectos Gerais da Técnica de Descompressão Percutânea de Disco a Laser. Nupen.

Task GP. Comparison of Results of 500 Microdiscectomies and 500 Percutaneous Laser Disc Decompression Procedures for Lumbar Disc Herniation. 2006.

Choy DSJ. Percutaneous Laser Disc Decompression. A 17-Year Experience. 2004

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Aterosclerose

Vascular Pro - qui, 07/16/2015 - 12:03
Aterosclerose

Aterosclerose é a lesão degenerativa da artéria caracterizada pelo seu espessamento, com predomínio de placas de ateroma. Ocorre formação de placas de gordura, deposição de cálcio e outros elementos na parede das artérias do corpo inteiro.
O consumo excessivo de alimentos industrializados, bebidas alcoólicas e cigarro, a falta de atividades físicas e o excesso de peso modificam o LDL (lipoproteína de baixa densidade, o "mau colesterol"), agredindo os vasos sanguíneos e gradativamente levando ao entupimento das artérias. Com o passar dos anos, o diâmetro do vaso diminui, podendo chegar à obstrução completa, restringindo o fluxo sanguíneo na região.
Com isso, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte súbita e acidentes vasculares cerebrais. Mas a aterosclerose também acomete as artérias periféricas, causando isquemias de membros inferiores, claudicação, gangrenas e outros.
Veja como prevenir a aterosclerose.

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Mielomeningocele - Tratamento Cirúrgico

Neurocirurgia - ter, 07/14/2015 - 20:34
Cirurgia fetal ou após o nascimento?

A mielomeningocele é um defeito congênito da coluna e medula espinhal resultante do fechamento incompleto durante a 4a semana de gestação. O espectro e a gravidade das deformidades, assim como os déficits neurológicos, dependem do nível da lesão. Em geral, lesões mais altas como na coluna torácica, apresentam maior comprometimento neurológico. E, lesões mais baixas, lombo-sacrais, apresentam menos complicações. Na maioria dos casos a mielomeningocele é associada a hidrocefalia, herniação cerebral, comprometimento cognitivo e motor, disfunções do intestino e da bexiga. Aproximadamente 85% das crianças com mielomeningocele vão precisar de uma derivação ventricular ou de endoscopia cerebral logo após o nascimento. 75% terão quoeficiente de inteligência superior a 80 e a presença de hidrocefalia não muda esta estatística. Metade das crianças irá apresentar algum tipo de atraso no aprendizado. 

Pacientes com o diagnóstico intraútero de mielomeningocele necessitam de um acompanhamento multidisciplinar e multiprofissional com a participação do neurocirurgião, do obstetra, do cirurgião pediátrico, do ultrassonografista, do psicólogo, do assistente social e do enfermeiro.

 

Qual a vantagem do tratamento intraútero da mielomeningocele?

Os estudos para aprimorar o tratamento desta condição iniciaram utilizando modelos experimentais em animais na década de 1980, partindo do princípio que a correção intraútero, reduziria a exposição do tubo neural ao ambiente intrauterino que causaria traumatismo secundário à medula espinhal. É importante ressaltar que as conseqüências da doença são secundárias a um erro embriológico que não é possível alterar; o que esta técnica vem tentando mostrar é que existiria um mecanismo associado de lesão neurológica pela exposição do tecido neural durante a gestação.

 

Então, quais são os reais benefícios do tratamento intra-uterino da mielomeningocele?

Os estudos atuais têm mostrado que para um grupo específico de pacientes, a correção intrauterina pode reduzir a necessidade de colocação de válvula (tratamento cirúrgico da hidrocefalia), reduzindo a incidência e complicações da síndrome de Arnold-Chiari II, que costuma acompanhar a mielomeningocele. 

 

Mas não existe risco para o feto, por ter que passar por uma cirurgia ainda muito pequeno? E ainda acrescentaria risco à mãe?

Sim, existe risco considerável de trabalho de parto prematuro e ruptura prematura de membranas. Portanto, uma abordagem em equipe é essencial para uma cirurgia fetal bem sucedida. E precisa ficar claro que a cirurgia fetal para mielomeningocele NÃO resulta em CURA. Além disso, cirurgias fetais em geral, são os únicos procedimentos cirúrgicos que podem resultar em 200% de mortalidade, pois em um único procedimento, 2 vidas estão envolvidas. 

