Medicina

Trompas de Falópio

Fertilidade - sex, 08/28/2020 - 17:33

As tubas uterinas, também conhecidas por trompas de Falópio, são dois tubos contráteis, com 10 cm aproximadamente, que se estendem de cima do útero para os lados da pelve. 

As tubas uterinas transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário até a cavidade do útero. 

https://vimeo.com/452345479

Por elas passam em direção oposta os espermatozoides e é onde, habitualmente, ocorre a fecundação. É através das trompas que ocorre a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, além dela ter o papel primordial na movimentação do embrião até o útero. As tubas uterinas estão subdivididas em quatro partes: uterina, istmo, ampola e infundíbulo.

A formação de cicatrizes nas trompas de Falópio pode impedir a gravidez por impossibilitar a passagem das células reprodutoras até ao útero. 

Os problemas da trompa de Falópio constituem a causa de aproximadamente 30% das situações de infertilidade feminina, isto porque as trompas têm papel fundamental para a ocorrência da gravidez. A lesão pode ter sido causada por uma cirurgia prévia, por uma gravidez ectópica (tubária) prévia e pela formação de cicatrizes tubárias secundárias a endometriose ou a doença inflamatória pélvica. Esta última é uma infecção bacteriana da região pélvica causada por bactérias sexualmente transmitidas, tais como a gonorreia (Gonococo) e a Chlamydia (Clamídia), que conduz frequentemente ao aparecimento de cicatrizes, lesões ou obstruções das trompas de Falópio. História de dores pélvicas, com ou sem febre, pode sugerir um diagnóstico de endometriose ou de infecção pélvica.

Mas alterações nas trompas uterinas também podem ser provocadas de forma intencional como, por exemplo, através da laqueadura tubária, na qual a Reanastomose Tubária pode ser uma das possibilidades terapêuticas.

Por isso, a avaliação das trompas uterinas é extremamente importante durante um tratamento para engravidar. O exame que avalia as trompas uterinas é chamado histerossalpingografia e pode ser visualizado no video abaixo.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias.

Principais causas de Infertilidade ligadas às trompas uterinas (não trombas uterinas) que necessitam de tratamento em reprodução humana:

  • Endometriose
  • Obstrução tubária
  • Doença Inflamatória Pélvica
  • Pós laqueadura



Leia mais

 

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Os ovários

Fertilidade - qui, 08/27/2020 - 17:14

Ovário, em todos os seres vivos com órgãos diferenciados, é o órgão onde são produzidos os gametas femininos, tanto nos animais como nas plantas. Os ovários têm uma região onde se localizam os folículos. Eles têm a forma de amêndoa, medindo até 5 cm em seu maior diâmetro e possui uma espessura máxima de 1,5 centímetros. São responsáveis pela formação do folículo e hormônios necessários para a concepção e gestação.

Sua região dos foliculos contém numerosos vasos sanguíneos e regular quantidade de tecido conjuntivo frouxo, e a cortical, onde predominam os folículos ovarianos, contendo os ovócitos.

Os hormônios da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as células dos ovários a produzir seu próprio hormônio, o estrógeno). A cada mês, esses hormônios provocam o amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então, amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a uma vesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário. Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às franjas da tuba uterina.

Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormônio luteinizante). Esse hormônio vai luteinizar essas células e as células foliculares agora serão chamadas de células granulosas luteínicas. As células da teca serão chamadas células tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto, que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células se enchem de grãos de luteína. As células ficam então granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado momento. A luteína aparece em função do hormônio luteinizante. Se não houver gravidez, esse hormônio para de ser produzido pela hipófise.

A anovulação, isto é, a ausência de ovulação quando esta deveria estar presente, pode indicar graves endocrinopatias, sendo a mais relevante a síndrome do ovário policístico (SOP). A anovulação é uma das causas da infertilidade feminina e onde as técnicas de reprodução humana podem auxiliar.

Cistos nos ovários não significa infertilidade, com o tratamento adequado, é possível recuperar o equilíbrio hormonal e fertilidade. Muitas mulheres, ao receberem o diagnóstico de cistos no ovário, temem a impossibilidade de engravidar. E não são poucas, esse é um mal que atinge cerca de 25% das mulheres em idade fértil no Brasil. Ele aparece, sobretudo, nas que são portadoras de endometriose (afecção inflamatória provocada pelas células do endométrio que não foram expelidas durante o ciclo menstrual, pois migraram no sentido oposto e caíram nos ovários) ou que estão com doença inflamatória pélvica. O cisto no ovário não causa infertilidade na mulher, mas gera dificuldades para que ela engravide por causa das alterações hormonais produzidas pelo problema. Além disso, se houver irregularidade na menstruação ou apresentar ausência da mesma, o processo ovulatório pode ser afetado. Diante disso, para tratar a doença é imprescindível buscar ajuda médica.

Principais causas de infertilidade relacionadas aos ovários:

Leia mais:

Ovulação

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Básicos de Fertilidade | O Sistema Reprodutivo

Fertilidade - qua, 08/26/2020 - 17:37

Cada um de nós tem um kit básico de partes da “fertilidade”. Você sabe quais são? Se você não sabe, ou não tem certeza, aqui está uma lista simples.

