Medicina

Criopreservação de embriões.

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 18:45
Embrião

Congelamento de embriões

Assim como se congela sêmen e óvulos, pode-se congelar embriões.

O congelamento ou a criopreservação de embriões é um procedimento realizado quando existem embriões excedentes e de boa qualidade após uma tentativa de Fertilização in Vitro (FIV) ou Fertilização in Vitro com Micromanipulação de Gametas (ICSI). Somente 20-30% dos ciclos de Fertilização in Vitro terminam com embriões excedentes e com qualidade adequada para congelar! Assim, ter embriões excedentes de bons para congelar é uma exceção e não a regra!

Uma outra indicação para congelamento de embriões cada vez mais usada na Fertilidade.org e nos grandes centros de reprodução assistida são os casos de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano. Nestes casos, para a segurança da paciente, evitamos algumas medicações que podem causar a Síndrome e utilizamos outras para fazer o amadurecimento final dos óvulos. Todos os embriões produzidos são criopreservados e a transferência é realizada em outro ciclo sem a necessidade de indução da ovulação e coleta de óvulos. Em algumas situações é realizado este procedimento de transferência de embriões congelados (TEC): o método conhecido como freeze-all, termo em inglês que significa congelar todos os embriões para transferir em ciclo posterior.

O que fazer com os embriões congelados (criopreservados) ?

  • Tentar nova gravidez e para isso a paciente não pode ter mais de 50 anos, limite máximo no Brasil definido pelo CFM, para utilização das técnicas de reprodução assistida.
  • Doação para pesquisa de Células Tronco-Embrionárias, desde que tenham mais de 3 anos de criopreservação (art. 5º, da Lei Federal de Biossegurança nº 11.105/2005).
  • Descarte dos embriões criopreservados com mais de 5 (cinco) anos (Resolução CFM Nº 2.013/13, artigo V).

 
Obs: Existe também a opção de doação dos embriões para outra pessoa ou casal com objetivo de reprodução, mas a Fertilidade.org não trabalha com esta opção.

Fale com a especialista em reprodução humana.

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Encontros de Família e a Infertilidade (Como lidar?)

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 18:25
Festas de final de ano

Festas de final de ano como Natal e Ano Novo podem ser difíceis

O que torna o período de festas mais difícil do que outras épocas do ano?

Interações com os amigos e a família durante uma época do ano que supostamente deveria ser alegre pode ser difícil por diversas razões. Os sentimentos não são fáceis de expressar. Em primeiro lugar, famílias e amigos costumam estar juntos durante as festas, e é geralmente um momento onde são dadas as notícias, como a “estamos grávidos”.  Mesmo que você se sinta feliz pelo parente ou amigo que dá essa notícia, é natural que você se sinta mal sobre o seu próprio desapontamento.

Além disso, os membros da família podem ser intrusivos ao fazer muitas perguntas, dando conselhos não requisitados, ou criticando você por não fazer as coisas de maneira diferente. Além disso, as festas podem marcar o final de outro ano sem um bebê. A resultante dor que pode ser experienciada pela paciente em tratamento de infertilidade pode ser enorme.

O que eu posso fazer para me ajudar a passar por essa difícil época enquanto estou lidando com o estresse adicional da infertilidade?

Essas interações podem ser realmente perturbadoras pelo estado emocional. Você pode preservar seus relacionamentos eao mesmo tempo tomar conta de você, considerando que essa época em sua vida é extremamente estressante, mas que não durará para sempre.

Nós sabemos que pacientes em tratamento de infertilidade que não obtiveram sucesso em engravidar podem passar por níveis de depressão que são similares aos dos pacientes em quimioterapia. Pacientes que estão tendo problemas para engravidar podem ter o mesmo nível de depressão que pacientes que estão lutando pelas suas vidas. Amigos e família raramente compreendem isso, pois não enxergam o problema com os mesmos olhos. Por isso, não se pode esperar que digam ou façam “a coisa certa”. É improvável que as notícias de bebê de pessoas próximas sejam adiadas, que a tia Maria se contenha de perguntar: “então, quando vocês dois terão filhos?” ou que uma cunhada se vanglorie sobre como era fácil engravidar.

Então, como você lida com as emoções desencadeadas durante as festas e possivelmente inflamadas pela reação dos outros? A resposta está no planejamento.

Entender que as festas podem trazer estresse adicional pode te ajudar a decidir se deve minimizar as interações com amigos e familiares ou se deve se preparar para ser direta com eles sobre seus sentimentos. Essa é uma decisão pessoal. Um amigo ou membro da família pode não entender imediatamente se você não participar de um evento familiar, mas deixar de comparecer em alguns eventos geralmente é aceito. Se ser direto é uma opção, deixe sua família e amigos saberem que esse pode não ser um bom momento para você para estarem juntos, e considere passar as festas com um grupo mais íntimo – mesmo que esse grupo seja só você e o seu parceiro ou amigos próximos. Quando indivíduos ou casais estão lutando contra a infertilidade, pode não parecer justo, ou parecer ser muito esforço planejar as festas e considerar os sentimentos dos outros. No entanto, a fim de cuidar de si mesmo, é importante lembrar que as relações especiais são dignas de serem preservadas. O Tratamento de Infertilidade não dura para sempre mas relacionamentos com a família e com os amigos podem e devem durar uma vida.

 

Lidando com a Infertilidade Durante as Festas

O que os membros da família podem dizer ou fazer?

Amigos e familiares precisam entender que a infertilidade é uma condição médica e que a dor da infertilidade pode levar à depressão, auto-culpa e diminuição da auto-estima. Frases como “apenas relaxe” e “olhe pelo lado bom” podem deixar uma impressão de criticismo e indiferença. Ao invés disso, pode ser de grande ajuda começar a conversa com uma declaração como, “Eu sei que você está passando por um momento difícil. Eu não sei como reagir mas eu quero que você saiba que eu me importo e que eu estou aqui para qualquer hora em que você precisar de apoio. Eu não serei intrusivo ao te fazer perguntas mas saiba que eu sempre vou querer saber como você está.”

Meu conselho para os amigos e a família é rever seus palpites sobre a paciente. Se não estiver claro o que a paciente precisa, pergunte.

O que eu posso fazer para ajudar o meu relacionamento com o meu parceiro durante esta difícil época do ano?

Para ajudar a manter um bom relacionamento com o seu parceiro, se dê algo de positivo para esperar ansiosamente, planejando um tempo juntos. As festas podem ser um bom momento para uma viagem para um resort somente para adultos. Se você planeja ficar na cidade, eu encorajo a procurar algo que você e o seu parceiro gostem de fazer juntos, talvez um filme ou um show. Também é bom sair de casa, mesmo se não estiver sempre animado a sair – faça uma caminhada, olhe as vitrines, ou tente um novo restaurante.

Pode haver muito a ser discutido e conversado, mas é importante não deixar que o tratamento de infertilidade consuma todas as energias. Sugerimos limitar as discussões sobre infertilidade a 20 minutos por dia, e depois coloca-las para descansar. Se algo mais surgir, anote para mais tarde. Amanhã virá.