 

Para quais pacientes a técnica está indicada?

Não existe um protocolo bem definido, pois a técnica ainda está em evolução e, estudos futuros podem mudar tanto as indicações quanto detalhes da técnica cirúrgica. De qualquer forma, parece que um certo grupo de pacientes apresenta maior benefício desta técnica e, portanto, os riscos envolvidos seram compensados pelos potenciais benefícios: fetos com tamanho ventricular menor do que 14mm no momento da cirurgia, entre 20-25 semanas de gestação, com defeitos situados abaixo de L3-L4, com mielomeningocele como malformação isolada e ausência de anomalias cromossômica, tendo como critérios de exclusão a primiparidade e fetos com lesão abaixo de S1.

 

Qual a diferença da técnica convencional?

A técnica convencional é muito semelhante, porém é realizada após o nascimento da criança, geralmente nas primeiras 24-48h e, obviamente não necessita de laparotomia e histerotomia (cirurgia abdominal) realizadas na mãe para o tratamento fetal.

 

 

OBS:  a equipe Neurocirurgia.com, sediada no Instituto Amato, não realiza a cirurgia fetal de mielomeningocele pela ausência de equipe multidisciplinar completa para o seguimento dessas mães. No entanto, realiza a cirurgia pós-natal de mielomeningocele, assim como os tratamentos cirúrgicos de hidrocefalia e seguimento neurocirúrgico das crianças com mielomeningocele. As mães com evidente benefício da técnica intrauterina serão devidamente encaminhadas.

 

Referências

 

Zambelli, Helder. Cirurgia Fetal na MIelomeningocele. Em Oliveira, RS e Machado, HR. Neurocirurgia Pediátrica. Fundamentos e Estratégias. DiLivros 2009.

NaliN Gupta, et al. Open fetal surgery for myelomeningocele. J Neurosurg Pediatrics 9:026050–027003, 2012 

Kelly A. Bennett, et al. Reducing perinatal complications and preterm delivery for patients undergoing in utero closure of fetal myelomeningocele: further modifications to the multidisciplinary surgical technique. J Neurosurg Pediatrics 14:108–114, 2014

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Navegue por dentro da clínica

Fertilidade - ter, 07/07/2015 - 11:41

As fotos de navegação do Google dentro da clínica ficaram ótimas. Se você nunca viu um centro cirúrgico e tem a curiosidade, visite o nosso e navegue dentro dele.
Fotos de Navegação 360˚

Tags: fotoclínica
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Conheça a clínica por dentro

Vascular Pro - ter, 07/07/2015 - 11:39

As fotos de navegação do Google dentro da clínica ficaram ótimas. Se você nunca viu um centro cirúrgico e tem a curiosidade, visite o nosso e navegue dentro dele.
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Síndrome de Nutcracker (ou Quebra-Nozes)

Vascular Pro - seg, 07/06/2015 - 15:25
Síndrome de Nutcracker

A Síndrome de Nutcracker, também conhecida como Síndrome de Quebra-Nozes é a compressão da veia renal esquerda pela aorta e pela artéria mesentérica superior. Tem esse nome porque parece que a artéria esmaga a veia renal como um quebrador de nozes mesmo, veja as imagens, e é diferente da estenose da artéria renal. Essa compressão ocasiona uma congestão sanguínea na veia renal esquerda e consequentemente vários sintomas:

  • Síndrome da Congestão Pélvica, com varizes pélvicas;
  • Hematúria, ou seja, sangue na urina;
  • Dor no flanco esquerdo, ou seja na parte esquerda do abdome;
  • Varicocele esquerda;
  • Proteinúria ortostática, ou seja, perda de proteína na urina quando muito tempo de pé;
  • fadiga crônica, ou seja, cansaço.

Existem vários tratamentos, que devem ser avaliados caso a caso. Desde o tratamento cirúrgico aberto, como o autotransplante renal, ou a transposição da veia renal. Mais recentemente trabalhos tem demonstrado a possibilidade do uso de técnicas endovasculares com uso de stents.

O cirurgião endovascular é o médico capacitado a fazer o acompanhamento e tratamento.