Se você é uma mulher:

  1. O útero
  2. Ovários (tipicamente dois)
  3. Trompas de Falópio (também tipicamente duas)
  4. O cérvix
  5. A vagina

Se você é um homem:

  1. O pênis
  2. Canais deferentes
  3. Testículos (tipicamente dois)
  4. A bolsa escrotal
  5. A próstata

 

Como Funcionam as Partes Básicas de Fertilidade

Basicamente, quando você está tentando ter um bebê, todas essas partes jogam um importante jogo. Elas não são as únicas partes de fertilidade, mas vamos focar nelas hoje. 

Cada uma das nossas partes básicas de fertilidade tem uma importante função. Se elas estão funcionando perfeitamente, e você tem programado corretamente as relações sexuais, as probabilidades de que uma gravidez ocorra é de 30% antes dos 30 anos e cerca de 15-20% depois dos 35 anos. Veja a influencia da idade na concepção.

É assim quando tudo está funcionando exatamente como deveria, porém, às vezes, não é isso o que acontece.

 

Partes da Fertilidade & Tratamento de Infertilidade

 

Precisarei fazer fertilização in vitro (FIV)?

Muitas vezes em se tratando de infertilidade, há apenas um pequeno ajuste que precisa ser feito para melhorar as chances ao seu favor para conseguir engravidar com sucesso. Às vezes, o momento do esperma encontrar o óvulo não está batendo e você precisa tentar mais cedo ou mais tarde no seu ciclo reprodutivo.

Às vezes uma baixa dose de medicação é o suficiente para garantir que a ovulação está ocorrendo no momento e da maneira correta.

Às vezes a solução é tão simples quanto usar um kit de previsão de ovulação para garantir que você está tentando conceber no momento certo.

Um grande fator para considerar é o esperma e os espermatozóides. Eles compreendem a metade das células necessárias para conceber. Muito frequentemente uma ênfase precoce é colocada no papel da mulher na infertilidade e ao seguir pensando assim, pode estar negligenciando algo que pode estar bem na sua frente. Por isso a avaliação do casal se faz necessária.

Será que conseguirei engravidar?

Infertilidade ou subfertilidade pode ser questão de um simples ajuste e voila, você estará grávida! Mas para isso é necessário avaliação clínica pelo especialista em reprodução humana.

Leia também:

Tem uma dúvida? Pergunte aqui. e veja nossa lista de perguntas frequentes.

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Tudo o que você deseja saber sobre Fertilidade

Fertilidade - ter, 08/25/2020 - 18:16

O que você gostaria de saber se estivesse indo para uma consulta de infertilidade com um médico Esterileuta (especialista em fertilidade)?

Melhor ainda, o que você precisaria absolutamente entender e perguntar?

 

Dicas para a sua Primeira Consulta com um Especialista em Fertilidade

 

  1. Se a sua consulta for com um especialista em fertilidade, muitas das suas dúvidas serão respondidas dentro da própria consulta. Lembrando que nem todos ginecologistas são especializados na área de reprodução humana.
  2. Na consulta de fertilidade a especialista em fertilidade dará muitas informações, sendo que muitas delas, serão novidade para você.
  3. A clínica Fertilidade.org e Instituto Amato oferece no seu programas de fertilidade o livro “Em busca da fertilidade“. O livro poderá ser dado ao paciente (dependendo do estoque), já que é muita informação para levar para casa e lembrar. Com o livro ficará mais fácil.
  4. Enquanto você imagina que irá lembrar de todas respostas para suas perguntas, pode não se dar conta da quantidade de informação e, obviamente, não quer que o pânico pela quantidade de informações te sobrecarregue.
  5. Se há dúvidas que deseja sanar durante a consulta, escreva-as num papel e deixe espaço em branco para escrever as respostas.
  6. Escreva no material que lhe foi dado, nas margens, para manter controle das suas dúvidas
  7. Certifique-se de que durante a consulta você consiga encaixar as suas perguntas e obter respostas que você consiga entender. Se não entendeu uma resposta, peça para que o especialista em fertilidade deixe mais claro.
  8. É perfeitamente aceitávei pedir ao seu médico para falar mais devagar ou para repetir alguma informação.

 

A Infertilidade é um “Problema das Mulheres”?

 

De quem é a culpa? Talvez essa questão seja desconfortável de perguntar, mas encare esse problema de frente, muitos de nós queremos saber. Talvez essa pergunta seja melhor reformulada como: “Nós poderemos saber qual é o nosso problema na concepção?” Porém, em até 30% dos casos o diagnóstico será de inexplicável ou idiopático

 

Dúvidas sobre Infertilidade que Você Deveria Considerar:

 

Nós tentamos tempo o bastante antes de vir ver você? Deveríamos tentar por mais tempo?

Como posso saber com certeza se eu estou ovulando?

Quando deveríamos realizar uma análise de sêmen?

Que coisas você sugere que eu comece a fazer e que coisas eu deveria parar de fazer?

Quais testes de fertilidade devem ser feitos? Eles podem ser feitos no mesmo dia? E se os testes já foram feitos por minha Obstetra/Ginecologista ou outro especialista em fertilidade? São válidos?