Pode ser difícil imaginar que um dia toda dor da infertilidade vai diminuir e eventualmente desaparecer. Mas ela vai, e se você puder tomar um tempo para cuidar de si e planejar suas interações com os outros, a época de festas poderá não ser o melhor momento do ano, mas será o melhor que pode ser dentro das circunstâncias. Mais importante ainda, o bem-estar emocional e os relacionamentos serão mantidos intactos para que as futuras festas possam ser verdadeiramente maravilhosas.

 

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O cérvix (colo uterino)

Fertilidade - qua, 12/14/2016 - 09:51
Colo Uterino

Cérvix uterino e atuação na fertilidade

O cérvix (cérvice ou colo do útero), na anatomia da mulher, é a porção inferior e estreita do útero, onde ele se une com a porção final superior da vagina.

Em algumas mulheres, o muco cervical (muco presente no colo uterino), secretado no período préovulatório, torna-se hostil e acaba dificultando a entrada dos espermatozoides no útero. O muco é responsável por transportar e armazenar os espermatozoides no trato reprodutor feminino, levando-os de encontro com o óvulo. O muco cervical é extremamente importante no processo de fertilização, pois é nele que o espermatozoide “nada” em direção ao óvulo a ser fecundado. Alterações no colo uterino são responsáveis por 15 a 50% das causas de esterilidade. A análise desse fator é feita através da avaliação do muco cervical, da histerossalpingografia, da ultrassonografia transvaginal, histerossonografia, da videohisteroscopia (histeroscopia diagnóstica) e da colposcopia.

Possibilidade do Espermatozóide não alcançar o cérvix uterino (Colo do Útero)

É preciso que os espermatozoides sejam adequadamente depositados no fundo da vagina. A penetração precisa acontecer para que o espermatozoide possa entrar no colo do útero, através do muco cervical. Outro pré-requisito importante é que o espermograma esteja normal. Baixa na quantidade e qualidade dos espermatozoides e estreitamentos da entrada do canal do colo uterino, as infecções, as dificuldades ou impedimentos da penetração do pênis, uso de lubrificantes não aquosos, uso de ducha vaginal logo após a relação sexual, impedem ou dificultam o espermatozoide alcançar o colo do útero. 
 

Causas de infertilidade relacionadas ao colo uterino:

  • Infecção do colo uterino
  • Alterações do muco cervical

Passe em consulta com médico da área de fertilidade para investigar e realizar o tratamento adequado.

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Histerossalpingografia

Fertilidade - ter, 12/13/2016 - 17:43
Histerossalpingografia

Exame das trompas de Falópio e útero

É o exame que avalia as trompas uterinas. Chamado histerossalpingografia pode ser visualizado no video abaixo.

 

 

O exame de raio-x com contraste tem fama de desconfortável, mas tudo depende do material usado pelo laboratório e da possibilidade de sedação. O Instituto Amato, onde localiza-se o Fertilidade.org, tem infraestrutura para realizar o exame com sedação e maior conforto para a paciente. Converse com sua especialista em reprodução humana.

A histerossalpingografia é um exame normalmente realizado para verificar se há alguma anomalia no útero ou nas trompas de pacientes que apresentam dificuldade para engravidar, mas também pode ser feito para investigação de outros problemas ginecológicos ligados à anatomia do útero e das trompas. Se a anatomia estiver muito alterada, poderá haverá haver problemas para conseguir ter um bebê.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias. Ocasionalmente o próprio exame pode acabar desobstruindo e liberando as trompas para a fertilização.

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Trompas de Falópio

Fertilidade - ter, 12/13/2016 - 17:37
Tubas uterinas

Trompas de Falópio

As tubas uterinas, também conhecidas por trompas de Falópio, são dois tubos contráteis, com 10 cm aproximadamente, que se estendem de cima do útero para os lados da pelve. As tubas uterinas transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário até a cavidade do útero. Por elas passam em direção oposta os espermatozoides e é onde, habitualmente, ocorre a fecundação. É através das trompas que ocorre a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, além dela ter o papel primordial na movimentação do embrião até o útero. As tubas uterinas estão subdivididas em quatro partes: uterina, istmo, ampola e infundíbulo.

A formação de cicatrizes nas trompas de Falópio pode impedir a gravidez por impossibilitar a passagem das células reprodutoras até ao útero. Os problemas da trompa de Falópio constituem a causa de aproximadamente 30% das situações de infertilidade feminina, isto porque as trompas têm papel fundamental para a ocorrência da gravidez. A lesão pode ter sido causada por uma cirurgia prévia, por uma gravidez ectópica (tubária) prévia e pela formação de cicatrizes tubárias secundárias a endometriose ou a doença inflamatória pélvica. Esta última é uma infecção bacteriana da região pélvica causada por bactérias sexualmente transmitidas, tais como a gonorreia (Gonococo) e a Chlamydia (Clamídia), que conduz frequentemente ao aparecimento de cicatrizes, lesões ou obstruções das trompas de Falópio. História de dores pélvicas, com ou sem febre, pode sugerir um diagnóstico de endometriose ou de infecção pélvica.

Mas alterações nas trompas uterinas também podem ser provocadas de forma intencional como, por exemplo, através da laqueadura tubária, na qual a Reanastomose Tubária pode ser uma das possibilidades terapêuticas.

Por isso, a avaliação das trompas uterinas é extremamente importante durante um tratamento para engravidar. O exame que avalia as trompas uterinas é chamado histerossalpingografia e pode ser visualizado no video abaixo.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias.

Principais causas de Infertilidade ligadas às trompas uterinas (não trombas uterinas) que necessitam de tratamento em reprodução humana:

  • Endometriose
  • Obstrução tubária
  • Doença Inflamatória Pélvica
  • Pós laqueadura

 

Leia mais

 

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Anatomia da Reprodução Humana

Fertilidade - seg, 12/12/2016 - 08:19
Anatomia

da Fertilidade e Reprodução Humana

Os diversos órgãos do corpo humano que atuam na concepção e na gestação. Cada um desses órgãos podem estar relacionados a alguma causa de infertilidade e terá um tratamento específico na reprodução humana.

Na Mulher:

No Homem:

  • O pênis
  • Canais deferentes
  • Testículos (tipicamente dois)
  • A bolsa escrotal
  • A próstata
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Os ovários

Fertilidade - seg, 12/12/2016 - 08:16
Os ovários

Ovário na reprodução humana

Ovário, em todos os seres vivos com órgãos diferenciados, é o órgão onde são produzidos os gametas femininos, tanto nos animais como nas plantas. Os ovários têm uma região onde se localizam os folículos. Eles têm a forma de amêndoa, medindo até 5 cm em seu maior diâmetro e possui uma espessura máxima de 1,5 centímetros. São responsáveis pela formação do folículo e hormônios necessários para a concepção e gestação.

Sua região dos foliculos contém numerosos vasos sanguíneos e regular quantidade de tecido conjuntivo frouxo, e a cortical, onde predominam os folículos ovarianos, contendo os ovócitos. 

Os hormônios da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as células dos ovários a produzir seu próprio hormônio, o estrógeno). A cada mês, esses hormônios provocam o amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então, amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a uma vesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário. Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às franjas da tuba uterina.

Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormônio luteinizante). Esse hormônio vai luteinizar essas células e as células foliculares agora serão chamadas de células granulosas luteínicas. As células da teca serão chamadas células tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto, que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células se enchem de grãos de luteína. As células ficam então granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado momento. A luteína aparece em função do hormônio luteinizante. Se não houver gravidez, esse hormônio para de ser produzido pela hipófise.

A anovulação, isto é, a ausência de ovulação quando esta deveria estar presente, pode indicar graves endocrinopatias, sendo a mais relevante a síndrome do ovário policístico (SOP). A anovulação é uma das causas da infertilidade feminina e onde as técnicas de reprodução humana podem auxiliar.

Cistos nos ovários não significa infertilidade, com o tratamento adequado, é possível recuperar o equilíbrio hormonal e fertilidade. Muitas mulheres, ao receberem o diagnóstico de cistos no ovário, temem a impossibilidade de engravidar. E não são poucas, esse é um mal que atinge cerca de 25% das mulheres em idade fértil no Brasil. Ele aparece, sobretudo, nas que são portadoras de endometriose (afecção inflamatória provocada pelas células do endométrio que não foram expelidas durante o ciclo menstrual, pois migraram no sentido oposto e caíram nos ovários) ou que estão com doença inflamatória pélvica. O cisto no ovário não causa infertilidade na mulher, mas gera dificuldades para que ela engravide por causa das alterações hormonais produzidas pelo problema. Além disso, se houver irregularidade na menstruação ou apresentar ausência da mesma, o processo ovulatório pode ser afetado. Diante disso, para tratar a doença é imprescindível buscar ajuda médica.

Principais causas de infertilidade relacionadas aos ovários:

Leia mais:

Ovulação

básicoanatomiareprodução humana
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Básicos de Fertilidade | O Sistema Reprodutivo

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 20:17
Reprodução Humana

Tratamento da Infertilidade

Cada um de nós tem um kit básico de partes da “fertilidade”. Você sabe quais são? Se você não sabe, ou não tem certeza, aqui está uma lista simples.

Se você é uma mulher:

  1. O útero
  2. Ovários (tipicamente dois)
  3. Trompas de Falópio (também tipicamente duas)
  4. O cérvix
  5. A vagina

Se você é um homem:

  1. O pênis
  2. Canais deferentes
  3. Testículos (tipicamente dois)
  4. A bolsa escrotal
  5. A próstata

 

Como Funcionam as Partes Básicas de Fertilidade

Basicamente, quando você está tentando ter um bebê, todas essas partes jogam um importante jogo. Elas não são as únicas partes de fertilidade, mas vamos focar nelas hoje. 

Cada uma das nossas partes básicas de fertilidade tem uma importante função. Se elas estão funcionando perfeitamente, e você tem programado corretamente as relações sexuais, as probabilidades de que uma gravidez ocorra é de 30% antes dos 30 anos e cerca de 15-20% depois dos 35 anos. Veja a influencia da idade na concepção.

É assim quando tudo está funcionando exatamente como deveria, porém, às vezes, não é isso o que acontece.

 

Partes da Fertilidade & Tratamento de Infertilidade

 

Precisarei fazer fertilização in vitro (FIV)?

Muitas vezes em se tratando de infertilidade, há apenas um pequeno ajuste que precisa ser feito para melhorar as chances ao seu favor para conseguir engravidar com sucesso. Às vezes, o momento do esperma encontrar o óvulo não está batendo e você precisa tentar mais cedo ou mais tarde no seu ciclo reprodutivo.

Às vezes uma baixa dose de medicação é o suficiente para garantir que a ovulação está ocorrendo no momento e da maneira correta.

Às vezes a solução é tão simples quanto usar um kit de previsão de ovulação para garantir que você está tentando conceber no momento certo.

Um grande fator para considerar é o esperma e os espermatozóides. Eles compreendem a metade das células necessárias para conceber. Muito frequentemente uma ênfase precoce é colocada no papel da mulher na infertilidade e ao seguir pensando assim, pode estar negligenciando algo que pode estar bem na sua frente. Por isso a avaliação do casal se faz necessária.

Será que conseguirei engravidar?

Infertilidade ou subfertilidade pode ser questão de um simples ajuste e voila, você estará grávida! Mas para isso é necessário avaliação clínica pelo especialista em reprodução humana.

Leia também:

Tem uma dúvida? Pergunte aqui. e veja nossa lista de perguntas frequentes.

básicotratamentodicas
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Minimum stimulation in IVF

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 19:58
Fertilização In Vitro

Doses baixas de medicamento na FIV

Dra. Juliana Amato apresentou no congresso internacional da Humboldt Kolleg (Federal University of São Carlos - UFSCar - November 3-5th 2016 trabalho sobre a estimulação ovariana mínima em tratamento com fertilização in vitro na reprodução humana.

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Tudo o que você deseja saber sobre Fertilidade

Fertilidade - dom, 12/11/2016 - 19:48

O que você gostaria de saber se estivesse indo para uma consulta de infertilidade com um médico Esterileuta (especialista em fertilidade)?

Melhor ainda, o que você precisaria absolutamente entender e perguntar?

 

Dicas para a sua Primeira Consulta com um Especialista em Fertilidade

 

  1. Se a sua consulta for com um especialista em fertilidade, muitas das suas dúvidas serão respondidas dentro da própria consulta. Lembrando que nem todos ginecologistas são especializados na área de reprodução humana.
  2. Na consulta de fertilidade a especialista em fertilidade dará muitas informações, sendo que muitas delas, serão novidade para você.
  3. A clínica Fertilidade.org e Instituto Amato oferece no seu programas de fertilidade o livro "Em busca da fertilidade". O livro poderá ser dado ao paciente (dependendo do estoque), já que é muita informação para levar para casa e lembrar. Com o livro ficará mais fácil.
  4. Enquanto você imagina que irá lembrar de todas respostas para suas perguntas, pode não se dar conta da quantidade de informação e, obviamente, não quer que o pânico pela quantidade de informações te sobrecarregue.
  5. Se há dúvidas que deseja sanar durante a consulta, escreva-as num papel e deixe espaço em branco para escrever as respostas.
  6. Escreva no material que lhe foi dado, nas margens, para manter controle das suas dúvidas
  7. Certifique-se de que durante a consulta você consiga encaixar as suas perguntas e obter respostas que você consiga entender. Se não entendeu uma resposta, peça para que o especialista em fertilidade deixe mais claro.
  8. É perfeitamente aceitávei pedir ao seu médico para falar mais devagar ou para repetir alguma informação.

 

A Infertilidade é um “Problema das Mulheres”?

 

De quem é a culpa? Talvez essa questão seja desconfortável de perguntar, mas encare esse problema de frente, muitos de nós queremos saber. Talvez essa pergunta seja melhor reformulada como: “Nós poderemos saber qual é o nosso problema na concepção?” Porém, em até 30% dos casos o diagnóstico será de inexplicável ou idiopático

 

Dúvidas sobre Infertilidade que Você Deveria Considerar:

 

Nós tentamos tempo o bastante antes de vir ver você? Deveríamos tentar por mais tempo?

Como posso saber com certeza se eu estou ovulando?

Quando deveríamos realizar uma análise de sêmen?

Que coisas você sugere que eu comece a fazer e que coisas eu deveria parar de fazer?

