Medicina

Entrevista Zika Virus e Higiene Intima

Fertilidade - seg, 01/18/2016 - 19:13

 

Apresentador: Alô amigos, bem vindos ao “Gente que fala” sempre ao vido de 12:00 horas à 13:00 horas pela rádio Trianon AM 740 -SP, rádio Universal AM 810 – Santos, ALLTV www.alltv.com.br com reapresentação 18:00 horas, também TV Guarulhos Canal 20 UHD, canal 3 da NET em Guarulhos 23:30 horas. Acesse nosso blog conheça nossos colunistas e colaboradores GENTEQUEFALA.COM.BR nossa Fanpage facebook/gentequefala, para você participar, chat no site da ALLTV, temos também whatsapp 97401-2235 e ainda um telefone sempre a sua disposição 5052-6622. Conosco nesta edição doutor Syuichi Fujisaki, doutor Syuichi, prazer tê-lo aqui.

Dr SF: O prazer é todo meu.

Apresentador: O senhor é urologista. Eu gosto de refirmar sempre especialista em andrologia e geriatria e peço insistentemente que o senhor me dê a diferenciação.

Dr SF: Pois não. Obrigado. Bom, urologia ele trata das vias urinarias, agora a geriatria é um campo que está aumentando, principalmente pelo expectativa de vida, então a faixa etária maior está tendo mais cuidados também.

Apresentador: Eu costumo dizer que homem tem dois médicos, o pediatra e o geriatra.

Dr SF: Exatamente.

Apresentador: Então, eu estou quase chegando...

Dr SF: é quando ele é levado, é isso mesmo?

Apresentador: Já estou quase chegando ao senhor, desde que alguém me conduza, é dessa forma?

Dr SF: Perfeitamente. Porque o homem é ele é relutante em buscar os cuidados com relação à saúde, tanto é que 70 por cento mais ou menos, as mulheres é que levam o homem ao consultório ou marido ou filho. Então, a tua colocação é correta mesmo, ele tem o pediatra quando a mãe leva, seria uma geriatria bem avançada quando alguém leva, porque ele está precisando realmente.

Apresentador: Juliana Amato, doutora Juliana Amato, prazer tê-la aqui doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: O prazer é meu.

Apresentador: Eu precisa que a senhora fique mais próxima do microfone. A senhora é ginecologista.

Dra Juliana Amato: Sim, ginecologista, ginecologista e obstetra e faço área de reprodução assistida também.

Apresentador: Esse nome é muito famoso. E é do instituto... Amato Instituto de Medicina Avançada, a senhora entrega o Instituto.

Dra Juliana Amato: Isso. Nós somos um grupo de quatorze médicos e a gente... de várias especialidades e a gente tem o hospital dia também, funciona como hospital dia.

Apresentador: O que eu coloquei com o doutor Syuichi, com relação ao homem, o homem é realmente relutante em procurar.

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza. A gente vê pela família e pelas pacientes que vão lá e contam dos maridos, que a gente pede um exame não faz de jeito nenhum.

Apresentador: não faz, tem isso também?

Dra Juliana Amato: É, demora para fazer, ele não quer fazer ou a gente tem que pedir para ir no urologista.

Apresentador: Mas é... eu acho...

Dra Juliana Amato: mesmo assim não vai.

Dr SF: É.

Apresentador: eu acho muito interessante e acho necessário que se destaque isso, porque o doutor Syuichi colocou o termo correto, o homem é relutante, quando a mulher já começa a sair da infância ela já é orientada a procurar cuidados médicos, isso é... a mulher com facilidade ela já na sua juventude, na sua puberdade, já está preocupada com isso, o homem quer distância de médico, falo por experiência própria.

Dra Juliana Amato: É, o homem tem medo, é, o homem tem mesmo. Realmente ele só vai no pediatra, no urologista quando precisa e no geriatra.

Apresentador: Tem uma explicação para isso?

Dr SF: Não sei, você que são homens vocês falam.

Apresentador: Tem explicação para isso doutor Syuichi?

Dr SF: Eu acredito, veja só, na infância ainda quem cuida é a mãe, a mulher, não é isso?

Apresentador: Sim.

Dr SF: Então, qualquer tipo de problema, dificuldade, ela vai levar ao médico, agora à partir da infância começa a pré-puberdade, a mocinha ela tem a menstruação e realmente a presença do sangue é... vamos dizer assim, a criança não vai entender aquilo.

Apresentador: Choca.

Dr SF: Choca. Então, a mãe tem que preparar, “olha se tiver um sangramento” e ela vai explicar, ou seja, a menina ela vai ver a presença do sangue e já vai ter orientações da mãe com relação aos cuidados e o garoto não, ele tem a fimose dele que deveria ser tratada e só vai tratar depois dos 20 – 30 e olha lá, não é verdade? Ele fica um tanto afastado mesmo com relação a orientação familiar, que o pai não fala, ele já não vai também e a mãe ela costuma orientar mais a filha.

Dra Juliana Amato: É isso é verdade, mãe leva no ginecologista, a filha entra na menarca menstruou 12 – 13 anos já leva na primeira consulta.

Apresentador: Eu ressalto isso sempre, porque há um aspecto que não Brasil não existe que é prevenção. Vocês trabalham em áreas próximas urologia e ginecologia, onde a prevenção é essencial, todos as áreas, mas especificamente nesses casos, e eu lamento que de parte dos homens não haja prevenção, o brasileiro não sabe o que é prevenção. Então, eu destaco, sempre faço em tom irônico, mas destaco sempre este problema que o homem e muitas vezes a mulher também não há prevenção. Então, se eu vou no doutor Syuichi lá e ele me diz que eu tenho algum problema é mais fácil eu trocar de médico do que eu voltar nele, sabe... lamentavelmente essa é a consciência do brasileiro, é isso o que acontece?

Dr SF: É, exatamente. Eu acredito o seguinte, também a natureza de repente ela fez com que ocorresse isto, pelo o seguinte, uma das doenças graves é o câncer, não é isto? Se for colocar quais são os tumores mais frequentes no homem e na mulher, entre eles estão o câncer do colo uterino e o câncer de mama na mulher e no homem da próstata, mas a natureza fez de tal forma que os problemas da próstata acontecem à partir dos 50 anos de idade, enquanto que das mulheres à partir do início após a puberdade, após o início das condições, mudanças orgânicas ela já está sujeita a ter um tumor, então a própria mãe ela também está fazendo anualmente de certa forma um controle de prevenção com relação ao câncer do colo uterino, isso desde de jovem e a mocinha também desde... não digo os 15, mas à partir dos 18 – 20 anos já é comum ela fazer exame que é o famoso Papanicolau, que é um teste, um exame. Então, a mulher desde jovem ela já está habituada a fazer esse controle.

Apresentador: Mas doutor Syuichi, o senhor esteve aqui no ‘Gente que fala” no mês de outubro, uma campanha fantástica do “outubro rosa” depois nós tivemos o “novembro azul” que é com relação a campanha do câncer de próstata e eu fico me perguntando com insistência, se essas campanhas realmente trazem resultado, principalmente no caso do “novembro azul”, “outubro rosa” é uma euforia, todo mundo...

Dra Juliana Amato: “Outubro rosa” é muito difundido, as mulheres procuram mesmo.

Apresentador: é uma euforia. Agora nós homens no “novembro azul”, eu fico imaginando se a campanha realmente trouxe um resultado positivo, para que o homem começa a se preocupar com a própria saúde, eu fico sempre questionando esse aspecto, me preocupa muito isso.

Dr SF: Sem dúvida, isso ocorre sim, a informação acaba gerando, vamos dizer, dissemina mais essa informação e os homens estão conscientizados. Tanto que eles têm, muitos pacientes já tem um agendamento anual dessa parte urológica, da próstata e junto com cardiologia, outras áreas também.

Apresentador: Mas no caso especifico agora, nós estamos em verão, nós estamos no verão, e uma informações que a gente tem é que... eu não entendi, cálculo renal e calculo urinário é a mesma coisa?

Dr SF: É a mesma coisa.

Apresentador: É a mesma coisa...

Dr SF: Exatamente.

Apresentador: Mas a terminologia...

Dr SF: É localização.

Apresentador: Terminologia mais comum é cálculo renal?

Dr SF: Sim.

Apresentador: O que tem a ver o verão com o aumento desse problema no homem?

Dr SF: Sim, exatamente. Pela própria, vamos dizer assim, a lei da física, hidrodinâmica, vamos colocar dessa forma, o que é um cálculo? Cálculo é uma pedra, se fala pedra nos rins também, o termo. Então, o cálculo ele é uma formação pétrea, que é um... inicia com cristais, então esses cristais eles têm diferentes origens, então ele pode ter uma conformação com a presença de cálcio, fosfato, então para formar um cristal, lógico, essas substancias quanto maior a concentração desse liquido, vai ser mais rápida a formação desses cristais. Então, existem dois fatores, uma condição congênita ou genética, uma tendência a ter esses cálculos e também o fluxo do liquido, quanto maior o fluxo do liquido no caso urinário ele vai lavando a região, esses pequenos cristais eles são eliminados normalmente. Então, quando se forma um cristal ele vai aumentando de tamanho, vamos dizer assim, até meio centímetro que seria um cálculo de meio centímetro 99 por cento ele é eliminado espontaneamente, de repente o paciente nem percebe.

Apresentador: Cálculo de meio centímetro é um grão de arroz?

Dr SF: Exatamente, veja que é relativamente pequeno.

Apresentador: eu estou fazendo uma comparação correta...

Dr SF: Ele pode ser eliminado espontaneamente, 90 por cento...

Apresentador: O homem nem percebe?

Dr SF: Nem percebe.

Apresentador: Sim.

Dr SF: eventualmente pode ter uma cólica, mas...(ininteligível)

Apresentador: O que tem a ver o verão com esse problema?

Dr SF: Exatamente, porque ele concentra o liquido a urina. Veja só, numa mesma quantidade de ingestão de liquido, no inverno praticamente o liquido é eliminado pela urina, pelas vias urinarias e no verão não, ele é dividido pela transpiração, pela respiração, tem outras formas de perder, da perda do liquido. Então, no sistema urinário se torna o volume menor a urina é mais concentrada, então a formação é maior dos cristais.

Apresentador: Mas não é no verão que se ingere maior quantidade de líquidos?

Dr SF: Sim, mas se perde muita quantidade também, deve-se ingerir mais, mas a perda é maior pela outras áreas. Veja, a maior ingestão de liquido, que seja, mas a perda no verão se soma, a perda pela transpiração.

Apresentador: Isso atinge as mulheres também?

Dr SF: Também, com certeza.

Dra Juliana Amato: Eu tenho uma dúvida. O Cálculo renal ele é mais comum em homem ou em mulher, tem essa diferenciação?

Dr SF: Existe uma frequência, sim, é maior nos homens. Provavelmente pela condição do dia a dia da vida e de alimentação também, de repente o homem ele é mais exagerado, ele era fumante, tem várias condições que devem interferir no metabolismo geral, que vai dar essa formação. Mas a evolução do tempo, o tempo atual a incidência do cálculo no homem é de uma vez e meia a mais que a mulher, naturalmente a mulher também já saiu de casa está tendo as mesmas atividades que o homem e o tipo de alimentação também.

Apresentador: Doutor Syuichi, o senhor falou de alimentação, existem alimentos que devem ser evitados, para que se...?

Dr SF: Sim, existem.

Apresentador: Com relação a cálculos renais?