Qual tratamento de fertilidade eu devo fazer primeiro? Eu tenho escolhas?

 

Dúvidas sobre Infertilidade Masculina

 

Banheira quente é realmente ruim para um homem? É permitido beber café? Quanto de bebida alcóolica é permitida?

O que mais podemos fazer enquanto estamos no tratamento de fertilidade para ajudar as coisas a andarem?

O que eu como, bebo ou fumo faz diferença enquanto nós estamos tentando conceber?

Eu sou um corredor, um maratonista, tudo bem se eu continuar me exercitando desse jeito?

Não há nada de errado com o meu esperma. Eu não vejo razão para testá-lo. Por que isso é necessário?

Lembre-se de que passar em consulta com um especialista em fertilidade é o primeiro passo para aproximar do sonho de ter o bebê que você está tanto sonhando. E você não precisa fazer isso sozinho, pode passar em consulta acompanhada.

 

Mais dúvidas? Pergunte aqui.

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Fatores masculinos

Fertilidade - seg, 08/24/2020 - 17:09

Quando o objetivo é engravidar, estão tentando engravidar faz tempo e precisam de ajuda, a avaliação do casal infértil se faz necessário. Algumas vezes, o homem pode querer planejar seu futuro com o congelamento de espermatozóides e outras vezes o fator preponderante pode ser masculino, sendo necessário a realização de procedimentos para tratamento.

Tratamentos que o homem pode ser submetido para aumentar a possibilidade da gestação, ou procedimentos necessários para realização da fertilização in vitro:

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Nosso Centro Cirúrgico para tratamento de Infertilidade

Fertilidade - seg, 08/24/2020 - 16:56

Nosso centro cirúrgico é equipado com as tecnologias mais recentes, equipamentos de laser e leito de UTI.

 

Procedimentos que podem ser realizados em nosso centro cirúrgico incluem, mas não se limitam a:

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Indução de ovulação e coito programado

Fertilidade - seg, 08/24/2020 - 16:47

            Existem diferentes motivos que podem levar um casal a não conseguir engravidar. Uma mulher que apresente um ciclo anovulatório (que não produz óvulo) pode representar até um quarto desses motivos. Quando o período menstrual demora pelo menos 35 dias para se repetir (podendo demorar até seis meses), considera-se que a mulher não está ovulando ou que, pelo menos, a sua ovulação não está ocorrendo em todos os seus ciclos, tornando a concepção para ela um evento bastante improvável.

A ausência de ovulação ou a ovulação ocasional podem resultar da falha do funcionamento do ovário, de órgãos do sistema nervoso central ou de hormônios específicos; a medicina organiza essas falhas em três diferentes “padrões”. Isso é importante ser definido porque cada um desses padrões exigirá uma conduta diferente por parte do especialista, mas, em todos os casos, é possível proceder com a indução da ovulação por meio do uso de diferentes tipos de medicação.

A indução é um estímulo ovariano à produção de um folículo –  conjunto de células que poderá gerar um óvulo posteriormente. Esse processo de indução é diferente do que é feito com mulheres que normalmente ovulam mas que precisam ser estimuladas a produzir muitos folículos para serem utilizados em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. As medicações mais utilizadas são o clomifeno, os chamados agonistas dopaminérgicos, as gonadotropinas, os inibidores de aromatase, entre outros.

Após a indução da ovulação com a medicação mais apropriada deve-se buscar evidências de que o ciclo menstrual se tornou ovulatório. Isso pode ser feito pela observação de sua regularização (intervalo de tempo definido entre um ciclo e outro), pela identificação de aumento cíclico da temperatura corporal, pela realização de exames de imagem (ultrassom) e de laboratório (exames de urina e de sangue). O reconhecimento do período ovulatório guia o momento mais adequado para se ter relações sexuais buscando a concepção. O acompanhamento e controle após o estímulo também são importantes para medir sua intensidade e seu efeito da medicação de modo a evitar a ocorrência potencial de gestações múltiplas (estimulação de múltiplos folículos).

Vale destacar que mulheres que se submetem a esse tipo de tratamento não estão sob maior risco de desenvolver câncer de mama. O mesmo não pode ser dito em relação ao câncer de ovário, de modo que a orientação seguida é a de  limitar a terapia a longo prazo com certas medicações, como o clomifeno.

Este tratamento é seguro e há anos ajuda mulheres em todo o mundo a engravidar. Como todo tratamento médico, há indicações particulares para cada caso. Procure um médico atuante na reprodução humana para saber qual a melhor indicação para seu caso! 

 

Aonde fazer a avaliação inicial? Marque consulta com Dra Juliana Amato. Tel (11) 5053-2222

 

Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

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Infertilidade: causas e opções de tratamentos

Fertilidade - sex, 08/21/2020 - 17:13

Dificuldade para engravidar: causas e tratamentos

Em sua maioria, os fatores de infertilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções, alterações hormonais, sequelas de cirurgias ou traumas, doenças ginecológicas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

Porém, a infertilidade pode ser de caráter congênito ou hereditário, como a falta de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas.