 

 

MGL, CJGR, NMM, MSG. Síndrome de quebra-nozes (nutcracker) em uma mulher jovem em investigação por quadro de hematúria recorrente: um relato de caso. J. Bras. Nefrol.  [Internet]. 2012  June [cited  2015  July  06] ;  34( 2 ): 195-198. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-28002012000... http://dx.doi.org/10.1590/S0101-28002012000200014.

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Espondilolistese

Neurocirurgia - sab, 06/20/2015 - 19:43
O que é espondilolistese?

     Espondilolistese, do grego spondilos, vértebra, e olisthesis, luxação, é o escorregamento ou a luxação de um corpo vertebral sobre o outro. Representa uma forma relativamente frequente de instabilidade da coluna vertebral, atingindo cerca de 5% da população geral. Na maioria das vezes são bem toleradas com o tratamento clínico ou apenas o seguimento, mas alguns casos podem precisar de cirurgia.

     O tipo mais frequente de espondilolistese é a ístmica, em que há lesão na porção interarticular, que pode estar fraturada (espondilólise) ou alongada. Acredita-se que seja decorrente de múltiplos processos de microfraturas e consolidações, que alteram a morfologia das vértebras, tornando-a mais alongada. Outros tipos são as congênitas ou displásicas, degenerativa, pós-traumática e patológica.

     A gravidade da situação é medida através do grau da listese. Um escorregamento de até 25% representa o grau I, de 25 a 50% grau II e assim por diante.

     O diagnóstico pode ser feito com RaioX simples, mas a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética fornecem informações relevantes para instituir o tratamento.

     O tratamento cirúrgico está indicado quando há falha no tratamento clínico conservador, instabilidade radiológica com presença de sintomas neurológicos, piora progressiva da listese, listese maior de 50% ou lombalgias incapacitantes. Existem várias técnicas cirúrgicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: descompressão das estruturas nervosas e estabilização da coluna.

 

Referência:

Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

Braga FM, Melo PMP. Neurocirurgia. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. UNIFESP / Escola Paulista de Medicina. Manole 2005.

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Hérnia de Disco

Neurocirurgia - sab, 06/20/2015 - 19:26

     A parte óssea da coluna vertebral é composta pelas vértebras.  No interior das vértebra existe um canal, por onde passa a medula espinhal e as raízes nervosas.  Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, que são estruturas cilíndricas, formadas por um anel (ânulo) fibroso na parte mais externa e uma porção mais gelatinosa (núcleo pulposo) no interior. A função destes discos é amortecer o impacto, absorver os choques, e evitar o atrito entre uma vértebra e outra.

     Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado. Nessas situações podem ocorrer  as hérnias de disco, ou seja, parte dos discos sai da posição normal e comprime a medula ou raizes nervosas. O problema é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. Além disso a região torácica é menos móvel e mais firme pela presença da caixa torácica.
     As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão nervosa.

O que causa a hernia de disco?
     Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, do sedentarismo e do tabagismo. O esforço físico inadequado, como carregar ou levantar muito peso, também pode comprometer a integridade do sistema ósteo-muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais. Atividades físicas de alto impacto, competitivas e que envolvam movimentos bruscos, se não forem acompanhadas de um preparo físico adequado também podem prejudicar a boa saúde da coluna. Má postura e obesidade também são fatores de risco.

Quais são os sintomas?
     A hérnia de disco pode ser assintomática. Esse é um dado muito importante, pois atualmente realiza-se muitos exames de imagem como Ressonâncias e Tomografias, e é muito comum a presença de hernias de disco que não são diretamente responsáveis pelos sintomas do paciente, no entanto este fica preocupado com o laudo e pode passar a tomar medidas que acabem prejudicando mais ainda a saúde da coluna, como por exemplo, a suspensão de atividades físicas. Após os 50 anos, 30% das pessoas apresentam alguma forma assintomática desse tipo de problema na coluna.
     A hernia de disco aguda pode provocar dor intensa nas costas, ou quando há compressão nervosa, a dor pode irradiar para a região correspondente ao nervo que foi atingido, a perna na região lombar e o braço na região cervical. Outros sintomas que podem estar associados à dor são parestesias (formigamento, dormência, anestesia) e paresias (fraqueza muscular), principalmente para movimentar o pé nos casos das hérnias lombares, e para movimentar o braço ou mãos nas hérnias cervicais.
     Uma compressão da medula espinhal na região cervical pode levar a estes sintomas em todos os membros, assim como espasmos, rigidez e dificuldade para caminhar.