Dr SF: Eu colocaria da seguinte forma, o indivíduo que não tem uma tendência genética ele não vai ter cálculo nunca na vida, mas aqueles que já tiveram uma vez a reincidência é muito grande, 70 – 80 por cento de quem teve cálculo vai ter de novo, ele vai ter várias vezes então, nesses casos vale a pena um cuidado, uma ingestão maior de liquido e alimentação. Então, que tipo de alimentos são, vamos dizer assim, bem vindos e devem ser evitados, bom, bem vindo é realmente água, liquido, deve ser evitado carne vermelha, amendoim, castanha, frituras.

Apresentador: Aquela história de tomate é verdadeira?

Dr SF: Não, não é assim também.

Apresentador: Não, é?

Dr SF: Porque o pessoal fala por causa da semente, acha que a semente do tomate vai se virar cálculo, é folclore.

Apresentador: Mas é bom desmistificar isso.

Dr SF: Não, não é, com certeza não. Agora, veja só...

Apresentador: Então eu peço desculpa, tomate, pepino, são os dois... são os dois alimentos, “você tem cálculo renal não coma tomate, não coma pepina, coisas desse tipo.

Oradora A: O povo fala, “não coma tomate, tomate, coisa muito condimentada”.

Dr SF: São frituras esses tipos de alimentos. Agora, o que é importante é ingerir bastante liquido sem dúvida, principalmente no verão, isso para quem já teve é obrigatório, agora para quem nunca teve, talvez não faça diferença.

Apresentador: Doutora Juliana, um problema que nós temos no Brasil e de maneira assustadora neste momento é microcefalia, nós tivemos...

Dra Juliana Amato: sim, causada pelo Zika vírus... É, o nosso país hoje vive uma epidemia do Zica vírus, esse Zika ele é um vírus causado pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da dengue da chikungunya, começou mais na região norte o Zika apareceu em meados do anos passado e hoje em dia a gente vê que está bem disseminado, só do Natal... a gente já sabe que tem mais de 3 mil casos de Zika e do Natal até dia 02 199 casos novos, tem aumentado muito. E é um vírus que é transmitido por esse mosquito então, a gente tem que tomar muito cuidado, principalmente agora na região sudeste que começam a época de chuva a população de mosquito se a população não se conscientizar vai aumentar muito.

Apresentador: A senhora fala no nordeste, a senhora registra no nordeste, primeiro que não é novo esse... esse problema não é novo, foi detectado há bastante tempo.

Dra Juliana Amato: foi detectado há bastante tempo, mas agora que virou epidemia.

Apresentador: Agora que nós fomos surpreendidos realmente com...

Dr SF: Isso, agora que aumentou o número de casos e que esse número de casos é bastante significativo esse aumento, antes...

Apresentador: Até então o Aedes Aegypti era tratado problema de dengue, ah, porque a dengue, a dengue...

Dra Juliana Amato: Só a dengue.

Apresentador: Ai no ano passado se começou a falar no Chinkungunya....

Dra Juliana Amato: Chikungunya.

Apresentador: E agora no final do ano o Zica vírus, mas é tudo próximo, é tudo... ai a palavra que eu usei, prevenção, o Brasil não tem uma prevenção para isso, lamentavelmente.

Dra Juliana Amato: É então, não tem uma prevenção, mas a gente, essa questão da prevenção tem que ser bastante enfatizada, não deixar acumular água, tomar cuidado com as piscinas, com as casa vazias que tem piscinas, que tem um acumulo de água, pneu, lixo, água acumulada em calha, as mulheres tem usar uma proteção, usar o repelente quando estiver gravida, quando não estiver também, porque a dengue está ai, apesar do Zica ele um sintomas amenos e a gente muitas vezes não saber que tem a Zica, porque parece uma gripe normal, mas para gravida mais para frente isso dá problema.

Apresentador: Tem um motivo para que de repente isso tenha explodido assim, parece que é uma grande novidade isso daí, eu fico, porque esse aumento assustador?

Dra Juliana Amato: pelo aumento do número de mosquito, porque se a gente lembrar de uns tempos atrás a gente tinha muito pernilongo, mas está demais, de uns dois anos para cá eu acho que esse população de mosquito aumentou muito e do Aedes Aegypti então... triplicou, antigamente...

Apresentador: Fugiu ao controle realmente?

Dra Juliana Amato: Fugiu ao controle. Antigamente eu lembro que eu morava em São José dos Campos, quando era mais jovem, não tinha feito faculdade, mas no condomínio dos maus pais passava aquele fumasse, vários bairros e acho que aqui de São Paulo também, passava aquele carro com aquele fumasse e tinha a população de mosquito controlada, controlada não extinta, mas diminuída e de uns dois anos para cá a gente não vê isso.

Dr SF: Eu acredito que também, é lógico, tudo responde ao equilíbrio, o equilíbrio ecológico está mudando, na hora que você elimina um determinado tipo de agente, lógico que o outro vai proliferar com certeza e o Aedes Aegypti, veja é um... na verdade é aquele mosquito que já se conhece já a mais de 50 anos era transmissor de muitas doenças e agora por que mais o Zica? Porque com certeza a frequência dela está contaminando mais esse transmissor. Agora você fala por que o Aedes Aegypti? Todo mundo está ouvindo falar dele...

Apresentador: É relativo se tem mais mosquito e mais gente infectada, mais mosquitos infectados surgirão por aí.

Dr SF: Então essa explicação que tem o problema básico seria o saneamento, mas ai existe uma outra explicação também, que tem muitas casas aqui em São Paulo que é grande metrópole, abandonas que estão fechadas, esses quintais não estão sendo fiscalizados, tem as piscinas, as poças d’água e tal, mas eu acredito que isso não é relevante, sempre teve casas vazias e sempre teve poças também, o que realmente de repente esse mesmo mosquito não está tendo um agente que seja de controle natural, que não tem mais, de repente ele está sozinho.

Apresentador: Acaba o predador dele.

Dr SF: Esse que é o mesmo transmissor da dengue, porque de repente é o único mosquitinho que vem picar, não tem os outros já foram.

Dra Juliana Amato: E o Zica, já existiam casos de microcefalia, mas começaram a estudar o Zica como causador de microcefalia faz pouco tempo, tem alguns casos escritos, mas assim como um dos causadores, tem pouco tempo.

Dr SF: Doutra Juliana, dengue a primeira coisa dengue, ai Chikungunya, ai Zica, tem sintomas, os sintomas são parecidos? Como é que se consegue facilitar o diagnóstico?

Apresentador: O Zica ele parece uma virose então, pode ter coriza, nariz escorrendo, dor no corpo, sensação de fraqueza, parece uma gripe mesmo, por isso às vezes passa desapercebido, a pessoa que tem acha que é uma gripe comum. A dengue não, a dengue já cursa com febre alta, além das dores no corpo, pode ter um declínio... uma anemia, um declínio das plaquetas do sangue, uma anemia profunda depende do caso.

Dr SF: Mas dissimulado seria mesmo o Zica?

Dra Juliana Amato: É o mais dissimulado seria o Zica, o Chikungunya já tem alteração ocular também, pode ter uma conjuntivite, é bem parecido com a dengue, Chikungunya e dengue às vezes é difícil você diferenciar muito, agora o Zica é uma virose, é uma gripe.

Apresentador: Lamentável a desinformação e o descaso das autoridades.

Dr SF: A dengue tem basicamente na cefaleia e alterações intestinais também e até hemorragia, hemorragia...

Apresentador: Isso é importante destacar.

Dr SF: ... Tanto que os pacientes que tomam e muitos tomam como prevenção cardíaca, medicamentos que eles falam popularmente afinam o sangue, o AS e medicamentos tipo anticoagulante que é contraindicado quando se tem a dengue então, muitos pacientes estão com dengue e estão com hemorragia, ele deve suspender esses medicamentos.

Apresentador: E quando o senhor fala em desarranjo intestinal isso é...

Dr SF: Ah, sim, diarreia, exatamente. Isso no caso da dengue, pelos sintomas.

Apresentador: Muito pouco falado, doutor Syuichi.

Dr SF: Dá uma diarreia constante, deve-se suspeitar, sem dúvida.

Apresentador: As pessoas suspeitam de outras cosias.

Dr SF: Cefaleia e essa parte intestinal.

Apresentador: Cefaleia é a dor de cabeça.

Dr SF: Dor de cabeça.

Dra Juliana Amato: E causa desidratação pela diarreia.

Apresentador: Ai tadinho do brasileiro, é lamentável. Eu chamo muito a atenção, porque quando você conhece a realidade brasileira, nós vivemos num mundo São Paulo, que é uma realidade, ai onde estão acontecendo esses casos que são divulgados, fora de São Paulo, longe de São Paulo então, isso me assusta muito, porque é realmente falta de informação e mundos diferentes dentro do país que nós vivemos então, minha luta é sempre falar de prevenção, sempre alertar e tudo, há muito tempo eu faço isso, mas eu acho que... lógico, eu não sou nada neste universo todo e acho que as autoridades tem um descaso muito grande.

Dra Juliana Amato: Então, o que a gente diz para as gravidas em relação ao Zica, o Zica como eu disse, muitas vezes ele passa desapercebido então, as pacientes que estão engravidando agora ou que estão grávidas elas tem usar repelente todos os dias e tem que suar calça cumprida, de preferência blusa de manga cumprida para evitar...

Apresentador: São cuidados muitos simples.

Dra Juliana Amato: São cuidados muito simples, são cuidados simples.

Apresentador: Ótimo, ótimo, que se oriente nesse sentido doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: Para evitar que ela seja picada, porque o diagnóstico da microcefalia ela é só feita no sexto mês de gravides por ultrassom então, não é um diagnóstico que a gente saiba antes então, ela já vai estar lá no sexto mês dela e ela vai para fazer um ultrassom e descobre que o cérebro do bebê é hipodesenvolvido.

Dr SF: mas posso fazer uma colocação?

Dra Juliana Amato: Sim.

Dr SF: Vou fazer uma pergunta. Poderia, vou colocar, poderia ser de rotina um exame para uma mulher grávida quando ela visita o obstetra, o ginecologista no caso obstetra, quando ela vai fazer o pré-natal existem exames que ela poderia fazer de prevenção, já que estamos nesse...?

Dra Juliana Amato: Então, agora é que estão fazendo o exame de sangue que é recente também, que é o PCR, que é o método de biologia celular especifico para Zica vírus, para pacientes que têm esses sintomas, mas não é de rotina ainda, quem sabe um dia a gente consiga colocar isso na rotina.

Apresentador: Quem sabe um dia. Doutor Syuichi, voltando a falar de verão, férias de verão, cautela com DST, são doenças sexualmente transmissíveis.

Dr SF: Sem dúvida. Primeiro lugar que é um período de férias de modo geral, então período de férias, passeios, a moçada é lógico que vai ter mais atividade.

Apresentador: Mais oportunidades.

Dr SF: Mais oportunidades.

Apresentador: Sim.

Dr SF: Então, os cuidados devem ser maiores pela frequência, pela condições de disponibilidade. Agora, o próprio verão vamos dizer assim, o que que ocorre? Muitas doenças bacterianas ela desenvolve na presença de umidade e no verão a nossa pele ela é mais úmida então, o desenvolvimento de bactérias é maior então, essas infecções genitais tanto no homem quanto na mulher é maior também nesse período e logico uma infecção ela pode trazer outra pela enfraquecimento da resistência e com isso pode adquirir uma DST.

Apresentador: Não há um desprezo maior nesse momento atual da população com relação a DST, colocando melhor, há 30 anos quando foi difundido, doutora Juliana não está... ela é muito jovem ainda... mas há 30 anos quando surgiu a AIDS, surgiu aquele pavor da população com relação a essa doença que tomava vulto e tal, de lá para cá, eu estou colocando 3 décadas, hoje me parece que é um desprezo muito grande com relação a DST toda.