É possível ainda a existência de causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja outras.

primeiro passo é procurar tratar as causas, especialmente quando a limitação não é congênita ou hereditária. Orientado por especialista, deve-se evitar exercícios pesados e desordens alimentares; através da correção de doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc; do consumo de multivitaminas e sais minerais e evitando doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que algumas podem causar a infertilidade.

Em alguns casos é preciso intervenção médica e a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade, entre eles: fertilização in vitro, inseminação intrauterina e indução da ovulação, por exemplo.

  • O método da fertilização in vitro (FIV), é reservado para mulheres que já tenham tentado outras formas de tratamento. Vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. Mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.

  • A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.

  • indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

As chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores (desde que a idade seja adequada e outros requisitos preenchidos), e é também reconhecida que a possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

 


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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

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Video sobre Infertilidade

Fertilidade - qui, 08/20/2020 - 16:55


Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes, não consegue engravidar. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas dessa infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento para cada paciente. Nenhum caso é igual ao outro.
Os planos de saúde em geral não cobrem o tratamento da infertilidade, mas a consulta inicial para tirar dúvidas e fazer muitos dos exames de rastreamento pode ser feita pelo convênio, com direito a reembolso.
As técnicas de reprodução humana requerem uso intensivo de alta tecnologia, laboratório e controle muito próximo e frequente do paciente a partir do momento que se decide fazer o tratamento.
O tratamento mais conhecido é a fertilização in vitro. A fecundação é feita fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero preparado para que possa se desenvolver de modo saudável. A equipe Amato está preparada para oferecer os tratamentos mais modernos e utiliza os melhores laboratórios.

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Conheça a oncofertilidade

Fertilidade - qua, 08/19/2020 - 18:10

Ligada à oncologia, a oncofertilidade é a parte da medicina que cuida da fertilidade dos pacientes com câncer.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia cerca de 50% dos pacientes submetidos a tratamentos oncológicos têm risco de perder sua capacidade reprodutiva após o tratamento, podendo esta perda ser transitória ou até permanente.

Durante o tratamento de combate ao câncer os quimioterápicos e/ou radioterápicos, mesmo que sejam administrados em doses ou radiações pequenas, agridem os ovários e testículos, causando danos às células germinativas responsáveis pela fertilidade.

Como a oncofertilidade pode auxiliar na prevenção da fertilidade?

A principal aliada é a criopreservação, ou seja, o congelamento de espermatozoides, ovócitos, embriões ou até mesmo tecido ovariano e testicular, antes de serem iniciadas as seções de quimio e/ou rádio.

Para os homens o procedimento é feito através do recolhimento de amostras de sêmen, permitindo uma boa reserva produtiva. Já para as mulheres, alguns exames precisam ser realizados, como avaliação da reserva funcional dos ovários, dosagem dos hormônios, ultrassom e por fim uma estimulação ovariana, como no procedimento de fertilização in vitro, a fim de recolher alguns óvulos que serão guardados até que a paciente encerre o tratamento contra o câncer.

A oncofertilidade tem ajudado muitos pacientes e é importante que ambos os médicos, tanto o que trata do câncer, como o especialista em fertilidade, trabalhem juntos para o sucesso do tratamento e a garantia de que o paciente seja curado e realize o desejo de ter filhos.

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Infertilidade e esterilidade: você conhece a diferença?

Fertilidade - ter, 08/18/2020 - 17:35

Popularmente, fala-se de infertilidade quando um casal não consegue engravidar após um ano de vida sexual ativa e contínua, sem estar usando qualquer método contraceptivo.

Tecnicamente, a infertilidade é resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. Já a esterilidade é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas (óvulos e espermatozoide) ou zigotos (resultado da fusão entre óvulos e espermatozoides) viáveis.

Assim, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando há incapacidade de gerar filhos.

O diagnóstico de infertilidade/esterilidade deve ser feito através de uma pesquisa básica sobre fertilidade e sempre envolver o casal, desde o início.

Estatisticamente, a infertilidade decorre em 35% dos casos de fatores masculinos, 45% de fatores femininos (tubo-peritoneal, 35%, e ovulatório, 10%), 10% sem causa aparente e 5% de causas diversas e pouco frequentes. Entretanto, a divisão percentual em fatores é artificial. A associação de causas de infertilidade é freqüente, principalmente a concomitância de fatores masculinos e femininos¹.

Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade/esterilidade:

  • Ultrassonografia transvaginal: permite também fazer certos procedimentos da fertilização in vitro;

  • Histerossalpingografia: exame radiológico contrastado que avalia uma possível obstrução das tubas uterinas;

  • Histeroscopia: exame que permite uma visualização direta da cavidade uterina e complementa a histerossalpingografia e a histerossonografia;

  • Espermograma: visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos espermatozoides.

Outros exames a serem usados em casos específicos são: avaliação do muco cervical, biópsia endometrial, culturas cervicais, pesquisa de anticorpos anti-espermatozoides, exames imunológicos e laparoscopia.

 

 

¹Fonte: Speroff & Fritz, 2005.

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Estou grávida e não quero parar de beber

Fertilidade - seg, 08/17/2020 - 18:14

O álcool que a mulher grávida consome chega com muita facilidade a todo corpo do feto e parece causar uma contração nos seus pequenos vasos sanguíneos, o que faz com que menos sangue alcance os seus órgãos, portanto menos oxigênio chega a suas células. Esse fenômeno impede que o feto cresça, aumenta as chances de aborto e de morte fetal.