Como é feito o diagnóstico?
     A suspeita diagnóstica parte da avaliação clínica, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como o Raio-X, tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética (RNM) ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

Qual é o melhor tratamento pra hérnia de disco?
     Em algumas situações o tratamento cirúrgico deve ser considerado de maneira urgente: perda de força progressiva, dor incapacitante e refratária aos medicamentos realizados no hospital, síndrome de cauda equina (perda de sensibilidade na região genital e membros inferiores associada a perda de força) e síndrome de compressão medular.
    No entanto, na maioria das vezes, as hérnias de disco lombares costumam resolver com o tratamento clínico: analgésicos e antiinflamatórios, repouso e sessões de fisioterapia e acupuntura. Geralmente 90% dos pacientes retornam às suas atividades após um mês. O repouso absoluto não deve ser superior a 2 dias, a não ser que o médico tenha assim orientado, pois causa enfraquecimento da musculatura sustentadora da coluna.
     As hérnias de disco na coluna cervical também podem ser tratadas conservadoramente ou cirurgicamente, considerando a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia é indicada quando o paciente apresenta alguma disfunção neurológica grave como perda de força progressiva ou quando não melhora com o tratamento clínico.

O que posso fazer para prevenir esse problema?
     O principal é adquirir hábitos saudáveis de vida como prática regular de atividade física,exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura abdominal e paravertebral, assim como postura correta são medidas importantes para prevenir as doenças da coluna. Veja os links: "Evolução ou involução?", "Dor Cervical" e "Dor Lombar".

Outras recomendações:
- manter uma boa postura em todas as posições do dia-a-dia: pra dormir, sentar, ficar em pé ou praticar atividade física
- qualquer coisa em excesso é ruim para saúde, evite, excesso de peso, de bebidas alcoólicas, de exercícios físicos, de cigarro..
- informe-se sobre a atividade física que melhor se adapta a sua faixa etária e problema de saúde
- siga as recomendações do neurocirurgião após a cirurgia, para evitar que nova hérniase forme naquele ou em outro local
 

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Protrusão de Disco

Neurocirurgia - sab, 06/20/2015 - 19:20
Qual a diferença entre protrusão de disco e hérnia de disco?

     Disco intervertebral é uma estrutura fibrosa presente entre os corpos das vértebras, nas articulações intervertebrais. O disco intervertebral é formado por um anel fibroso e um núcleo pulposo e possui o mesmo formato do corpo da vértebra. A função desse disco é absorver o impacto e garantir certa mobilidade entre as vértebras, provenientes das atividades físicas da vida diária.

     O anel fibroso pode romper devido a um traumatismo ou mesmo por causa do envelhecimento do disco. Com isso o núcleo pulposo pode extravasar de seu local original, instalando-se um quadro de dor na coluna e/ou em um membro (perna no caso da coluna lombar e braço no caso da coluna cervical).

     Na chamada protrusão discal, o anel fibroso não se rompe, apenas se distende. Nessa fase, o abaulamento do disco pode pressionar a raiz nervosa ou a medula espinhal provocando dor e outros sintomas característicos de compressão de nervos, como perda de movimento ou de sensibilidade, geralmente relatados como fraqueza, dormência ou formigamento.

     Tecnicamente, quando a base do material herniado é maior que a distância entre o espaço discal e a extremidade do material, chama-se protrusão discal. Quando a base é menor, chama-se hérnia de disco. Quando há extravasamento do núcleo pulposo através do anel fibroso roto, há uma hérnia de disco extrusa.

     Evolutivamente, a protrusão ou abaulamento discal é um estágio que antecede a hérnia de disco no processo de degeneração do disco intervertebral. Outra maneira de entender a diferença é que toda hérnia de disco é uma protrusão, mas nem toda protrusão é uma hérnia.

 

Minha Ressonância da coluna mostrou diversas protrusões discais, o que eu faço?

     Em primeiro lugar, deve-se conversar com o neurocirurgião especialista em coluna para saber se as protrusões discais estão relacionadas com os sintomas apresentados, pois podem ser achados de exame sem significado clínico. Podem também estar relacionados com o envelhecimento normal da coluna.