Dr SF: A população ela está de repente entendo, está perdendo esse receio, esse medo, de repente como se fosse uma condição mais natural, comum. Mas você comentou com relação a AIDS, por exemplo, no início o primeiro ato, a primeira atitude como não tinha tratamento seria o uso do preservativo, que na verdade que seja há 30 anos, até hoje é fundamental isso, todo relacionamento deve-se usar o condão então, ele deveria estar presente, até uma ocasião eu coloquei, que ele deveria estar presente do lado de uma maquininha de banco uma venda do condão, quem sabe de brinde até, porque muitos países dão, não estão vendendo, eles cedem, que é uma forma preventiva então, o uso de preservativo condão é muito importante para doença sexualmente transmissíveis.

Apresentador: O brasileiro usa já, ou não?

Dr SF: Nas farmácias vende.

Apresentador: não, não.

Dr SF: A moçada usa sim, com certeza. Agora você falou usa. O risco está sendo maior nos idosos, olha só, o idoso ele não usa muito preservativo, a formação dele é de uma outra época, mas o jovem ele tem mais consciência do uso.

Apresentador: O jovem já foi conscientizado da necessidade do uso.

Dr SF: Sim, exatamente.

Apresentador: Nós mais antigos não temos essa conscientização da necessidade do uso do preservativo.

Dr SF: É. Talvez também, porque as parceiras que ele tem não são muitas ou é uma só, então ele ficou casado por muito tempo de repente ele se torna viúvo, um exemplo, então ele ficou muito tempo sem usar preservativo ele nem sabe mais, não é verdade? É o habito.

Apresentador:  Isso incutia a necessidade disso em alguém que já tenha passado essa barreira?

Dr SF: Sem dúvida, sem dúvida.

Apresentador: Com relação as mulheres, doutora Juliana?

Dra Juliana Amato:  As mulheres elas usam sim, principalmente as mais novas as adolescentes elas fazem questão de usar, às vezes a dificuldade vem do parceiro mesmo que não quer usar, mas a maioria usa, mesmo porque dessas DST, a AIDS, tem também o HPV que é muito difundido nas mulheres hoje em dia e que causa câncer de colo de útero então, elas estão bem orientadas, algumas não usam, mas a maioria...

Apresentador: É interessantíssimo, de novo a mulher...

Dr SF: Está na frente.

Apresentador: Está na frente, sem um papel determinante no uso do preservativo masculino.

Dra Juliana Amato: Eu acho que a maioria usa, a maioria uns 80 por cento usa, faz questão de usar.

Apresentador: Machão não usa, doutor Syuichi.

Dr SF: Sem dúvida. Agora, a jovem eu acredito que ela não está conscientizada com relação a HPV, porque 90 por cento dos tumores do câncer uterino está presente o HPV, é pré-cancerígeno.

Dra Juliana Amato: Estão presente no HPV. Mas depois que difundiu a vacina, que teve a campanha, eu acho que as mulheres elas se conscientizaram mais, mesmo porque quando elas começam a ir no ginecologista, já tem a indicação da vacina, muito cedo 12 – 13 anos então, as meninas de uns 2 – 3 anos para cá, ela já tem essa percepção que existe o HPV.

Dr SF: Essa campanha à partir dos 9 anos de idade, tem que ser antes da idade sexual.

Dra Juliana Amato: Antes da idade sexual.

Dr SF: Não que tenha que ter atividade sexual, mas já à partir dos 9 anos já estão se dando essa vacina.

Apresentador: Já há uma conscientização.

Dr SF: Isso. Interessante que essa campanha dá impressão que é voltada as mulheres, as meninas e os rapazes? Ai volta aquele ponto, por que que eles não tomam vacina?

Apresentador:  E existe essa possibilidade?

Dr SF: Da mesma forma o HPV, ele vai acometer independendo do sexo então, se o garoto tiver ele vai transmitir.

Dra Juliana Amato: Eu tenho muita dificuldade no consultório, as mulheres elas vêm com diagnostico de HPV e ai elas tem um receio de falar com o parceiro, porque o parceiro ele fala “não, mas eu não tenho nada”

Dr SF: “Eu não tinha, de onde que apareceu?”

Dra Juliana Amato: É. “eu não tenho, como é que você tem?” e às vezes tem e não sabe.

Apresentador: Essa colocação do doutor Syuichi, é importantíssima, a conscientização do homem.

Dra Juliana Amato: É, a conscientização do homem é difícil e é um diagnóstico que no homem não é tão simples, que se ele não tem uma lesão ele...

Dr SF: Sim, ele não tem o material para exame.

Dra Juliana Amato: Exatamente.

Apresentador: Você está acompanhando “Gente que fala” e nós retornaremos em instantes.

 

Apresentador: Você está conosco no “Gente que fala” pela rádio Trianon AM – 740 São Paulo, radio Universal AM 810 – Santos, ALLTV www.alltv.com.br , TV Guarulhos canal 20 UHF, canal 13 da NET em Guarulhos 23:30 horas. Como toda quarta-feira, nosso contato com o doutor Nelson Letizio, que é cirurgião plástico. Doutor Letizio, prazer tê-lo mais uma vez aqui no “Gente que fala”

Dr Nelson: O prazer é nosso Zancopé, como é que você está, tudo bom de ano aí?

Apresentador: Tudo bem, começando o ano juntos. Doutor Letizio, vamos falar do verão, pleno verão cuidados preventivos para a pele, mas em sua clínica o senhor realiza uma série de tratamentos para recuperação da pele, como são esses tratamentos, doutor Letizio?

Dr Nelson: Olha, Zancopé, uma coisa interessante da gente falar até, o pessoal gosta, todo mundo gosto de tomar um solzinho ficar bronzeado, ficar e ficar com o corpo, o pessoal fala, cor de saúde, mas é interessante, eu fiz a consulta de uma paciente segunda-feira que ela tem uma pena de pavão, é uma senhora já ela tem os seus 63 anos e ela tem uma pena de pavão muito bonita desenhada no braço direito, no antebraço direito na projeção do dorso da mão do braço direito, uma pena muito bonita verde clara com detalhes em vermelho, bonita até, eu não gosto muito de tatuagem, mas eu achei uma tatuagem bonita e é interessante que para ela não danificar essa pena de pavão ela sua manguá cumprida mais de um lado do que do outro e ela cruzou os dois braços na minha frente, foi muito interessante, porque o braço da pena de pavão que ela protege do sol a pele estava muito mais bonita, muito melhor cuidada do que o outro braço que ela expõe sem medo. Eu quero dizer o que com isso, Zancopé? O sol é muito bom, é saudável a gente precisa de vitamina D, mas ele é muito agressivo para gente, ele está ficando cada vez mais. Conclusão, os cuidados da pele, primeiro evitar sol, segunda se a pessoa tem uma tendência a melasma que é aquela mancha gravídica ou mancha por hormônios, você não pode fazer o laser o CO2 que você pode tirar a mancha uma série de coisas, você tem que usar tratamento os canais e outras coisas para clarear a mancha, se você tem mancha senil você faz nos [pulsados] você faz laser de CO2, se você tem (ininteligível) que são as manchas da juventude, se você tem manchas por sol, manchas causadas pelo efeito orgânico do sol , você tem um outro tipo de tratamento, pode ser a luz pulsada ou só clareadores de pele associados ou não ao laser de CO2 . Então, Zancopé existe uma infinidade de tratamentos para que a gente possa fazer micro derma abrasão que você faz uma pequena abrasão da pele, você pode fazer pequenos peelings com ácido tricloracético então, Zancopé, depende de cada caso do tipo de pele, da classificação de fitzpatrick, que vai vim umas seis, o que a pessoa precisa, às vezes uma pele muito clara toma muito sol, toma muitos vasinhos você tem tele(ininteligível) então, você usa um laser especifico (ininteligível) para tirar aqueles vasinhos que aquela pele que a gente fala que o rosto parece que está com frio, o nariz fica vermelho e bochecha fica vermelha por excesso de vasinhos. Então, Zancopé, qual que é a grande recomendação do verão para cuidados da pele, evite o excesso de sol, tem que usar filtro solar e cuide da pele, tem tratamento? Sim. Mas tem alguns casos que mesmo com tratamento a pele fica tão foto envelhecida que não fica um bom resultado.

Apresentador: Doutro Letizio, agradeço tua gentileza mais uma vez com o “gente que fala” permanecermos juntos em 2016, um grande abraço doutor Letizio.

Dr SF: Zancopé, que Deus esteja conosco e com nosso Brasil, porque nós estamos precisando de uma certa ajuda aí, viu.

Apresentador: Ok, doutor Letizio.

Dr Nelson: Abraço Zancopé.

Apresentador: Conosco hoje nos estúdio, urologista dou Syuichi Fujisaki, a ginecologista doutora Juliana Amato. Doutora Juliana, o livro “em busca da fertilidade” a senhora lançou, publicou recentemente?

Dra Juliana Amato: Sim, eu publiquei recentemente, esse livro é voltado para as pacientes que estão em tratamento e para desmitificar um pouquinho dos tipos de tratamento que existe ainda muitas dúvidas, as causas de infertilidade feminina ou do próprio casal e os tipos de tratamento então, lá eu explico direitinho as diferenças dos tratamentos, as causas tanto masculinas, quanto femininas e o que ela deve fazer para buscar a fertilidade dela, para ela conseguir engravidar. Como a gente estava dizendo agora a prevenção da fertilidade dela.

Apresentador: E a senhora cita doenças mais comuns, o que seria essas mais comuns?

Dra Juliana Amato: As doenças mais comuns na infertilidade feminina é endometriose, são as [onivulações], a síndrome do ovário policísticos, que devem ser diagnosticas e tratadas para que esse casal consiga engravidar.

Apresentador: Doutor Syuichi, o senhor que é urologista, o exame de sangue basta para se diagnosticar o câncer de próstata?

Dr SF: Não. O exame preventivo da próstata são dois, um deles é o exame de sangue que é o PSA...

Apresentador: Eu pergunto se este exame basta para diagnosticar?

Dr SF: Não basta, são dois. O segundo exame é toque prostático, não é o segundo, os dois são obrigatórios e na dúvida sim ai tem outros exames, desde ultrassom e...

Apresentador: Mas o homem continua resistir na ideia de fazer o toque?

Dr SF: Na verdade ele resiste a tudo, até o exame de sangue, essa é a verdade, ele não vai ao laboratório.

Apresentador: Até o exame de sangue?

Dr SF: É, porque é comum.

Apresentador: a doutora Juliana disse que prescreve exame o homem não faz.

Dr SF: O marido não vai. Veja, é comum o paciente ligar para a clínica, o pessoal fala “olha, doutor o paciente tal ele pediu um novo pedido”, por que? Porque a data já venceu, é comum isto então, você pede faz um pedido tem que fazer o outro.

Apresentador: a doutora Juliana se referiu a isso...

Dr SF: Não é o toque não, qualquer exame.

Apresentador: Qualquer exame, doutora?

Dra Juliana Amato: Espermograma é um exame que eles também, quando já está muito tempo tentando engravidar até faz, mas numa primeira consulta assim dificilmente, protela um pouquinho.

Dr SF: Imagina Zancopé, o exame pré-nupcial que era muito comum nos anos passados, atualmente saiu fora... vamos dizer assim, da pauta.

Apresentador: Da moda.