Existem duas condições associadas ao consumo do álcool na gestação: a síndrome alcoólica fetal (SAF) e os efeitos relacionados ao álcool (ERA).

A síndrome alcoólica fetal tem como características a presença de alterações faciais (lábio superior fino, sobrancelha levantada, nariz rebaixado, pequena abertura dos olhos, nariz curto e largo, face plana, mandíbula pequena, entre outras), modificações também do sistema nervoso central (do crânio, do cérebro, da  coordenação) e do crescimento, que se torna muito restrito, apresentando inclusive perda de peso.

Os chamados efeitos relacionados ao álcool referem-se a defeitos durante a formação do coração, dos rins, do esqueleto, dos olhos e aos que causam problemas de surdez, de lábio leporino, de dificuldade posterior de aprendizado, de transtornos de comportamento, de problemas de memória, entre outros. Também está entre as causas de retardo mental no país.

Não existe uma quantidade de álcool considerada segura para ser consumida na gestação, por isso a indicação é que a gestante se abstenha completamente da bebida durante toda a gravidez.

Os cuidados realizados no pré-natal são fundamentais para assegurar a saúde do feto e do recém-nascido. Atualmente existem muitos meios de informação e a gestante deve, sim, manter-se informada. O médico que a acompanha durante toda a gravidez deve tirar todas as suas dúvidas de maneira realista e sincera, embasado em tudo o que a ciência oferece hoje como verdade. Dessa maneira, a gestante pode sentir-se acolhida e segura em seu suporte.


*SIAT – Sistema de Informação sobre Agentes Teratogênicos/Serviço de Genética Médica – HCPA/Departamento de Genética – UFRGS. 

* SEGRE, Conceição Aparecida de Mattos (Coord.). Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido.  São Paulo: Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2010.

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Ser mãe depois do câncer

Fertilidade - seg, 08/17/2020 - 18:10

A ocorrência de câncer em nossa sociedade aumenta paulatinamente. Ainda que seja uma doença muito grave, a taxa de sobrevivência, principalmente em crianças e adolescentes com câncer, tem crescido notavelmente nos últimos trinta anos como resultado dos tratamentos. A taxa de sobrevivência aos cinco anos é de mais de 70% em crianças e adolescentes, cerca de 80% em leucemia linfoblástica aguda e mais de 90% em linfoma de Hodgkin. O câncer de mama, outro dos mais frequentes, atinge no Brasil aproximadamente uma de cada 10 mulheres, e dessas uma em cada 10 é diagnosticada em idade fértil.

                  As mulheres sofrem com as consequências dos tratamentos do câncer. A radioterapia e a quimioterapia causam uma redução da função ovariana ou, até mesmo, sua anulação. De fato, estima-se que 42% das meninas ou mulheres jovens que recebem quimioterapia e/ou radioterapia tem algum desses problemas. Conservar a fertilidade das pacientes em que é diagnosticado um câncer deveria ser uma questão considerada no mesmo momento do diagnóstico.

 

                  Há alguns anos vem sendo propostas diferentes estratégias para proteger e conservar a função ovariana em pacientes com câncer e outras doenças.

       

                  Que opções existem para manter a fertilidade antes do tratamento?

                  Criopreservação de oócitos ou vitrificação: Consiste em congelar os oócitos depois de ter realizado um estímulo ovariano. Hoje em dia, diante da técnica de vitrificação se consegue excelentes resultados na hora de descongelar (97%). A grande vantagem dessa opção é que permite que a mulher tenha filhos alguns anos depois de congelá-los, mas com as mesmas possibilidades de quando os óvulos foram vitrificados.       

                   Criopreservação de tecidos ovarianos: Com esta técnica se consegue preservar a fertilidade e a função hormonal ovariana. Consiste na extração através de cirurgia laparoscópica do “córtex” de um dos ovários, para ser congelado posteriormente. Quando a paciente se cura, este “córtex” pode ser reimplantado no mesmo local em que foi obtido. Em meninas não é indicado a criopreservação de oócitos, mas pode ser indicada a de tecido ovariano: em adolescentes e mulheres jovens são adequadas as duas técnicas.       

                  Outras opções: A transposição cirúrgica dos ovários é realizada para evitar a exposição direta dos ovários à radioterapia e pode ser feita por ginecologistas treinados em cirurgia laparoscópica.       

 

                  Que opções existem depois do tratamento?

                  Se não foram criopreservados óvulos e tecidos ovarianos antes do tratamento.

                  As opções dependerão de cada situação:

                  1 – Meios naturais: A recuperação ovulatória  ocorre somente em 20-30% dos casos. O mais adequado, é tentar conseguir uma gestação por meios naturais, mas é conveniente esperar o tempo aconselhado por seu oncologista antes de tentar a gestação espontânea.