     De uma forma geral, pensando no processo de degeneração da coluna, vale a pena sempre fazer de tudo pra manter uma coluna saudável e tentar evitar que a rápida progressão dessas protrusões resulte em sintomas de dor ou comprometimento neurológico.

 

Em quanto tempo devo repetir a Ressonância de coluna pra ver como estão as protrusões?

     O seguimento do processo degenerativo da coluna com exames de imagem não faz sentido. Vai apenas gerar mais ansiedade em uma situação que cargas emocionais negativas são grandes inimigas da melhora clínica. Seria como ficar tirando fotos de uma ruga na testa pra ver se está piorando ou melhorando. Ou seja, certamente vai piorar com o tempo, o importante é o quadro clínico. Se estiver vivendo bem e sem dor, esqueça a ressonância!

 

Leia mais em : Hérnia de DiscoDor LombarHérnia de Disco Cervical - Tratamento CirúrgicoCirurgia da Coluna

Referência: Devlin VJ. Spine Secrets. 2003 Hanley & Belfus.

 

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Dor Cervical

Neurocirurgia - sab, 06/20/2015 - 18:02

O que você precisa saber sobre cervicalgia, torcicolo, dor cevical ou nucalgia?

     A cabeça e a região do pescoço estão vulneráveis a muitos tipos diferentes de stress: postura inadequada, traumatismos, doenças da idade como desgaste ou artrite, disfunções da mordida e muitas outras causas. Atividades aparentemente inócuas como ler na cama ou mascar chiclete podem causar dor se realizadas incorretamente ou na presença de alguma disfunção. Como podemos evitar esses potenciais problemas? E se não pudermos evitar, como podemos nos recuperar o mais rápido possível?

     A dor cervical é muito comum e geralmente auto-limitada, os sintomas costumam melhorar em poucos dias ou semanas. Os casos que não resolvem em 2 meses viram problemas crônicos e além da dor podem resultar em perda de função como redução da amplitude de movimento, deformidades e em casos mais graves fraqueza e redução da sensibilidade dos membros. O médico deve ser procurado se o paciente apresentar qualquer sinal de alerta ou se tiver qualquer dúvida. Descartando necessidade de tratamento cirúrgico há a introdução do tratamento clínico e fisioterápico. A fisioterapia pode ajudar a recuperar função mais rapidamente e ensinar novos hábitos para reduzir o risco de mais dor ou mais injúria.
 

     Sinais de alerta
- traumatismo (acidentes)
- dor aguda não relacionada a trauma
- dor intensa
- dor noturna
- fraqueza nos braços ou nas pernas
- formigamento ou diminuição da sensibilidade nos braços ou nas pernas
- associação com outros sintomas: febre, perda de peso, cansaço.
 

Anatomia da região cervical

    A região mais flexível da coluna é a cervical que consiste de 7 vértebras, discos intervertebrais entre elas que são responsáveis por absorver o impacto, músculos e ligamentos que ajudam a manter a coluna no lugar (Figura). Na parte superior há a conexão da coluna cervical com a base do crânio. A medula espinhal, responsável por mandar impulsos nervosos do cérebro para toda parte do corpo, ocupa o canal vertebral que fica no centro de cada vértebra desde a região cervical até a lombar. As raízes nervosas provenientes da medula cervical saem do canal vertebral pelo forame intervertebral e se distribuem para o pescoço, braços e mãos, por causa disso, dor ou outros sintomas nos braços é motivo para rastrear problema na coluna cervical. E a possibilidade de lesão da medula na região cervical pode trazer problemas não só para os braços, mas também para o tronco e membros inferiores.

Possíveis causas de cervicalgia e cefaléia
 

     Uma das causas mais comuns de dor cervical e algumas vezes cefaléia é postura inadequada e que chamamos de cervicalgia postural. É fácil adquirir hábitos posturais ruins sem ao menos se conscientizar disso.
     A regra básica é simples: mantenha o pescoço em posição neutra sempre que possível. Em outras palavras, não curve o pescoço para frente e nem para trás por períodos muito longos. Também tente não ficar sentado em uma mesma posição por muito tempo, se for necessário, certifique-se de que a postura está adequada: cabeça em posição neutra, costas com apoio, joelhos ligeiramente abaixo do quadril e com os braços apoiados.