Dr SF: saiu da moda, acho que talvez o casamente também de repente diminuíram, mas o exame pré-nupcial consistia numa avaliação também de uma fertilidade e com relação as doenças transmissíveis também, ou seja, noivo, noiva, deveriam fazer, passar por uma avaliação médica dessas doenças mais comuns, a sífilis, que seja o AIDS agora também, hepatite, essas doenças que são transmissíveis e junto com isso para o menino, para o homem ele fazia o exame de espermograma, mas o padre mandava fazer senão ele não celebrava o casamento, então ele fazia, agora... é verdade, ele tinha que ser aprovado, tinha que fazer o cursinho pré-nupcial, ai eram convidados psicólogos, etc, tal, e médicos também médicas, ai eles faziam a palestrinha “olha, muito importante para a fertilidade, tal, fazer o espermograma” ai...

Apresentador:  O padre tem mais incidência positiva do que o próprio médico.

Oradora A: Está com mais persuasão o padre do que os médicos.

Dr SF: Na verdade é um casamento.

Apresentador: Sim, sim. Mas existem fatores externos que comprometam a infertilidade?

Dr SF: Sem dúvida. Eu vou colocar da parte masculina. Então, na parte masculina no nascimento que é muito comum, não é a primeira incidência de fertilidade masculina, a primeira é varicocele, posso comentar rapidamente, mas na infância no nascimento é muito comum a não descida dos testículos na bolsa escrotal, chama criptorquidia, cripto é o [culto] escondido, criptografia – cripto, criptorquia seria o testículo que não aparece, ele não está no saquinho escrotal, porque ele está elevado, está no abdômen, porque a origem biológica dele é no abdômen então, ele vai descendo, então no nascimento é muito comum ele não estar no saquinho na bolsa, mas normalmente até o sexto mês, até um ano de vida ele deve descer, mas alguns casos não desce e quando esses testículos não está na bolsa escrotal ele está sofrendo, porque a temperatura é mais elevada na região abdominal então, esse tecido ele vai sofrendo no futuro ele vai produzir menos espermatozoide com células que engravidam o gameta masculino então, isso há tratamento então já poderia ter um tratamento preventivo logo após o nascimento ou no primeiro ano de vida do garoto, após isso tem as doenças infecciosas que é muito comum, uma doença transmissível também ela pode comprometer as vesículas seminais que é uma glândula que produz o liquido, o próprio testículo também, com isso levar uma obstrução, processo inflamatório ocluir a saída , por exemplo, uma epididimite pode afetar e tudo isso vai afetando a qualidade do espermatozoide e a varicocele são umas varizes na região escrotal, mas é a primeira causa que afeta a qualidade espermática.

Apresentador: Por causa da temperatura, elevação e temperatura, seria isso?

Dr SF: Na verdade seria... não, a primeira...

Apresentador: Sou leigo, estou perguntando o que eu ouço fora dos consultórios.

Dr SF: Eleva a temperatura, mas ela traz também o refluxo, porque os vasos dilatados ela acaba trazendo substancias que seriam, vamos dizer, do nível do rim ele acaba refluindo para a região escrotal, essa substancias seriam toxicas, isso é fácil de avaliar quem tem varicocele tem essas substancias na região escrotal, quem não tem, não tem essas substancias e a produção espermática vai declinando também, se tratado a tempo...

Apresentador: Doutora Juliana, infertilidade é sempre culpa da mulher, doutora Juliana.

Dra Juliana Amato: O homem sempre passa esse peso para a mulher...

Dr SF: Isso é importante a colocação, o homem é que passa.

Apresentador: O homem nunca tem esse problema.

Dra Juliana Amato: É. E os homens que fazem muito exercício físico, essa infertilidade ela está mais associada a própria força do exercício, pegar muito peso ou mais a esses anabolizantes que eles usam? Hoje em dia já não se usa muito mais, porque testosterona...

Dr SF:é mais anabolizante mesmo, porque qualquer substancia que altere metabolismo geral pode refletir uma condição da produção espermática então, eu diria, mas exercício físico não, a não ser que traumatize o testículo, tanto se colocava no passado uso de vestimenta muito apertada, uma cueca apertada, andar a cavalo, andar de bicicleta, nada disso é verdade, senão ciclismo você não andaria de bicicleta.

Dra Juliana Amato: Mas mais anabolizante mesmo, essas proteínas em excesso...

Dr SF: Que alterem o metabolismo o equilíbrio, obesidade também que é um reflexo também.

Apresentador: Infertilidade com relação as mulheres, é tabu para os homens, é tabu para as mulheres, como é que é, doutora Juliana?

Dra Juliana Amato: Hoje em dia as mulheres elas chegam já nos 30 querendo saber se elas são férteis, porque hoje em dia s mulheres tem filhos mais tarde, elas vão protelando essa gravidez, essa maternidade então, elas já chegam no consultório, agora, essas pacientes novas de 30, elas chegam no consultório querendo saber se elas são férteis para no futuro elas conseguirem engravidar, por isso que está bem difundido o congelamento de óvulos hoje em dia as mulheres congelam esses óvulos, porque não tem uma perspectiva de casamento ou não tem uma perspectiva de ter filhos, porque está trabalhando, está em plena ascensão no seu trabalho, elas não querem engravidar, então estão muito difundido o congelamento de óvulos, mas logico, que existem os casais que chegam que já estão tentando a dois, três anos engravidar e que não conseguem, ai a gente tem que fazer uma investigação do casal, tanto do homem quanto da mulher, na mulher as causas mais comuns que eu falei são as causas anulatórias, endometriose, mas existem também  o casal, podem ter patologias tanto da mulher quanto do homem que associadas estão levando a uma infertilidade então, não é só da mulher é do homem também.

Dr SF: E a incompatibilidade, que muitas vezes na própria secreção, vamos dizer assim, do fluido da vagina no caso em contato com espermatozoide por uma condição imunológica pode até imobilizar o espermatozoide, mas há tratamento som supressores, sem dúvida.

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza há tratamento.

Apresentador: Doutor Syuichi, disfunção erétil ainda é tabu para ser tratado, aqueles que chegam lá procurando o doutor Syuichi, com uma... como é que eu posso dizer, qual é o termo? “Eu não tenho problema, mas...”

Dr SF:Veja, porque pegou o homem, e o homem ele relutante em fazer essa culta, ele foge então, seria mais o indivíduo que... o normal, o carro está andando, o pneu está murchando, ele está andando ele esquece a hora que não andar mais ai ele vai no borracheiro para ver o que pode ser feito então, essa disfunção erétil é mesma coisa, quando ele passa a não dar condição de.... ai ele vai procurar.

Apresentador: A preocupação, o desespero, quando chega no desespero...

Dr SF: E hoje a cobrança da companheira está aumentando também. Bom, mas de toda forma...

Apresentador: Mas continua ser um tabu, de parte do homem procurar o médico e realmente fazer a consulta e colocar o diagnóstico? “Doutor Syuichi, em vim aqui porque eu não estou funcionando mais”.

Dr SF: Com essa facilidade da mídia presente hoje, internet, TV, essas mídias, lógico que o homem ele tem essa informação, ele tem um acesso maior também de manter um contato e lógico quando ele vai na consulta ele não vai acompanhado, ele vai sozinho a grande maioria então, esse tabu, ninguém está vendo, ele só vê aquelas câmeras de segurança para ver se tem alguma coisa.

Apresentador: É a única hora que ele procura o médico sem a mulher, a mulher nem sabe que ele foi.

Dr SF:  Muitas vezes não, ela fala “mas por que você está tratando?”

Dra Juliana Amato: E hoje em dia está na moda reposição para homens.

Dr SF: Reposição hormonal?

Dra Juliana Amato: É. E o que o senhor acha disso?

Dr SF: Sem dúvida, a reposição nada mais é, veja, o próprio nome diz, está repondo os hormônios, mas isso ocorre quando o órgão que produz esse hormônio ele está de certa forma falido, então vai se repor e como a expectativa de vida está aumentando, logico quanto mais idade mais vai ter uma reposição hormonal, que normalmente à partir dos 50 anos, para o homem tudo acontece à partir dos 50.

Apresentador: Disfunção erétil... E vasectomia, ainda é um tabu?

Dr SF: Não, não é um tabu.

Apresentador: Ela pode ser revertida hoje?

Dr SF: Não, sempre pode, logica que hoje em melhores condições pela microcirurgia, com microscópio cirúrgico, mas nós temos um grande aliado hoje, nem sempre uma necessidade de uma recanalização, porque existe a fertilização artificial. A colocação é a seguinte, os resultados são bons em ambos, mas a única colocação seria o custo, a tendência é, eu diria, o custo da fertilização ir diminuindo, mas existe um custo do procedimento então, acho que o paciente ele tem que balancear os custos para ver qual é a melhor.

Apresentador: Custos é o valor, custos monetários?

Dr SF: Monetários, exatamente. Agora, vasectomia sim, veja, um casal, a conscientização isso é muito importante, o indivíduo quando ele, o casal ele está trabalhando para pegar os recursos e manter a família, quanto custa um filho? Em função disto é que eles buscam esse controle de anticoncepção, ai tem o lado, a mulher vai fazer a laqueadura, o homem já quer empurrar para lá, agora veja, a laqueadura é um procedimento de um porte maior então, vasectomia é mais simples, anestesia local, tal, mas é uma cirurgia.

Apresentador: Mais simples do que a laqueadura?

Dr SF: do que a laqueadura, sem dúvida.

Apresentador: Porque normalmente a laqueadura era feita num momento de uma cesariana que havia...

Dr SF: Sim no último filho, não era bem a recomendação na época, porque esperasse que a criança atingisse um ano de idade para depois se pensar.

Apresentador: Houve problemas jurídicos muito grave sobre isso, porque o médico já aproveitava nesses rincões todos ai.

Dr SF: Porque a criança cada vez menos, mas no passado a incidência de morte de um recém-nascido era muito grande, hoje é praticamente nulo, quase nada, mas imagine um casal que perde um filho até um ano de idade, ele vai querer um outro então, essa seria a não recomendação, mas hoje tem o congelamento também. E reforçando o congelamento, existe uma busca grande de congelamento tanto na parte masculina quanto da mulher com relação a tumores e câncer, antes do tratamento de tumores que com certeza vai levar a uma esterilidade através da radioterapia, até quimio, mas normalmente uma radioterapia se faz o congelamento tanto para o homem como da mulher, para preservar, isso não é novidade.

Apresentador: Doutora Juliana, aproveitando a presença da senhora aqui. Mitos e verdades sobre higiene feminina.

Dra Juliana Amato: Mitos e verdades, bom, vamos lá, o que a mulher tem que pensar quando se fala em higiene feminina? O órgão da mulher, o órgão genital da mulher ele fica muito escondidinho então, é uma região úmida, é uma região que fica mais quente então, tem propensão a ter mais infecção, a ter mais corrimento, o que é orientado é que ela use na hora do banho água para se lavar, não é indicado muito sabonete em pedra, se for usar sabonete o melhor é sabonete líquido e esses sabonetes de região intima que vendem em supermercado eles são bons, mas assim, eles não são essenciais para higiene da mulher, a higiene da mulher não precisa de sabão, só água e limpar bem direitinho os cantinhos e deixar sempre bem seco e nada de usar aqueles lencinhos umedecidos, porque aquilo tem um pouquinho de álcool, tem um pouquinho de hidratante e para região genital da mulher não é bom.

Apresentador: Com relação a roupas.

Dr SF: A roupas, que ela use mais calcinha de algodão, porque deixa a área respirar mais e que se utilize menos de lycra, que a lycra ela retém o calor e usar menos roupas apertadas, que as roupas apertadas também propiciam mais infecção genital.