Quais testes de fertilidade devem ser feitos? Eles podem ser feitos no mesmo dia? E se os testes já foram feitos por minha Obstetra/Ginecologista ou outro especialista em fertilidade? São válidos?

Qual tratamento de fertilidade eu devo fazer primeiro? Eu tenho escolhas?

 

Dúvidas sobre Infertilidade Masculina

 

Banheira quente é realmente ruim para um homem? É permitido beber café? Quanto de bebida alcóolica é permitida?

O que mais podemos fazer enquanto estamos no tratamento de fertilidade para ajudar as coisas a andarem?

O que eu como, bebo ou fumo faz diferença enquanto nós estamos tentando conceber?

Eu sou um corredor, um maratonista, tudo bem se eu continuar me exercitando desse jeito?

Não há nada de errado com o meu esperma. Eu não vejo razão para testá-lo. Por que isso é necessário?

Lembre-se de que passar em consulta com um especialista em fertilidade é o primeiro passo para aproximar do sonho de ter o bebê que você está tanto sonhando. E você não precisa fazer isso sozinho, pode passar em consulta acompanhada.

 

Mais dúvidas? Pergunte aqui.

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Tratamento de varizes com espuma

Vascular Pro - dom, 12/11/2016 - 18:30

Últimamente tem-se falado muito da espuma como tratamento das varizes e vasinhos. É uma técnica que merece ser discutida com seu cirurgião vascular.

A espuma de polidocanol foi, no início estudada como anestésico, porém demonstrou-se mais eficaz em fechar veias do que para anestesiar. Mas esse efeito anestésico fraco traz o benefício de ser uma substância praticamente indolor ao ser injetada. O polidocanol é um detergente que quando agitado forma espuma, e, ao utilizar a técnica de Tessari para formar espuma, essa espuma torna-se densa (método da espuma densa), de modo que ocupa todo o espaço do vaso. Ao preencher o vaso, a espuma de polidocanol causa destruição do endotélio levando a trombose quimica localizada. Essa trombose quimica pode evoluir com a recanalização ou com a fibrose do vaso, que é o resultado desejado. Ao fechar o vaso, fecha-se as varizes.

Apesar de ter resultados animadores, a técnica possui características e desvantagens que devem ser consideradas, como o alto índice de manchas (entre 20 a 30% dos casos), a possibilidade de reações alérgicas e o risco de trombose, até mesmo óbito. Um caso foi recentemente publicado de óbito por embolia pulmonar (Bruijninckx, Cornelis Ma. "Fatal Pulmonary Embolism Following Ultrasound-guided Foam Sclerotherapy Combined with Multiple Microphlebectomies." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 31, no. 7 (2016) )

Um outro artigo que comparou o laser, a radiofrequência, cirurgia e a espuma mostrou claramente que as medidas de melhora na qualidade de vida é similar nas técnicas, porém o laser e radiofrequencia tiveram menos complicações, porém a espuma demonstrou uma melhora na qualidade de vida menor que nas outras técnicas, além de uma taxa de fechamento da veia menor, que significa que é necessário repetir o tratamento (e os riscos) para atingir o resultado desejado. (Brittenden, Julie, Seonaidh C Cotton, Andrew Elders, Craig R Ramsay, John Norrie, Jennifer Burr, Bruce Campbell, and others. "A Randomized Trial Comparing Treatments for Varicose Veins." The New England journal of medicine 371, no. 13 (2014)) Esse trabalho foi publicado numa das revistas mais respeitadas da área médica a NEJM.

Resumindo, para quem já tem manchas, está nas fases mais avançadas da doença, deseja evitar outros tipos de procedimento, ou possui riscos cirúrgicos elevados, a técnica da espuma densa para tratamento de varizes deve ser cogitada e discutida com seu vascular.

Porém, seguindo as melhores práticas e diretrizes internacionais*, para aqueles que buscam resultado estético além do tratamento da doença, e querem minimizar os riscos de recanalização, devem optar por técnicas mais definitivas, como o laser, radiofrequencia e mesmo a cirurgia tradicional. 

Todas as técnicas tem seu espaço no tratamento das varizes, simplesmente porque nenhuma delas atingiu excelência em todos os quesitos: preço, eficácia, eficiência, segurança, velocidade, invasividade, recorrência, riscos, etc. Existem técnicas excelentes para tratamento de varizes hoje em dia, técnicas muito melhores do que as disponíveis há 2 décadas, sendo uma área intensamente estudada e onde muitas novidades estão para aparecer, tanto com novas técnicas quanto a associação de técnicas já existentes.

O grande segredo está em identificar qual a melhor técnica para cada paciente em seu contexto pessoal, e essa escolha deve ser feita em conjunto com o cirurgião vascular.

Leia os seguintes artigos:

 

Fonte: "MANAGEMENT OF CHRONIC VENOUS DISORDERS OF THE LOWER LIMBS GUIDELINES ACCORDING TO SCIENTIFIC EVIDENCE." (2014).

De Maeseneer, M G R, and S K van der Velden. "Managing Chronic Venous Disease: An Ongoing Challenge." European journal of vascular and endovascular surgery : the official journal of the European Society for Vascular Surgery 49, no. 6 (2015)

Gloviczki, P, and M L Gloviczki. "Guidelines for the Management of Varicose Veins." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 27 Suppl 1 (2012)

Tags: venosovarizestratamentofantástico
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Crianças com tumores cerebrais

Neurocirurgia - seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

  Tags: neurocirurgia pediátricaneoplasia cerebraltumor na infânciatumor cerebraloncologia pediátricatumor na cabeçacriança com tumor cerebral
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Crianças com tumores cerebrais

Neurocirurgia - seg, 12/05/2016 - 17:00

Dentre os diversos tipos de câncer na infância, os tumores cerebrais perdem somente para as leucemias, e causam grande consternação à família e um imensurável impacto social quando muito agressivos ou não bem avaliados e tratados a tempo. 

 

O que saber de antemão?

 

Cerca de 7% de todos os tumores cerebrais relatados nos Estados Unidos entre 2006 a 2010 ocorreram em jovens de 0 a 19 anos. Sua incidência está em cerca de 5,2 a cada 100000 pessoas de 0 a 14 anos(1).

Os tipos de tumores mais comuns variam com as faixas etárias, assim como sua localização no sistema nervoso(2)(3):

 

 

 

São tumores infratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas cerebelares
  2. 2. Meduloblastomas
  3. 3. Ependimomas
  4. 4. Gliomas de tronco cerebral
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Tumores do plexo coroide

São tumores supratentoriais mais comuns, dentre outros:

  1. 1. Astrocitomas de baixo e alto graus
  2. 2. Gliomas mistos
  3. 3. Oligodendrogliomas
  4. 4. Tumores neuroectodérmicos primitivos
  5. 5. Tumores teratóides/rabdóides atípicos
  6. 6. Ependimomas
  7. 7. Meningiomas
  8. 8. Tumores do plexo coroide
  9. 9. Tumores da região da pineal
  10. 10. Tumores gliais mistos e neuronais

Há ainda os tumores parasselares como:

  1. 1. Craniofaringiomas
  2. 2. Astrocitomas diencefálicos
  3. 3. Tumores de células germinativas

 

Como sei se meu filho tem um tumor cerebral?