                  2 – Reprodução assistida: Se é recuperada a função dos ovários, mas a reserva ovariana é escassa, as probabilidades de conseguir uma gravidez de forma natural se reduzem. Nestes casos, é conveniente realizar um estudo da função ovariana, para medir as possibilidades de gravidez. Assim, dependendo da idade e da reserva ovariana da mulher, poderão ser realizados diferentes tratamentos de reprodução assistida que estão disponíveis atualmente [inseminação artificial, fecundação in vitro (FIV) ou microinjeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI)]       

                 

                  3- Adoção: Por último, e não por isso menos importante ,outra alternativa para formar uma família é a adoção.

 

 

Que tratamentos podem afetar a fertilidade?

A infertilidade pode ser causada por qualquer um dos diferentes tratamentos oncológicos aplicados atualmente: Quimioterapia, Radioterapia ou Cirurgia.

1 – Quimioterapia

                  A Quimioterapia atua sobre todas as células do corpo, destruindo tanto as células cancerígenas como as saudáveis que estão em processo de divisão. Entre estas se encontram os óvulos. Por isso, um dos potenciais efeitos colaterais destes tratamentos é a influência no sistema reprodutivo: basicamente, sua consequência seria a redução do número de óvulos, embora os riscos possam variar segundo cada tratamento.    

                  2 – Radioterapia

                  A radiação no útero e ovários pode causar a infertilidade ou, em muitos casos, a esterilidade permanente. Em algumas mulheres o retorno da menstruação pode aparecer meses ou anos depois de encerrar seu tratamento.       

 3 – Cirurgia

                  Em casos que se extraiam os dois ovários (ooforectomia bilateral) não há possibilidades de manter a fertilidade, e se a extração é de um único ovário pode ser afetada em grandes proporções. Outro procedimento cirúrgico que pode afetar a fertilidade da mulher é da endometriose grave.

                  Perguntas mais frequentes

                  Quais são os sintomas da infertilidade?

                  Na mulher que foi tratada com Quimio/Radioterapia, pode haver ausência do ciclo menstrual, ciclos irregulares.       

                  Como é possível determinar a fertilidade de uma mulher?

                  Além da idade, podemos nos guiar por exames de sangue para avaliar seus hormônios e ultra-som ginecológico.       

                  Quando inicia e quanto dura a infertilidade depois de um tratamento oncológico?

                  Começa com o tratamento oncológico, mas a fertilidade pode ser recuperada após o tratamento ou também ocorrer uma infertilidade irreversível.        

                  A partir de que idade se pode congelar óvulos/tecido ovariano?

                  Pode-se congelar óvulos e tecidos ovarianos após o início do ciclo menstrual.

Quanto dura a amostra de tecido ovariano/óvulos criopreservados?

Podem permanecer congelados por anos sem perder sua qualidade.       

                É seguro o uso de oócitos/tecidos ovarianos criopreservados para um tratamento de reprodução assistida?

                  Hoje em dia, a utilização de óvulos congelados é segura e sua eficiência é amplamente comprovada. A utilização de tecidos ovarianos é contra-indicada em casos de leucemias.       

      

 

 

Fonte: Rizk, B; Garcia-Velasco, J; Sallam, H; Infertility and Assisted Reproduction. 2008. Cambridge University Press.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Estou grávida e não quero parar de fumar

Fertilidade - seg, 08/17/2020 - 17:14

Quando uma mulher planeja ter filhos ela deve saber que, quando esse desejo se concretizar, sua vida nunca mais será a mesma. Agora mais do que mulher, esposa, filha, ela também será Mãe e seus desejos não serão mais a sua prioridade. Uma criança não pode se cuidar sozinha e depende daqueles que a amam para se manter saudável e feliz.

Antes de ser criança, antes de sequer ser um bebê, ainda na barriga de sua futura mamãe, aquele feto depende completamente das vontades e atitudes de seus pais e o que possui mais próximo de independência são obras do acaso.

Tudo aquilo com o qual a gestante entra em contato, o seu futuro bebê entra também. Todas as substâncias que entram em seu corpo e percorrem o seu sangue podem atravessar a placenta que alimenta o feto.

Substâncias como o cigarro podem provocar sérios danos a esse ser ainda em formação. Gestantes que fumam tem maiores chances de gerar um bebê sem vida ou que falece antes de completar uma semana de vida*.

O início da gestação é o momento em que cada estrutura do corpo é formada e é um processo que não deve ser perturbado. O final da gestação é o momento em que aquele feto, já formado, engorda e adquire condições para viver fora do ambiente seguro que o guardava até então.

Os futuros pais são responsáveis por manter esse ambiente de fato seguro o tempo todo; o acompanhamento do pré-natal dá suporte para que o homem e a mulher se preparem para, no momento certo, ser pai e mãe.