Apresentador: Eu abordei muito o lado masculino do nosso programa hoje, até com muita ironia em várias vezes, que eu acho que é necessário a gente conscientizar as pessoas e a gente disse logo no começo que as mulheres são mais fáceis de procurarem especialistas, mas existem casos específicos que as mulheres se recusam a abordar esse assunto sobre higiene intima?

Dr SF: Dificilmente, normalmente quando elas têm um corrimento, alguma coisa elas já vão para o consultório e sempre tem uma orientação, até quando criança quando inicia a menstruação a gente já orienta como se limpar quando vai ao banheiro, evacuar que é de trás para frente... da frente para trás, quando vai ao banheiro se limpar para fazer xixi para não ficar passando muito o papel para dar uma limpadinha de leve só para secar.

Apresentador: Como eu encontro o livro “em busca da fertilidade”?

Dra Juliana Amato: A gente vende pela Amazon na internet.

Apresentador: Pela internet?

Dra Juliana Amato: Isso.

Apresentador: E tem um site especifico para doutora Juliana Amato?

Dr SF: Que eu posso localiza-la com facilidade?

Dra Juliana Amato: Sim, com certeza. www.amato.com.br

Apresentador: Amato que é do instituto de medicina avançadas?

Dra Juliana Amato: Isso.

Apresentador: Agradeço a tua gentileza der ter vindo ao nosso “gente que fala”

Dra Juliana Amato: Obrigada, obrigada.

Apresentador: Doutor Syuichi, uma forma de encontrá-lo pela internet, como eu faço?

Dr SF: sim para qualquer dúvida, é saudeh4.com.br

Apresentador: Saúde do homem, saudeh?

Dr SF: Isso, só que h é minúsculo no caso, saudeh.com.br.

Apresentador: Muito bom, muito bom. Grato por ter vindo, mais uma vez ao nosso “gente que fala”.

Dr SF: O prazer é meu, o prazer é todo meu.

Apresentador: Espero reencontrá-los várias vezes neste ano de 2016.

Dra Juliana Amato: Com certeza.

Apresentador: “Gente que fala” tem a direção geral do jornalista Fausto Camunha, diretora de produção Zenilda Salvato, redação Haraela Brandão, Pedro Schiavon, na aputa José Carlos Cicarelli, produção cultural Ricardo Godói, na pauta José Carlos Cicarelli, na rádio Trianon Benebene, Cléu Rodrigues, Neildo neris Ricardo Valim, da direção da TV Guarulhos Fernando Mauro, na direção da ALLTV Alberto Luchetti, na técnica James Eduardo, Marcelo Fontana, Sergio de Oliveira, Iago Masutmoto. Estaremos de volta amanhã 12:00 horas, gratos, até lá.

Entrevistazikahigiene íntima
Categorias: Medicina

Trombose e Embolia Pulmonar, quem precisa de prevenção em viagens?

Vascular Pro - qui, 01/14/2016 - 16:41

A trombose venosa profunda é uma doença que acontece subitamente após a formação de um trombo (uma espécie de coágulo) dentro do sistema venoso mais profundo, especialmente nas pernas e coxas. Esse trombo pode ainda seguir o trajeto da veia e obstruir o fluxo sanguíneo mesmo distante do local em que se formou, levando a condições de saúde grave.  Como esse coágulo gera uma obstrução do fluxo de sangue, o corpo tenta combater essa agressão com inflamação. Assim, se essa trombose acontece nas veias profundas da perna, encontraremos uma perna inchada, dolorosa e mais quente se comparada com a outra perna. A embolia pulmonar é um fenômeno que pode ocorrer devido à presença de um trombo nas veias que se desprende e é levado ao pulmão, impedindo a passagem de sangue para esse órgão. Esse fenômeno é chamado de embolia pulmonar ou TEP e é muito grave, podendo ocasionar a morte.
A pessoa com TEP sente uma súbita falta de ar. Pode sentir também dor e chiado no peito, respiração rápida e tosse, que pode vir acompanhada de escarro com sangue; dor, palidez e formigamento, e, nessa situação deve ser atendida prontamente por equipe médica, não há medida leiga que possa ajudar nessa situação.
Quando ocorre no avião, é descrita como síndrome da classe econômica, mas pode ocorrer tanto na business quanto na primeira classe. O problema não é restrito ao avião, podendo ocorrer no carro, no ônibus, no trem ou em qualquer meio de transporte, pois o que realmente importa é o tempo de imobilização, ou seja, “ficar parado".
Para fins de estudos, a viagem longa é considerada aquela com mais de 3 horas de duração, e a trombose pode ocorrer até 4 semanas depois do evento. Existem diversos estudos interessantes com os mais variados resultados, mas acredita-se que viagens prolongadas aumentam de 2 a 4 vezes o risco de tromboembolismo. A maior parte das pessoas que tem trombose numa viagem tem no mínimo um fator de risco, mas o que pode acontecer é que ela não sabe que tem esse risco aumentado.
Algumas pessoas possuem riscos maiores para desenvolver a trombose e a embolia pulmonar, são aqueles que já tiveram trombose ou embolia, têm câncer, derrame, doença cardíaca, trombofilia (doença do sangue associada a formação de trombos), cirurgia recente, doença grave (insuficiência cardíaca congestiva, doença inflamatória intestinal), paralisia, imobilidade por outra causa, uso de cateter venoso, idade > 40 anos, obesidade, gravidez, pós-parto e terapia hormonal (tanto anticoncepcional quanto reposição). Caso tenha algum desses fatores é recomendável conversar com seu cirurgião vascular ou angiologista antes de uma viagem longa. Não use medicação sem indicação médica. 
 
Os antiagregantes (como a aspirina) e os anticoagulantes, que deixam o sangue mais fino realmente diminuem a probabilidade de trombose, mas trazem outros riscos associados, como o risco de sangramento e reações ao medicamento. Uma reação inesperada, por causa de uma droga que não é utilizada de rotina, se ocorre num avião, pode ser catastrófico. Esses medicamentos não estão indicados na maioria dos casos.
 
 
O uso de meia elástica durante o vôo não só diminui os sintomas da imobilidade prolongada como previne a formação do trombo. Então, mesmo para quem não tem fatores de risco, o uso da meia elástica pode ser benéfica, diminuindo o inchaço, sensação de peso e dores nas pernas. Uma dica é não utilizar a meia pela primeira vez na vida no vôo, teste-a antes num dia normal. A meia elástica comprime o sistema venoso superficial, direcionando o fluxo para o sistema venoso profundo e consequentemente melhorando o fluxo venoso. Para o bom funcionamento, é essencial que a meia tenha sido adequadamente medida e adaptada para a sua perna. Não utilize meia elástica emprestada, ou velha, elas não só podem garrotear e piorar a situação como estarem frouxas e não ajudarem em nada. Compre a meia em casas de material médico-cirúrgico, com ajuda de vendedor que meça sua perna. A meia elástica indicada para quem não tem doença venosa é a de 3/4 com 15-30 mmHg de compressão.
 
Outra tática eficaz é a realização de exercícios musculares frequentes com as pernas durante o vôo e caminhadas frequentes. Levante e abaixe os pés em sequências de 10 movimentos com o intuito de contrair a batata da perna, isso ativa a musculatura da panturrilha, bombeando o sangue de volta para o coração e ativando a circulação.
 
Tome bastante liquido para deixar o sangue bem fluido. Quanto mais desidratado, o sangue fica mais espesso e com mais chance de trombosar. Não fique com receio de ter que ir no banheiro, indiretamente a movimentação para ir no banheiro também ajuda a evitar a trombose.
 
Evite o consumo exagerado de álcool e pílulas para dormir. O uso da medicação sonífera poderá colocar em estado quase de “hibernação”. A idéia de dormir e acordar no local de destino pode ser tentadora, mas se, para que isso ocorra tenha que ficar imobilizado dormindo, com certeza os riscos de trombose aumentam.
 
As roupas devem ser confortáveis e largas. Nada que aperte ou garroteie. Isso pode dificultar o retorno do sangue.
 
Duas curiosidades são: a probabilidade de se ter uma trombose sentado na janelinha é duas vezes maior do que sentado no corredor, e outra é que pessoas altas tem um risco maior de desenvolver a trombose no avião do que pessoas baixas. A razão é basicamente a mesma, quem senta na janelinha caminha e se movimenta menos, e o indivíduo alto tem menos espaço para se movimentar. Então, não conte essa dica para todo mundo, senão não teremos mais como escolher os assentos. Eu só escolho o corredor.
 
Recomendações gerais para todo mundo

  • Exercícios para panturrilha frequentes
  • Caminhar e se movimentar frequentemente
  • Escolher o assento do corredor

 
Recomendações extras para quem tem fatores de risco

  • Meia elástica 3/4 de 15-30mmHg, bem ajustada, sem garrotes ou engruvinhamentos
  • Uso de anticoagulante ou antiagregante somente com indicação médica naqueles pacientes que os benefícios superam os riscos
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Categorias: Medicina

Tratamento para tumor no fígado: orientações para quimioembolização

Vascular Pro - qua, 01/06/2016 - 12:06
Quimioembolização hepática

O que é quimioembolização hepática?
Quimioembolização é a combinação da injeção local de medicamentos de quimioterapia com o procedimento de embolização para tratar o câncer.
As drogas anticancerígenas são injetadas diretamente no vaso sanguíneo que alimenta o tumor e o agente embólico. Um material sintético é introduzido dentro do vaso sanguíneo que fornece sangue ao tumor, de modo que o efeito é “prender” a medicação quimioterápica no tumor e entupir o vaso, diminuindo a irrigação do câncer. Sem sangue, que é seu alimento, e com muito medicamento no local, o tumor tente a regredir.
 
Quais são as utilizações mais comuns desse procedimento?
A quimioembolização tem eficácia comprovada em pacientes cuja doença é limitada ao fígado, seja o tumor primário desse órgão ou decorrente de metástase (tenha se espalhado a partir de outro órgão).
 
Os tumores que podem ser tratados por quimioembolização são:
 
·      Hepatoma ou carcinoma hepatocelular (câncer primário do fígado)
·      Colangiocarcinoma (câncer primário dos canais biliares no fígado)
·      Metástase (disseminação) para o fígado a partir de:
o   Câncer de cólon
o   Câncer da mama
o   Tumores carcinoides e outros tumores neuroendócrinos
o   Melanoma ocular
o   Sarcomas
o   Outros tumores primários vasculares no organismo
 
Dependendo da extensão e do tipo de tumor, a quimioembolização pode ser usada como o único tratamento ou em combinação com cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou radiofrequência.
 
Como devo me preparar?
Muitos dias antes do procedimento, consulte-se com o cirurgião endovascular ou angiorradiologista que será o responsável por esse procedimento.
Antes da quimioembolização, o seu sangue deverá ser testado para determinar o funcionamento dos seus rins e a coagulação.
Conte ao seu médico toda a medicação que está tomando, incluindo os suplementos naturais, e se tem alguma alergia, especialmente à medicação de anestesia local, anestesia geral ou para contraste que contenha iodo. O seu médico poderá aconselhá-lo a parar de tomar aspirina, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou anticoagulantes por um período específico antes do seu procedimento.
As mulheres devem sempre informar seu médico e o radiologista sobre qualquer possibilidade de estarem grávidas. Muitos exames de imagem não são realizados durante a gravidez para não expor o feto à radiação. Se o raio X for realmente necessário, deverão ser tomadas precauções para minimizar a exposição do bebê à radiação.
Você deve receber instruções específicas sobre como se preparar, incluindo quaisquer alterações que precisem ser feitas em seu horário habitual de medicação.
Será dado um sedativo durante o procedimento. Você deverá estar em jejum de quatro a oito horas antes do seu exame. Deverá também haver um familiar ou amigo para acompanhá-lo e levá-lo de volta após o procedimento. Às vezes, é necessário internação hospitalar; você deverá planejar passar a noite no hospital por um ou mais dias, conforme orientação.
Crianças poderão precisar de anestesia geral para o procedimento. O departamento de anestesia dará instruções à família.
 