 

Alguns sinais clínicos são fáceis de identificar, mas fazem confusão com diversas outras doenças mais frequentes na infância. Os mais comuns são dores de cabeça e vômitos, muitas vezes decorrentes do aumento da pressão intracraniana. Até 40% das crianças com tumores cerebrais podem apresentar hidrocefalia, o que rapidamente pode evoluir para letargia, sonolência excessiva e coma(2). Outros sintomas como crises epilépticas, paralisias em alguma parte do corpo, alterações de fala eventualmente podem aparecer.

Nos primeiros 2 anos de vida, os ossos do crânio ainda não estão unidos. A presença de uma lesão expansiva faz com que haja um aumento do volume da cabeça da criança, podendo estar associado a irritabilidade e inquietação do bebê(4).

Sinais mais sutis como alterações na curva de ganho de peso e altura, sede excessiva e grande volume e frequência urinária, sinais de puberdade precoce, devem servir de alerta para pediatras que acompanham seus pacientes. Investigações endocrinológicas eventualmente evidenciam tumores cerebrais como sendo a causa desses transtornos de desenvolvimento.

 

E tem algum exame para ser feito?

 

Existindo a suspeita de tumor cerebral, o neurocirurgião ou o neurologista podem determinar o melhor exame para a criança. Exames de imagem como a Tomografia Computadorizada estão presentes em vários hospitais, são rápidas e trazem boas imagens. No entanto, a criança recebe grande dose de radiação e o uso de contraste iodado pode provocar reações alérgicas e problemas renais. É um bom exame para rastreamento, mas não está indicado para acompanhamento.

A Ressonância Nuclear Magnética é o exame de escolha para a identificação da lesão e seu planejamento cirúrgico. Variações na aquisição da imagem permitem ao neurocirurgião definir a melhor via de acesso e o melhor ponto a se fazer uma biópsia, por exemplo. A depender do padrão da imagem, pode-se complementar com a extensão para a medula espinal e/ou coleta de marcadores sanguíneos que corroborariam para a elucidação diagnóstica.

 

É preciso cirurgia? Vai fazer quimio e radioterapia?

 

De uma forma geral, a cirurgia se faz necessária ao menos para o diagnóstico histológico da lesão, isto é, pelo menos uma biópsia se faz necessária. Para uma grande parte dos tumores, sua retirada completa pode significar a cura da doença.

Em algumas situações em que a localização da lesão está numa área muito nobre do cérebro, a retirada completa pode trazer sequelas irreparáveis e incapacitantes, sendo prudente a retirada parcial. Nos casos em que se identifica hidrocefalia, sua resolução deve ser feita rapidamente. A endoscopia pode ser uma boa ferramenta para o tratamento e para biópsia quando possível.

O tratamento complementar com quimioterapia e/ou radioterapia deve ser definido de acordo com o tipo da lesão e em comum acordo com o oncologista pediátrico.

 

Resumindo

 

Para as crianças e jovens com tumores cerebrais, algumas considerações se fazem importantes para seu tratamento:

  1. a. não se conhece ainda a causa de vários desses tumores
  2. b. o tratamento adequado só é possível uma vez que se saiba exatamente o tipo de tumor existente e o estágio em que a doença se encontra (inicial vesus terminal)
  3. c. equipe multidisciplinar contendo neurocirurgiões capacitados, neurologistas/neuropediatras, oncologistas, radiologistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, importantes desde o primeiro contato com o diagnóstico até o término do complexo manejo a longo prazo desses pacientes
  4. d. a sobrevida está acima de 70% após 5 anos do diagnóstico, a depender essencialmente do tipo de tumor e de seu estágio inicial. Entre 1975 e 2010, a mortalidade por câncer na infância caiu mais de 50%, graças a inúmeras pesquisas e avanços quimioterápicos(5).

 

 

Bibliografia:

1. Ostrom QT, Gittleman H, Farah P, Ondracek A, Chen Y, Wolinsky Y, et al. CBTRUS statistical report: Primary brain and central nervous system tumors diagnosed in the United States in 2006-2010. Neuro Oncol. 2013 Nov 1;15(SUPPL.2):ii1-ii56. 

2. Reynolds R, Grant GA. General Approaches and Considerations for Pediatric Brain Tumors. In: Winn HR, editor. Youmans Neurological Surgery. 6th ed. Philadelphia: Elservier; 2011. p. 2040–6. 

3. Louis DN, Ohgaki H, Wiestler OD, Cavenee WK, Burger PC, Jouvet A, et al. The 2007 WHO Classification of Tumours of the Central Nervous System. Acta Neuropathol [Internet]. 2007 Jul 12;114(2):97–109. Available from: http://link.springer.com/10.1007/s00401-007-0243-4

4. Souweidane MM. Brain Tumors in the First Two Years of Life. In: Albright AL, Pollack IF, Adelson PD, editors. Principles and Practice of Pediatric Neurosurgery. 2nd ed. New York: Thieme; 2008. p. 489–510. 

5. Smith MA, Altekruse SF, Adamson PC, Reaman GH, Seibel NL. Declining childhood and adolescent cancer mortality. Cancer [Internet]. 2014 Aug 15;120(16):2497–506. Available from: http://doi.wiley.com/10.1002/cncr.28748

 

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O que é uma “sessão” de escleroterapia? Qual preço da sessão de aplicação de vasinhos?

Vascular Pro - qui, 12/01/2016 - 10:05

O que é combinado não é caro. E o barato pode sair caro. Entenda como funciona a proposta de sessões de seu cirurgião vascular, entenda as dificuldades e limitações não só do procedimento, mas do modo de pagamento.
O tratamento escleroterápico visa a melhora da circulação local com consequente melhora estética dos famigerados vasinhos que infestam as pernas. A maioria dos convênios não cobre o tratamento, enquanto alguns oferecem tratamento bem limitado. Não se engane ao fechar contrato com operadora com esse argumento.
São muitas as variáveis no tratamento venoso que podem ser mensuradas e utilizadas para definir o custo: tipo de veia, área a ser tratada, tipo e quantidade de substancia, numero de disparos de laser, número de picadas, tempo do médico, e outras.
Tipo de veia: veias vermelhas, teleangiectasias, reticulares, varicosas. Todas elas influenciam a sessão de escleroterapia, mas calcular uma a uma seria um trabalho maior do que a própria sessão em si.
Área: a área a ser tratada pode parecer uma boa medida, ou seja, se temos duas coxas a serem tratadas o valor é o dobro de uma coxa. Pode parecer simples, mas existe a densidade e complexidade dos vasos na região, às vezes são mais fáceis e outras vezes mais difíceis.
Tipo e quantidade de substância: alguns médicos optam por fazer da sessão uma “ampola” ou medida do medicamento. E cada medicamento com valores diferentes. E o que fazer quando falta ou sobra medicamento para a sessão? A medicação não pode ser guardada para depois. E a medida que o tratamento vai avançando e as veias melhorando, menos substância é necessária, porém sua aplicação se tarna mais difícil. Portanto não é um bom método para definir o que é uma sessão.
Número de disparos do laser: quando se usa equipamentos de laser é possível ter um número bem definido que é o numero de vezes que o laser foi ativado. É um bom método para estimar o custo. Permite a comparação fácil entre serviços. O equipamento de laser possui um numero de disparos pre determinados antes de começar a falhar e precisar de troca, por isso é fácil calcular o custo.
Tempo do médico: este deveria ser o melhor método para se definir o que é uma sessão, pois todo o conhecimento do médico esta sendo aplicado no tempo que ele necessita para fazer o procedimento. Mas, como não ter a sensação de que o médico esta sendo lento ao preparar o material ou ao examinar? A necessidade de ganhar a todo custo faz com que o paciente ache que o tempo pago esta sendo desperdiçado se o médico para para examinar, para trocar o material ou mudar a técnica. Talvez nossa cultura não facilite a aceitação desse modo de mensurar uma sessão.
Converse com seu médico, entenda como ele estipula uma sessão, que pode ser completamente diferente de outro. Não é fácil a comparação de preço e sessões entre médicos, exatamente porque não existe padronização da cobrança da sessão. Entenda que quando alguns precisam de 30 sessões para resolver um problema, outros podem necessitar de 3 sessões. Tudo depende do tempo e técnica investida em cada situação.
Portanto, o barato pode sair caro. Se a sessão for bem baratinha, mas precisar de dezenas delas, pode ficar muito mais caro no final do que um tratamento bem mais caro por sessão, mas que precisa de poucas sessões.
Lembre-se que ao considerar o tempo de uma sessão, o seu tempo gasto deve contar com o tempo de ida e volta ao consultório. Ou seja, para cada ida ao consultório, o seu tempo gasto também é importante (transporte, espera, etc), e, um menor número de sessões diminuiria esse gasto. Por isso, para economizar no valor total, procure fazer sessões maiores, com técnicas eficazes e que permitem bom controle do que foi feito.
Converse sempre com seu vascular.
 