*Nicotine & Tobacco Research Advance Access published August 13, 2013

Influence of Snuff and Smoking Habits in Early Pregnancy on Risks for Stillbirth and Early Neonatal Mortality – Sachiko Baba, Anna-Karin Wikström, Olof Stephansson, Sven Cnattingius

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Quando procurar ajuda de um médico especialista de fertilização

Fertilidade - sex, 08/14/2020 - 16:00

Como já explicado, existem vários passos complicados que devem ocorrer para que se resulte em uma gravidez:
•    A mulher ovular um óvulo saudável e maduro
•    O homem produzir espermatozoides saudáveis nadadores em número suficiente
•    Os espermatozoides devem chegar ao óvulo
•    O óvulo deve mudar a sua estrutura para tornar-se um embrião fertilizado
•    O material genético do embrião deve estar correto
•    O embrião deve dividir-se corretamente até formar um blastocisto
•    O blastocisto deve implantar-se no útero sem ser rejeitado

Isto pode levar tempo. Mas quanto tempo? De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva:
Infertilidade é uma doença, definida pela falência em atingir-se a gravidez após 12 meses ou mais de regular intercurso sexual sem proteção. Avaliação e tratamento antes deste período determinado devem ser justificados baseados na história médica e nos achados físicos e é sugerido após 6 meses de tentativas para mulheres acima de 35 anos de idade.

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A infertilidade feminina

Fertilidade - qui, 08/13/2020 - 16:58

Para uma mulher ser considerada infértil ela precisa ser incapaz de engravidar naturalmente após um ano de tentativas, isto é, mesmo tendo relações sexuais frequentes, durante o seu período fértil, com um homem que tem a fertilidade preservada. Quando uma mulher que deseja ser mãe se percebe nessa situação, ela deve procurar ajuda de um médico especialista em reprodução humana para que possa ser avaliada.

 

O sistema reprodutivo feminino é formado por diferentes órgãos e células que precisam estar funcionando de forma perfeita e harmoniosa para que a concepção seja possível. São órgãos pertencentes a esse sistema a vagina, o útero, os ovários e as trompas (que conectam os dois anteriormente citados), e trabalham com eles diferentes hormônios (como o estrogênio e a progesterona) e diferentes células (como os folículos ovarianos, que a cada ciclo liberam uma célula com potencial para ser tornar óvulo). A falha em qualquer um desses órgãos ou células, assim como em partes específicas do cérebro que controlam todo esse processo, pode ser a responsável pela incapacidade de uma mulher se reproduzir.

 

Dessa forma, o “problema” pode estar nos ovários, no endométrio (camada interna do útero), nos tecidos que conectam os órgãos uns aos outros, promovendo sua sustentação dentro da bacia, nas trompas uterinas, na produção e ação de hormônios etc. Um quarto das causas de infertilidade feminina é devido a doenças do ovário, como a ausência de ovulação ou o envelhecimento do óvulo – este último mais frequentemente devido ao envelhecimento da própria mulher. A endometriose (doença caracterizada pela presença de endométrio fora da cavidade uterina) aparece em segundo lugar como causa de infertilidade, sendo responsável por 15% dos casos; depois temos as doenças das trompas ou dos tecidos de sustentação mencionados anteriormente, que normalmente representam obstáculos físicos no caminho do óvulo ou do embrião, impedindo que ele percorra o seu percurso natural e se desenvolva. Má-formações uterinas ou a presença de pólipos ou tumores dentro do útero também podem ser responsáveis em alguns casos, pois não permitem que o órgão seja capaz de sustentar a gravidez.

 

Outras causas ainda incluem doenças da cérvice feminina (a cérvice é a entrada do útero, que está localizada no fundo da vagina, ao alcance do exame físico de rotina do médico ginecologista), do sistema imunológico (que é o sistema de defesa do organismo) e as genéticas e, ainda assim mesmo, após intensa investigação, às vezes o motivo da infertilidade mantém-se desconhecido.

 

O acompanhamento do médico especialista tem por objetivo descobrir o que causa a infertilidade e qual é o meio para superá-la. Essa meta é alcançada por meio de um estudo minucioso da saúde do casal, que também inclui a realização de exames de imagem e de sangue. Com esse estudo, o médico deve ser capaz de diagnosticar qual parte desse complexo sistema não está funcionando adequadamente, podendo, a partir daí, elaborar um plano que se adapte especificamente ao caso em questão, sendo que o atendimento individualizado promove maiores chances de sucesso do tratamento.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Fertilidade e Alimentação

Fertilidade - qua, 08/12/2020 - 17:56

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Tenho síndrome dos ovários policísticos e estou infeliz

Fertilidade - ter, 08/11/2020 - 17:45

Essa não é uma frase incomum para muitas mulheres… A síndrome dos ovários policísticos é a doença hormonal mais frequente da mulher em idade reprodutiva. Costuma ser diagnosticada ainda na adolescência e está associada a um quadro de sintomas bem característico que compreende a irregularidade menstrual, a acne, a obesidade, aumento de pelos no rosto e corpo e em casos mais avançados a dificuldade para engravidar   – nem todos esses sintomas precisam estar presentes dependendo do grau da doença.

Apesar de ter características que podem ser medidas ou avaliadas por exame físico, exame de imagem e de laboratório (alterações hormonais típicas), a mulher com síndrome dos ovários policísticos também pode apresentar sintomas de ansiedade e de depressão, assim como dificuldade nos relacionamentos (pessoal e sexual).

A presença de sintomas psicológicos em mulheres com a síndrome muitas vezes exige tratamento específico, não podendo passar despercebida. A ausência de tratamento para esses distúrbios está associada a uma maior necessidade de tratamento de outras doenças como também aumenta a chance de desenvolver doenças cardiovasculares.