Como é o equipamento?
O equipamento usado para este procedimento consiste em um raio X especial, um arco em C, com tubos de raio X, um monitor e a radioscopia (ou fluoroscopia), que converte raio X em imagens de vídeo, utilizada para observar e guiar o procedimento. O vídeo é produzido pela máquina de raio X e um detector que está suspenso sobre a mesa onde o paciente está deitado.
Um cateter é um tubo longo e fino de plástico que é consideravelmente menor que um lápis grafite, com aproximadamente 3,2mm de diâmetro.
Vários agentes de embolia são utilizados para obstruir ou bloquear os vasos sanguíneos, mas os mais comuns são microbolinhas de gel e plástico como embosferas e bead blocks.
Outro equipamento que pode ser utilizado durante o procedimento inclui o acesso venoso, o ultrassom e dispositivos para monitorização do coração e da pressão arterial.
 
Como o procedimento funciona?
A quimioembolização ataca o câncer de duas formas. Primeiro, proporciona uma grande concentração de quimioterapia, ou drogas anticâncer, diretamente no tumor, sem expor o corpo todo ao efeito dessas drogas. Segundo, o procedimento corta o fornecimento de sangue ao tumor, prendendo as drogas anticâncer no local e privando o tumor de oxigênio e dos nutrientes de que precisa para crescer.
O fígado tem característica única, pois possui dois tipos de fornecimento de sangue – uma artéria (a artéria hepática) e uma veia grande (a veia porta). O fígado normal recebe cerca de 75% do seu fornecimento de sangue através da veia porta e só 25% através da artéria hepática. Quando um tumor cresce no fígado, no entanto, ele recebe quase todo o seu fornecimento de sangue da artéria hepática.
Drogas de quimioterapia injetadas na artéria hepática alcançam o tumor diretamente, poupando a maior parte do tecido saudável do fígado. Então, quando a artéria é bloqueada, o sangue deixa de ser fornecido ao tumor, enquanto o fígado continua a receber sangue da veia porta. Isso também permite que uma alta concentração de drogas anticâncer esteja em contato com o tumor por mais tempo.
 
Como é realizado o procedimento?
Guiados por imagem, procedimentos minimamente invasivos como a quimioembolização são muitas vezes realizados por um angiorradiologista ou cirurgião endovascular especialmente treinado em uma sala de radiologia intervencionista ou, ocasionalmente, no centro cirúrgico.
Imagens de raio X serão feitas para mapear o caminho das artérias sanguíneas que alimentam o tumor.
Às vezes, medicamentos para proteção renal são utilizados, assim como antibióticos para prevenir infecções e sintomáticos para náuseas e dores.
O paciente é posicionado na mesa de exame e conectado a monitores que acompanham o seu batimento cardíaco, a pressão arterial e a pulsação durante o procedimento. Um enfermeiro ou técnico injetará uma veia da mão ou do braço para que o sedativo seja dado de forma intravenosa. Como alternativa, o paciente pode receber anestesia geral.
Uma pequena incisão na pele é feita na virilha. Com o guia do raio X, um fino cateter é inserido através da pele para a artéria femoral, um grande vaso na virilha, e avançado até ao fígado. Em seguida, um material contrastante é injetado pelo cateter. Realiza-se então outra série de raio X.
Uma vez posicionado o cateter nos ramos da artéria que alimenta o tumor, as drogas anticâncer e os agentes de embolia previamente misturados são injetados.
Radiografias adicionais serão tiradas para confirmar se todo o tumor foi tratado.
No final do procedimento, o cateter é removido e aplica-se pressão para controlar qualquer sangramento. A abertura na pele é então coberta com curativo compressivo. Não são feitos pontos, pois não é preciso.
O paciente ficará de repouso no quarto de recuperação por quatro a seis horas.
A quimioembolização dura, normalmente, 90 minutos.
 
O que experienciarei durante e depois do procedimento?
Dispositivos para monitorizar a sua frequência cardíaca e a sua pressão sanguínea serão ligados ao seu corpo. Você sentirá uma pequena picada quando a agulha for inserida na sua veia para a colocação do acesso venoso e quando a anestesia local for injetada. Não haverá sensibilidade nas artérias. A maior parte da sensação ocorre na incisão localizada na pele, que fica dormente com a anestesia local.
Se o procedimento for realizado com sedativos, o medicamento fará com que você se sinta relaxado e sonolento. Poderá ou não permanecer acordado, dependendo de quão sedado estiver.
Poderá sentir uma pequena pressão quando o cateter for inserido, mas nenhum desconforto maior.
À medida que o material contrastante passar pelo seu corpo, poderá sentir uma sensação de calor.
A maioria dos pacientes apresenta alguns efeitos secundários com o nome de síndrome pós-embolização, que incluem dor, náuseas, vômitos e febre. A dor é o efeito secundário mais comum porque o fornecimento de sangue à área tratada está cortado. Pode ser prontamente controlada por medicação oral ou intravenosa.
Você poderá deixar o hospital 48 horas após o procedimento, uma vez que a sua dor e as náuseas tenham diminuído. Irá para casa com prescrições de antibióticos via oral, bem como medicamentos para as dores e para as náuseas. É normal haver febre alta até uma semana depois do procedimento. Fadiga e perda de apetite também são comuns e podem durar duas ou mais semanas. Em geral, isso é sinal de uma recuperação normal.
Se a sua dor mudar de repente em grau ou caráter, se a sua febre repentinamente ficar mais alta ou se você notar outras mudanças fora do normal, entre em contato com o seu médico.
O seu fisioterapeuta dará instruções sobre como utilizar um aparelho para respirar com o nome de espirômetro de incentivo, a fim de ajudá-lo a encher seus pulmões para que não desenvolva pneumonia.
 
Como será minha recuperação?
Você conseguirá retomar as suas atividades normais em uma semana. No primeiro mês após o procedimento, deverá fazer um check-up de rotina para que o seu médico saiba como vai sua recuperação. Deverá submeter-se a uma tomografia computorizada ou ressonância magnética e a exames laboratoriais no sangue para determinar o tamanho do tumor tratado.
Se houver um tumor em ambos os lados do fígado, comumente só parte dele será tratado da primeira vez e, um mês depois, será necessário regressar ao hospital para uma quimioembolização adicional.
Tomografia computadorizada ou ressonância magnética serão realizadas de três em três meses para determinar o grau de diminuição do tumor e verificar se e quando novos tumores surgem no fígado. O tempo médio antes de um segundo ciclo de quimioembolização (por causa do tumor novo) é entre 10 e 14 meses.
A quimioembolização pode ser repetida muitas vezes no decorrer de vários anos, desde que permaneça tecnicamente possível e você continue a ser saudável o suficiente para suportar procedimentos repetidamente.
 
Quem interpreta os resultados e como os obtenho?
O angiorradiologista ou cirurgião endovascular irá informá-lo se o procedimento tiver sido um sucesso técnico quando terminado. Terá também marcações para tomografia computadorizada ou ressonância magnética adicionais e exames de sangue para determinar o tamanho do tumor tratado.
 
Quais são os benefícios e os riscos?
A - Benefícios
·      Em cerca de dois terços dos casos tratados, a quimioembolização pode fazer com que os tumores no fígado parem de crescer ou encolham. Esse benefício dura em média de 10 a 14 meses, dependendo do tipo de tumor, e normalmente pode ser repetido se o câncer voltar a crescer.
·      Outros tipos de terapia (remoção do tumor, quimioterapia, radiação) podem ser utilizados em combinação com a quimioembolização para controlar o tumor.
·      Quando o câncer é limitado ao fígado, a maior parte dos óbitos deve-se à insuficiência hepática causada pelo tumor em crescimento, não ao fato de o câncer estar espalhado pelo resto do corpo. A quimioembolização pode ajudar a prevenir esse crescimento do tumor, preservando o funcionamento do fígado e um estilo de vida relativamente normal.
B - Riscos
·      Qualquer procedimento no qual a pele seja penetrada envolve risco de infecção. A probabilidade de a infecção precisar de tratamento com antibiótico é muito baixa.
·      Qualquer procedimento que envolva a colocação de um cateter dentro de um vaso sanguíneo acarreta certos riscos. Esses riscos incluem dano ao vaso sanguíneo, hematomas ou sangramento no local da punção, além de infecção.
·      Há sempre a possibilidade de o material de embolização alojar-se no local errado e privar o tecido normal do seu fornecimento de sangue.
·      Há risco de infecção depois da embolização, mesmo que se tenha administrado antibiótico.
·      Como a angiografia faz parte do procedimento, há risco de reação alérgica ao material contrastante.
·      Como a angiografia faz parte do procedimento, há risco de deterioração da função renal em pacientes com diabetes ou outras doenças preexistentes.
·      Reações à quimioterapia podem incluir náuseas, perda de cabelo, redução de glóbulos brancos, redução de plaquetas e anemia. Como a quimioembolização prende a maior parte das drogas de quimioterapia no fígado, essas reações são normalmente suaves e menores que na quimioterapia sistêmica.
·      Complicações sérias da quimioembolização podem ocorrer em 5% dos casos. A maioria dessas complicações envolve infecção ou deterioração do fígado. Relatos indicam que aproximadamente um em cada 100 procedimentos resulta em morte, normalmente em razão de insuficiência hepática.
·      Crianças têm grande risco de formar coágulo de sangue na perna depois do procedimento.
 
Quais são as limitações da quimioembolização?
A quimioembolização não é recomendada em casos de disfunção grave do fígado ou rim, coagulação anormal do sangue, cirurgia anterior, stent no ducto biliar ou bloqueio do ducto biliar. Em alguns casos – apesar da disfunção do fígado – a quimioembolização pode ser realizada em pequenas quantidades e diluída em vários procedimentos para tentar minimizar o efeito no fígado.
A quimioembolização é um tratamento de controle e não de cura. Aproximadamente 70% dos pacientes terão melhorias e, dependendo no tipo de câncer, a taxa de sobrevida poderá ser maior.
 
Outros artigos que podem interessar:

 
Bibliografia
Grosso, Maurizio, Claudio Vignali, Pietro Quaretti, Antonio Nicolini, Fabio Melchiorre, Gabriele Gallarato, Irene Bargellini, and others. "Transarterial Chemoembolization for Hepatocellular Carcinoma with Drug-eluting Microspheres: Preliminary Results From An Italian Multicentre Study." Cardiovascular and interventional radiology 31, no. 6 (2008): doi:10.1007/s00270-008-9409-2.
Journal of chromatography. B, Analytical technologies in the biomedical and life sciences

quimioterapiaembolizaçãotratamento
Categorias: Medicina

Os principais tratamentos para infertilidade

Fertilidade - ter, 01/05/2016 - 17:19

Qual o melhor tratamento para engravidar?

Fertilização in vitro - FIV

IUI Inseminação intra uterina

       Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes para engravidar, elas não são bem-sucedidas. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas desta infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento.