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Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

Neurocirurgia - ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
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Hernia de disco lombar - Cirurgia endoscópica

Neurocirurgia - ter, 11/29/2016 - 21:55

Hérnia de disco lombar central e volumosa tratada através de cirurgia endoscópica da coluna (acesso transforaminal)

     Os discos intervertebrais são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra. 

     Esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. Nessas situações podem ocorrer as hérnias de disco, ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, vem geralmente acompanhados dos famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários). Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui com a compressão das raízes nervosas. Porém, de uma forma geral, a população costuma chamar ambas as situações de hérnia de disco.

     Muitas vezes o paciente com hérnia de disco melhora com o tratamento clínico, no entanto, se a dor é incapacitante, acompanhada de déficit neurológico (perda de força ou sensibilidade) ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia deve ser considerada. Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica para o tratamento cirúrgico das hérnias de disco lombares, haja visto as vantagens consideráveis quando comparadas às técnicas tradicionais. Entre elas:

  • possibilidade de ser realizada com anestesia local e sedação, ao invés da anestesia geral
  • incisão menor na pele
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso
  • procedimento rápido
  • sangramento mínimo
  • menos dor pós operatória, recuperação mais rápida
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia (alta hospitalar precoce)
  • retorno mais rápido ao trabalho
  • baixa taxa de infecção
  • alto índice de sucesso, definido o êxito como retorno imediato às atividades diárias

     Existem 2 acessos principais para acessar as hérnias de disco: transforaminal e interlaminar. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, hérnias de disco grandes e centrais, não precisam necessariamente ser tratadas por cirurgia convencional ou por acesso interlaminar,  podem ser tratadas cirurgicamente através da técnica endoscópica transforaminal, como mostra o vídeo acima, de acordo com a experiência do cirurgião.

Tags: cirurgia minimamente invasiva da colunacirurgia endoscópica da colunahérnia de discoastroscopiacirurgia laser hernia discalcirurgia pra hernia de discocirurgião de colunacirurgia de coluna a laserradiofrequencia
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Escoliose

Neurocirurgia - seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
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Escoliose

Neurocirurgia - seg, 11/21/2016 - 21:02

O que é escoliose?

Escoliose é o desvio lateral da coluna. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O paciente pode se queixar de assimetria na cintura, diferença na altura dos ombros, arco costal proeminente (giba) ou dor nas costas, que geralmente piora com atividade. Em casos mais graves pode haver também dificuldade para respirar. Ao exame clínico, o especialista identifica essas alterações e solicita exames de imagem.

 

Quais tipos de escoliose existem?

Existem diversos tipos, entre eles as CONGÊNITAS (malformações desde o nascimento), PÓS-TRAUMÁTICAS (fraturas, cirurgias mal realizadas), DEGENERATIVAS (desgaste da coluna), NEUROMUSCULARES (secundárias a alterações neurológicas e/ou musculares), SECUNDÁRIAS (presença de outra doença), POSTURAIS (vícios de postura) ou IDIOPÁTICAS (sem causa identificável, são muito comuns).

 

Todo paciente precisa de uma Ressonância Magnética?

O principal exame para o diagnóstico e seguimento da escoliose é o Raio-X. A Ressonância é necessária quando há alguma curvatura atípica ou progressão anormal da escoliose. 

 

Qual o tratamento da escoliose? 

Existem basicamente 3 tipos de tratamento para as escolioses: observação, uso de colete e cirurgia. 

A observação está indicada para adolescentes ou adultos com esqueletos maduros e curvas menores de 40 graus, que não causam sintomas. Pacientes com a coluna em crescimento, com curvaturas menores de 25 graus também são observados, nesses casos reavaliação com radiografia deve ser realizada a cada 6 meses.

Coletes estão indicados para pacientes com esqueleto imaturo com curvas entre 25 e 40graus. A função do colete não é reverter a escoliose, mas sim prevenir ou retardar a progressão da deformidade através de forças aplicadas à coluna flexível.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, e para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50 graus. O objetivo do tratamento cirúrgico é proporcionar redução da curvatura, preservando as funções neurológicas e causando fusão dos segmentos operados de forma que irá prevenir progressão das curvaturas anormais. 

 

Quanto tempo dura a cirurgia? Como é a cirurgia?

Cada caso apresenta particularidades e dificuldades diversas, haja visto a complexidade da doença. No entanto, geralmente o procedimento tem duração média de 6 horas. É na maior parte das vezes realizada através de acesso por trás da coluna, com a colocação de parafusos. Essa técnica é capaz de conseguir redução significativa das curvaturas, além de conseguir corrigir as vértebras rodadas, trazendo ótimos resultados clínicos. Em todos os casos são utilizados equipamentos especiais de monitoração da função neurológica do paciente durante todo o procedimento de correção da curva (potencial evocado somatossensitivo ou monitorização neurológica intra-operatória).

 

Vou perder mobilidade da coluna com a cirurgia? 

O objetivo da cirurgia é deixar o paciente com o máximo de mobilidade possível em uma coluna balanceada e estável. Ou seja, vai perder movimento de alguns segmentos da coluna, porém a coluna deverá funcionar de forma mais equilibrada. 

  Tags: escoliosedeformidadecirurgia de escoliosecirurgia da colunatratamento cirúrgico de escolioseescoliose sao paulocoluna torta
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Doença Carotídea: Doença da artéria carótida.

Vascular Pro - ter, 11/01/2016 - 09:11

O que é a doença da artéria carótida?