      Ler na cama pode causar tensão cervical, principalmente se estiver sem apoio, flexionando a cabeça e tentando manter os braços pra frente para segurar o livro (Figura). Se você lê na cama, considere adquirir um produto específico para este propósito como um travesseiro triangular ou uma mini-mesa portátil. Finalmente, lembre-se de não ficar em uma mesma posição por muito tempo, nossos corpos foram feitos para se movimentar.

      A posição de dormir é outra fonte possível de problemas cervicais (Figura). O seu travesseiro o força a dormir com o pescoço em um ângulo, seja ele muito alto ou muito baixo? Se sim, deve-se investir em um novo travesseiro que deixe a cabeça alinhada com a coluna e esta, paralela à cama. Deve-se certificar que o espaço entre a parte de trás do pescoço e a cama esteja preenchido por um travesseiro de maneira que o pescoço fique relaxado em posição neutra. Peça para alguém observar o alinhamento da coluna por trás se você dorme de lado ou pelo lado se você dorme de costas. Não durma de bruços, esta posição coloca grande pressão sobre o pescoço. Travesseiros de pena são geralmente melhor que os de espuma; eles se ajustam facilmente ao formato da cabeça. Não use muitos travesseiros. Lembre-se também que travesseiros não duram para sempre e depois de alguns anos, travesseiros tendem a diminuir e precisam ser substituídos. Além disso, uma cama que não ofereça suporte suficiente para as costas também pode ser uma fonte de desconforto cervical.

Algumas outras dicas para evitar tensão cervical e dor:

      Tente fazer exercícios de alongamento antes de dormir e logo ao acordar.

     A regra da posição neutra também vale para pessoas que passam muito tempo trabalhando em computadores (Figura). Novamente, não flexione o pescoço para frente. Ajuste a mesa, monitor e cadeira para uma altura confortável, para que o monitor fique na altura dos olhos e os joelhos ligeiramente abaixo do quadril. Um apoio para os pés pode ajudar a manter a posição correta. Sente perto suficiente do monitor para que não tenha que flexionar a cabeça para poder ver melhor. Use o apoio de braços, deixá-los suspensos força a musculatura cervical. Use os óculos se necessário. Consulte um profissional capacitado para encontrar a posição que é correta para você.

      Muitos se prepararam adequadamente para trabalhar em computadores (desktops) preocupando-se da maneira correta com a postura, daí recentemente houve o grande "boom" dos laptops e novamente a postura tornou-se um grande problema para a população.

     Laptops sobre a cama, sobre o colo e mesmo sobre a mesa são um perigo para a saúde da coluna. É importante lembrar que é essencial que o monitor esteja na mesma altura os olhos para evitar a deflexão da coluna e o sofrimento das estruturas cervicais. Para isso existem dispositivos, suportes que elevam o laptop deixando-o em uma posição aceitável (Figura)

      A posição neutra também deve ser encontrada ao se dirigir um carro. Ajuste o assento para que fique perto suficiente dos pedais e que não seja preciso trazer o pescoço para frente. Levante o banco o suficiente para que não haja extensão excessiva da coluna. O punhos devem estar no nível do volante quando os braços estiverem esticados para trazer conforto e segurança ao dirigir e apoios de braço devem ser utilizados quando possível

Maneira correta de levantar peso

     Outra causa de dor cervical é técnica incorreta para levantar peso. As pessoas sempre pensam na região lombar como área de risco, mas a região cervical é tão vulnerável quanto. Segue-se a maneira correta de se levantar peso:
- fique com a coluna reta, perto do objeto
- agache-se sobre o quadril e joelhos, mantendo as costas em posição neutra e a cabeça e ombros para cima
- agarre firmemente o objeto e levante com os músculos do quadril e da perna
- mantenha o objeto próximo ao corpo. Seu quadril e pernas absorvem a maior parte do peso, e mantendo-se próximo ao objeto coloca-se menos tensão nas costas e pescoço.
- os pés devem estar posicionados na mesma distância dos ombros, com um pé ligeiramente a frente do outro.

     Além disso, você pode perceber que colocando um pé a frente e um pé atrás deve facilitar o levantamento de um objeto, mas do que a posição de cócoras.