         Uma das opções de tratamento disponíveis atualmente é a inseminação artificial, que permite a colocação dos espermatozoides (contidos no líquido seminal ou sêmen do homem) diretamente no útero da mulher, aumentando as chances de encontro entre essas células masculinas e o óvulo feminino. O sêmen pode ser depositado no fundo da vagina ou diretamente intraútero. Para tornar-se mais receptiva aos espermatozoides, a mulher passa por um tratamento medicamentoso que induz a sua ovulação. Fica fácil supor que a injeção do esperma diretamente no útero tem maiores chances de sucesso do que a injeção no fundo da vagina, uma vez que o primeiro caso diminui parte do caminho a ser percorrido pelos espermatozoides à procura do óvulo.

         Outra opção de tratamento para esses casais é a fertilização in vitro. Diferentemente da inseminação artificial, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide neste caso acontece fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero para que possa se desenvolver de forma saudável. Também neste caso é importante preparar a mulher para receber o embrião e promover o seu desenvolvimento.

         Algumas vezes, basta a indução da ovulação com medicação para que o casal consiga efetivamente engravidar, em outros casos faz-se necessário um procedimento cirúrgico. Mas tudo isso vai depender  de qual é o obstáculo que impede a gestação, bem como a identificação de qual é o momento no processo da concepção em que há erro.

         É imprescindível que o casal infértil procure auxílio médico para que possam juntos buscar a solução que melhor se adapte aos seus interesses e às suas necessidades. A medicina hoje possibilita que casais com dificuldade para engravidar por diferentes motivos, assim o façam, mas somente após diversos cuidados realizados pelo médico especialista, pois ele pode não somente orientar sobre a qualidade de vida necessária para permitir a gestação, como também oferecer o que está ao seu alcance para realizar o sonho do casal que deseja ter filhos.

 

Tratamentos:

 

Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

tratamentoinfertilidadefertilidadefivengravidar
Categorias: Medicina

Os principais tratamentos para infertilidade

Fertilidade - ter, 01/05/2016 - 17:19

Fertilização in vitro - FIV

IUI Inseminação intra uterina

       Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes para engravidar, elas não são bem-sucedidas. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas desta infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento.

         Uma das opções de tratamento disponíveis atualmente é a inseminação artificial, que permite a colocação dos espermatozoides (contidos no líquido seminal ou sêmen do homem) diretamente no útero da mulher, aumentando as chances de encontro entre essas células masculinas e o óvulo feminino. O sêmen pode ser depositado no fundo da vagina ou diretamente intraútero. Para tornar-se mais receptiva aos espermatozoides, a mulher passa por um tratamento medicamentoso que induz a sua ovulação. Fica fácil supor que a injeção do esperma diretamente no útero tem maiores chances de sucesso do que a injeção no fundo da vagina, uma vez que o primeiro caso diminui parte do caminho a ser percorrido pelos espermatozoides à procura do óvulo.

         Outra opção de tratamento para esses casais é a fertilização in vitro. Diferentemente da inseminação artificial, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide neste caso acontece fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero para que possa se desenvolver de forma saudável. Também neste caso é importante preparar a mulher para receber o embrião e promover o seu desenvolvimento.

         Algumas vezes, basta a indução da ovulação com medicação para que o casal consiga efetivamente engravidar, em outros casos faz-se necessário um procedimento cirúrgico. Mas tudo isso vai depender  de qual é o obstáculo que impede a gestação, bem como a identificação de qual é o momento no processo da concepção em que há erro.

         É imprescindível que o casal infértil procure auxílio médico para que possam juntos buscar a solução que melhor se adapte aos seus interesses e às suas necessidades. A medicina hoje possibilita que casais com dificuldade para engravidar por diferentes motivos, assim o façam, mas somente após diversos cuidados realizados pelo médico especialista, pois ele pode não somente orientar sobre a qualidade de vida necessária para permitir a gestação, como também oferecer o que está ao seu alcance para realizar o sonho do casal que deseja ter filhos.

 

Tratamentos:

tratamentoinfertilidadefertilidadefiv
Categorias: Medicina

Infertilidade: causas e opções de tratamentos

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 12:06

Em sua maioria, os fatores de infertilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções, alterações hormonais, sequelas de cirurgias ou traumas, doenças ginecológicas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

Porém, a infertilidade pode ser de caráter congênito ou hereditário, como a falta de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas.

É possível ainda a existência de causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja outras.

primeiro passo é procurar tratar as causas, especialmente quando a limitação não é congênita ou hereditária. Orientado por especialista, deve-se evitar exercícios pesados e desordens alimentares; através da correção de doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc; do consumo de multivitaminas e sais minerais e evitando doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que algumas podem causar a infertilidade.

Em alguns casos é preciso intervenção médica e a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade, entre eles: fertilização in vitro, inseminação intrauterina e indução da ovulação, por exemplo.

  • O método da fertilização in vitro (FIV), é reservado para mulheres que já tenham tentado outras formas de tratamento. Vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. Mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.
  • A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.
  • indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

As chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores (desde que a idade seja adequada e outros requisitos preenchidos), e é também reconhecida que a possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

infertilidadetratamentofeminino
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Nova resolução CFM

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 12:03

As mulheres com mais de 50 anos que queiram engravidar usando as técnicas de reprodução assistida não mais precisarão do aval do sistema conselhal, desde que, junto com seu médico, assumam os riscos de uma gravidez tardia. Esta é uma das novidades da Resolução nº 2.121/15, aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualizou normativa anterior, aprovada em 2013.

Fonte: CFM

leiresoluçãocfm
Categorias: Medicina

Nova resolução CFM

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 12:03

As mulheres com mais de 50 anos que queiram engravidar usando as técnicas de reprodução assistida não mais precisarão do aval do sistema conselhal, desde que, junto com seu médico, assumam os riscos de uma gravidez tardia. Esta é uma das novidades da Resolução nº 2.121/15, aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que atualizou normativa anterior, aprovada em 2013.

Fonte: CFM

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Embolização de miomas

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:54

Embolização de miomas

O tratamento de miomas uterinos por via endovascular, com a técnica chamada de embolização uterina visa a obstrução das artérias nutridoras. É um procedimento seguro, que oferece uma recuperação bem mais rápida para as pacientes. Foi descrito pela primeira vez em 1995 por um ginecologista francês e é realizado por especialistas em cirurgia endovascular e radiologia intervencionista.

Apesar de chamado de embolização de miomas, o termo mais correto é embolização uterina, pois os êmbolos utilizados vão para todo o tecido uterino, sendo que os miomas acabam sendo mais "atingidos". O procedimento permite o tratamento dos miomas e a preservação da fertilidade, diferentemente da histerectomia, que consiste na retirada do útero, e da miomectomia, que é a cirurgia aberta tradicional.

Trabalhamos com equipe vascular e endovascular habilitada para o procedimento.

 

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Categorias: Medicina

Embolização de miomas

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:54

Embolização de miomas

O tratamento de miomas uterinos por via endovascular, com a técnica chamada de embolização uterina visa a obstrução das artérias nutridoras. É um procedimento seguro, que oferece uma recuperação bem mais rápida para as pacientes. Foi descrito pela primeira vez em 1995 por um ginecologista francês e é realizado por especialistas em cirurgia endovascular e radiologia intervencionista.

Apesar de chamado de embolização de miomas, o termo mais correto é embolização uterina, pois os êmbolos utilizados vão para todo o tecido uterino, sendo que os miomas acabam sendo mais "atingidos". O procedimento permite o tratamento dos miomas e a preservação da fertilidade, diferentemente da histerectomia, que consiste na retirada do útero, e da miomectomia, que é a cirurgia aberta tradicional.

Trabalhamos com equipe vascular e endovascular habilitada para o procedimento.

 

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O processo de tratamento da Fertilização in vitro

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:47

Fertilização in vitro (FIV)

O passo a passo da FIV:

Existem basicamente 5 passos no processo do tratamento da fertilização in vitro que incluem a transferência de embrião:


PASSO 1 – MONITORAMENTO E ESTIMULAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE ÓVULOS SAUDÁVEIS NOS OVÁRIOS
Medicações para fertilidade são prescritas para controlar o momento do amadurecimento do óvulo e aumentar a chance da coleta de múltiplos óvulos durante um dos ciclos femininos. Este processo é chamado de indução da ovulação.

Múltiplos óvulos são desejados porque alguns óvulos não irão se desenvolver ou fertilizar após sua obtenção. O desenvolvimento do óvulo é monitorado usando-se o ultrassom para o exame dos ovários e testes de amostras de urina ou sangue para checagem dos níveis hormonais.


PASSO 2  - OBTENÇÃO DOS ÓVULOS
Os óvulos são obtidos através de um pequeno procedimento cirúrgico minimamente invasivo no qual a imagem do ultrassom é usada para guiar uma agulha coletora através da cavidade pélvica. Sedação e anestesia local são administradas para a remoção de qualquer desconforto que se possa experimentar. Os óvulos são removidos dos ovários usando-se a agulha coletora, processo este chamado de aspiração folicular. O processo de obtenção do óvulo normalmente leva de 20 a 30 minutos, dependendo do número de folículos maduros presentes. Algumas mulheres podem experimentar cólicas no dia da obtenção, o que comumente alivia no dia seguinte; no entanto, uma sensação de preenchimento ou pressão pode durar por várias semanas subsequentes ao procedimento.


PASSO 3 – OBTENÇÃO DO ESPERMATOZÓIDE
No dia da obtenção do óvulo, o parceiro masculino necessitará produzir uma amostra de esperma para o laboratório de fertilização in vitro utilizar na fertilização dos óvulos. Alternativamente, o sêmen deve ser obtido do doador. O homem que proverá o sêmen deve abster-se de ejacular de 3 a 5 dias antes da obtenção do óvulo.


PASSO 4 – FERTILIZAÇÃO E CRESCIMENTO PRECOCE DO EMBRIÃO
Em um processo chamado inseminação, o esperma e os óvulos são colocados em incubadoras localizadas no laboratório que possibilitam a ocorrência da fertilização. Em alguns casos onde suspeita-se que a fertilização seja baixa, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides pode ser usada. Através deste procedimento, o embriologista separa um único espermatozoide e o injeta diretamente no óvulo na tentativa de atingir a fertilização. Os óvulos são monitorados para que se confirme que a fertilização e a divisão celular estão ocorrendo. Uma vez isto ocorrendo, os óvulos fertilizados são considerados embriões. 


PASSO 5 – TRANSFERÊNCIA DOS EMBRIÕES PARA O ÚTERO
Os embriões são normalmente transferidos para o útero da mulher em algum momento entre o 1º e o 6º dia após a obtenção do óvulo, sendo mais frequente realizado entre o 2º e o 3º dias após a obtenção do óvulo. Neste momento, o óvulo fertilizado dividiu-se para tornar-se um embrião de 2 a 4 células. O processo de transferência envolve um espéculo que é inserido na vagina para expôr a cervix. Um número pré-determinado de embriões estão suspensos em um fluido e gentilmente colocados através de um cateter no útero. Este processo é frequentemente guiado por ultrassom. O procedimento é normalmente indolor, mas algumas mulheres experimentam cólicas moderadas. 
Estes passos são seguidos por repouso e observação de sintomas de uma gravidez precoce. Por volta de duas semanas após a obtenção, um teste sanguíneo, e, em alguns casos, um ultrassom, serão usados para determinar se a implantação e a gravidez ocorreram. 