Algumas vezes as pacientes escondem os sintomas emocionais que sentem de determinado médico especialista, ou por medo ou por acreditarem que nada tem a ver com a “doença que apresentam” no momento.  Mas ambos, médico e paciente, não podem esquecer que não há queixas irrelevantes e que todos os problemas podem ser abordados no seu devido tempo.

Sofrer em silêncio é uma realidade para muitas mulheres que não se queixam, seguem em frente e muitas vezes esquecem de si mesmas. O efeito disso normalmente é uma sobreposição de doenças e transtornos em uma vida cansada, confusa e infeliz. É importante expressar o que se sente e, mais importante ainda, saber pedir ajuda e ter em quem confiar.


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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

Veja mais:

Bazarganipour et al. Health and Quality of Life Outcomes 2013, 11:141 – Psychological investigation in patients with polycystic ovary syndrome -Fatemeh Bazarganipour, Saeide Ziaei, Ali Montazeri, Fatemeh Foroozanfard, Anoshirvan Kazemnejad and Soghrat Faghihzadeh5

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Não consegui engravidar com o tratamento: devo desistir?

Fertilidade - seg, 08/10/2020 - 15:54

A dificuldade de engravidar é algo presente na vida de muitos casais que são considerados inférteis quando, mesmo após um ano de tentativas, não conseguem engravidar. Após procurarem um especialista e iniciarem um tratamento adequado – já que são inúmeras as causas de infertilidade – três resultados podem aparecer: a gravidez, a falha do tratamento ou a desistência precoce por parte dos casais.
A variedade de tratamento disponível inclui a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a injeção intracitoplasmática de esperma, assim como procedimentos cirúrgicos e o uso de medicações, hormonais ou não. Os motivos que os levam a desistir são os mais diversos, variando conforme o tipo de tratamento a que estão submetidos.
De modo geral a desistência acontece por desgaste físico e emocional, questões financeiras, problemas médicos ou quando já estão previstas baixas chances de sucesso com a terapia. Mas o desgaste emocional parece ser o aspecto que exerce a maior influência, algumas vezes pode ser necessário apoio psicológico profissional para auxiliar o casal a lidar com a frustração e o estresse emocional.
A decisão de desistir é rotineiramente tomada em conjunto pelo casal e parece não influenciar negativamente sobre a manutenção posterior do seu relacionamento, segundo pesquisas.
tratamento da infertilidade, assim como qualquer outro tratamento médico, pode ser exaustivo e algumas vezes desestimulador, principalmente quando os resultados demoram a aparecer.
A decisão sobre continuar ou não o tratamento deve ser uma decisão bem informada, isto é, o médico que acompanha o casal deve fornecer a eles a realidade sobre o seu caso e as suas chances de sucesso, conforme o tempo passa. Fora a informação, também é bom haver o suporte social e emocional de parentes e amigos que possam ajudá-los a refletir sobre qual o melhor caminho a seguir.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Como se preparar para o tratamento de infertilidade?

Fertilidade - seg, 08/10/2020 - 15:33

Chega um momento na vida de cada casal em que a dúvida sobre ter ou não ter filhos se torna uma constante no seu dia a dia. Algumas vezes os parceiros querem coisas diferentes, ou em momentos diferentes, mas, ao final, quando a decisão é tomada, um misto de alívio e ansiedade toma conta. Depois de tanto ponderar, imaginar e querer, algo inesperado pode acontecer: não ser capaz de engravidar. E em grande parte das vezes é assim que a infertilidade aparece, sem aviso prévio. O casal pode decidir, então, por procurar um especialista.     
Ao procurar um ginecologista especialista em reprodução humana, o casal aceitou que algo está errado e que eles gostariam de receber ajuda. O médico iniciará um processo de investigação das possíveis causas para a sua infertilidade e irá oferecer a eles os tratamentos disponíveis. Também serão dadas orientações gerais sobre saúde, como a importância de cuidar do corpo, controlando os vícios, balanceando a dieta e até mesmo se exercitando, já que a saúde física também é importante para o sucesso da terapia e colabora com o bem-estar individual.
A ideia de não ser capaz de ter filhos é algo difícil de digerir, principalmente porque não é um tema que costuma fazer parte do nosso cotidiano. O casal que inicia o processo de enfrentamento da infertilidade se sente muitas vezes desamparado e tem dificuldade em buscar apoio das pessoas a sua volta por medo de dizer o que sentem ou o que está de fato acontecendo. Da decisão de ter filhos, dos meses de tentativa, da decisão de procurar um médico até de fato iniciar o tratamento, o casal enfrenta uma tempestade de diferentes emoções, e a habilidade para lidar com elas é algo que definitivamente será testada.
Atualmente, no meio científico, estuda-se bastante a importância do suporte social e a diferença que isso faz para os casais que estão vivenciando esse momento. Palavras positivas de familiares e amigos, poder expressar o que sente para o parceiro e o apoio do médico que os assiste são condições essenciais para seguir em frente e amenizar o estresse que quase invariavelmente irá surgir.
Dessa forma, cuidar da saúde do corpo, conversar com as pessoas que fazem parte da sua vida, principalmente com o parceiro, assim como o suporte de um profissional compreensivo e dedicado, são ferramentas ideais para enfrentar a infertilidade.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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