A doença da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias do pescoço. As artérias carótidas são os vasos principais que levam sangue rico de oxigênio para o cérebro. O estreitamento normalmente é causado por uma placa aterosclerótica.

A aterosclerose (espessamento e endurecimento das artérias) pode afetar todas as artérias do corpo. Quando as artérias do pescoço estão estreitadas ou mesmo bloqueadas, essa condição é chamada de doença da artéria carótida, estenose carotídea ou doença vascular extracraniana.

 

Quem tem risco de ter a doença da artéria carótida?

As condições que aumentam o risco da doença são chamadas de fatores de risco.

Os fatores de risco da doença carotídea são similares aos fatores de risco para aterosclerose, doença coronariana, ou doença do coração.

A doença da artéria carótida é, portanto, mais frequente em pacientes com maior idade, pacientes com diabetes, tabagistas (uso do cigarro), que possuem pressão alta (hipertensão arterial) e colesterol alto.

Ter aterosclerose ou placa aterosclerótica em outras áreas do corpo, como as artérias coronárias ou artérias da perna (conhecida como a doença arterial periférica), também aumenta o risco de ter a doença carotídea.

 

A doença carotídea pode causar sintomas?

A maior parte das pessoas com placas nas artérias carótidas não tem sintomas, porém, se as carótidas estiverem gravemente estreitadas, pequenos pedacinhos das placas podem se desprender e ir parar no cérebro causando perda de visão súbita e momentânea (amaurose fugaz), acidente vascular cerebral (AVC), derrame ou mesmo um ataque isquêmico transitório (AIT).

O AIT, também chamado o pequeno derrame, é como se fosse um derrame, a diferença é que os sintomas se resolvem dentro de 24 horas.

Se você suspeitar que alguém que você conhece está tendo um derrame você deve chamar a ambulância imediatamente. Os principais sinais de alerta de um derrame, são: alteração da fala, confusão mental, tontura, dor de cabeça, paralisia na face, fraqueza no braço/dormência e perda de força ou formigamento nos braços. Veja a tabela 1:

 

Tabela 1 - Sinais e sintomas do derrame.

Sinal

O que fazer?

O que você tá procurando?

Fraqueza facial

Peça para a pessoa sorrir

Uma face não simétrica ou um sorriso caído.

Fraqueza dos membros

Peça para pessoa levantar os dois braços.

Um braço não vai não vai conseguir levantar ou ele vai acabar caindo.

Dificuldade na fala

Peça para a pessoas repetir frases simples.

O ato de falar está difícil ou está difícil de entender.

 

 

Como é feito o diagnóstico da doença carotídea?

O seu médico provavelmente vai ouvir o seu pescoço com estetoscópio pois um som de sopro pode ser ouvido em alguns casos quando há estreitamento. Tendo sido ouvido um sopro, é necessário pedir um exame de ultrassom.

O sopro simplesmente sugere que o sangue está passando de forma turbulenta e não necessariamente que artéria está bloqueada, por isso, o ultrassom pode elucidar melhor.

É possível ter a doença carotídea sem ter um sopro no pescoço, portanto a maneira mais simples de diagnosticar a doença carotídea é com um ultrassom da carótida ou Eco Doppler carotídeo. Este exame não invasivo e indolor usa ondas sonoras de alta frequência para olhar dentro das artérias do pescoço: um gel condutor é aplicado na pele o ultrassonografia usa um transdutor para gravar as imagens das artérias carótidas; o ultrassom é usado para visualizar as placas aterosclerótica e determinar se a placa está interferindo com fluxo sanguíneo dentro das artérias, quando a artéria está estreitada, a velocidade do sangue aumenta, da mesma maneira que a velocidade da água aumenta quando você aperta no final de uma mangueira de jardim. Com o ultrassom o grau do bloqueio ou da estenose pode ser estimado medindo a velocidade do sangue. Não é necessário nenhum preparo especial exame de ultrassom das carótidas.

Se houver um bloqueio significante no exame no ultrassom da carótida, o cirurgião vascular pode solicitar outros exames para confirmar a localização e gravidade da doença. Esses testes podem incluir uma angiotomografia ou uma angiorresonância magnética.

 

Como que a doença carotídea é tratada?

O primeiro objetivo do tratamento da doença carotídea é evitar um derrame. Na maioria dos casos a doença carotídea pode ser tratada com a combinação de medicamentos que podem estabilizar a placa e evitar um bloqueio futuro da artérias, diminuindo o risco de derrame. Porém, se a carótida estiver gravemente estreitada, o cirurgião vascular também pode recomendar a cirurgia ou a colocação de um Stent, dependendo da situação de saúde do paciente e outros fatores médicos. Uma estenose acima de 50% já deve chamar a atenção para o cirurgião.

A cirurgia para a carótida é chamada de endarterectomia carotídea: uma incisão é feita no pescoço e a placa na artéria é removida. A angioplastia carotídea com a colocação de Stent é uma alternativa para restaurar o fluxo sanguíneo. A angioplastia com balão é usada para abrir caminho nos bloqueios e um Stent é colocado abrindo espaço no vaso.

Os pacientes ficam, após o procedimento, de um a dois dias no hospital quando não há intercorrências.

Pesquisas recentes têm comparado a cirurgia aberta com a angioplastia com Stent, e atualmente elas se mostram equivalentes, mas com fatores de riscos diferentes, portanto a escolha entre uma ou outra técnica, deve ser feita individualmente para cada paciente pelo cirurgião vascular com formação endovascular. O médico recomendado para tratar doença da carótida é aquele que pode oferecer tanto a cirurgia aberta quanto a cirurgia endovascular.  

De uma maneira geral, o benefício de restaurar o fluxo na artéria carótida é muito maior em pacientes que já tiveram sintomas neurológicos, como um AIT ou um derrame.

Após a cirurgia ou o Stent, exames de ultrassom de acompanhamento periódico são importantes para ter certeza que o bloqueio não vai recorrer e para monitorar a carótida do outro lado.

 

Quais são os tratamentos medicamentosos para a estenose carotídea?

A doença carotídea indica aterosclerose na maior parte das vezes, o que significa um risco maior de um infarto cardíaco e de um derrame.

Mesmo se o bloqueio na artéria não for grave o suficiente para necessitar de cirurgia ou do Stent, todos os pacientes com doença carotídea precisam de tratamento medicamentoso para a aterosclerose.

O tratamento medicamentoso foca na redução do risco cardiovascular. A tabela 2 enumera as recomendações principais no tratamento medicamentoso da esclerose.

Medicamentos que afinam o sangue como aspirina; e as estatinas, que são os medicamentos que abaixam o nível de colesterol, como atorvastatina, rosuvastatina ou sinvastatina, são normalmente prescritas para reduzir o risco de infarto cardíaco e derrame que estão muito associadas a essa doença.

Parar de fumar é absolutamente essencial. Para parar pode se usar algumas medicações ou substituir o vício com nicotina, e fazer tratamento com o aconselhamento e psicoterapia. Acompanhamento médico é recomendado.

O tratamento da hipertensão arterial com medicamentos inibidores da ECA, como ramipril, lisinopril ou bloqueadores de angiotensina, devem ser prescritos.

Estudos sugerem que estatinas, IECA e exercício regular tem efeitos benéficos nas paredes das artérias carótidas.