Evitando tensão cervical

     Evite carregar itens em um só ombro por muito tempo. Para tal, mochilas com 2 alças são adequadas por distribuírem melhor o peso a ser carregado.
     Evite carregar itens muito pesados. Para tal, uma mochila com rodinhas e alça retrátil pode resolver o problema.
     Preste atenção quando estiver ao telefone, principalmente se estiver falando e realizando outras atividades simultaneamente, isso pode trazer problemas cervicais. Algumas pessoas têm o hábito de espremer o telefone entre o ombro e o pescoço (Figura), isso não só trás tensão à região cervical, mas por um período longo pode levar à compressão das raízes nervosas no forame intervertebral por uma protusão discal por exemplo. Se você passa um período longo do dia no telefone, talvez seja interessante adquirir um produto específico tipo headset, atualmente a disponibilidade destes dispositivos sem fio e comunicação bluetooth ou wireless aumentou bastante.
 

Disfunções da articulação têmporo-mandibular (DATM)

     A ATM é a articulação pela qual a mandíbula se conecta com o crânio. Problemas dolorosos com a ATM ocorrem em pessoas que apresentam má-oclusão dentária, rangem os dentes, utilizam a articulação de maneira inadequada ou apresentam outras doenças. Como o pescoço e a ATM estão diretamente relacionadas, a DATM pode causar cervicalgia e vice-versa. Numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, o corpo se encarrega de adequar, nesse caso negativamente, articulações, músculos e ossos, o que resulta em dor cervical. Em alguns casos o dentista deve criar um dispositivo oral que permita a articulação repousar e permite finalizar o tratamento da cervicalgia associada. O fisioterapeuta também pode ajudar a minimzar a dor na mandíula através de um programa de exercícios especial.
 

Enxaqueca e outros tipos de dor de cabeça

     A verdadeira enxaqueca geralmente não tem relação com cervicalgias. No entanto, alguns tipos de dores de cabeça podem se apresentar com sintomas semelhante e na verdade serem secundários a problemas cervicais. Os sintomas típicos de enxaqueca são: dor latejante, unilateral, de forte intensidade e duração, náusea ou vômitos, intolerância à luz e som, piora com exercícios.
     Repare se existe dor cervical associado à sua dor de cabeça. Seguir as medidas preventivas aqui citadas não fará mal se você realmente tiver enxaqueca., no entanto não deixe de procurar um profissional capacitado que possa orientar o melhor tratamento.
     A maioria das pessoas sabe por experiência própria que stress emocional pode causar dor de cabeça. Essas dores de cabeça simples podem ser tratadas de várias maneiras, desde medicações analgésicas simples a psicoterapia. A maioria dessas dores melhora espontaneamente; no entanto, se a dor for persistente ou recorrente procure um médico especialista e certifique-se de que tensão cervical, má postura, ou tensão ocular não sejam as causas iniciais. A tensão muscular na parte posterior do pescoço pode irritar alguns nervos da cabeça causando a dor. este problema pode ser tratado com medicamentos, fisioterapia e até pequenas infiltrações que são realizadas no próprio consultório.

Osteoartrite

     É a inflamação das articulações causada por desgaste devido ao uso. Todos nós apresentamos um certo grau de osteoartrite enquanto envelhecemos, mas esta condição também ocorre em jovens que apresentam predisposição à este tipo de doenças ou por lesões repetidas. A osteoartrite do pescoço ou espondilose é caracterizada por rigidez, limitação de movimento e disfunção neurológica nos casos mais graves.
     Fisioterapia pode ajudar no tratamento da osteoartrite através da hidroterapia, exercícios específicos, alongamento, massagem e outras técnicas terapêuticas, levando gentilmente e vagarosamente a uma melhora da rigidez e aumento da amplitude de movimento.

Lesão em chicote
 

     É uma movimentação brusca e violenta do pescoço para trás e para frente e é provavelmente a maior causa de lesão traumática da região cervical. Freqüentemente associada a acidentes automobilísticos, embora possa ocorrer em outras situações. Em casos agudos um colar cervical pode ser apropriado para descansar o pescoço e melhorar a inflamação. A fisioterapia nesta situação deve ser indicada de maneira cautelosa por um especialista, mas é instrumento importante para ajudar a recuperar força, função e amplitude de movimento.
 

É somente uma dor cervical?