EMBRIÕES EXCEDENTES
Algumas vezes os casais podem ter embriões excedentes à disposição após um procedimento de fertilização in vitro. Nesses casos, estes casais devem decidir por criopreservação (congelamento) para armazenar embriões para um futuro ciclo de fertilização in vitro. 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

técnicafivfertilização in vitropasso a passo
Categorias: Medicina

O processo de tratamento da Fertilização in vitro

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:47

Fertilização in vitro (FIV)

O passo a passo da FIV:

Existem basicamente 5 passos no processo do tratamento da fertilização in vitro que incluem a transferência de embrião:


PASSO 1 – MONITORAMENTO E ESTIMULAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE ÓVULOS SAUDÁVEIS NOS OVÁRIOS
Medicações para fertilidade são prescritas para controlar o momento do amadurecimento do óvulo e aumentar a chance da coleta de múltiplos óvulos durante um dos ciclos femininos. Este processo é chamado de indução da ovulação.

Múltiplos óvulos são desejados porque alguns óvulos não irão se desenvolver ou fertilizar após sua obtenção. O desenvolvimento do óvulo é monitorado usando-se o ultrassom para o exame dos ovários e testes de amostras de urina ou sangue para checagem dos níveis hormonais.


PASSO 2  - OBTENÇÃO DOS ÓVULOS
Os óvulos são obtidos através de um pequeno procedimento cirúrgico minimamente invasivo no qual a imagem do ultrassom é usada para guiar uma agulha coletora através da cavidade pélvica. Sedação e anestesia local são administradas para a remoção de qualquer desconforto que se possa experimentar. Os óvulos são removidos dos ovários usando-se a agulha coletora, processo este chamado de aspiração folicular. O processo de obtenção do óvulo normalmente leva de 20 a 30 minutos, dependendo do número de folículos maduros presentes. Algumas mulheres podem experimentar cólicas no dia da obtenção, o que comumente alivia no dia seguinte; no entanto, uma sensação de preenchimento ou pressão pode durar por várias semanas subsequentes ao procedimento.


PASSO 3 – OBTENÇÃO DO ESPERMATOZÓIDE
No dia da obtenção do óvulo, o parceiro masculino necessitará produzir uma amostra de esperma para o laboratório de fertilização in vitro utilizar na fertilização dos óvulos. Alternativamente, o sêmen deve ser obtido do doador. O homem que proverá o sêmen deve abster-se de ejacular de 3 a 5 dias antes da obtenção do óvulo.


PASSO 4 – FERTILIZAÇÃO E CRESCIMENTO PRECOCE DO EMBRIÃO
Em um processo chamado inseminação, o esperma e os óvulos são colocados em incubadoras localizadas no laboratório que possibilitam a ocorrência da fertilização. Em alguns casos onde suspeita-se que a fertilização seja baixa, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides pode ser usada. Através deste procedimento, o embriologista separa um único espermatozoide e o injeta diretamente no óvulo na tentativa de atingir a fertilização. Os óvulos são monitorados para que se confirme que a fertilização e a divisão celular estão ocorrendo. Uma vez isto ocorrendo, os óvulos fertilizados são considerados embriões. 


PASSO 5 – TRANSFERÊNCIA DOS EMBRIÕES PARA O ÚTERO
Os embriões são normalmente transferidos para o útero da mulher em algum momento entre o 1º e o 6º dia após a obtenção do óvulo, sendo mais frequente realizado entre o 2º e o 3º dias após a obtenção do óvulo. Neste momento, o óvulo fertilizado dividiu-se para tornar-se um embrião de 2 a 4 células. O processo de transferência envolve um espéculo que é inserido na vagina para expôr a cervix. Um número pré-determinado de embriões estão suspensos em um fluido e gentilmente colocados através de um cateter no útero. Este processo é frequentemente guiado por ultrassom. O procedimento é normalmente indolor, mas algumas mulheres experimentam cólicas moderadas. 
Estes passos são seguidos por repouso e observação de sintomas de uma gravidez precoce. Por volta de duas semanas após a obtenção, um teste sanguíneo, e, em alguns casos, um ultrassom, serão usados para determinar se a implantação e a gravidez ocorreram. 


EMBRIÕES EXCEDENTES
Algumas vezes os casais podem ter embriões excedentes à disposição após um procedimento de fertilização in vitro. Nesses casos, estes casais devem decidir por criopreservação (congelamento) para armazenar embriões para um futuro ciclo de fertilização in vitro. 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Categorias: Medicina

Fertilização in vitro (FIV/IVF)

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:44

O que é a fertilização in vitro (FIV)? Em quais situações o método é aplicável? A FIV pode ajudar a engravidar?

  • Clínica de Reprodução Humana em São Paulo

    Clínica de Fertilização em São Paulo

  • Fertilização in vitro

    reprodução humana, bebê de proveta

  • Como é feita a fertilização in vitro no laboratório

    Clínica de Reprodução Humana

  • Pipetagem no laboratório de fertilização

    Clínica de Fertilização in vitro

A Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, in vitro. In vitro vem do Latim e significa em vidro, o que, no caso, se refere a um tubo de teste ou prato de Petri, daqueles usados em ciências.
FIV é um tratamento para a infertilidade que envolve controle hormonal do processo ovulatório, removendo o óvulo dos ovários femininos e permitindo que os espermatozoides fertilizem-o em um meio fluido (in vitro). O óvulo fertilizado é então transferido ao útero da paciente com a intenção de estabelecer uma gravidez de sucesso.
Usualmente, o tratamento da fertilização in vitro é preconizado uma vez que os outros tratamentos tenham falhado, seguidos meses de tentativas de engravidar sem sucesso.

O primeiro nascimento de sucesso de um “bebê de tubo de ensaio”, Louise Brown, ocorreu em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010.

 

A fertilização “in vitro”, também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozóide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, os óvulos são colocados em um recipiente com os espermatozóides (FIV clássica). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultrassonografia pélvica via supra-púbica.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

Aonde fazer fertilização in vitro? Marque consulta com Dra Juliana Amato. Tel (11) 5053-2222


Autor: Dra. Juliana Amato

Leia também:

O processo de tratamento da Fertilização in vitro

 

 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

fivfertilização in vitrotratamentotécnicainseminação vitro
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Fertilização in vitro (FIV/IVF)

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:44
Fertilização in vitro:

reprodução humana, bebê de proveta

A Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, in vitro. In vitro vem do Latim e significa em vidro, o que, no caso, se refere a um tubo de teste ou prato de Petri, daqueles usados em ciências.
FIV é um tratamento para a infertilidade que envolve controle hormonal do processo ovulatório, removendo o óvulo dos ovários femininos e permitindo que os espermatozoides fertilizem-o em um meio fluido (in vitro). O óvulo fertilizado é então transferido ao útero da paciente com a intenção de estabelecer uma gravidez de sucesso.
Usualmente, o tratamento da fertilização in vitro é preconizado uma vez que os outros tratamentos tenham falhado, seguidos meses de tentativas de engravidar sem sucesso.

O primeiro nascimento de sucesso de um “bebê de tubo de ensaio”, Louise Brown, ocorreu em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010.

 

A fertilização “in vitro”, também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozóide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, os óvulos são colocados em um recipiente com os espermatozóides (FIV clássica). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultrassonografia pélvica via supra-púbica.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

Leia também:

O processo de tratamento da Fertilização in vitro

 

 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Categorias: Medicina

É possível escolher o sexo do bebê?

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:42

De acordo com as resoluções do Conselho Federal de Medicina e o novo Código de Ética Médica a escolha de sexo não é possível.

A escolha do sexo do bebê durante um tratamento de reprodução assistida sempre foi considerada uma questão polêmica e, até pouco tempo, sem solução. Essa técnica passou a ser oficialmente proibida no país a partir de 2010. A norma, anunciada em agosto de 2009, durante a IV Conferência Nacional de Ética Médica, em São Paulo, faz parte da revisão do Código de Ética Médica, escrito em 1988. Com a decisão fica proibido criar embriões para pesquisa e escolher o sexo do bebê em clínicas de reprodução assistida.

Resolução n. 1.957/2010, do Conselho Federal de Medicina: as tecnologias reprodutivas devem ser restritas aos casos de infertilidade e esterilidade, bem como ao tratamento de doenças ligadas aos cromossomos sexuais, de modo que a seleção do sexo deve ser restrita às hipóteses em que se busque evitar enfermidades graves e, portanto, não deve ser permitida por outros motivos.

Fonte: Código de ética médica e Sexagem: a escolha de sexo dos filhos numa perspectiva ético-jurídica

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É possível escolher o sexo do bebê?

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:42

De acordo com as resoluções do Conselho Federal de Medicina e o novo Código de Ética Médica a escolha de sexo não é possível.

A escolha do sexo do bebê durante um tratamento de reprodução assistida sempre foi considerada uma questão polêmica e, até pouco tempo, sem solução. Essa técnica passou a ser oficialmente proibida no país a partir de 2010. A norma, anunciada em agosto de 2009, durante a IV Conferência Nacional de Ética Médica, em São Paulo, faz parte da revisão do Código de Ética Médica, escrito em 1988. Com a decisão fica proibido criar embriões para pesquisa e escolher o sexo do bebê em clínicas de reprodução assistida.

Resolução n. 1.957/2010, do Conselho Federal de Medicina: as tecnologias reprodutivas devem ser restritas aos casos de infertilidade e esterilidade, bem como ao tratamento de doenças ligadas aos cromossomos sexuais, de modo que a seleção do sexo deve ser restrita às hipóteses em que se busque evitar enfermidades graves e, portanto, não deve ser permitida por outros motivos.

Fonte: Código de ética médica e Sexagem: a escolha de sexo dos filhos numa perspectiva ético-jurídica

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O que é a Menopausa?

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:41

A menopausa é um marco na vida da mulher, quando os hormônios sexuais deixam de ser produzidos por falência dos ovários, sua principal característica é a ausência da menstruação. Quando se chega à idade próxima de 50 anos, não é uma idade exata podendo ocorrer alguns anos antes ou depois, a mulher pode apresentar irregularidade menstrual e a este período chamamos de Climatério que pode durar até 1 ano e após a menstruação cessar, ou de uma hora para outra, a menstruação parar. Fonte: Fortner, K; Szymanski, L; Fox, H; Manual de Ginecologia e Obstetrícia do Johns Hopkins. 3ed.artmed Zugaib Obstetrícia. Manole. 2008. 1ed.

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O que muda durante a menopausa no corpo da mulher?

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:40

O calor chamado fogacho ocorre como primeiro sintoma na menopausa e consiste em aquecimento que inicia no tronco, sobe até a cabeça seguido de suor frio, é o que mais incomoda a mulher, podendo atrapalhar sua vida pessoal e profissional. Pela falta de hormônios, principalmente do estrogênio , ocorre diminuição da libido, ressecamento de pele, cabelos e vagina , irritabilidade, ansiedade, insônia, perda de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose e aumento no risco de doenças cardiovasculares. Fonte: Fortner, K; Szymanski, L; Fox, H; Manual de Ginecologia e Obstetrícia do Johns Hopkins. 3ed.artmed Zugaib Obstetrícia. Manole. 2008. 1ed.

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Quanto pode engordar na gravidez ?

Fertilidade - seg, 01/04/2016 - 11:40
Uma dúvida muito comum é quanto podemos engordar, ou melhor, aumentar de peso durante a gravidez. Existe um medo disseminado de engordar muito e dúvidas sobre como perder peso depois. A Crescer disponibilizou um aplicativo que calcula o quanto você pode engordar na gravidez.
Acesse a calculadora, e tire suas dúvidas. Fonte: http://editora.globo.com/pesquisas/imc_gravidas/escolha.htm
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Tensão Pré Menstrual (TPM)

Fertilidade - seg, 12/28/2015 - 14:42

Artigo sobre TPM no Segredoa da Mente, onde a Dra Juliana responde perguntas importantes.

TPM

Tags: revistaartigoentrevista
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