 

O que atrasa a progressão da placa? Como a doença carotídea pode ser prevenida?

Todo mundo pode diminuir seu risco cardiovascular ou de alguma doença cardiovascular ao não fumar, manter um peso saudável, fazer exercício regular de pelo menos 30 minutos por dia na maior parte dos dias da semana. Fazer exames periódicos para medir a pressão arterial, colesterol e diabetes também são importantes.

 

Resumo -  A doença carotídea ou estreitamento das artérias do pescoço, normalmente é causado por uma placa aterosclerótica. O diagnóstico frequentemente é feito por ultrassom e aprofundado pela angiotomografia. O tratamento médico inclui: parar de fumar, medicamentos com o objetivo de diminuir o risco de infarto cardíaco e de um derrame, e exercícios físicos. Pacientes com doença grave arterial, principalmente com sintomas neurológicos como derrame e AIT, podem necessitar de procedimentos cirúrgicos para restaurar o fluxo sanguíneo, tanto com cirurgia aberta ou com colocação de Stent.

 

Tabela 2 - Tratamento medicamentoso para doença carotídea,

Prevenção do ataque cardíaco e derrame

Aspirina, estatina e Eca ou bloqueador de receptor de angiotensina

Controle dos fatores de risco cardiovascular

Controle da pressão arterial, colesterol, diabetes, peso e IMC

Modificação do estilo de vida

Parar de fumar

Dieta saudável para o coração

Exercício físico ao menos 30 minutos na maior parte dos dias.

 

 

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Técnicas Cirúrgicas para tratamento de varizes

Vascular Pro - seg, 10/03/2016 - 09:31

Opções de cirurgias venosas: Cirurgia de safena tradicional e fleboextração.

Existem varias razões para procurar o tratamento das veias anormais. Em alguns casos a decisão do tratamento se torna complicada, por causa da quantidade de opções disponíveis, e isso ocorre por uma razão: no campo da flebologia o tratamento venoso está constantemente evoluindo e aparecendo novas técnicas e tratamentos inovadores para as veias varicosas que são menos invasivos.

Tradicionalmente o tratamento aceito para veias varicosas era o tratamento cirúrgico tradicional, chamado de stripping. Essa cirurgia era relativamente invasiva e complicada para os pacientes, com riscos maiores de complicações, como coágulos sanguíneos, inchaço na perna, infecção e parestesias na perna (áreas insensíveis), e, mais importante do que isso, os resultados não eram tão bons ou não duravam tanto quanto as pessoas esperavam.

Então, os médicos acabavam reservando a cirurgia de varizes apenas para os casos mais graves da insuficiência venosa, após todas as gestações. Somente pacientes que tinham problemas venosos de longa duração que impactavam enormemente na sua qualidade de vida e na habilidade de ter uma vida livre de dor eram tratados cirurgicamente; pacientes com sintomas menores frequentemente tinham a opção apenas tratamentos conservadores.

O termo stripping ou “arranchamento” da veia, se refere a uma técnica cirurgia em particular, normalmente realizada em hospital sob anestesia geral ou raquianestesia e utilizando um instrumento chamado fleboextrator para remover as veias da perna. Por causa do aspecto invasivo do arranchamento da veia e o longo período de recuperação, a quantidade e frequência de complicações, o índice de recorrência, novos tratamentos menos invasivos foram desenvolvidos.

A própria cirurgia de “arranchamento” de veia teve a sua evolução com a eversão que permitia que a veia fosse removida com menos trauma nos tecidos adjacentes da perna. Apesar dessa melhora, o tratamento cirúrgico venoso superficial foi em parte substituído pelos métodos minimamente invasivos, que inclui o uso da laser, da escleroterapia e da termoablação endovenosa das safenas, que eliminam as veias selando-as de modo que elas se fecham, mas permanecem no local para serem naturalmente e lentamente absorvidas pelo corpo.

Outro tratamento menos invasivo é a fleboextração ou chamada de microcirurgia de varizes, que remove as veias do corpo através de pequenas incisões na pele. Hoje, todos esses procedimentos são utilizados para tratar as varizes superficiais, embora sejam muito diferentes entre si, todos funcionam com o objetivo de reduzir o refluxo venoso direcionando o fluxo das veias doentes para as veias que estão funcionando adequadamente.

A cirurgia de stripping, ou seja, cirurgia tradicional é mais frequentemente realizada em um tipo bem especifico  de veia, as veias safenas magnas e parvas que percorrem a parte interna e posterior da perna. Este procedimento requer um planejamento pré-operatório e normalmente é utilizado sob anestesia geral ou raquianestesia. O cirurgião faz incisões na virilha e no tornozelo, em alguns casos podem ser necessários modificações da técnica para a eversão, onde uma ferramenta cirúrgica especial remove a veia fazendo a passar por dentro dela mesma, da mesma maneira que uma meia sendo evertida.

Alguns cirurgiões chegaram a fazer esse procedimento apenas com anestesia local, mas é muito mais frequente o uso da anestesia raquianestesia ou anestesia geral. A safenectomia por eversão normalmente é menos traumática para os tecidos da perna do que a safenectomia tradicional.

Outro procedimento realizado é conhecido como a ligadura de veias e pode ser usado em alguns pacientes. Nessa técnica, incisões são feitas sobre veias doentes que são então amarradas e cortadas. A ligadura é popular, porque ela é tecnicamente fácil de ser realizada e tem habilidade de reduzir o refluxo anormal; entretanto, a ligadura sozinha produz um resultado a longo termo muito pobre e a maior parte dos pacientes relata que a melhora dos seus sintomas os sintomas não dura muito tempo.

A fleboextração ou microcirurgia pode ser realizada de modo ambulatorial, em day hospital ou hospitalar e consiste na remoção de veias doentes do corpo, mas, com apenas pequenas punções ou cortes na pele ao invés de grandes incisões.  A microcirurgia quando realizada em consultório necessita de uma recuperação mínima e comumente você pode voltar as atividades normais no dia seguinte do procedimento.

Antes da microcirurgia venosa o seu médico vai marcar as veias com você de pé, para identificar as veias que estão dilatadas e tortuosas. Assim que as marcas são feitas, a área é limpa e é injetado anestésico local. Pequenas punções são feitas e as veias são retiradas através de um gancho cirúrgico que parece uma agulha de crochê. Normalmente essas punções não precisam nem de pontos de tão pequenas que são. Enfaixamento compressivo e o uso da meia compressão elásticas são feitos após o procedimento.

A medida que você vai se recuperando, as pequenas feridas das punções vão desaparecendo ou minimizando com o tempo com o decorrer dos meses. A fleboextração ou microcirurgia é muito útil na remoção dessas veias dilatadas visíveis na superfície da pele.

A discussão das opções de técnicas cirúrgicas deve ser feita com seu cirurgião vascular e vários aspectos importantes devem ser considerados como: a invasividade do procedimento, o tempo de recuperação, os resultados a longo termo, quais veias necessitam ser tratadas e a possibilidade de realização de cada procedimento no seu caso. Cada técnica possui vantagens e desvantagens, e elas devem ser explicadas pelo o seu cirurgião vascular durante o tratamento das suas veias.

 

 

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