     Dores cervicais podem vir acompanhadas de dores nos braços porque os nervos provenientes da região cervical inervam todas a região dos braços e mãos. Algumas vezes é difícil descobrir a real origem da dor.
     Outros sintomas nos braços além da dor, incluem falta de sensibilidade, formigamento, fraqueza. Esses sintomas podem ser confundidos com síndrome do túnel do carpo (STC), uma condição encontrada em pessoas que trabalham com movimentos repetidos por períodos prolongados. Na STC, o nervo que percorre o centro do antebraço torna-se inflamado e o seu deslizamento e movimentação torna-se restrito. Mas é possível que a compressão do nervo esteja ocorrendo mais acima na região do pescoço e até mesmo em ambos os lugares.

O que fazer quando o pescoço já está doendo?

     Diversas medidas podem ser tomadas para o tratamento da cervicalgia crônica. O benefício individual de cada terapia é difícil de ser comprovado, portanto o melhor tratamento está na combinação de medidas que se adéqüem melhor ao paciente e à doença em questão. É importante ter em vista a melhora a longo prazo e não apenas ao alívio sintomático imediato, e para isso deve-se respeitar a idéia básica de evitar novas lesões através da identificação e eliminação dos fatores causadores, reeducação postural e restabelecimento funcional da região cervical.
     A primeira medida a ser tomada após o diagnóstico de cervicalgia crônica, sem traumatismo associado, é descansar e, de preferência, deitado e com a coluna em posição neutra.
     Pode-se também aplicar compressa quente ou fria. Muitos profissionais preferem a compressa fria, devido seu efeito em reduzir a dor e a inflamação, e esta é a melhor estratégia de fato para dores agudas, podendo também ser utilizada em dores crônicas. Para usar uma compressa, adquira uma bolsa própria ou coloque gelo triturado em uma bolsa, coloque uma toalha sobre a área afetada e só então aplique a bolsa, não use-a diretamente sobre a área afetada. Calor também proporciona alívio para algumas pessoas, mas deve ser usado com cuidado porque pode algumas vezes piorar uma área inflamada.
     Aplique compressa quente ou fria por 15-20 minutos por vez com 40 minutos de descanso entre a aplicações. Pode-se também usar as duas compressas de maneira alternada.
 

Considerações quanto a fisioterapia

     O fisioterapeuta escolhe o tratamento, em conjunto com o médico, entre várias modalidades: exercícios para flexibilidade, força, estabilidade e recuperação de amplitude de movimento. Outras opções incluem gelo, calor, estimulação elétrica, tração ou mobilização e massagem. O fisioterapeuta avalia o ambiente em casa e no trabalho para garantir que você não esteja se machucando continuadamente.
     A hidroterapia é também uma excelente alternativa para tratamento da cervicalgia. Ela conta com vários fatores benéficos, só o fato de ser realizada em água aquecida em sessões de 40-60 min já auxilia no relaxamento da musculatura cervical aliviando dores musculares. Exercícios na água diminuem a tensão sobre as articulações, levando ao fortalecimento da musculatura sem prejuízo articular. E ainda exercícios passivos na água com movimentações do tronco e da região cervical promovem um restabelecimento do que é a postura correta pelo sistema nervoso central.
     Há muitas evidências de que exercícios aeróbicos de baixo impacto como natação, caminhada, e aeróbica d baixo impacto, bicicleta ergométrica podem ser úteis para reduzir a dor cervical. O fisioterapeuta ou educador físico capacitado pode realizar uma programação de exercícios não dolorosa exclusiva para você.
Uma vez alcançados os objetivos da fisioterapia, é necessário continuar a terapia em casa com uma programa domiciliar realizado para suprir as necessidades de cada pessoa individualmente. O objetivo da fisioterapia é conseguir com que o paciente retorne as suas atividades o mais rápido possível com o conhecimento necessário para minimizar ou eliminar o problema.

Que profissional devo procurar ?

     Não hesite em procurar um especialista em coluna, neurocirurgião, ortopedista, reumatologista ou fisiatra ao sentir dor, desconforto cervical ou torcicolo. Uma consulta precoce pode facilitar a eficácia das medidas preventivas e evitar problemas mais sérios no futuro. Se não houver queixa alguma, apenas dúvidas quanto a postura correta e as medidas preventivas para problemas de coluna, procure um fisioterapeuta. Tratamentos cirúrgicos, clínicos e fisioterápicos são continuamente desenvolvidos e aperfeiçoados para que possam auxiliar no bem estar de cada um e proporcionar melhor qualidade de vida.

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